sábado, 13 de outubro de 2012

Manter viva a causa do PT: para além do “Mensalão”


Leonardo Boff*
Há um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “Mensalão”. Você bate nos acusados mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão, mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.

De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização  nos meios populares. Reconheço com dor que quadros importantes da direção do partido se deixaram morder pela mosca azul do poder e cometeram irregularidades inaceitáveis. Muitos sentimo-nos decepcionados, pois depositávamos neles a esperança de que seria possível resistir às seduções inerentes ao poder. Tinham a chance de mostrar um exercício ético do poder na medida em  que  este poder reforçaria o poder do povo que assim se faria participativo e democrático. Lamentavelmente houve a queda. Mas ela nunca é fatal. Quem cai, sempre pode se levantar. Com a queda não caiu a causa que o PT representa: daqueles que vem da grande tribulação histórica sempre mantidos no abandono e na marginalidade. Por políticas sociais consistentes, milhões foram integrados e se fizeram sujeitos ativos. Eles estão inaugurando um novo tempo que obrigará  todas as forças sociais a se reformularem e também a mudarem seus hábitos políticos.

Por que muitos resistem e tentam ferir letalmente o PT? Há muitas razões. Ressalto  apenas duas decisivas.

A primeira tem a ver com uma questão de classe social. Sabidamente temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo, como soia repetir Darcy Ribeiro. Estão mais interessadas em defender privilégios do que garantir direitos para todos. Elas nunca se reconciliaram com o povo. Como escreveu o historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma no Brasil 1965,14) elas “negaram seus direitos, arrasaram sua vida e logo que o viram crescer, lhe negaram, pouco a pouco, a sua aprovação, conspiraram para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continuam achando que lhe pertence”. Ora, o PT e Lula vem desta periferia. Chegaram democraticamente ao centro do poder. Essas elites tolerariam Lula no Planalto, apenas como serviçal, mas jamais como Presidente. Não conseguem digerir este dado inapagável. Lula Presidente  representa uma virada de magnitude histórica. Essas elites perderam. E nada aprenderam. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas,  amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e  liquidar  com  seus líderes.

A segunda razão está em seu arraigado conservadorismo. Não quererem mudar, nem se ajustar ao novo tempo. Internalizaram a dialética do senhor e do servo. Saudosistas, preferem se alinhar de forma agregada e subalterna, como servos,  ao senhor que hegemoniza a atual fase planetária: os USA e seus aliados, hoje todos em crise de degeneração. Difamaram a coragem de um Presidente que mostrou a auto-estima e a autonomia do país, decisivo para o futuro ecológico e econômico do mundo, orgulhoso de seu ensaio civilizatório racialmente ecumênico e pacífico. Querem um Brasil menor do que eles para continuarem a ter vantagens.

Por fim, temos esperança. Segundo Ignace Sachs, o Brasil, na esteira das políticas republicanas inauguradas pelo do PT e que devem ser ainda aprofundadas, pode ser a Terra da Boa Esperança, quer dizer, uma pequena antecipação do que poderá ser a Terra revitalizada, baixada da cruz e ressuscitada. Muitos jovens empresários, com outra cabeça, não se deixam mais iludir pela macroeconomia neoliberal globalizada. Procuram seguir o novo caminho  aberto pelo PT e pelos aliados de causa. Querem produzir autonomamente para o mercado interno, abastecendo os milhões de brasileiros que buscam um consumo necessário, suficiente e responsável e assim poderem viver um desafogo com dignidade e decência. Essa utopia mínima é factível. O PT se esforça por realizá-la. Essa causa não pode ser perdida em razão da férrea resistência de opositores  superados porque é sagrada demais pelo tanto de suor e de sangue que custou.
 
*Leonardo Boff é teólogo, filósofo, escritor e dr.h.causa em politica pela Universidade de Turim por solicitação de Norberto Bobbio

Haddad 'segue lição de Dirceu', diz Serra


Haddad vê 'ódio' em campanha tucana; petista 'segue lição de Dirceu', diz Serra

No dia em que ambos foram à missa em Itaquera, em horários diferentes, candidatos do PT e do PSDB trocam as acusações mais agudas desde o início do segundo turno

Na troca de acusações mais contundente desde o início do segundo turno da eleição paulistana, o candidato do PT, Fernando Haddad, disse nesta sexta, 13, que seu adversário do PSDB, José Serra, faz uma campanha para "promover o ódio" e "vai mobilizar trevas como fez em 2010". Em resposta, o tucano afirmou que o petista "está seguindo as lições" do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal na terça-feira, pelo crime de corrupção ativa.

