terça-feira, 27 de agosto de 2013

O padre e o comunista

Morto em 25 de março, o padre Renzo Rossi deixou marcas eternas por onde passou.

Sigo nesse texto o esforço de continuar revelando o trabalho do padre Renzo Rossi, morto em 25 de março deste ano. Renzo deixou marcas eternas por onde passou. Nunca fez alarde disso, e talvez tenha sido essa característica, de servir sem esperar retorno, que o fez tão querido por todos que tenham compartilhado de sua convivência, inclusive pelos que tinham convicções materialistas, como as dezenas e dezenas de prisioneiros e prisioneiras políticas que visitou país afora. Há mais de dez anos, escrevi o livro As asas invisíveis do padre Renzo. Recentemente, junto com Jorge Fellipi, dirigi o filme do mesmo nome, que brevemente irá às telas da TV Brasil.

Bolívia aguarda explicações do Brasil

Segundo a ministra das Comunicações, o caso de Pinto Molina não é comparável ao do australiano Julian Assange
O ex-senador boliviano Roger Pinto Molina
Buenos Aires – A Bolívia aguarda explicações oficiais do Brasil sobre a operação que resultou na saída do senador boliviano Roger Pinto Molina, com o apoio de funcionários da embaixada brasileira em La Paz, e na saída do chanceler Antônio Patriota. “Soubemos da saída de Patriota pela imprensa e preferimos esperar as informações do governo brasileiro sobre esse episódio, que violou as normas da Bolívia, do Brasil e internacionais”, disse a ministra da Comunicação da Bolívia, Amanda Davila, em entrevista por telefone à Agência Brasil, na segunda-feira 26.

Demitido, Patriota vai assumir cargo na ONU

A demissão do ministro das Relações Exteriores aconteceu após a fuga do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, condenado em seu país por corrupção
Antes de deixar o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, por volta das 20h30 da segunda-feira 26, o ex-chanceler Antonio Patriota reuniu a equipe de diplomatas e funcionários do seu gabinete para se despedir. Na rápida reunião, ele agradeceu a colaboração de todos, nos dois anos e oito meses que ficou no cargo, e falou da importância institucional do Itamaraty no papel de preservar a democracia.

Após fuga de senador boliviano, Patriota deixa o ministério

A demissão acontece menos de 24 horas após um diplomata brasileiro patrocinar a viagem de Roger Pinto Molina ao País
O agora ex-ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota
por Redação
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, deixou o cargo nesta segunda-feira 26. A informação foi divulgada no início da noite pelo site do jornal Folha de S.Paulo.
A demissão acontece menos de 24 horas após o diplomata brasileiro Eduardo Saboia patrocinar a fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina de seu país. Opositor do governo Evo Morales e condenado pela Justiça local a um ano de prisão por corrupção, ele estava havia mais de um ano asilado na embaixada brasileira em La Paz. O Brasil, oficialmente, era contra a concessão do asilo político ao senador.

Para Dilma, DOI-Codi e embaixada brasileira são tão distantes quanto céu e inferno

Presidenta negou que senador boliviano estivesse abrigado em condições precárias na Embaixada do Brasil em La Paz
A presidenta Dilma Rousseff criticou nesta terça-feira 27 a operação que trouxe para o Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina. Segundo ela, os países têm a obrigação de proteger seus asilados, garantido a segurança e a integridade física deles. “Lamento que um asilado brasileiro tenha sido submetido à situação que este foi. Um Estado democrático e civilizado, a primeira coisa que faz é proteger a vida e garantir a segurança dos seus asilados”, afirmou.

Vergonha à brasileira

A agressão contra os médicos cubanos em Fortaleza é o cartão de visita de quem aprendeu a cuspir no "escravo" para manifestar uma duvidosa repulsa à escravidão
por Matheus Pichonelli no site da Carta capital
Veio de um usuário do Twitter um dos melhores comentários feitos até agora sobre a gritaria em torno da vinda dos médicos estrangeiros (leia-se cubanos) ao Brasil. “Médico estrangeiro é populismo. Tem que voltar a política de deixar morrer”. (Módulo ironia off)
Populismo, oportunismo, escravidão (?). Enquanto médicos, fariseus e doutores da lei tentam filtrar os mosquitos, uma fila de camelos é engolida nos rincões fora da rota turística do País. Em outras palavras, as pessoas seguem morrendo, sem que mereçam um franzir de testa de quem parece disposto a armar uma Intifada contra o programa Mais Médicos.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi