sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Construção de ensecadeiras de Belo Monte já iniciaram

A estimativa é que em março do ano que vem essas barragens estejam prontas
Rio Xingu: conforme explicou a Norte Energia, o sítio Pimental contará com vertedouros, para controlar a vazão da água que estiver no reservatório do Rio Xingu
A Norte Energia, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, informou que começa nesta sexta-feira a construção das ensecadeiras no rio Xingu. As ensecadeiras são barragens provisórias construídas com terra e areia para desviar parte do fluxo do rio para permitir a execução dos trabalhos em um ambiente seco. Serão construídas no local onde haverá a casa de força Pimental, situada a cerca de 60 km de Altamira, Oeste do Pará. A estimativa é que em março do ano que vem essas barragens estejam prontas.

"A autorização para o início das atividades foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após a aprovação do Sistema de Transposição de Embarcações (STE) pela Fundação Nacional do Índio (Funai)", disse a Norte Energia, em nota. O STE é um mecanismo que promove a transposição das embarcações que utilizam o Rio Xingu como meio de transporte, tanto na fase atual de construção da usina quanto no futuro quando esta estiver em operação.



Conforme explicou a Norte Energia, o sítio Pimental contará com vertedouros, para controlar a vazão da água que estiver no reservatório do Xingu (o próprio leito do rio) e uma casa de força complementar equipada com turbinas. Além do Sistema de Transposição de Embarcações, neste local também será construída uma escada de peixes para possibilitar a passagem na época da piracema.

EM BREVE: POCANDO - O CAPIXABÊS AUTÊNTICO


Como a Copa pode ajudar o tatu-bola a driblar a extinção

Raro e pouco estudado, animal que só existe no Brasil corre risco de desaparecer. Mas 2014 pode ajudá-lo a driblar o perigo; a bola começa a rolar domingo, com anúncio da Fifa

Em 2014, não será apenas o título de campeão da vigésima Copa do Mundo que estará em jogo nos nossos campos de futebol. Mas também o futuro de um pequeno e dócil animal genuinamente brasileiro, o tatu-bola. No próximo domingo, durante o programa Fantástico, da TV Globo, o público conhecerá as três opções de nome escolhidas pela Fifa para o bichinho, que será anunciado oficialmente como mascote. Esse episódio marcará o começo de uma longa batalha por sua sobrevivência.





















O título de embaixador dos jogos será um divisor de águas para a espécie, que em breve passará da classificação “vulnerável” para “criticamente ameaçada”, na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). “Ao ganhar os olhos do mundo, durante a competição, tudo pode mudar”, diz o biólogo Rodrigo Castro, coordenador da campanha que promoveu o tatu-bola como um dos candidatos a mascote.
A sugestão da candidatura foi feita em fevereiro pela ONG Associação Caatinga, sediada no Ceará, que atua em prol da preservação da biodiversidade do bioma na região Nordeste. Para Castro, a grande visibilidade proporcionada pelo evento pode atrair patrocínios vultosos para projetos de conservação do animal. “Meu sonho é daqui a 20 anos olhar para trás e ver que 2014 foi a Copa que salvou o tatu-bola da extinção”, almeja.

Da Caatinga para o mundo
O desafio é grande. Além de só ser encontrado no Brasil, nosso mascote é a menor e a menos conhecida das 11 espécies de tatu do país. Para se ter uma ideia, não se sabe quantos são e onde estão seus indivíduos. Sabe-se, no entanto, que a distribuição da população se restringe à Caatinga e ao Cerrado, regiões onde as ameaças crescem em proporção inversa a do conhecimento sobre a espécie. Segundo maior bioma da América do Sul, depois da Amazônia, o Cerrado já perdeu mais da metade de sua área, e a Caatinga, mais de 60% da cobertura original. Tanto que hoje, segundo Castro, as maiores à espécie são o desmatamento, a expansão da agricultura e pecuária.

Mas, durante muito tempo, a caça foi o principal vilão. Quando se sente ameaçado, o animal tem a habilidade de se enrolar e assumir a forma de uma bola, protegendo as partes moles do corpo no interior da carapaça rígida, o que justifica o nome de tatu-bola (veja no vídeo abaixo). Essa peculiaridade é um escudo poderoso contra predadores da natureza, mas que torna o animal uma presa fácil para os humanos. “Ele pode ficar hermeticamente fechado nessa posição por até duas horas. É muito fácil para um caçador pegá-lo com as mãos”, explica o pesquisador, destacando que hoje a caça ao animal está restrita a regiões onde ele ainda ocorre, como Tocantins e Goiás.
"Há muito trabalho pela frente", reconhece o biólogo, destacando a necessidade de mais pesquisas para conhecer melhor a espécie, identificar e promover a conservação de áreas-chave para sua sobrevivência e levar educação ambiental para a sociedade. "É preciso mostrar ao Brasil a riqueza de sua biodiversidade e a Copa 2014 é a oportunidade para deixar esse legado ambiental”, diz. "Seria um belíssimo gol de placa".

