domingo, 15 de abril de 2012

O golpe de 1964 e a instauraçao do regime militar - Simplificando o entendimento


Presidente João Goulart em reunião com o ministério presidencialista. Jan 1963. Na madrugada do dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constituído de João Goulart. A falta de reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi notável. Não se conseguiu articular os militares legalistas. Também fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. João Goulart, em busca de segurança, viajou no dia 1o de abril do Rio, para Brasília, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resistência com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. Apesar da insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o exílio no Uruguai, de onde só retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.

Presidente João Goulart, em algum momento durante o seu governo, transmite, temporariamente, o cargo de presidente para Ranieri Mazzili, presidente da Câmara dos Deputados (s/d). Antes mesmo de Jango deixar o país, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, já havia declarado vaga a presidência da República. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a presidência, conforme previsto na Constituição de 1946, e como já ocorrera em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. O poder real, no entanto, encontrava-se em mãos militares. No dia 2 de abril, foi organizado o autodenominado "Comando Supremo da Revolução", composto por três membros: o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeronáutica), o vice-almirante Augusto Rademaker (Marinha) e o general Artur da Costa e Silva, representante do Exército e homem-forte do triunvirato. Essa junta permaneceria no poder por duas semanas.
Nos primeiros dias após o golpe, uma violenta repressão atingiu os setores politicamente mais mobilizados à esquerda no espectro político, como por exemplo o CGT, a União Nacional dos Estudantes (UNE), as Ligas Camponesas e grupos católicos como a Juventude Universitária Católica (JUC) e a Ação Popular (AP). Milhares de pessoas foram presas de modo irregular, e a ocorrência de casos de tortura foi comum, especialmente no Nordeste. O líder comunista Gregório Bezerra, por exemplo, foi amarrado e arrastado pelas ruas de Recife.

Presidente João Goulart condecora o ministro Hermes Lima (entre set 1961 e junho 1963). A junta baixou um "Ato Institucional" – uma invenção do governo militar que não estava prevista na Constituição de 1946 nem possuía fundamentação jurídica. Seu objetivo era justificar os atos de exceção que se seguiram. Ao longo do mês de abril de 1964 foram abertos centenas de Inquéritos Policiais-Militares (IPMs). Chefiados em sua maioria por coronéis, esses inquéritos tinham o objetivo de apurar atividades consideradas subversivas. Milhares de pessoas foram atingidas em seus direitos: parlamentares tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos suspensos e funcionários públicos civis e militares foram demitidos ou aposentados. Entre os cassados, encontravam-se personagens que ocuparam posições de destaque na vida política nacional, como João Goulart, Jânio Quadros, Miguel Arraes, Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes.

Ademar de Barros, entre jornalistas, fala ao microfone (entre 1947 e 1951). Entretanto, o golpe militar foi saudado por importantes setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da imprensa, dos proprietários rurais, Carlos Lacerda e Cordeiro de Farias (1955) da Igreja católica, vários governadores de estados importantes (como Carlos Lacerda, da Guanabara, Magalhães Pinto, de Minas Gerais, e Ademar de Barros, de São Paulo) e amplos setores de classe média pediram e estimularam a intervenção militar, como forma de pôr fim à ameaça de esquerdização do governo e de controlar a crise econômica. Antônio Carlos Muricy, Magalhães Pinto e Aurélio Lira Tavares numa cerimônia de condecoração do primeiro (entre 1967 e 1969). O golpe também foi recebido com alívio pelo governo norte-americano, satisfeito de ver que o Brasil não seguia o mesmo caminho de Cuba, onde a guerrilha liderada por Fidel Castro havia conseguido tomar o poder. Os Estados Unidos acompanharam de perto a conspiração e o desenrolar dos acontecimentos, principalmente através de seu embaixador no Brasil, Lincoln Gordon, e do adido militar, Vernon Walters, e haviam decidido, através da secreta "Operação Brother Sam", dar apoio logístico aos militares golpistas, caso estes enfrentassem uma longa resistência por parte de forças leais a Jango.

