sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mensalão: após condenação, Roberto Jefferson diz que é vítima de si mesmo


Jefferson foi condenado por corrupção passiva por 6 votos a 0 e também pode ser condenado por lavagem de dinheiro –para este crime, o placar, por enquanto, está em 5 a 1 pela sua condenação.

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse na manhã desta sexta-feira (28) que não é “vítima de ninguém, a não ser de mim mesmo”, sobre a condenação pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão na quinta-feira. Jefferson foi condenado por corrupção passiva por 6 votos a 0 e também pode ser condenado por lavagem de dinheiro –para este crime, o placar, por enquanto, está em 5 a 1 pela sua condenação.

“A maioria da Corte Suprema do meu país já me condenou pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Embora não concorde com as imputações, recebo com serenidade a decisão dos ministros. E reafirmo: não vendi o meu partido ao PT nem me apropriei para fins pessoais de nem um centavo sequer do dinheiro que a mim chegou para financiar campanhas eleitorais. Muito menos sou delator, alcunha com que tentam à força me marcar. Não sou vítima de ninguém, a não ser de mim mesmo. Nada a reclamar. ‘Dura lex, sed lex’ (‘a lei [é] dura, porém [é] a lei’)”, postou ele em seu blog na manhã desta sexta.

A maioria dos ministros do STF condenou na noite de ontem o ex-deputado e mais oito réus do mensalão ligados a partidos da base aliada do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006). Os réus –ligados ao PP, PTB, PL (atual PR) e PMDB– foram condenados por receberem dinheiro das empresas de Marcos Valério –apontado como o operador do mensalão–, sob orientação do PT.

Para ser condenado pela maioria, Jefferson tem que receber seis ou mais votos pela condenação — o que já ocorreu ontem. Caso nenhum ministro volte atrás em seus votos até o final do julgamento –que não tem data para terminar–, o ex-deputado e presidente licenciado do PTB será condenado.

Do PTB, também foi condenado pela maioria, por corrupção passiva, o ex-deputado federal Romeu Queiroz (MG). O ex-tesoureiro da sigla Emerson Palmieri recebeu, até agora, o voto de cinco ministros pela sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O valor total do acordo entre PTB e PT era de R$ 20 milhões, mas apenas R$ 4,5 milhões foram repassados ao PTB, segundo afirmou Roberto Jefferson.
Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, em 2005, Jefferson denunciou o suposto esquema de compra de apoio parlamentar, deflagrando o maior escândalo do governo Lula.
(Do UOL)

Luiz Paulo tem voto favorável no TCES



Esteve em votação no pleno do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) na sessão desta quinta-feira (27), o acolhimento da preliminar que responsabiliza ou não o candidato à prefeitura de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), acerca de suspeitas de irregularidades nas contas do Executivo da Capital referentes a 2004. Ele já foi prefeito da cidade por dois mandatos. O relator do processo, o conselheiro Cotta Lovatti, votou por responsabilizá-lo juntamente com outros sete citados nos autos, e negou o pedido feito pela defesa do tucano.

Porém, o conselheiro Sérgio Aboudib, que tinha pedido vista, deferiu o voto a favor de Luiz Paulo. “Concluo que não seja imputada a responsabilidade ao prefeito pelos atos de seus secretários”, disse. Aboudib finalizou o voto dizendo “acato a preliminar da defesa do prefeito”.   O conselheiro Pimentel pediu vista do processo.

Nesta fase está sendo julgada a responsabilidade partilhada do ex-prefeito com ordenadores de despesas de sua gestão. Depois, o plenário apreciará a culpa das suspeitas de irregularidades, atribuindo a multa e ressarcimento do dano ao município.

São mais de 10 indícios de irregularidades. Entre, pagamento de procuradores municipais em desacordo com o teto municipal (R$ 274 mil); repasse financeiro sem finalidade pública no valor de R$29.200 mil ao Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares ES; contratação de empresa incompatível com a função especificada no pregão eletrônico 23/2004; desclassificação de empresas com menor preço sem motivação, limitar a competição entre empresas no pregão eletrônico 203/2004 e outras.

