sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mais dois votos para manter Donati fora da disputa

Outros dois juízes negaram o recurso do atual prefeito de Conceição da Barra,  Jorge Donati (PSDB), contra a cassação do registro de sua candidatura em sessão, na tarde de ontem.

O registro de Donati foi cassado no último dia 13 por propaganda institucional irregular. Depois do relator, o juiz Marcelo Abelha, votar para negar provimento, foi a vez do desembargador Annibal de Rezende e de Rachel Durão seguirem o voto. Julio César de Oliveira pediu vista. Ao todo, são três votos pela manutenção da cassação.

Já o recurso do prefeito cassado de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB), será julgado na próxima segunda-feira.

Na sessão do TRE-ES da última terça-feira, um jornal de Alfredo Chaves foi multado em R$ 5 mil por propaganda eleitoral antecipada, o que teria favorecido o candidato a prefeito Sérgio Bianchi (PSD). A assessoria do candidato informou que Bianchi não tem relação com o jornal e que não tinha conhecimento da propaganda.

SEGURANÇA NA ELEIÇÃO CAPIXABA

Reforço policial em oito cidades

TRE obteve a garantia de mais policiais nas ruas dos municípios em que há confronto. A Polícia Federal também irá atuar no dia 7

Nathalia Pompermaier
Contra a boca de urna, a compra de votos e para garantir a segurança dos eleitores no próximo dia 7 de outubro, oito municípios do Estado pediram reforço no policiamento durante as eleições e receberam o sinal verde da Polícia Militar.
Os juízes eleitorais de Colatina, Anchieta, Jaguaré, Linhares, Água Doce do Norte, Iconha, Pinheiros e Presidente Kennedy solicitaram reforço ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O motivo é que, a pouco mais de uma semana do pleito, o clima já esquentou nessas cidades.

Em Anchieta, por exemplo, campanhas de candidatos adversários estão entrando em choque nas ruas da cidade, e os cabos eleitorais chegam a usar foguetes durante as caminhadas, o que, segundo o TRE, coloca em rico a segurança das pessoas.

Membro do TRE, o juiz Marcelo Abelha contou que teve seu carro parado e “sacudido” quando passava pelas ruas da cidade há alguns dias.
Os pedidos de reforços foram apresentados pelo presidente do TRE, o desembargador Sérgio Bizzotto, ao secretário de Estado da Segurança, Henrique Herkenhoff, e ao comandante da Polícia Militar, o coronel Ronald Willian, em reunião, no início da tarde de ontem.

De acordo com o desembargador, o comandante da PM já confirmou os reforços. “Saímos com toda a convicção de que teremos uma eleição tranquila”, disse Bizzotto. A PM já confirmou, por meio de sua assessoria, que mais de 7.200 policiais irão atuar nas eleições.

Bizzotto adiantou ainda que na próxima semana irá se reunir com o superintendente da Polícia Federal, Erivelton Leão de Oliveira, que garante reforçar o policiamento no dia 7 de outubro nas cidades onde há delegacias da PF.
“Também queremos saber quais estão sendo as providências tomadas pela Polícia Federal para as eleições”, explicou Bizzotto.

Ainda participaram da reunião, o procurador regional eleitoral Carlos Mazzocco e o diretor-geral do TRE, Alvimar Dias Nascimento.
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Lei Seca vai ficar a cargo de cada juiz

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), o desembargador Sérgio Bizzotto, confirmou que o juiz eleitoral de cada cidade irá definir se proíbe ou não bebidas alcoólicas no dia da eleição,.
Bizzotto afirmou que irá publicar uma circular para comunicar os magistrados da decisão e justificou a autonomia dada a eles dizendo que “a realidade de cada cidade é muito diferente”. “Alguns municípios têm praia, outros são maiores e outros menores. Por isso, cada um sabe melhor o que cabe a situação do lugar”, explicou.
Segundo o desembargador, a maioria dos juízes já disse que irá criar portaria proibindo a venda de bebidas alcoólicas. No entanto, o magistrado considera a ação desnecessária.
“Todas as questões relacionadas à bebida já estão presentes em lei, como a proibição da venda a menores e a proibição do consumo antes de dirigir. Por isso, não acho que deveria haver uma nova lei para essa questão”, declarou.

O Poder de uma Mudança no Paradigma


Por Dag Vulpi

Talvez a mais importante lição que se possa extrair da percepção humana esteja na súbita e iluminadora mudança de paradigma — aquela experiência do tipo “Ah-ah!”, em que tudo se revela sob nova luz, e o que antes era certeza absoluta dissolve-se diante de uma compreensão mais ampla e verdadeira.


