sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Aécio diz que Lula age como líder de facção


Senador acusa ex-presidente de 'manchar a própria biografia' quando defende os réus do mensalão

Vannildo Mendes 
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de agir "como líder de facção" e de manchar a própria biografia, quando defende os réus do mensalão e ataca a oposição "de forma extremamente agressiva" nos palanques eleitorais. "O que nós estamos percebendo é que o lulismo da forma que existia, quase messiânico, que apontava o dedo e tudo seguia na mesma direção, não existe mais", afirmou o senador, para quem os ataques do petista não têm surtido o efeito que ele desejava.

De olho na eleição de 2014, Aécio realiza um périplo por cidades nordestinas, como Maceió, onde candidatos tucanos disputam a Prefeitura. O objetivo tem mão dupla: de um lado, ele dá impulso nessas candidaturas na reta final e de outro, fortalece seus laços políticos com lideranças regionais para uma eventual candidatura presidencial. Na passagem por Alagoas, ele fez uma carreata pelas principais ruas de Maceió ao lado do candidato tucano Rui Palmeira, líder disparado nas pesquisas, e depois seguiu para Arapiraca, onde o candidato do partido, Rogério Teófilo, encontra dificuldades.

Em entrevista dada nesta sexta-feira num hotel na orla de Maceió, Aécio deu resposta às declarações ácidas de Lula contra os tucanos nos palanques eleitorais, principalmente em São Paulo. Segundo Aécio, o lulismo está enterrado e os ataques mostram desespero do ex-presidente. "Claro que ele (lulismo) sempre terá avaliações positivas em algumas regiões de sua influência, mas da forma como existia no passado, estamos percebendo que não existe mais", enfatizou.

Segundo o senador, ao agir com virulência, Lula "está na verdade abdicando da condição de ex-presidente de todos os brasileiros para ser um líder de facção. Não é bom para ele, nem para sua história", afirmou. Ele disse que a tática tem surtido efeito inverso, como no caso de Belo Horizonte, onde Lula fez ataques ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Parece que o incomoda ainda bastante a figura do ex-presidente (FHC), mas sua ida não alterou em nada as pesquisas eleitorais (em Minas)", relatou.

Afiado, Aécio disparou também na direção do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que o chamou de despreparado para ser presidente da República e o aconselhou a ler mais - um livro por semana, ao menos. "Acho que ele passou ali um recado ao presidente Lula (que não tem curso superior e tem fama de ler pouco). Ele não me parece satisfeito com o apoio do ex-presidente", observou o tucano, lembrando que, apesar do "tsunami de recursos financeiros investidos", a campanha de Haddad não deslanchou.

Aécio disse que preferia ser lembrado por Haddad com mais gentileza. "Achei que ele fosse me cumprimentar, por ter levado Minas Gerais, com mais de 850 municípios, a ser, segundo o Ideb, o Estado que tem a melhor educação fundamental do Brasil", observou. "Se ele me perguntasse a receita, eu lhe diria: é humildade e competência, duas características que ele não demonstrou ter ao longo da sua vida pública. É uma oportunidade de ele perceber que, para avançar na vida pública, não basta apenas um padrinho político", alfinetou.



Aumenta o número de igrejas “inclusivas” no Brasil voltadas predominantemente para o público gay


destaque  lgbt Aumenta o número de igrejas inclusivas no Brasil voltadas predominantemente para o público gay