Câmara de Rio Novo do Sul mantém recomendação do TCES e rejeita contas de ex-prefeitos
A Câmara de Rio Novo do Sul manteve, no último dia 13, o parecer do TCES, que recomendou a reprovação das contas dos ex-prefeitos Sidney Costa (gestão 2003) e Estevam Fiório (2007). A votação foi acirrada entre os noves vereadores que compõem o legislativo municipal: foram cinco votos contrario a rejeição das contas. A decisão os inclui na Lei da Ficha Limpa.

Sidney Costa teve as contas rejeitadas na Corte por várias irregularidades, dentre elas: o não cumprimento das metas orçamentárias; ausência de licitação para aquisição de combustível, transporte escolar e eletrificação; irregularidades em licitação, certidão sem autenticação, transferência de R$ 2.700 para um clube esportivo, e outras.
Já as contas de Estevam Fiório apresentaram divergências no balanço financeiro, no saldo disponível e o fluxo de caixa, contábeis, dívida ativa, bens e imóveis e em depósito; déficit orçamentário, além de não aplicar 25% da receita bruta do município na educação.

Ainda na sessão desta quinta-feira (27), o prefeito de Rio Novo do Sul, João Facchim (PSB), e outros ordenadores de despesas foram citados, para que em 30 dias apresentem justificativas sobre possíveis irregularidades, de acordo com auditoria especial referente à gestão de 2011.

Também na mira do Tribunal está a Prefeitura de Sooretama. É que a Corte de Contas irá fazer auditoria ordinária, nos dias 19 e 23 de novembro, nos atos do Executivo municipal, após denúncia de a prática de nepotismo, irregularidades no pregão presencial nº36 e aumento injustificado de cargos e salários.
O relator do processo, o conselheiro João Luiz Cotta Lovatti, explicou que a auditoria já estava programada para ser feita apenas nos atos que envolvem serviço de transporte escolar. Em face as denúncias, Cotta Lovatti pediu alteração no plano de auditoria para que as suspeitas fossem checadas.

Secretário de Estado terá explicar contratação de agência publicitária
O secretário de Economia e Planejamento do Estado, Guilherme Henrique Pereira, terá que dar explicações ao Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) sobre a ausência de projeto básico que resultou na contratação de agência de publicidade, conforme relatório de auditoria de prestação de contas da pasta, de 2011. O contrato foi estimado em R$ 1 milhão. Já foram pagos R$ 138 mil.
O relator, o conselheiro José Antonio Pimentel, que deu a decisão monocraticamente. O processo voltará ao plenário depois de juntadas as justificativas aos autos e análise feita pela área técnica do Tribunal.
Via ES Hoje

Russomanno cai 5 pontos, indica pesquisa Datafolha


Líder nas intenções de voto em São Paulo, candidato do PRB agora tem 30%; Serra, com 22%, e Haddad, com 18%, voltam a empate técnico no limite da margem de erro



O candidato Celso Russomanno (PRB) caiu cinco pontos porcentuais em uma semana, de 35% para 30%, segundo pesquisa Datafolha sobre a eleição em São Paulo divulgada nessa quinta-feira, 27. O petista Fernando Haddad subiu de 15% para 18% e o tucano José Serra oscilou de 21% para 22%.

Com isso, Serra e Haddad voltam à situação de empate técnico da qual haviam saído na pesquisa anterior - quando o tucano abriu seis pontos de vantagem. Na quarta-feira, 26, o instituto Ibope detectou empate técnico entre os dois, mas mostrou Haddad numericamente à frente de Serra pela primeira vez (18% a 17%). O Ibope também mostrou Russomanno com 34%, ou 4 pontos porcentuais a mais do que o resultado do Datafolha.

Russomanno, com passagem praticamente assegurada para o segundo turno, venceria qualquer dos adversários em confronto direto se a eleição fosse hoje. Contra Serra, o placar seria de 50% a 34%. Contra Haddad, venceria por 49% a 34%. Em improvável disputa entre PSDB e PT, Haddad venceria, com 48%, ante 38% de Serra.

A intenção de voto em Russomanno no primeiro turno passou por oscilações bruscas nas últimas pesquisas, mas o mesmo não havia ocorrido em relação à projeção de segundo turno. Suas taxas, estáveis desde setembro, caíram na pesquisa divulgada ontem. No confronto contra Serra, Russomanno tinha 26 pontos de vantagem em 20 de setembro (57% a 31%). Agora, a distância caiu 10 pontos (50% a 34%).