Veja abaixo o vídeo que mostra o tatu assumindo a forma de bola ao ser encontrado por um grupo de pessoas. As imagens estão em baixa qualidade: 


Feirão do Imposto: gasolina pela metade do preço neste sábado



Objetivo de jovens empresários é informar e alertar a população sobre a alta carga tributária que incide em serviços e bens de consumo no Brasil

O preço vai cair de R$ 2,88 para R$ 1,50. Serão 2.000 litros vendidos quase que pela metade do preço. Os capixabas também poderão comprar roupas, calçados, cursos e até serviços cartorários sem impostos no dia de mobilização.

Com o objetivo de informar e alertar a população sobre a alta carga tributária que incide em serviços e bens de consumo no Brasil, a Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e a Federação Capixaba de Jovens Empreendedores (Fecaje) realiza neste sábado, (15), a 10ª edição do Feirão do Imposto. Os capixabas poderão aproveitar para comprar diversos produtos e contratar serviços sem impostos, como gasolina, que de R$ 2,88, será vendida por R$ 1,50.

O foco é mostrar como os impostos impactam no custo do salário mínimo. Segundo o coordenador do Feirão no Espírito Santo, Fernando Mendes, a proposta é também criar um ambiente para discutir a reforma tributária e provocar os consumidores a fiscalizarem a cobrança de tributos e a correta aplicação por parte do governo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária média sobre a gasolina é de 53.03%. E é sem esse peso no bolso que os motoristas da Grande Vitória poderão comprar combustível neste sábado. O Auto Posto Coral, localizado na Avenida Norte Sul, em Carapina, na Serra, vai vender o preço de R$ 2,88 para R$ 1,50, a partir das 13 horas. Serão 2.000 litros vendidos quase que pela metade do preço. Cada carro poderá abastecer até 20 litros com estes valores.

A grife Samba Club (www.sambaclub.com.br) também irá comercializar suas camisas sem impostos neste sábado pela internet. Já em João Neiva, interior do Estado, a boutique Fator X vai vender calçados e jeans com os descontos referentes à carga tributária incidente sobre tais produtos.

Já os que buscam serviços, poderão encontrar diversos cursos, como de gerenciamento de projetos, na Bitável (www.bitavel.com), que oferecerá seus treinamentos sem impostos. O Cartório Mais, em Vitória, também participa. Todos os pedidos que forem enviados neste sábado por e-mail (vitoria@cartoriomais.com.br) terão o preço sem o imposto, basta colocar no assunto “Feirão do Imposto.”

Mobilização
Uma mobilização de jovens empresários será feita em frente ao Café Bamboo, na Praia do Canto, em Vitória, onde todas as bebidas com café serão vendidas com 36,5% de desconto. No local serão exibidos os preços de alguns produtos e o quanto eles custariam sem impostos, para que a população tenha consciência sobre o que está pagando.

Onde comprar sem impostos no ES neste sábado
Empresa
Produto
Auto Posto Coral
Gasolina
Samba Club
Camisetas
Café Bamboo
Todas as bebidas com café
Fator X Boutique (João Neiva)
Jeans e calçados
Bitável
Cursos e treinamentos
Cartório Mais – Vitória
Todos os serviços

Alerta
A população que participar do Feirão do Imposto nos estados e cidades brasileiras terá a oportunidade também de acompanhar a alta carga tributária recolhida desde o dia 1º de janeiro no país. É que estará em exposição o impostômetro, equipamento criado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com o IBPT, e que registra com segurança a quantia de imposto pago pelo brasileiro, seja por segundo, minuto, dia, hora, mês ou ano, dividido ainda por município ou estado e outras possibilidades.