John F. Kennedy recebe João Goulart na embaixada americana em Roma durante visita à Itália (1963). Os militares envolvidos no golpe de 1964 justificaram sua ação afirmando que o objetivo era restaurar a disciplina e a hierarquia nas Forças Armadas e deter a "ameaça comunista" que, segundo eles, pairava sobre o Brasil. Uma idéia fundamental para os golpistas era que a principal ameaça à ordem capitalista e à segurança do país não viria de fora, através de uma guerra tradicional contra exércitos estrangeiros; ela viria de dentro do próprio país, através de brasileiros que atuariam como "inimigos internos" – para usar uma expressão da época. Esses "inimigos internos" procurariam implantar o comunismo no país pela via revolucionária, através da "subversão" da ordem existente – daí serem chamados pelos militares de "subversivos". Diversos exemplos internacionais, como as guerras revolucionárias ocorridas na Ásia, na África e principalmente em Cuba, serviam para reforçar esses temores. Essa visão de mundo estava na base da chamada "Doutrina de Segurança Nacional" e das teorias de "guerra anti-subversiva" ou "anti-revolucionária" ensinadas nas escolas superiores das Forças Armadas.
Os militares que assumiram o poder em 1964 acreditavam que o regime democrático que vigorara no Brasil desde o fim da Segunda Guerra Mundial havia se mostrado incapaz de deter a "ameaça comunista". Com o golpe, deu-se início à implantação de um regime político marcado pelo "autoritarismo", isto é, um regime político que privilegiava a autoridade do Estado em relação às liberdades individuais, e o Poder Executivo em detrimento dos poderes Legislativo e Judiciário.

Ernani do Amaral Peixoto por ocasião da entrega do projeto de reforma administrativa ao presidente João Goulart (dez 1963). Já no início da "Revolução" ficou evidente uma característica que permaneceria durante todo o regime militar: o empenho em preservar a unidade por parte dos militares no poder, apesar da existência de conflitos internos nem sempre bem resolvidos. O medo de uma "volta ao passado" (isto é, à realidade política pré-golpe) ou de uma ruptura no interior das Forcas Armadas estaria presente durante os 21 anos em que a instituição militar permaneceu no controle do poder político no Brasil. Mesmo desunidos internamente em muitos momentos, os militares demonstrariam um considerável grau de união sempre que vislumbravam alguma ameaça "externa" à "Revolução", vinda da oposição política.

Antônio Carlos Muricy comanda o destacamento Tiradentes na marcha Juiz de Fora (31 março 1964). A falta de resistência ao golpe de 1964 não deve ser vista como resultado da derrota diante de uma bem articulada conspiração militar. Foi clara a falta de organização e coordenação entre os militares golpistas. Mais do que uma conspiração única, centralizada e estruturada, a imagem mais fidedigna é a de "ilhas de conspiração", com grupos unidos ideologicamente pela rejeição da política pré-1964, mas com baixo grau de articulação entre si. Não havia um projeto de governo bem definido, além da necessidade de se fazer uma "limpeza" nas instituições e recuperar a economia. O que diferenciava os militares golpistas era a avaliação da profundidade necessária à intervenção militar.

Antônio Carlos Muricy, Joaquim Justino Alves Bastos, Homero Souto de Oliveira, Paulo Guerra e outros na Parada da Vitória (24 maio 1964). Desde o início havia uma nítida diferenciação entre, de um lado, militares que clamavam por medidas mais radicais contra a "subversão" e apoiavam uma permanência dos militares no poder por um longo período e, de outro lado, aqueles que se filiavam à tradição de intervenções militares "moderadoras" na política – como havia acontecido, por exemplo, em 1930, 1945 e 1954 – seguidas de um rápido retorno do poder aos civis. Os mais radicais aglutinaram-se em torno do general Costa e Silva; os outros, do general Humberto de Alencar Castelo Branco.

Antônio Carlos Muricy e outros durante visita de Humberto Castelo Branco a Recife (junho 1964). Articulações bem-sucedidas na área militar de um grupo de oficiais pró-Castelo e o apoio dos principais líderes políticos civis favoráveis ao golpe foram decisivos para que, no dia 15 de abril de 1964, Castelo Branco assumisse a presidência da República, eleito, dias antes, por um Congresso já bastante expurgado. O novo presidente assumiu o poder prometendo a retomada do crescimento econômico e o retorno do país à "normalidade democrática". Isto, no entanto, só ocorreria 21 anos mais tarde. É por isso que 1964 representa um marco e uma novidade na história política do Brasil: diferentemente do que ocorreu em outras ocasiões, desta vez militares não apenas deram um golpe de Estado, como permaneceram no poder.
Celso Castro