Na disputa contra Haddad, Russomanno estava na frente, com 25 pontos a mais (55% a 30%). Agora, a vantagem é de 15 pontos (49% a 34%). A taxa de rejeição é o principal obstáculo para o crescimento de Serra; 45% dos eleitores paulistanos dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Russomanno é rejeitado por 22%, e Haddad, por 24%. O quarto colocado na Datafolha é Gabriel Chalita (PMDB), que chegou a 9%; a seguir aparece Soninha Francine (PPS), com 4%,

O Datafolha ouviu 1.799 eleitores de São Paulo entre essa quinta e quarta-feira. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A TV Globo, que divulgou a pesquisa, não detalhou em que regiões ocorreram as principais mudanças. Os dados do Ibope, porém, indicam que há refluxo do eleitorado de Russomanno, sobretudo na zona oeste e na região central, áreas em que Haddad ganhou terreno recentemente.

Na zona oeste, o Ibope mostrou os três principais candidatos em empate técnico: Russomanno e Haddad com 23%, e Serra, com 15%. Trata-se da área onde vivem os moradores com a renda média mais alta. É lá que os candidatos do PSDB costumam obter seus melhores resultados. Apesar de os candidatos do PRB e do PT aparecerem com oito pontos a mais que Serra, há empate técnico porque a amostra de eleitores ouvidos na pesquisa é pequena (menos de 10% do total). Para assegurar a ida de Haddad ao segundo turno, o PT espera conquistar os eleitores da periferia, que até o momento pendem para Russomanno.

Aécio diz que Lula age como líder de facção


Senador acusa ex-presidente de 'manchar a própria biografia' quando defende os réus do mensalão

Vannildo Mendes 
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de agir "como líder de facção" e de manchar a própria biografia, quando defende os réus do mensalão e ataca a oposição "de forma extremamente agressiva" nos palanques eleitorais. "O que nós estamos percebendo é que o lulismo da forma que existia, quase messiânico, que apontava o dedo e tudo seguia na mesma direção, não existe mais", afirmou o senador, para quem os ataques do petista não têm surtido o efeito que ele desejava.

De olho na eleição de 2014, Aécio realiza um périplo por cidades nordestinas, como Maceió, onde candidatos tucanos disputam a Prefeitura. O objetivo tem mão dupla: de um lado, ele dá impulso nessas candidaturas na reta final e de outro, fortalece seus laços políticos com lideranças regionais para uma eventual candidatura presidencial. Na passagem por Alagoas, ele fez uma carreata pelas principais ruas de Maceió ao lado do candidato tucano Rui Palmeira, líder disparado nas pesquisas, e depois seguiu para Arapiraca, onde o candidato do partido, Rogério Teófilo, encontra dificuldades.

Em entrevista dada nesta sexta-feira num hotel na orla de Maceió, Aécio deu resposta às declarações ácidas de Lula contra os tucanos nos palanques eleitorais, principalmente em São Paulo. Segundo Aécio, o lulismo está enterrado e os ataques mostram desespero do ex-presidente. "Claro que ele (lulismo) sempre terá avaliações positivas em algumas regiões de sua influência, mas da forma como existia no passado, estamos percebendo que não existe mais", enfatizou.

Segundo o senador, ao agir com virulência, Lula "está na verdade abdicando da condição de ex-presidente de todos os brasileiros para ser um líder de facção. Não é bom para ele, nem para sua história", afirmou. Ele disse que a tática tem surtido efeito inverso, como no caso de Belo Horizonte, onde Lula fez ataques ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Parece que o incomoda ainda bastante a figura do ex-presidente (FHC), mas sua ida não alterou em nada as pesquisas eleitorais (em Minas)", relatou.

Afiado, Aécio disparou também na direção do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que o chamou de despreparado para ser presidente da República e o aconselhou a ler mais - um livro por semana, ao menos. "Acho que ele passou ali um recado ao presidente Lula (que não tem curso superior e tem fama de ler pouco). Ele não me parece satisfeito com o apoio do ex-presidente", observou o tucano, lembrando que, apesar do "tsunami de recursos financeiros investidos", a campanha de Haddad não deslanchou.

Aécio disse que preferia ser lembrado por Haddad com mais gentileza. "Achei que ele fosse me cumprimentar, por ter levado Minas Gerais, com mais de 850 municípios, a ser, segundo o Ideb, o Estado que tem a melhor educação fundamental do Brasil", observou. "Se ele me perguntasse a receita, eu lhe diria: é humildade e competência, duas características que ele não demonstrou ter ao longo da sua vida pública. É uma oportunidade de ele perceber que, para avançar na vida pública, não basta apenas um padrinho político", alfinetou.