Desde o início deste ano, os números do impostômetro não param de rodar e estão próximos de chegar à quantia de R$ 1 trilhão de recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais. Até o dia 20 de agosto, o equipamento marcava R$ 967 bilhões. A expectativa é que ainda em agosto seja alcançado o número de R$ 1 trilhão. Para se ter uma ideia do que representa a quantia recolhida em impostos, com esse valor de R$ 967 bilhões é possível pagar 64.623 meses de contas de luz de todos os brasileiros, construir mais de 841.562 quilômetros de estrada, fornecer medicamentos para toda a população do país por 374.861 meses e pagar mais de 1.555.939.650 salários mínimos à população.
Mais produtos
http://www.feiraodoimposto.com.br/produtos.htm

Após demissão, Furacão da CPI analisa propostas para voltar a trabalhar no Congresso


A advogada e ex-assessora parlamentar Denise Rocha, que ficou conhecida como Furacão da CPI em agosto após o vazamento de um vídeo intimo, foi demitida no início de agosto, mas já foi procurada por deputados e senadores para voltar a trabalhar no Congresso Nacional. 

Um mês após o caso, Denise, que trabalhava para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), foi parar na capa de uma das principais revistas masculinas do País e ainda está na fase da divulgação do novo trabalho, mas afirma que vai analisar as propostas de emprego. 

— Eu tive propostas de emprego de alguns parlamentares depois da exoneração. Agora estou trabalhando para a Playboy e, depois desse trabalho, eu vou pensar nas propostas. 

Denise ficou conhecida no cenário nacional no início de agosto, depois que um vídeo íntimo dela vazou e virou assunto entre parlamentares e jornalistas que cobrem a CPI do Cachoeira no Congresso. As imagens, inclusive, foram parar na internet. 

Segundo a ex-assessora, o vídeo foi produzido em um apartamento com um policial em 2006. Ela não ficou com as imagens e não sabe como elas vazaram depois de tanto tempo. 


Em agosto, Denise julgou injusta a demissão e disse que chegou a tomar remédios de tarja preta para controlar o nervosismo em decorrência do caso. Apesar de a história ter praticamente desaparecido da mídia, a advogada diz que só vai descansar quando os suspeitos forem identificados pela polícia. 

— Vou considerar uma vitória quando estiver tudo resolvido. Agora, a greve da polícia em Brasília tem atrapalhado um pouco o processo de apuração. 

Investigação

A advogada de Denise Rocha, Mariana Kreimer, explica que depende da apuração da polícia civil de Brasília para entrar na Justiça, mas a paralisação da categoria atrasa o início do processo. 
— De momento, a gente ainda não tem nenhuma ação porque estamos aguardando o inquérito para apurar as responsabilidades. Precisamos que isso seja apresentado pela polícia. Assim que terminar o inquérito, com quem teria feito essa conduta ou divulgado ou ajudado a vazar o vídeo, vamos entrar de fato [na Justiça] contra as pessoas corretas.

A defensora da ex-assessora parlamentar admite a complexidade da apuração do caso e faz um paralelo da história de Denise com a da atriz Carolina Dieckman. 

— Não digo que será rápido porque essas questões cibernéticas são mais complexas. No caso da Carolina [Dieckman], por exemplo, as fotos estavam dentro da máquina dela e foram subtraídas. No caso da Denise, esse vídeo nunca esteve com ela e, por isso, não dá para dizer que foi tirada de uma determinada máquina. Não é simples, mas nós vamos até o fim, inclusive com perícia particular.


Casa de Dirceu pode ser vendida para quitar dívida


Refúgio de paz no interior de São Paulo, a casa onde vive o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), está na mira da Justiça. O imóvel, que se situa em Vinhedo, a 70 km de São Paulo, está penhorado há três anos, para pagamento de uma dívida de R$ 150 mil.

Decisões recentes da Justiça indicam que seu mais provável destino é a venda. No fim de julho, o Tribunal de Justiça de SP negou pedido de Dirceu para desbloquear o imóvel mediante depósito em juízo de aproximadamente metade do valor devido. Seu advogado, Luiz José Bueno de Aguiar, que não quis revelar quanto vale o imóvel, questiona o montante da dívida e alega prescrição.

Ele levou o caso ao Superior Tribunal de Justiça, mas o ministro relator do processo, Raul Araújo, ainda não se pronunciou. O dinheiro é devido por Dirceu, desde 1989, a um perito por ele contratado para avaliar a legalidade de uma compra sem licitação feita pelo então secretário de Segurança de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho.

Dirceu perdeu e não pagou a conta. Agora, o advogado que defende o perito, Kiyomori Mori, entrou com pedido de multa contra Dirceu por "litigância de má-fé". A juíza do caso ainda não resolveu se aceitará mais esta denúncia.

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