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Oito motivos pelos quais ninguém te segue de volta no Twitter



Quem nunca recebeu um tweet "Oi @fulano, estou te seguindo. Me segue de volta?". Pois é. E aposto que você já começou a seguir alguém no Twitter na esperança de que essa pessoa te seguisse de volta. Mas, sabemos muito bem que esses chamegos em 140 caracteres nem sempre são correspondidos. Por isso, o Mashable elaborou uma lista com oito motivos que fazem as pessoas não te seguirem de volta. Vamos a eles:

 
1) Você é um ovo
Nada acusa mais o fato de alguém ser novo no Twitter do que não usar uma foto no perfil. O melhor é sempre mostrar a cara. Caso você esteja à frente do Twitter de uma marca ou não queira revelar sua
identidade, dá para usar uma imagem.

2) Você não escreveu nada na sua bio
Ninguém consegue saber quem você é só com uma imagem. Você tem 160 caracteres à disposição, use-os para contar mais sobre você e dizer sobre que assuntos você pretende twittar.

3) Algo na sua bio pode afastar outros usuários
É claro que você pode defender ideias religiosas, políticas ou qualquer assunto controvertido na sua bio. No entanto, vale saber que isso pode afugentar possíveis seguidores. Por outro lado, pode atrair quem pensa parecido. Na dúvida, tente abrir o espectro da sua bio com um texto amigável e informativo ao mesmo tempo.

4) Seus tweets são bloqueados
Simples: se seus tweets são protegidos, dificilmente alguém se preocupará em pedir permissão para lê-los. As mensagens diretas estão aí para quem quer dizer algo de forma particular.

5) Você twitta muito pouco
Possíveis seguidores gostam de dar uma olhada na sua timeline para saber o que você anda falando e com que frequência. Se parece que você twitta uma vez por semana, às vezes menos, dá a impressão de que você não é muito fã de mensagens em 140 caracteres.


"Fala muito!", ou melhor, twitta muito6) Você twitta demais
Pense: você acaba de seguir alguém e, de repente, sua timeline foi floodada por tweets dessa pessoa. Imagina fazer o mesmo com os outros? Unfollow na certa.

7) Fala demais, interage pouco
O Twitter não é um monólogo. Se alguém mencionou você, responda. Junte-se a conversas na timeline. Dê RTs no que achar interessante.

8) O problema não é com você, é comigo
Seu perfil está lindão: foto nos trinques, bio bem escrita. Você twitta diariamente, sem entupir a timeline dos seguidores. Mas nada do que você escreve atrai aquela pessoa que você gostaria que te seguisse. Não tem problema: se você fizer tudo direitinho, vários outros vão se interessar. =)
O que achou das dicas? Se você tiver outras, deixe nos comentários.

Fonte Mashable

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Políticos capixabas lotam Plenário da CCJ

Foto M.Rosetti/Ferraço mostra documento a Casagrande antes de entrega-lo
O presidente da Assembleia Legislativa do ES, Theodorico Ferraço (DEM) entregou hoje cedo ao presidente da CCJ do Senado (Comissão de Constituição e Justiça), senador Eunicio Oiliveira (PMDB-CE), um documento do ES.

Ele pede a rejeição do projeto PRS 72/10, relatado por seu filho, o senador Ricardo Ferraço, que reduz a alíquota do ICMS e acaba com o Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias).

Theodorico Ferraço está acompanhado por mais seis deputados estaduais que falaram a Eunicio Oliveira da importância do Fundap para economia capixaba.

De acordo com o documento entregue ao senador, a extinção do Fundo provocará rombo inestimável ao estado, com perda de 7,10% do PIB estadual.

Os deputados pedem o arquivamento do projeto pela sua inconstitucionalidade, como defende o relator da proposta senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Parte da bancada do ES da Câmara, lideranças capixabas e senadores do estado acompanham a votação da proposta na CCJ.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Vereadores da Serra ignoram pressão popular e mantêm aumento dos salários


Vereadores da Serra derrubam veto do prefeito Sérgio Vidigal

Vaias e gritos não comoveram os vereadores da Serra, que derrubaram o veto do prefeito Vidigal 


As vaias e os gritos de reprovação das cerca de 50 pessoas que acompanharam a sessão na Câmara de Vereadores da Serra, nesta segunda-feira (09), não foram suficientes para fazer com que os parlamentares desistissem do reajuste de 61% nos próprios salários. Por 10 votos a seis, eles derrubaram o veto do prefeito Sérgio Vidigal (PDT) ao projeto de lei que aumenta os subsídios dos vereadores de R$ 5,7 mil para R$ 9,2 mil a partir de 2013. Eles, porém, mantiveram por unanimidade o veto do prefeito ao reajuste nos salários do Executivo municipal.