Quanto mais alguém se apega à antiga forma de perceber o mundo, mais intensa é a experiência do Ah-ah! quando o novo se revela. É como se uma centelha interior se acendesse, iluminando o que sempre esteve ali, mas de outro modo invisível.

O termo mudança de paradigma, cunhado por Thomas Kuhn em A Estrutura das Revoluções Científicas, marcou um ponto de inflexão na história do pensamento. Kuhn demonstrou que toda revolução científica nasce de uma ruptura — com tradições, com o modo antigo de pensar, com o conforto das verdades estabelecidas.

Assim foi com Ptolomeu, o grande astrônomo egípcio, para quem a Terra era o centro do universo. Sua concepção vigorou por mais de mil anos, até que, em 1543, Copérnico, mesmo sob perseguição e escárnio, ousou colocar o Sol no centro. Daquele deslocamento nasceu não apenas uma nova astronomia, mas uma nova forma de olhar a realidade.

O modelo de Newton, ainda hoje alicerce da engenharia moderna, também se revelou incompleto diante da genialidade de Einstein, cuja Teoria da Relatividade inaugurou um novo universo de compreensão.

O mesmo se deu na medicina: enquanto a teoria dos germes não fora elaborada, incontáveis mulheres e crianças morriam no parto, e soldados sucumbiam mais à infecção do que ao combate. Quando o novo paradigma da microbiologia se consolidou, um avanço dramático transformou o destino da humanidade.

O Brasil moderno também nasceu de uma mudança de paradigma. Por séculos, acreditou-se no direito divino dos reis — até que a noção de que o poder emana do povo fez nascer a democracia constitucional, libertando a energia criadora e a esperança coletiva.

Mas nem toda mudança é para o bem. A transição da Ética do Caráter para a Ética da Personalidade afastou-nos das raízes profundas que nutrem a integridade, a empatia e o verdadeiro sentido de sucesso.

Contudo, quer nos elevem ou nos desviem, quer ocorram subitamente ou ao longo de uma lenta travessia, as mudanças de paradigma são as grandes alquimias da consciência. São elas que redesenham a maneira como enxergamos o mundo e, por consequência, como vivemos nele.


Lembro-me de uma dessas transformações, ocorrida numa manhã de domingo, no metrô de São Paulo.
O vagão estava silencioso — jornais abertos, olhares distantes, sonolência de domingo.
De repente, um homem entrou com os filhos. As crianças corriam, gritavam, incomodavam todos. O pai, ao meu lado, mantinha os olhos fechados, imóvel, indiferente.

Minha irritação crescia. Por fim, não resisti:
— Senhor, seus filhos estão perturbando muita gente. O senhor não poderia fazer algo?

Ele ergueu lentamente o olhar e respondeu com voz mansa:
— Tem razão... Acho que deveria fazer alguma coisa. É que acabamos de sair do hospital... A mãe deles morreu há uma hora.

Nesse instante, tudo mudou. Meu paradigma desabou.
O que era incômodo transformou-se em compaixão. A irritação cedeu lugar a uma ternura silenciosa.
— Sinto muito — respondi, tomado por uma humildade nova. — Quer conversar sobre isso? Posso ajudar em algo?

Em um único segundo, o mundo se reposicionou.
E eu compreendi, profundamente, que quando muda o olhar, tudo muda — o pensamento, o sentimento, a ação.


Muitos de nós vivenciamos esse tipo de virada quando uma crise nos obriga a rever prioridades, ou quando assumimos papéis novos: pai, avô, líder, companheiro.
Podemos gastar anos tentando moldar atitudes e comportamentos pela superfície — mas a verdadeira transformação só acontece quando mergulhamos nas raízes do paradigma que nos sustenta.

Como disse Thoreau:

“Para cada mil homens cortando as folhas do mal, há apenas um atacando as raízes.”

O salto qualitativo de nossas vidas começa quando paramos de podar folhas e passamos a trabalhar o solo — o invisível que alimenta o visível.


Reflexão:

Mudar de paradigma é, em essência, um ato de humildade — o reconhecimento de que a verdade pode estar além daquilo que aprendemos a chamar de “verdade”. É o instante em que o Sol, antes orbitado, se revela o centro. É quando, enfim, o universo se reorganiza dentro de nós.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Análise: influência de Lula na eleição municipal é limitada

Considerado um dos grandes transmissores de votos da história eleitoral brasileira após a eleição de Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem tendo dificuldade para emplacar candidaturas de seus aliados. Apesar do crescimento de Fernando Haddad em São Paulo, os petistas ainda derrapam em Belo Horizonte e Recife, duas capitais consideradas estratégicas pelo partido.
Com dificuldades para alavancar Fernando Haddad em São Paulo, analistas não veem Lula como determinante em 2012

O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto de pesquisa Vox Populi, avalia a capacidade de uma personalidade nacional como o ex-presidente de influenciar nas eleições municipais. "A influência do presidente em eleições municipais é limitada", resume.
"Em 2008, no auge de sua popularidade, Lula se envolveu até intensamente em algumas eleições municipais sem que os candidatos do PT vencessem a eleição. O caso emblemático é o de São Paulo, onde ele apoiou a Marta Suplicy (PT) e ela acabou derrotada por Gilberto Kassab", ilustra.