Aumenta o número de igrejas “inclusivas” no Brasil voltadas predominantemente para o público gay


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Apesar de o público LGBT ser alvo das críticas de religiões, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais estão cada vez menos órfãos de igrejas. É crescente o número das chamadas “igrejas inclusivas”, abertas aos LGBTS e demais classes marginalizadas pela sociedade. Em 2008 existia apenas uma igreja inclusiva no Brasil, que hoje já reúne 10 mil fiéis – pessoas de todas as orientações sexuais.
O Reverendo Cristiano Valério, da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), explica que a igreja foi fundada em Los Angeles, na década de 60, e hoje já está presente em mais de 38 países. No Brasil há cerca de 11 instituições, entre Igrejas e comunidades, inclusive no Espírito Santo.
Mas não existe apenas a ICM. “Não somos uma comunidade religiosa, e sim uma comunidade que luta contra a desigualdade, que infelizmente é tão grande em nosso país”, afirmou Cristiano.
Segundo ele, as religiões tradicionais avançam lentamente, e tratam essas pessoas como se elas fossem diferentes das demais, “A diferença não é uma ameaça, e sim um enriquecimento para sociedade. O trabalho das igrejas é ensinar que Deus ama a todos, sem diferença”, afirmou.
Nas igrejas tradicionais, os homossexuais precisam, quase sempre, esconder sua orientação sexual sob o risco da expulsão. Há casos, inclusive, de tentativas de “expulsão de espíritos ruins”.
Segundo o Reverendo Cristiano Valério, o objetivo das igrejas e comunidades inclusivas é avançar no reconhecimento da dignidade humana, e tornar um país mais civilizado. “Nosso objetivo é promover uma cultura de paz, incentivando a não violência contra essas pessoas, um país sem pressão homofóbica. Não forçamos ninguém a se revelar gay, nós cercamos essas pessoas de oportunidades, para quando elas se sentirem á vontade, venham dividir com a sociedade e vivam felizes”.
O crescimento das igrejas inclusivas ganhou força com o surgimento de políticas de combate à homofobia, ao passo que o preconceito também diminuiu, alegam especialistas. De acordo com o pastor João Brito Nogueira, da Igreja Evangélica Batista de Vitória (IEBV), as igrejas existem para servir e não discriminar pessoas homossexuais. Entretanto, ele não esconde que os fiéis de sua comunidade são contrários a relação de pessoas do mesmo sexo. “Somos contra a prática homossexual, mas, por isso, não deixamos de ajudar ou prestar qualquer tipo de solidariedade. A bíblia tem um ensinamento claro contra essas atitudes, Igrejas são apenas instituições criadas pelos homens”, disse.
Início sob sigilo
O princípio das igrejas inclusivas no Brasil foi na década de 90, com pequenas reuniões realizadas sigilosamente. Nos Estados Unidos, entretanto, elas já existem há pelo menos quatro décadas, praticando o que os americanos chamam de “teologia inclusiva”.
Apesar das igrejas inclusivas ainda enfrentarem forte resistência das comunidades católicas e evangélicas, elas seguem no discurso e finalidade de pregar a tolerância e a cultura de paz na sociedade mundial.
(Foto UOL) | Aleandro Coelho

José Serra ganha inesperado beijo na boca de eleitora

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, ganhou um inesperado beijo na boca de uma eleitora nesta quinta-feira (27) durante campanha no bairro do Bom Retiro, região central da cidade.

Durante a caminha, uma comerciante de uma das lojas da região se aproximou aos gritos dizendo que amava o tucano e que desejava se casar com ele. 
Serra ficou constrangido. Ao cumprimentá-la, acabou ganhando um beijo na boca. 
Na sexta-feira passada, o ex-governador proporcionou outra cena inusitada durante visita a um clube-escola localizado em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital. 
Brincando com os garotos que jogavam futebol, ele arriscou uma cobrança de pênalti e, no momento da batida, viu seu sapato “voar” em direção ao gol. 
Ao comentar o lance, Serra brincou: "Eu senti que o sapato ia sair. Foi um gol de sapato”, comentou, aos risos. 

Foto Agência Estado

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