Os parlamentares se reuniram por cerca de uma hora antes da sessão para discutir se a apreciação do veto entraria ou não na pauta desta segunda-feira. Por isso, a sessão começou com um atraso de vinte minutos. Os vereadores João Luiz Teixeira (PDT), Guto Lorenzoni (PP) e Jamir Malini (PTN) mudaram o posicionamento sobre o reajuste e votaram pela manutenção do veto. Além deles, mantiveram o veto os vereadores Bruno Lamas (PSB), Sandra Gomes (PSDC) e Lourência Riani (PT), que já haviam se posicionado contra o reajuste na primeira votação.

Vereadores da Serra derrubam veto do prefeito Sérgio Vidigal
 (foto: Gabriel Lordêllo - GZ)

O vereador Aloísio Santana (PSDC), que chegou a dizer que a população que critica o aumento é a mesma que vende o voto, estava ansioso para a apreciação do veto e pediu regime de urgência na votação, sob protesto da população que acompanhava a sessão da galeria. Irônico, ele chegou a ameaçar a apresentação de um projeto de lei que acabava com a remuneração dos vereadores caso o assunto não entrasse na pauta desta segunda.

"Eu quero requerer regime de urgência especial para esta votação. A população está muito ansiosa para análise desse veto do prefeito. Portanto, gostaria que o veto do fosse votado nesta noite", disse o vereador.

Irônico, Aloísio Santana chegou a ameaçar a apresentação de um projeto que acabava com a remuneração dos vereadores.
Alguns dos vereadores deixaram rapidamente o Plenário da Casa após a votação, sem falar com a imprensa. Nenhum dos que mudaram o voto admitiram o medo de desgaste em ano eleitoral. Após votar pelo aumento, o vereador Guto Lorenzoni decidiu pela manutenção do veto do prefeito, segundo ele, em virtude do pronunciamento do Executivo municipal sobre as ameaças econômicas na Serra. Contudo, Lorenzoni prometeu que vai devolver aos cofres públicos a diferença salarial obtida com o reajuste.

"Vou protocolar nessa Casa de Leis um documento de que estarei devolvendo a diferença salarial entre aquilo que foi votado e aquilo que é o salário do vereador hoje", prometeu.

Vereadores da Serra derrubam veto do prefeito Sérgio Vidigal
Populares malharam um boneco representando os vereadores da Serra (foto: Gabriel Lordêllo - GZ)

A servidora pública Marly Carmelini acompanhou a sessão no Plenário e foi uma das que mais manifestaram repúdio ao posicionamento dos vereadores. Ela ficou extremamente desapontada com o reajuste de 61% dos parlamentares. "Para mim é tudo uma palhaçada! Eu não acredito em nada! Nem em vereador, nem em prefeito. Continua para mim a palhaçada, a mesma palhaçada", gritou.

Ao final da sessão, populares e membro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes) malharam um boneco que representava os vereadores da Serra. Eles protestaram gritando palavras de indignação com um carro de som estacionado em frente à Câmara.

O prefeito Sérgio Vidigal se posicionou, por meio da assessoria, sobre a decisão dos vereadores. Vidigal lamentou que o seu veto tenha sido derrubado porque o reajuste "não está em conformidade com as expectativas da sociedade". Também se disse tranquilizado com a manutenção do veto ao projeto de lei que aumentaria salário de prefeito, vice e secretários porque o cenário de dificuldades econômicas no município não condiz com o aumento.


Vereadores da Serra derrubaram o veto do prefeito Sérgio Vidigal
foto: Vinícius Valfré | CBN Vitória (93,5 FM)
A favor do aumento:                        Contra:
Aldair Xavier (PTB);                                                        Bruno Lamas (PSB);
Aloísio Santana (PSDC);                                                  Lourencia Riani (PT);
Antônio Boy do INSS (PSB);                                          Sandra Gomes (PSDC);
Ceí de Tropical (PTdoB);                                                Guto Lorenzoni (PP);
David Duarte Fernando (PDT);                                        Jamir Malini (PTN);
Dório Pantanal (PMDB);                                                 João Luiz Teixeira (PDT).
Ericson Duarte (PDT);                                                    Auredir Pimentel (PDT) faltou à sessão.
Marcos Tongo (PTdoB);
Neidia Maura (PR);
Raul Cezar Nunes (PDT).