Apesar de o público LGBT ser alvo das críticas de religiões, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais estão cada vez menos órfãos de igrejas. É crescente o número das chamadas “igrejas inclusivas”, abertas aos LGBTS e demais classes marginalizadas pela sociedade. Em 2008 existia apenas uma igreja inclusiva no Brasil, que hoje já reúne 10 mil fiéis – pessoas de todas as orientações sexuais.
O Reverendo Cristiano Valério, da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), explica que a igreja foi fundada em Los Angeles, na década de 60, e hoje já está presente em mais de 38 países. No Brasil há cerca de 11 instituições, entre Igrejas e comunidades, inclusive no Espírito Santo.
Mas não existe apenas a ICM. “Não somos uma comunidade religiosa, e sim uma comunidade que luta contra a desigualdade, que infelizmente é tão grande em nosso país”, afirmou Cristiano.
Segundo ele, as religiões tradicionais avançam lentamente, e tratam essas pessoas como se elas fossem diferentes das demais, “A diferença não é uma ameaça, e sim um enriquecimento para sociedade. O trabalho das igrejas é ensinar que Deus ama a todos, sem diferença”, afirmou.
Nas igrejas tradicionais, os homossexuais precisam, quase sempre, esconder sua orientação sexual sob o risco da expulsão. Há casos, inclusive, de tentativas de “expulsão de espíritos ruins”.
Segundo o Reverendo Cristiano Valério, o objetivo das igrejas e comunidades inclusivas é avançar no reconhecimento da dignidade humana, e tornar um país mais civilizado. “Nosso objetivo é promover uma cultura de paz, incentivando a não violência contra essas pessoas, um país sem pressão homofóbica. Não forçamos ninguém a se revelar gay, nós cercamos essas pessoas de oportunidades, para quando elas se sentirem á vontade, venham dividir com a sociedade e vivam felizes”.
O crescimento das igrejas inclusivas ganhou força com o surgimento de políticas de combate à homofobia, ao passo que o preconceito também diminuiu, alegam especialistas. De acordo com o pastor João Brito Nogueira, da Igreja Evangélica Batista de Vitória (IEBV), as igrejas existem para servir e não discriminar pessoas homossexuais. Entretanto, ele não esconde que os fiéis de sua comunidade são contrários a relação de pessoas do mesmo sexo. “Somos contra a prática homossexual, mas, por isso, não deixamos de ajudar ou prestar qualquer tipo de solidariedade. A bíblia tem um ensinamento claro contra essas atitudes, Igrejas são apenas instituições criadas pelos homens”, disse.
Início sob sigilo
O princípio das igrejas inclusivas no Brasil foi na década de 90, com pequenas reuniões realizadas sigilosamente. Nos Estados Unidos, entretanto, elas já existem há pelo menos quatro décadas, praticando o que os americanos chamam de “teologia inclusiva”.
Apesar das igrejas inclusivas ainda enfrentarem forte resistência das comunidades católicas e evangélicas, elas seguem no discurso e finalidade de pregar a tolerância e a cultura de paz na sociedade mundial.
(Foto UOL) | Aleandro Coelho

José Serra ganha inesperado beijo na boca de eleitora

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, ganhou um inesperado beijo na boca de uma eleitora nesta quinta-feira (27) durante campanha no bairro do Bom Retiro, região central da cidade.

Durante a caminha, uma comerciante de uma das lojas da região se aproximou aos gritos dizendo que amava o tucano e que desejava se casar com ele. 
Serra ficou constrangido. Ao cumprimentá-la, acabou ganhando um beijo na boca. 
Na sexta-feira passada, o ex-governador proporcionou outra cena inusitada durante visita a um clube-escola localizado em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital. 
Brincando com os garotos que jogavam futebol, ele arriscou uma cobrança de pênalti e, no momento da batida, viu seu sapato “voar” em direção ao gol. 
Ao comentar o lance, Serra brincou: "Eu senti que o sapato ia sair. Foi um gol de sapato”, comentou, aos risos. 

Foto Agência Estado

Economia para pagar juros da dívida chega a R$ 2,9 bilhões em agosto


Superávit primário chega a R$ 2,9 bilhões em agosto

Kelly Oliveira
O superávit primário, esforço para o pagamento de juros da dívida, do setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – chegou a  R$ 2,997 bilhões, em agosto, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (28). O esforço fiscal no mês passado foi menor do que o registrado em agosto de 2011 (R$ 4,561 bilhões).
Nos oito meses do ano, o  superávit primário ficou em R$ 74,225 bilhões, menor do que o resultado de igual período de 2011 (R$ 96,54 bilhões). Em 12 meses encerrados em agosto, o resultado ficou em R$ 106,395 bilhões, o que representa 2,46% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é R$ 139,8 bilhões.
O esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 19,118 bilhões, em agosto, e acumularam R$ 147,58 bilhões, nos oito meses do ano, ante R$ 21,663 bilhões e R$ 160,207 bilhões, respectivamente em iguais períodos de 2011. Com isso, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e pelas despesas com juros, ficou em R$ 16,121 bilhões, no mês passado, e em R$ 73,355 bilhões, de janeiro a agosto. Em agosto do ano passado, o déficit nominal ficou em R$ 17,101  bilhões, e nos oito meses de 2011 em R$ 63,667 bilhões.
Nos oito meses do ano, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registrou superávit primário de R$ 53,069 bilhões, enquanto os governos regionais (estaduais e municipais) apresentaram R$ 19,357 bilhões e as empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram R$ 1,799 bilhão.
Somente em agosto, o superávit primário do Governo Central foi R$ 1,173 bilhão. Os governos regionais registraram superávit de R$ 1,483 bilhão, e as empresas estatais de R$ 341 milhões.