Haddad foi o primeiro a ter agenda pública no feriado de 12 de outubro: participou de missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Itaquera, zona leste, um dia após o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, divulgar um vídeo relacionando Haddad ao kit anti-homofobia. O material foi editado quando o petista comandava o Ministério da Educação (MEC) e apelidado de "kit gay" por setores evangélicos. No vídeo, Malafaia diz que Haddad "deu grana para ativistas gays fazerem esse lixo moral para ensinar homossexualismo (nas escolas)", questiona sua gestão à frente do Ministério da Educação e afirma: "Contra Haddad e o kit gay, Serra 45".

O petista disse que Serra estaria por trás do vídeo, com o objetivo de criar uma "cortina de fumaça" que desvie o debate sobre a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia o tucano. "Ele (Serra) fez isso com a Dilma (na campanha presidencial de 2010), ele vai fazer isso comigo. É a mesma estratégia de 2010. Só que deu errado. O que ele (Serra) tinha que entender é que esse tipo de prática vai dar errado", afirmou Haddad.
Serra, antes de visitar o Museu Catavento, no centro, citou a condenação de Dirceu pelo STF em resposta às críticas do adversário. "José Dirceu quando atacado, ataca o outro. Esse é o esquema do pega-ladrão, que ele fundou no Brasil. Ele bate carteira, sai correndo e grita: 'pega ladrão", afirmou. "O Haddad apenas está seguindo as lições de Dirceu, de quem é companheiro e camarada."

À tarde, após a entrevista de Serra, Haddad teve novo evento público, em Aricanduva. Um jornalista disse ao petista que Serra o havia comparado a um "chefe de quadrilha" - a campanha do tucano negou ter feito essa relação - e pediu um comentário. Haddad afirmou que o adversário estava "fora de si" e que pretendia "mobilizar as trevas" para vencer a eleição. O setorial jurídico do PT estadual cogitou entrar com ação contra Serra, mas recuou.
Por Bruno Lupion e Gustavo Porto - O Estado de S.Paulo

Se Hartung tivesse disputado a PMV teria chegado ao 2ª turno?


Se tivesse concorrido a prefeito de Vitória, como ameaçou várias vezes, muito provavelmente o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) teria dado com os burros n'àgua. 

Na melhor das hipóteses, teria ido para o segundo turno com o candidato do PPS, seu ex-secretário Luciano Rezende (PPS). 

O eleitor quis experimentar o novo, e Hartung representa o velho - apesar de bem avaliado politicamente após deixar o governo. 

Ele não escaparia da ventania que passou pela Grande Vitória, que ajudou Audifax, e prejudicou Max Filho e Marcelo Santos... 

Muito espertamente Hartung recuou do projeto de PMV após não conseguir colocar o PT em seu barco. 

Se tivesse embarcado, o PT teria sofrido um naufrágio ainda pior. Hartung não é invencível e representa o passado, como Theodorico Ferraço, Nilton Baiano, Max Mauro, Sérgio Vidigal... A fila anda. 

Hartung já foi deputado estadual, federal, prefeito de Vitória, senador e governador por dois mandatos. Tem 28 anos de mandato na praça. 

Como os jogadores de futebol, na política também é preciso saber a hora de parar.
Via AGENCIA CONGRESSO Foto Hartung e Luciano/criador e criatura. 

No ES prefeitos do PT apoiam candidato do DEM, na maior cara de pau


O prefeito reeleito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione (PT), vai apoiar o candidato do DEM Rodney Miranda em Vila Velha, que venceu o 1º turno contra o prefeito Neucimar Fraga (PR).


O petista vai gravar depoimento para a propaganda do deputado na TV e no rádio. Foi o que já fez outro prefeito petista também reeleito no ES, Leonardo Deptulski, de Colatina.

Incoerência 
São apoios ridiculamente incoerentes, do ponto de vista local e principalmente nacional.
O PT de Vila Velha, que concorreu com candidato próprio e não chegou ao 2º turno, se declarou neutro na disputa do segundo turno.

A posição deveria ser respeitada pelos petistas estrangeiros que nem voto tem em Vila Velha.  Ambos são protagonistas de administrações mal avaliadas pela população, e só se reelegeram porque seus adversários eram ainda piores que eles, do ponto de vista administrativo.

Em Cachoeiro um candidato evangélico se uniu a banda pobre da política e foi rejeitado, o que favoreceu Casteglione.