Jornalismo Político através das Redes Sociais

Projeto de pesquisa para curso de pós graduação de jornalismo político.

O crescimento exorbitante da internet e a popularidade das mídias sociais, a web tornou-se uma nova ferramenta de comunicação para as batalhas eleitorais.

As redes sociais estão presentes cada vez mais no nosso dia-dia e seus conteúdos contribuem para influenciar nossas decisões. Na política não é diferente. 

As estratégias políticas e eleitorais tem se transformado depois que as pessoas começaram a utilizar seu tempo livre para opinar no espaço público virtual. Assim, a rede não apenas se firma como plataforma de mobilização social, como ainda se torna o lugar da própria produção da política.

Com o crescimento e a popularização das redes sociais na Internet, elas passam cada vez mais a ser objeto de matérias em jornais de referência. Ainda que muitas vezes a própria rede esteja em pauta, há vezes em que o conteúdo que circula nesses espaços se torna fonte para notícias.

O trabalho busca compreender como as redes sociais podem influenciar o jornalismo político com ênfase na ferramenta webjornalística: o Twitter. A abrangência do estudo é feita em torno da importância da utilização e bem como no processo de produção das notícias.

Objetivos
O tema foi escolhido a partir da observação sobre o crescimento do número de políticos, profissionais da comunicação ligada à área da política usam o twitter como um meio de propagação da notícia. Com a evolução da internet, há muitas dúvidas que precisam ser respondidas e como as redes sociais podem beneficiar a divulgação das atividades de um político.

Neste trabalho vamos abordar um pouco como utilizar o twitter no jornalismo político e como pulverização do nome do político ou candidato ou suas ações na rede social gerando acessos e multiplicação das propostas. O conteúdo é relativamente novo, portanto a pesquisa se baseia em artigos recentes publicados em congressos, livros atuais e em matérias jornalísticas sobre tema.
Justificativa
Diante do grande crescimento da utilização da internet no dia-dia da sociedade, a opção foi estuda-la como é o novo comportamento do novo web jornalismo e sua interferência na política e como as redes sociais podem interferir o jornalismo político. Outro ponto a se observar é o uso do twitter como uma fonte de informação para pauta em jornal de grande circulação ou mesmo essa informação vai parar na radio ou televisão. Outra parte do trabalho será um aprofundamento do estudo, e a forma de usar a ferramenta do twitter para servir de uma comunicação rápida e eficiente.

Metodologia da pesquisa
A pesquisa se baseará na busca de literatura recente baseadas no estudo do microblogging chamado twitter, bem com estratégias jornalísticas usadas na política através da novas formas de comunicação. 
Artigos publicados em congressos, seminários complementarão o trabalho, pois relatam o que é extremamente novo no assunto. 
Os blogs servem de referencia de estudo e analise, pois relatam experiências práticas e significativas no assunto.

Desenvolvimento 
O trabalho necessita de estudo da história da internet e o seu potencial de uso no Brasil. Outra parte que é preciso ser explicada é sobre as redes sociais, e o tempo que os usuários passam conectado nelas.

Diante dessas informações, chegamos ao ponto do estudo. Como as informações publicadas pelos políticos ou assessores chegam aos meios de comunicação de massa: jornal, radio e televisão. Parte elementar a ser estudado é sobre o jornalismo político digital e suas novas formas de comunicação e propagação da informação de conhecimento. Também será explicado o uso correto do twitter por políticos em campanhas eleitorais e como uma ferramenta de trabalho para divulgação da agenda de trabalho possibilitando o alcance de inúmeras pessoas.

Resultados Esperados
O resultado esperado é mostrar que o jornalismo político pode ser alimentado por fonte de informação originadas do twitter de políticos.

Mostrar de forma clara como utilizar twitter e a importância da ferramenta para divulgar as principais ações políticas. Explicar que a interação e o diálogo com eleitor é um ponto fundamental para trabalhar o Jornalismo Político Digital, é necessário contar com um conjunto de estratégias e uma equipe atualizada que tornarão a imagem do político na Internet relevante.
Referências

GRAEFF, Antonio. Eleições 2.0: a internet e as mídias sociais no processo eleitoral – São Paulo: Publifolha, 2009.