Caixa reduz juros de financimento de veículos novos e usados


A Caixa Econômica Federal anunciou hoje (28) redução de juros para o financiamento de veículos novos e usados. As novas taxas variam de 0,75% a 1,51% ao mês. Segundo a Caixa, a taxa máxima anterior era 1,63% ao mês.
Para veículos com até dois anos de fabricação, o índice máximo foi reduzido de 1,55%  para 1,34% ao mês. A linha de financiamento está disponível nas agências da Caixa, nas concessionárias e nas lojas credenciadas ao Banco PanAmericano.
“As taxas são definidas em função de fatores como cota de financiamento, idade do veículo, prazo e nível de relacionamento do cliente com a Caixa”, destaca nota divulgada pelo banco. O valor financiado pode ser até 100% para veículos zero quilômetro. O prazo pode chegar a 60 meses para aqueles com até cinco anos, e a 48 meses para os com até dez anos.
A Caixa informou ainda que, em conjunto com o Banco Pan-Americano, encerrou agosto com contratações de R$ 668 milhões em financiamento de veículos. O valor é 143% superior ao de abril deste ano, quando foi anunciada a estratégia de redução de taxas de juros do banco. Naquele mês, foram contratados R$ 274 milhões.
Até agosto, a participação em volume de contratação mensal da Caixa e do Banco Pan-Americano representava 7,04% do mercado. O objetivo é que a operação conjunta atinja 10% da produção total do mercado até dezembro de 2012.  O saldo da carteira de veículos dos dois bancos, que hoje é R$ 9,3 bilhões, deve chegar a R$ 10,6 bilhões até o final do ano.

Colômbia ganha adesão de um dos líderes das Farc para o acordo de paz em negociação no país


O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu ontem (27) à noite uma adesão considerada relevante ao acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Juvenal Ovidio Ricardo Palmera, conhecido como Simón Trinidad, apontado como um dos líderes da guerrilha, disse estar disposto a negociar com as autoridades o fim dos confrontos com o governo.
Preso nos Estados Unidos, Simón Trinidad apareceu em uma audiência no Tribunal Penal Especializado de Valledupar, no Nordeste da Colômbia, para responder sobre os crimes de sequestro e assassinato de tenente da Marinha Álvaro Morris. Ele disse durante a audiência que está disposto a “colaborar” para o “fim da violência no país”.
O procurador-geral da Nação da Colômbia, Eduardo Montealegre, disse que o governo pode aceitar o apoio de Simón Trinidad e integrá-lo à mesa de negociações. Mas não pode suspender os mandados de prisão emitidos contra ele.
No último dia 27, Santos confirmou a retomada das negociações entre o governo e as Farc para tentar colocar um fim ao conflito armado. Anteontem, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente reiterou os esforços feitos em busca da paz na região. Há cerca de meio século os guerrilheiros atuam na Colômbia. Para Santos, as negociações em curso não põem em risco a segurança dos cidadãos.
Pelas negociações, o governo e o comando das Farc se comprometem a  cumprir sete pontos, como a reintegração dos guerrilheiros à vida civil, o desenvolvimento rural, garantias de participação da oposição, o fim do conflito armado, o combate ao narcotráfico, assegurar os direitos das vítimas e a realização de julgamentos dos envolvidos em assassinatos, sequestros e torturas.
No próximo dia 8, haverá uma reunião, em Oslo, na Noruega. Os noruegueses, chilenos, venezuelanos e colombianos fazem a mediação dos acordos entre o governo Santos e o comando das Farc. Em entrevista coletiva, concedida há dois dias, a presidenta Dilma Rousseff elogiou a iniciativa de Santos e demonstrou confiança nos resultados das negociações.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi