sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A dois dias da eleição, Russomanno foge da imprensa em carreata


Em queda nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, fugiu da própria carreata na tarde desta sexta-feira, evitando falar com a imprensa a dois dias do primeiro turno das eleições municipais. A comitiva de veículos seguia de São Mateus, no extremo leste da capital, até o Ipiranga, na região sudeste.


O candidato chegou com uma hora e meia de atraso ao ponto de partida da carreata. Sem descer do veículo em que estava, Russomanno seguiu em frente, e sua assessoria informou que ele falaria com os jornalistas após o trajeto de mais de 20 km. No entanto, ao chegar à rua do Orfanato, no bairro da Mooca, a poucos minutos do fim da carreata, Russomanno desceu do carro aberto em que estava, entrou em outro e foi embora. Um dos veículos de imprensa tentou seguir o candidato, mas outros automóveis da campanha entraram na frente e impediram a perseguição.

A carreata terminou pouco depois, na rua do Manifesto. O próprio Conte Lopes, candidato a vereador que acompanhou Russomanno no carro aberto, parecia perplexo com a manobra de fuga. A assessoria do candidato informou a um dos jornalistas que ele estava atrasado para uma outra agenda. Em seguida, retificou, e disse que ele tinha um compromisso particular.

A fuga ocorre no momento mais crítico da campanha: antes líder isolado, Russomanno apresentou em duas semanas uma queda de dez pontos percentuais nas pesquisas de intenção de voto, empatando tecnicamente com o tucano José Serra. Além disso, o líder da Igreja Universal e dono da Record, bispo Edir Macedo, publicou em seu blog um texto defendendo Russomanno - que vinha a campanha inteira tentando se desvincular da denominação evangélica. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o PTB, aliado de Russomanno, estaria insatisfeito com a iniciativa de Macedo, com o comando da campanha e com a estratégia de marketing e compromissos de rua.

Aos jornalistas, Russomanno vinha prometendo há dois dias ler e se posicionar sobre o texto publicado no blog de Edir Macedo.
Via portal Terra

MP Eleitoral alerta contra 'derramamento' de santinhos


A partir das 22h de sábado até as 17h do domingo é estritamente proibido qualquer tipo de propaganda eleitoral. Atento ao tema, o Ministério Público Eleitoraldo Rio de Janeiro reforçou, nesta sexta-feira, a recomendação aos partidos, candidatos e coligações para que não ocorra o tradicional "derramamento de santinhos" no dia da eleição.

A distribuição de material impresso de campanha ainda é costumeira, com alguns militantes simplesmente jogando os panfletos para o alto, prejudicando a higiene e a estética urbana, de acordo com o MP Eleitoral. A prática configura crime de boca de urna
. A utilização de bandeiras, bótons e adesivos por parte dos envolvidos na disputa é permitida pela lei.
"A prevenção à boca de urna é uma medida importante já que os momentos que antecedem a votação costumam ser tensos em diversas localidades, por conta da iniciativa de políticos inescrupulosos que recrutam grande contingente de pessoas, mediante pagamento irrisório, para influenciar a vontade do eleitor", afirma o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro.

O promotor salienta ainda que a propaganda eleitoral em logradouros públicos, além de boca de urna, ou seja, crime eleitoral, é passível de pena de seis meses a um de detenção (crime de menor potencial) e ainda pode implicar em multa entre R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.

O Ministério Público do Rio de Janeiro reforçou a recomendação a todos os promotores. Munícipios como Saquarema, Macaé, e a própria capital fluminense já deram sinal positivo para a orientação. ¿Procurem votar naqueles candidatos que evitam praticar os atos ilegais acima descritos, demonstrando, assim, cuidado com a higiene, a estética urbana e com a preservação do meio ambiente de Saquarema, bem como o fiel cumprimento da legislação nos âmbitos municipal, estadual e federal¿, argumentou em nota, o MP-RJ.

Haddad renega Maluf, após ligar Russomanno à mafia dos fiscais


Por Dassler Marques
Depois de veicular em seu programa uma reportagem que liga Celso Russomanno, do PRB, a membros condenados pela máfia dos fiscais nos anos 90, Fernando Haddad (PT) rebateu as criticas dos adversários contra ele, em especial as ligações com membros julgados pelo escândalo do mensalão e à aliança com Paulo Maluf e o PP.

"(O Maluf) não está na minha campanha. Está com o governador (Geraldo) Alckmin também e vocês não publicam isso", reclamou Haddad em visita ao Brás na manhã desta sexta-feira.

Ao todo, quatro ex-vereadores envolvidos na máfia dos fiscais (José Izar, Vicente Viscome, Zé Índio e Archibaldo Zancra) integram a equipe de colaboradores de Russomanno. O esquema nos anos 90, durante a gestão de Celso Pitta, teria se aproximado de R$ 500 mil em propinas.

"É uma reportagem de jornal (onde a ligação com Russomanno foi revelada). Não tem ninguém (do mensalão) na minha campanha. Estão forçando situação que não existe. Os coordenadores e militantes (do PT) são conhecidos, me acompanham no dia a dia", reclamou Haddad. "Me baseio em reportagens investigativas que a imprensa faz", salientou.

Ainda a respeito de Russomanno, que caiu sete pontos em pesquisas desta semana, Haddad afirmou que "não tem mais incógnita, as pessoas têm nítido o que está em jogo". Levantamento feito pelo Datafolha aponta que é o petista o maior beneficiado pela queda do candidato do PRB na liderança, o que fez ele reforçar a confiança de que irá deixar a terceira posição no domingo e disputar o segundo turno em São Paulo. "É o que sinto na rua, do nosso acompanhamento interno e da força dos nossos apoios e da nossa proposta. Ansiedade não é comigo, comecei a campanha zen e termino zen".