MARANGONI, Ricardo. PEREIRA, Luciano Iuri. SILVA, Rafael Rodrigues. Webjornalismo: Uma reportagem sobre a prática de Jornalismo Online. Indaiatuba: 2002. 2a. Edição. Fundação Biblioteca Nacional.

RECUERO, Raquel. Redes sociais na Internet. Porto Alegre: Editora Meridional, 2009.

TELLES, André. A revolução das mídias sociais. Cases, Conceitos, Dicas e Ferramentas. 2010 – São Paulo-SP. Editora M.Books
 

Marketing Político Digital - Como funciona isso?

Desde quando Barack Obama se elegeu com o auxílio da internet não se fala em outra coisa se não no uso das mídias e redes sociais pelos políticos e o desempenho que eles têm apresentado ao desenvolverem seu marketing digital.


De forma mais ampla podemos pensar que todas as ações de promoção de um candidato a qualquer cargo eletivo formam o que chamamos de marketing político, sendo bastante útil para candidatos a cargos eletivos numa campanha eleitoral buscando visar construir uma boa imagem ao eleitorado.

Como as mídias sociais, especificamente o Twitter pode contribuir no marketing?


A forma como a imagem do político vai ser construída é a chave do sucesso para uma campanha eleitoral. Com a evolução da internet, há muitas dúvidas que precisam ser respondidas e como as redes sociais podem beneficiar a divulgação da atividade de um politico. As vantagens são inúmeras do uso correto do twitter e como utilizá-la na pulverização do nome do candidato na rede social gerando acessos e multiplicação das propostas.


O Twitter tem sido o grande destaque do momento como um meio de divulgação e há pouco conteúdo disponível sobre o assunto, mas pesquisa se baseia em artigos recentes, livros atuais e em matérias jornalísticas sobre tema.

Campanha eleitoral nas redes sociais será uma revolução?
As campanhas eleitorais no Brasil devem evoluir para o mesmo nível das norte-americanas, onde o eleitorado participa voluntariamente e contribui com os candidatos, mas isso acontece gradualmente.

A previsão é de Ben Self, um dos coordenadores da campanha eletrônica de 2008 do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; eleito naquele ano.
Como usar o twitter no meio político?
"Esta é uma importante parte de várias em uma eleição. Temos vários ciclos na construção de uma candidatura. Isso leva tempo." Self diz que a participação popular em seu país também se desenvolveu paulatinamente.


Ferramentas do Marketing Eleitoral
Os carros-chefe das redes sociais, Twitter e Facebook são apenas parte de uma estratégia de comunicação digital vitoriosa. "Não são necessariamente as partes mais importantes. É preciso fazer o básico: ter um bom site e um bom e-mail marketing", afirma.

Os dados serviram de base para toda a comunicação do candidato democrata e para elaboração de propostas do plano de governo. A interação entre campanha e eleitorado, por meio das redes sociais e de e-mails, garantiu a aproximação do eleitor.

Self ressalta a importância de se ter, em grandes campanhas, equipe que garanta respostas a maioria da população. "Usa-se esse feedback para entender o que estas pessoas estão falando pra reunir as respostas e apresentar."

Próprio político usando o Twitter
Em corridas eleitorais menores o especialista vê a possibilidade de o candidato cuidar desta interação. Não foi o caso de Obama e da campanha de grandes proporções dos Estados Unidos. Após eleito, o democrata revelou que não redigiu nenhum tuíte.

"Sempre ficou claro que era a equipe quem estava tuitando", afirma, sob alegação de que um candidato a presidente é muito ocupado.

Candidato ou equipe gerindo as redes sociais, o estrategista destaca que não se pode vender algo que o concorrente - ou mesmo o produto, em caso de foco empresarial - não é. "Não se pode usar as mídias sociais para falsear a verdade. Com o tempo o cidadão percebe que o político não é bom", diz.
Só há resultados concretos quando as ferramentas são bem manejadas com propriedade e conhecimento.
Haverá necessidade de tirar um espaço de tempo na agenda do candidato exclusivamente para atender os internautas.
Por: Jair Heuert* - Especialista em Marketing Político. http://www.jairheuert.com/
Fonte: Principal fonte consultada foi Jornal Opopular

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