quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Balança comercial começa o segundo semestre com superávit de US$ 2,9 bilhões


A balança comercial brasileira, que registra o movimento das exportações e importações, teve superávit de US$ 2,879 bilhões, em julho, segundo dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo positivo é resultado de US$ 21,005 bilhões em exportações e US$ 18,216 bilhões em importações no período.
O resultado faz com que a balança comercial comece o segundo semestre no azul. Nos primeiros seis meses do ano, a balança registrou o pior resultado para o período nos últimos dez anos.
Em julho, a média diária dos embarques externos foi US$ 954,8 milhões, queda de 9,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. Houve redução nas três categorias de produto: básicos (-10,7%), semimanufaturados (-12,5%) e manufaturados (-7,6%). No caso dos básicos, a retração foi, principalmente, nas vendas de petróleo em bruto, minério de ferro, café em grão, carne de frango, minério de cobre e fumo em folhas.
A média diária das compras internacionais somou US$ 823,9 milhões, baixa de 59,5% em relação a julho de 2011 (US$ 910,2 milhões). De acordo com o MDIC, caíram os gastos com matérias-primas e intermediários (-12,4%), bens de consumo (-11,6%), bens de capital (-6,2%), e combustíveis e lubrificantes (-1,7%).
No acumulado do ano, as exportações somam US$ 138,219 bilhões e as importações, US$ 128,270 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,949 bilhões. O resultado é 38,2% menor que o registrado no mesmo período de 2011, quando o superávit somou US$ 16,097 bilhões.

Um milhão e meio de brasileiros consomem maconha diariamente


Os brasileiros, entre adultos e adolescentes, que consomem maconha diariamente somam 1,5 milhão, aponta estudo divulgado hoje (1º) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) revela ainda que 7% da população adulta já experimentaram a droga em alguma fase da vida, o que equivale a 8 milhões de pessoas. Entre adolescentes, 600 mil tiveram contato com a maconha.
Dos 3,4 milhões de pessoas que usaram maconha no último ano, mais de um terço (37%) é dependente, o que representa 1,3 milhão. Entre os adolescentes, os índices de dependência alcançam 10% dos entrevistados.
De acordo com a pesquisa, o Brasil não está entre os países com os maiores índices de consumo da droga. Enquanto, a média brasileira é 3%, o índice chega a 5% na Europa e 10% nos Estados Unidos. No entanto, ainda conforme a pesquisa, as Nações Unidas acreditam que os dados oficiais na América Latina possam ser subestimados, "uma vez que o volume de maconha apreendido no Brasil está entre os maiores do mundo e o país não é um grande fornecedor de nenhuma região."
Foram entrevistadas 4.607 pessoas em 149 municípios, com idade a partir de 14 anos. A amostragem, de acordo com os coordenadores do estudo, é representativa. Diferente da primeira pesquisa, feita em 2006, os entrevistados no atual levantamento responderam a um questionário sigiloso sobre consumo de drogas.
Para o coordenador da pesquisa, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, um dado preocupante é a proporção entre usuários adultos e adolescentes. Em 2006, existia um adolescente para cada adulto que usa maconha. Em 2012, a proporção aumentou para 1,4 adolescente por adulto. Em 62% dos casos, os usuários experimentaram a droga pela primeira vez antes dos 18 anos.
“Se as leis ficarem mais frouxas em relação ao uso da maconha, o maior prejudicado vai ser o adolescente. Qual vai ser o impacto em relação à saúde mental desses adolescentes? É isso que os dados nos alertam. A pessoa que já é usuária não vai mudar o padrão de consumo. Quem pode mudar o padrão de consumo, de acordo com a nossa atitude legislativa, é o adolescente”, avalia.
Os entrevistados também foram questionados sobre a legalização da maconha no país. A maioria (75%) é contrária, ante 11% favoráveis. Os dados reunidos no Lenad irão possibilitar, posteriormente, a avaliação do consumo de outras drogas, como o crack.