Em Colatina o adversário de Deptulski (cujo primeiro mandado não resiste a uma inspeção do TCES) se envolveu em desvio de verba a 15 dias da eleição.

O eleitor canela verde não merecia um segundo turno com Rodney e Neucimar. Mas agora que façam bom proveito de ambos.

Já os dois prefeitos petistas, deveriam ter vergonha na cara e se transferir logo para o PMDB ou para o DEM

Via Agencia Congresso
Foto Deptulski: Um petista que deve seus dois mandatos ao PMDB

PPS ganhou em Vitória com mais energia, diz Casagrande



“O resultado da eleição municipal no Espírito Santo foi excepcional para a minha governabilidade", afirmou ontem em Brasília o governador Renato Casagrande (PSB), após participar de reunião da executiva nacional do seu partido que avaliou o crescimento da sigla no país que comandará 433 prefeituras pelo Brasil a partir de 2013.

"O resultado foi muito bom e manteve o governador com dialogo com todos os que disputaram a eleição no estado, independente de terem vencido ou não. Isso mantém a estabilidade política, o bom diálogo com a Assembléia Legislativa, e deixa o governo à vontade para desenvolver seus projetos sem crises políticas que poderiam afetar as ações de governo", acrescentou. 
O PSB teve um crescimento de 60% na eleição municipal, e conquistou uma prefeitura importante na Grande Vitória, a Serra. 

Poderá ainda vencer em Guarapari, onde deverá ocorrer nova eleição. Esses fatos, no entanto, não estão sendo considerados pelo governador. Para ele o mais importante foi a postura do governo. 
Sobre o segundo turno no estado, o governador disse que vai manter a neutralidade, mas avalia que em Vitória o candidato do PPS, deputado Luciano Rezende, chegou ao 2º turno com mais energia: "Mas eles disputam de igual para igual e não dá para fazer uma avaliação. Meu partido sim, vai ouvir os dois e poderá tomar uma posição", disse. 
Sobre a possibilidade do PSB ficar neutro na capital, o governador disse que não sabe se isso vai acontecer, mas acredita que seja uma possibilidade mais retoma. 

Em Vila Velha o PSB já participa da coligação do PR que tem o prefeito Neucimar Fraga no segundo turno: "Essa foi uma eleição que fortaleceu a democracia ao permitir o equilibrio das forças políticas. Treze siglas ganharam a eleição", afirmou. 

Já a vinculação da eleição de 2012 com o pleito de 2014, Casagrande diz que não pode ser feita. "Considero um equívoco fazer essa vinculação. As alianças de 2014 vão depender de diversos fatores. Ainda não existe debate sobre 2014, é muito prematuro. 2012 foi uma boa eleição para o governador, para o partido. O PSB saiu fortalecido nacionalmente. Quem está na política tem que ser forte, é bom que seja forte ", concluiu.

Via AGENCIA CONGRESSO foto Marcos Rosetti

Haddad recebe reforço de líderes do PT



A campanha do candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, ganha reforços de peso na reta final da disputa. No 2º turno das eleições os lideres do PT em São Paulo, senador Eduardo Suplicy e os ministros da Educação, Justiça e Cultura, Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardoso, e Marta Suplicy, participam de atos da campanha para alavancar o nome de Haddad na capital, em especial nas regiões da zona leste e zona sul, onde o candidato teve mais votos no 1º turno das eleições.

Marta Suplicy, prefeita de São Paulo entre 2001 e 2005, participa de comícios em Sapopemba e São Mateus neste sábado, o primeiro às 14h e o segundo 16h. Mercadante realiza comício em São Miguel Paulista, às 14h e em Itaim Paulista, às 16h.

Já Eduardo Suplicy não mede esforços para eleger Haddad. Ele participa de três agendas neste fim de semana. Dois comícios no sábado, em Vila Brasilândia e Parada de Taipas, às 14h e às 16h; e uma carreata no domingo, em Itaquera, às 9h. Mercandante também faz carreata na Capela do Socorro, mesmo horário de Suplicy.
O ministro José Eduardo Cardozo aparece na campanha de Haddad em carreata no bairro de Guaianases, também às 9h do domingo.

Haddad, por sua vez, realiza comícios em M'Boi Mirim e Campo Limpo neste sábado. E no domingo, o candidato faz carreata no bairro Jaçanã. Nesta última região, o adversário do petista, José Serra teve uma votação mais expressiva no 1º turno.

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