Na mesma linha, o cientista político Eurico Figueiredo, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), lembra que a força do ex-presidente foi reduzida quando ele deixou a presidência. "Lula deixou de ser o homem que assina as decisões mais importantes do País. Por isso, não já pode dar uma demonstração de poder de transferência de votos do patamar da observada na eleição de Dilma Rousseff. Por outro lado, Lula ainda é o protagonista maior do PT", analisa.

Mais positivo em relação ao papel de Lula, Figueiredo acredita que o ex-presidente tem sido importante nas eleições em que mais participa. "Em São Paulo, ele pegou uma pessoa muito pouco conhecida, o Fernando Haddad, da mesma forma que havia feito com a presidente Dilma. E o candidato já está em segundo. Haddad já se tornou muito conhecido e, se for para o segundo turno, tem grandes chances de vencer", pontua.
"Lula também tem conseguido alavancar a candidatura do Marcio Pochmann, um professor e ex-presidente do Ipea, em Campinas. Ter conseguido emplacar dois professores nas duas maiores cidades paulistas mostra que sua influência ainda é muito forte", continua Figueiredo.

Com a experiência de quem trabalha há mais de duas décadas com pesquisas de intenção de votos, Coimbra considera exagerada a importância dada aos levantamentos realizados até este momento do ciclo eleitoral. "O que a gente tem por enquanto são pesquisas. E pesquisa em eleição municipal costuma ter uma imprecisão muito maior do que nas presidenciais ou estaduais", indica.
"Aceitando o que temos hoje em matéria de pesquisa é certamente cedo para se decretar vencedores e perdedores. Claro que o PSB deve ter um desempenho melhor, fundamentalmente por estar na frente em Recife", avalia.

O crescimento do partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, divide a opinião dos especialistas. Enquanto Figueiredo acredita que "as eleições de Belo Horizonte são vitais" para o partido, Coimbra acredita que não há razões para se ter a impressão de que os socialistas saem significativamente fortalecidos do pleito.

"O PSB está com uma cara de que pode ter um bom desempenho por causa de Recife e, talvez, Fortaleza. Pode haver fato novo com uma vitória em Cuiabá, mas estamos pegando pequenos casos. Hoje o prefeito de Curitiba, que é do PSB, está em uma posição bastante desfavorável em relação ao Ratinho Jr (PSC), por exemplo", pondera.

Influência do mensalão é pequena
Os dois analistas concordam em um ponto: o impacto do julgamento do mensalão nas candidaturas petistas ainda não pode ser mensurado. Segundo eles, não se nota sinais de desgaste ao redor do Brasil. "O único lugar em que há algum prejuízo é em São Paulo, onde está grande parte das lideranças do PT que estão sendo acusadas, como (José) Dirceu, (José) Genoíno e João Paulo Cunha. Fora de São Paulo os efeitos são muito secundários, como estamos vendo com os sucessivos recordes de popularidade da presidente Dilma e o favoritismo do Lula em todos os cenários para 2014 pesquisados", conclui o presidente do Vox Populi.

Já o professor Figueiredo acredita que não é possível saber quais são os reflexos do julgamento nas disputas em que petistas estão envolvidas.
Jornal do Brasil

Cármen Lúcia segue Rosa e absolve réus da base do mensalão

Terceira a votar, a ministra Cármen Lúcia condenou nesta quinta-feira dez réus da base aliada do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva durante o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).


 A ministra acompanhou o entendimento da colega Rosa Weber e absolveu todos os oito acusados do crime de formação de quadrilha neste capítulo 6. Quanto à lavagem de dinheiro, ela livrou o réu José Borba, ligado ao PMDB, e Antonio Lamas, que foi absolvido de todos os crimes.

Por ser presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia pediu para adiantar seu voto e falar antes do ministro Dias Toffoli. A dez dias da eleição, Cármen comentou a tristeza de condenar políticos eleitos pelo povo e pediu para que os eleitores não tenham descrença na política.
"Este é um julgamento de processo penal que nós julgamentos pessoas que eventualmente tenham errado e contrariado o Direito Penal, mas que isso não significa que a política seja necessária ou sempre corrupta. Pelo contrário. A humanidade chegou ao momento que chegamos, porque é ou a política ou a guerra", disse.