Produção industrial tem em junho primeira alta desde fevereiro, mas acumula queda de 3,8% no semestre


A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em junho deste ano, em relação ao mês anterior. É a primeira alta desde fevereiro nesse tipo de comparação (mês a mês). O dado é da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (1°) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação a junho do ano passado, no entanto, houve uma queda de 5,5 %. No primeiro semestre, a indústria acumula uma redução de 3,8 % na produção. Nos últimos 12 meses, a queda acumulada chega a 2,3%.

MP-ES vai investigar decomposição de sacolas biodegradáveis

Teste mostra que sacolas não se decompõem em 180 dias.
Plástico comum, oxibiodegradável e biodegradável foram enterrados.

No sentido horário, sacolas após o teste: comum; biodegradável do Brasil; oxibiodegradável; biodegradável da Europa. (Foto: Arte/G1)
Com a proibição da utilização das sacolas plásticas comuns nos supermercados, o consumidor só encontra o modelo biodegradável e, na maioria das cidades, precisa pagar por elas. A mudança tem o objetivo de preservar o meio-ambiente, mas um teste feito no Espírito Santo com três modelos diferentes de sacolas plásticas mostrou que a biodegradável não se decompõe em 180 dias, como promete. A Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) destacou que os estabelecimentos têm cumprido a exigência e comprado sacolas compostáveis, com certificação nacional e internacional. O supermercado não tem como contestar, já que compra com base na certificação. As sacolas compostáveis são cobradas em Vitória, Serra e Cariacica, na região Metropolitana do estado.
O Ministério Público Estadual (MP-ES) informou que vai investigar a diferença entre a decomposição da sacola brasileira e a europeia. "Está sendo encaminhado o ofício ao Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) para que faça a coleta de sacolas biodegradáveis de 10 estabelecimentos diversos, a fim de que elas sejam submetidas à perícia", afirmou a promotora de Justiça Sandra Lengruber. Ela disse, ainda, que a análise vai constatar se o objeto realmente suporta o peso informado.

No dia 20 de janeiro, a reportagem da TV Gazeta, acompanhada do professor de ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Luiz Fernando Schettino, enterrou uma sacola de plástico comum, uma oxibiodegradável e uma biodegradável - cuja embalagem informava que o conteúdo orgânico se transformaria em húmus, água e gás carbônico em até 180 dias -, cada uma em um vaso separado e identificado. Uma sacolinha biodegradável que é utilizada na Europa também foi enterrada em outro vaso. Elas ficaram expostas à ação do tempo, ao sol e à chuva.

Nesta terça-feira (31), as sacolas foram desenterradas. A sacola de plástico comum estava exatamente do mesmo jeito como foi enterrada há seis meses. A sacola oxibiodegradável também estava da mesma forma. Segundo o professor, esse modelo não é o mais indicado, porque também é de plástico. A diferença é que tem um aditivo e, em pouco mais de um ano, ela se quebra em pequenos pedaços, mas não se decompõe totalmente no solo.

A sacola biodegradável do Brasil também não se decompôs, continuava igual há seis meses. "Para mim é uma surpresa e uma preocupação. É necessário que os órgãos que cuidam desse material recolham amostras para certificar se realmente é biodegradável e feita de material orgânico", afirma o professor Luiz Fernando Schettino.

A sacola biodegradável da Europa também não estava totalmente decomposta, mas já estava bem mais diluída no solo do que a sacola brasileira. "A biodegradável do Brasil, na verdade, quase não se decompôs, enquanto que essa já não tem nem mais formato de sacola. Esse resultado é um sinal de alerta para a necessidade de averiguação dos órgãos adequados de amostras para ver se o que se chama de biodegradável hoje é de fato biodegradável", diz o professor.

Justiça impugna candidatura de Magalhães em Guarapari


Edson Magalhães (PPS) é o atual prefeito do município.
Ele também assumiu o cargo interinamente de 2006 a 2008.

