domingo, 17 de março de 2013

José Serra ameaça deixar o PSDB se não for presidente do partido

O ex-governador José Serra informou à direção do PSDB que deixará o partido caso não seja incluído na nova formação da direção partidária, que será eleita em maio. De acordo com os tucanos, Serra quer a presidência do PSDB e, além de ameaçar sair da legenda, disse que não irá apoiar a candidatura do senador Aécio Neves (MG) ao Palácio do Planalto, caso não seja atendido. O mineiro telefonou para Serra na quarta-feira, mas até sexta-feira não tinha conseguido falar com o ex-governador. Ele pretende desembarcar em São Paulo domingo ou segunda para ter uma nova conversa com Serra. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo. 

A direção do PSDB já está fechada em torno da candidatura de Aécio à presidência do partido. A cúpula da legenda avalia que o cargo é imprescindível para que o senador prepare sua campanha ao Planalto. A interlocutores, Serra passou a criticar duramente o senador mineiro e chegou a chamá-lo de "coronel". Ele ameaça apoiar a candidatura ao Planalto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), se não tiver a presidência. "O Aécio terá que escolher se prefere ter a presidência do PSDB, com Serra na campanha de Eduardo Campos, ou disputar a Presidência da República com o apoio de Serra", disse um dos parlamentares ligados ao tucano paulista. O tucano também teria manifestado insatisfação com o rumo das negociações internas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que passou a fazer um meio de campo entre os dois grupos. Procurado, o ex-presidente disse que não comentaria o assunto neste momento. Serra se limita a dizer que "há muita fofoca" sobre sua vida política.
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Terra



STJ aceita denúncia contra envolvidos na Operação Navalha

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou parcialmente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os investigados na Operação Navalha. Em votação unânime, os ministros rejeitaram a denúncia apenas contra cinco dos acusados: Florêncio Brito Vieira, Gil Jacó Carvalho Santos, Humberto Rios de Oliveira, Mária de Fátima César Palmeira e Roberto Leite.


Entre os denunciados estão o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), e o empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama. Também se tornaram réus no processo Flávio Conceição de Oliveira Neto, conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe (TC-SE); João Alves Neto, José Ivan de Carvalho Paixão, Sérgio Duarte Leite, Victor Fonseca Mandarino, Renato Conde Garcia, Max José Vasconcelos de Andrade, Gilmar de Melo Mendes, Ricardo Magalhães da Silva e Kleber Curvelo Fontes. 

A Operação Navalha desarticulou uma organização criminosa que atuava desviando recursos públicos federais nos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo, Alagoas e no Distrito Federal.

sábado, 16 de março de 2013

Para Eduardo Campos, governo de Dilma "não dará passo adiante"

Governador de Pernambuco se reuniu com empresários nesta semana em São Paulo
Boa parte do grupo de 60 empresários que se reuniu com o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) em São Paulo nesta semana se despediu com a certeza de que o político irá, sim, se lançar contra Dilma em 2014. O encontro foi na casa do empresário Flávio Rocha, da Riachuelo. "Dá para fazer muito mais" que a presidente Dilma Rousseff, teria sido o slogan de Campos. Ele acredita que as coisas no País vão bem, mas podem piorar. "Não há grande incômodo nas grandes massas. Não há na classe média esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas há, nesse instante, nas elites, grande preocupação com o futuro".

Segundo ele, "dá pra fazer muito mais" pelo Brasil. "E isso não vai ser feito se a gente não renovar a política. O pacto político que hoje está no centro do governo que eu defendo, que ajudei a eleger, a meu ver, não terá a condição de fazer esse passo adiante. Não vai fazer", enfatizo. As informações foram publicadas neste sábado na coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo.

Em breve audiência com imprensa, papa demonstra humor e leveza

Vaticano – Em rápido encontro hoje (16) com jornalistas, o papa Francisco demonstrou humor e o tom de leveza que deverá conduzir suas audiências. Ao se reunir com os jornalistas, pela primeira vez, provocou gargalhadas ao brincar com o ritmo excessivo de trabalho nos últimos dias.  “Obrigado pelo trabalho de vocês. Como vocês trabalharam nos últimos dias”, disse em italiano, dando um sorriso em seguida.
O papa Francisco foi presenteado com uma cuia de chimarrão – que na Argentina é chamada de mate – pela jornalista argentina Virginia Bonard, que é especialista em temas religiosos. Ele sorriu, brincou e agradeceu.
O papa também surpreendeu ao cumprimentar uma pessoa com deficiência visual que estava com um cão-guia. Após cumprimentá-la, Francisco fez um carinho no cachorro – um labrador, que se comportou tranquilamente na frente do papa.

Vale vai manter empregados na Argentina

Rio de Janeiro - A Vale informou que cumprirá a determinação do Ministério do Trabalho argentino e manterá os 420 empregados do quadro da mineradora que trabalhavam no projeto Rio Colorado, para produção de potássio, da mineradora brasileira, na província de Mendoza. O potássio é usado principalmente na fabricação de fertilizantes.
O ministro argentino do Trabalho, Carlos Tomada, determinou em reunião na sede da pasta em Buenos Aires, que a Vale é obrigada a manter os contratos trabalhistas do projeto até 11 de abril.
Quanto aos demais empregados, que trabalhavam em empresas contratadas e terceirizadas, a permanência deles como contratados será decisão direta das companhias a qual estavam subordinados no projeto Rio Colorado, informou a assessoria da mineradora.
O empreendimento da Vale no projeto Rio Colorado para a exploração de potássio tinha 6 mil empregados, sendo a maioria de empresas contratadas para atuar no projeto.

São Paulo e Alerj acionam STF contra nova Lei dos Royalties

Brasília – Um dia após a promulgação da Lei dos Royalties, quatro ações chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o novo regime de distribuição de rendimentos provenientes da extração de petróleo e derivados. Pela manhã, ingressaram com ações os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. À tarde, foi a vez da Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e do estado de São Paulo.
Para a  Alerj, a lei quebrou o regime federativo e as regras estipuladas na Constituição de 1988, quando estados produtores abriram mão de tributos para ficar com os royalties da extração de petróleo e seus derivados. "Os piores criminosos da humanidade começaram seus delitos pela eliminação da autonomia dos governos locais", destaca a ação.
Assim como os governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, a Alerj pede que a lei seja anulada tanto para os contratos vigentes quanto para os futuros. A assembleia fluminense lembra que a propriedade dosroyalties pelos estados produtores já foi reconhecida pelo próprio STF. São Paulo faz um pedido menos abrangente, considerando ilegal apenas a redistribuição de valores já acordados em contrato. O estado alega que a regra vai atrapalhar planejamento do estado para investimentos já programados para políticas públicas.

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