A ministra condenou os réus Pedro Corrêa (PP - corrupção passiva e lavagem de dinheiro), Pedro Henry (PP ¿ corrupção passiva e lavagem de dinheiro), João Claudio Genu (PP ¿ corrupção passiva e lavagem de dinheiro), Enivaldo Quadrado (Bonus Banval - lavagem de dinheiro), Breno Fischberg (Bonus Banval - lavagem de dinheiro) Valdemar Costa Neto (PL - corrupção passiva e lavagem de dinheiro), Jacinto Lamas (PL ¿ corrupção passiva e lavagem de dinheiro), Bispo Rodrigues (PL ¿ corrupção passiva e lavagem de dinheiro), Roberto Jefferson (PTB ¿ corrupção passiva e lavagem de dinheiro), Romeu Queiroz (PTB ¿ corrupção passiva e lavagem de dinheiro), Emerson Palmieri (PTB ¿ uma corrupção passiva e lavagem de dinheiro) e José Borba (corrupção passiva).

Cármen Lúcia absolveu José Borba, ligado ao PMDB, por considerar que ele não tentou ocultar o dinheiro recebido como corrupção. "Não considero ter ocorrido a lavagem de dinheiro. Considero não ter uma tentativa de dissimular a dissimulação. Ele estava recebendo o dinheiro de Simone Vasconcelos, que estava praticando a corrupção", disse. De formação de quadrilha, os absolvidos foram Pedro Corrêa, Pedro Henry, João Cláudio Genu, Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas, Enivaldo Quadrado, Breno Fischberg e Antonio Lamas.

O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex- presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.


Aumenta disputa nas câmaras do ES

Por Luiz Fernando Brumana
Dados do TSE revelam que, dos 78 municípios do Estado, 72 tiveram crescimento no número de candidatos às vagas dos legislativos

O número de candidatos para as câmaras municipais de todo o Estado aumentou em comparação à eleição de 2008. Dos 78 legislativos, 72 deles tiveram crescimento de concorrentes, segundo informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Atrativos não faltam. Afinal, a função conta com aumentos salariais acima da inflação, benefícios, como cota de gabinete, e, este ano, há mais vagas a serem disputadas.
São 9.248 candidatos — contra 6.388 há quatro anos — que estão atrás de uma das 840 cadeiras dos 78 legislativos municipais. Ou seja, houve um aumento de 44,77% no número de concorrentes.

Os eleitores de Aracruz, no Norte do Estado, é que vão se deparar, no dia 7 de outubro, com o maior aumento de opções nas urnas. Lá, o crescimento do número de candidatos atingiu 181,71%. Eram 82 candidatos em 2008, e hoje são 231. A Câmara Municipal foi alvo de diversas denúncias de corrupção nos últimos meses e vários vereadores foram afastados. Para o presidente da Comissão de Combate à Corrupção e à Impunidade da seccional capixaba da Ordem de Advogados do Brasil (OAB-ES), Délio Prates, isso também influencia na concorrência.
“As pessoas querem consertar o processo que houve em Aracruz. É um indício que a cidade está reagindo”, explicou.

Na sequência, vem Barra de São Francisco, com 133,87% de aumento (de 62 para 145 candidatos).

A Serra aparece em terceiro. Eram 234 concorrentes em 2008 e, este ano, são 537, um aumento de 129,49%. A disputa serrana também é mais acirrada no critério candidato/vaga. São 23 pessoas para cada uma das 23 cadeiras. Os vereadores de lá também terão o maior aumento salarial, de R$ 5,7 mil para R$ 9,2 mil em 2013.
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REDUÇÃO SÓ EM SEIS LEGISLATIVOS
Na contramão da maioria dos 78 municípios capixabas, seis deles contam com menos candidatos este ano do que na disputa de 2008.
Ou seja, o eleitor terá menos opções na escolha de quem atuará como seus representantes.
São eles: Afonso Cláudio, Jerônimo Monteiro, Itarana, Conceição da Barra, Jaguaré e Divino de São Lourenço.
Afonso Cláudio está liderando o ranking. O município contava com 90 candidatos há quatro anos e hoje são apenas 56, uma redução de 37,78%. O número de cadeiras no Legislativo não aumentou — são nove — e a relação candidato/vaga para este ano ficou em 6,2.
Jerônimo Monteiro teve uma redução de 24,64% em comparação a 2008. Eram 69 candidatos e, para este pleito, são 52.
No critério menor disputa por vaga entre aqueles que tiveram diminuição dos candidatos está Itarana. No município, para cada uma das nove vagas, há cerca de cinco concorrentes. Ao todo, são 48 candidatos na disputa, 11 a menos que no último pleito municipal.
Divino de São Lourenço teve dois candidatos a menos do que 2008.




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