Ex-comerciante da região do Brás e da 25 de Março, uma herança do pai que era atacadista de tecidos, Fernando Haddad caminhou em busca de apoio por cerca de três horas na manhã desta sexta. Em um dos principais estabelecimentos comerciais da região, o Lojão do Brás, chegou a ser ovacionado por funcionários que fizeram discurso em microfone. Haddad também fez discurso e reforçou a proposta de oferecer melhor infraestrutura para os comércios de rua de São Paulo.
Via Portal Terra

Haddad é quem mais se beneficia de perda de votos de Russomanno


Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura de São Paulo, é a primeira opção do eleitor que inicialmente votaria em Celso Russomanno (PRB), mas mudou de ideia. Segundo a última pesquisa Datafolha, 26% dos eleitores do postulante do PRB afirmam que podem mudar de voto. Destes, 31% afirmam que, caso mudem, votarão no petista.

José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB) estão empatados como "beneficiários" da perda de votos de Russomanno: aparecem com 17% cada. Soninha Francine (PPS) tem 9%.
O candidato do PRB tem mostrado uma queda de 10 pontos percentuais na campanha. Antes líder isolado, agora Russomanno tem 25% e está em situação de empate técnico com o tucano, José Serra, que oscilou um ponto percentual para cima e tem 23%. Segundo a pesquisa encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo, como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Serra também está empatado tecnicamente com o petista Fernando Haddad, que foi de 18% para 19%, no limite da margem de erro.

O Datafolha entrevistou 2.099 pessoas entre os dias 2 e 3 de outubro. A pesquisa foi registrada pelo Tribunal Regional de São Paulo com o número (TRE-SP) SP-01536/2012. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo.

Justiça apreende jornais pró-Haddad


Impresso do Sindicato dos Bancários dá mais destaque e declara apoio ao candidato petista; campanha tucana alega que publicação fere lei eleitoral

Oficiais da Justiça Eleitoral apreenderam na noite dessa quinta-feira, 4, exemplares do jornal Folha Bancária, editado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e com tiragem de 100 mil exemplares, por suposta propaganda eleitoral indevida em favor do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

A ação foi proposta pelos advogados do candidato José Serra (PSDB), sob a alegação de que a publicação viola a Lei Eleitoral. O artigo 24 proíbe os candidatos de receber doações diretas e indiretas, inclusive na forma de publicidade, de entidades de classe e sindical.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pela juíza Carla Themis Lagrotta Germano. A decisão proíbe a distribuição do jornal e determina a retirada do PDF da publicação do site do sindicato, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Os cerca de 500 exemplares disponíveis na sede da entidade, no centro, foram apreendidos. Oficiais de Justiça também foram destacados para cumprir o mandado em outros locais.

A última página dos exemplares apreendidos da Folha Bancária traz seção sob o título "O melhor projeto para São Paulo", com textos sobre Haddad, Serra e Russomanno. O petista ganhou o dobro do tamanho dos concorrentes e a afirmação de que a "maioria da diretoria do sindicato apoia Fernando Haddad".

A peça sobre Serra afirma que o tucano vetou projetos de lei que determinavam a instalação de portas de segurança nos bancos e que o PSDB privatizou o Banespa. Diz também que o tucano não divulgou seu plano de governo. O texto sobre Russomanno afirma que o candidato "ganhou destaque não pela atuação política, mas apresentando programas de várias emissoras de TV" e resume seu histórico de filiações partidárias e propostas de governo.
Nem os bancários nem a campanha de Haddad comentaram o caso ontem. O advogado Milton Terra, da campanha de Serra, afirmou que "já é tradicional o sindicato apoiar o PT". "Eles reiteradamente descumprem a lei", disse. / COLABOROU BRUNO BOGHOSSIAN

A dor me impede de falar, diz ministro sobre situação de Dirceu no mensalão


Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) evitou comentar julgamento de ex-ministro no processo; petista já recebeu três votos favoráveis à condenação

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, evitou falar nesta sexta-feira, 5, sobre o julgamento do ex-ministro da Casa Civil no processo mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa quinta, 4, a Corte já deu sinais de que pode condenar o petista por corrupção ativa.

"A dor me impede de falar, neste momento, desta questão", disse Carvalho durante a abertura da exposição das obras do italiano Michelangelo Merisi Caravaggio, em Brasília. O ministro foi chefe de gabinete do governo Lula durante os dois mandatos.
Nessa semana, o STF começou a julgar o envolvimento de petistas no esquema de compra de apoio político no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Três ministros votaram pela condenação de Dirceu, apontado pela acusação como o principal articulador do esquema. Já para o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, não há provas de que o ex-ministro comandou o mensalão. Os demais ministros votam na próxima semana.

Também na quinta, a defesa de Dirceu apresentou último apelo ao Supremo. Em um documento de 11 folhas, o advogado José Luiz Oliveira Lima diz que o petista não mantinha encontros com outros réus do processo e não poderia ser culpado por atos relativos ao cargo que exercia na época.

"Ao contrário do que foi consignado no voto do Exmo. Relator, as reuniões (na Casa Civil) não se revestem de caráter clandestino; ao revés, foram registradas na agenda oficial do ex-ministro. Se os representantes dos bancos e empresas decidiram levar nas audiências Marcos Valério ou Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT e também réu no processo), seja como mero acompanhantes ou assessores, tal fato não é de responsabilidade de José Dirceu", argumentou o advogado.

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