O atual prefeito e candidato à reeleição em Guarapari, na Grande Vitória, Edson Magalhães, do Partido Popular Socialista (PPS), teve a candidatura indeferida pelo juiz Jerônimo Monteiro, da 24ª Zona Eleitoral. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a impugnação se deve pelo fato de ele tentar a reeleição para o terceiro mandato, o que vai contra o artigo 14 da Constituição Federal. Por meio de assessoria, o candidato informou que vai recorrer da decisão e que a campanha vai continuar normalmente.

De acordo com o TRE, o pedido de impugnação da campanha partiu da coligação 'Guarapari com a força de todos' que concorre ao cargo. Na decisão, o juiz entendeu que Edson Magalhães está em seu segundo mandato como prefeito de Guarapari e não poderia se candidatar novamente. Em 2006, o candidato era vice-prefeito e assumiu a prefeitura devido à cassação de Antonico Gottardo. Edson permaneceu por dois anos no cargo até a volta do ex-prefeito.

Em 2008 ele foi eleito para prefeito e busca a reeleição agora em 2012. A assessoria de Edson Magalhães informou que seus advogados acreditam que há legitimidade e legalidade na candidatura, pois ele não havia sido eleito quando assumiu pela primeira vez. De acordo com o TRE, até o próximo dia 23 de agosto o recurso movido pelo candidato pode ser julgado. Até lá, a candidatura segue impugnada.

Pesquisa Futura
O candidato Edson Magalhães lidera a pesquisa de intenção de votos em Guarapari, divulgada no último dia 26 de julho com 50,6% dos votos. Ricardo Conde, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), tem 24,1%; Carlos Von Shilgen, do Partido Social Liberal (PSL), tem 2,5%. Os que responderam votar Nulo, Branco ou em ninguém somam 9,5%. Não sabem, não responderam e indecisos são 13,3%.

Espírito Santo tem 2.199 áreas embargadas pelo Ibama


Cachoeiro de Itapemirim, no sul, é o município com maior número de irregularidades

O Espírito Santo possui 2.199 áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e grande parte delas sequer teve seus processos julgados pela Justiça. O município capixaba com o maior número de irregularidades é Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), seguido de Linhares (norte do Estado) e Vitória.

O processo burocrático, avaliam os ambientalistas, é uma das causas da lentidão para o julgamento dos processos. Alguns aguardam desde 2006.
Só em Cachoeiro de Itapemirim, que lidera os registros, com 206 embargos notificados pelo órgão, mais da metade dos processos ainda não tiveram um desfecho. Na região, os embargos são justificados, sobretudo, pela caça, coleta, morte ou utilização da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. E ainda construção, reforma, ampliação ou instalação de obras ou serviços potencialmente poluidores ou utilizadores de recursos naturais, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes ou em desacordo com a licença obtida.

Além disso, se destaca entre as notificações a exploração de floresta ou vegetação nativa, ou de espécie nativas plantadas, localizadas fora de área de reserva legal averbada, de domínio público ou privado, sem aprovação prévia do órgão ambiental competente.
Em Linhares, a situação não é diferente. Com 106 áreas embargadas, o município possui grande parte dos seus processos relativos à construção ou ampliação em áreas naturais, instalação de represas que alteram o curso d’água, sem a devida licença ambiental, e medidas de proteção à fauna e de desmatamento sem julgamento.

Já em Vitória, continuam sem julgamento os casos de venda, exposição ou exportação de espécimes de fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como a presença de produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados. O desmatamento e o despejo de resíduos sólidos causadores de degradação ambiental também receberam destaque entre as infrações na cidade de Vitória.

O município de Vitória figura em 3° lugar entre os municípios capixabas com mais áreas embargadas. Ao todo, são 92 irregularidades registradas pelo Ibama, mas apenas quatro casos já foram julgados pela Justiça, enquanto um processo, segundo o Ibama, não foi possível encontrar a data do julgamento do Auto de Infração.

Outros municípios que também se destacaram no mapa apresentado pelo Ibama são Vila Velha (83) e Guarapari ( 80).

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