quarta-feira, 14 de junho de 2017

Moradores de edifício em Londres alertaram que uma catástrofe era inevitável


Uma associação de moradores já tinha alertado sobre as más condições de segurança do bloco de apartamentos Grenfell Tower, no bairro North Kensington, no oeste de Londres, que pegou fogo nesta quarta-feira (14) por volta das 0h15 horário local (21h15 de terça-feira, em Brasília).

Saiba mais:

Uma publicação no blog do Grupo de Ação de Grenfell, responsável pela proteção oficial dos edifícios e os serviços públicos do bairro de Kensington e Chelsea, afirma que todas as advertências feitas "caíram em ouvidos surdos".

"Os leitores regulares do blog sabem que nos últimos anos postamos várias advertências sobre os péssimos padrões de segurança contra incêndios na Torre Grenfell e, de um modo geral, em todo o bairro", diz a mensagem da organização.
"Dissemos que uma catástrofe como esta era inevitável e só questão de tempo", acrescenta.

A organização cita diversos textos nos quais já advertia sobre os riscos de incêndio tanto para a Câmara Municipal, que é a proprietária do edifício, como para os administradores da propriedade, a Organização de Gestão de Residentes de Kensington e Chelsea.

Vários moradores que escaparam com vida do fogo denunciaram que os alarmes de incêndio no interior do edifício não soaram.

O Grupo de Ação de Grenfell foi fundado em 2010 para proteger o bairro contra a especulação imobiliária. Em seu blog afirma que durante anos denunciou "o péssimo tratamento recebido pela nossa comunidade" por parte da prefeitura. O edifício atingido está situado em North Kensington.

Desespero
Testemunhas que estavam no local contam que, em uma tentativa desesperada de salvar seus filhos, vários adultos lançaram crianças pelas janelas da Grenfell Tower. Um bebê foi salvo após ter sido lançado por uma mulher do nono ou décimo andar, contou a moradora Samira Lamrani, à agência de notícias Press Association.

Lamrani, que estava fora do edifício contou como era possível ver "pessoas nas janelas batendo freneticamente e gritando". "Em uma das janelas, no nono ou décimo andar, havia uma mulher fazendo sinais, explicando que ia jogar seu bebê e pedia que alguém o segurasse", contou.

Segundo o relato, um homem escutou a súplica da mulher e conseguiu pegar a criança, que aparentemente sobreviveu.

A mesma testemunha conta que as pessoas que estavam nas imediações tentavam "tranquilizar" os moradores que gritavam pelas janelas. "Dava pra ver a morte em seus olhares", disse Samira, que acrescentou: "os gritos, especialmente das crianças ficarão gravados durante muito tempo".

Outra testemunha da tragédia, uma residente do edifício chamada Zara, detalhou que viu outra mulher lançar seu filho, de cerca de cinco anos, de uma janela do quinto ou sexto andar: "acredito que o menino tenha alguns ossos quebrados, mas que está bem".

Um dos residentes do edifício, Paul Munakr, que mora no sétimo andar e conseguiu escapar das chamas, declarou à BBC que, no momento em que o fogo começou não ouviu o alarme do edifício. Ele conta que foi alertado pelo som das sirenes dos bombeiros e pelas pessoas gritavam das ruas: "não pulem, não pulem".


Outra testemunha, Jody Martin, viu um morador pular da janela e outra moradora, com um bebê no colo, do lado de fora de uma janela. "Eu gritava para que descessem e eles diziam que não conseguiam sair de seus apartamentos porque a fumaça era muito intensa nos corredores", acrescentou.

Ataque com tiros nos EUA deixa vários feridos, entre eles um congressista


Várias pessoas ficaram feridas, entre elas o congressista republicano Steve Scalise, durante um ataque com tiros ocorrido hoje (14) em Alexandria (Virgínia), nos arredores de Washington. A informação é da Agência EFE.

O ataque aconteceu, segundo as informações preliminares apresentadas por testemunhas e pela polícia local, durante um jogo de beisebol entre integrantes do Partido Republicano.

O republicano Mo Brooks estava presente no local no momento do ataque e relatou à emissora CNN que, além de Scalise, acredita que há pelo menos outros quatro feridos, aparentemente assessores do congressista e pessoal de segurança.
De acordo com Brooks, o autor dos disparos portava uma espingarda e disparou dezenas de vezes.

O atirador foi rendido pelas autoridades, mas não está claro se ele está preso ou se foi morto, de acordo com as informações preliminares.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, comentou em seu perfil no Twitter que tanto o presidente dos EUA, Donald Trump, que hoje completa 71 anos, como o seu vice-presidente, Mike Pence, estão a par da situação.


"Os nossos pensamentos e orações estão com todos os atingidos", acrescentou Spicer.

Polícia londrina confirma 6 mortes em incêndio em prédio residencial


Pelo menos seis pessoas morreram no incêndio ocorrido nesta quarta-feira (14) em um bloco residencial de Londres, mas de acordo com a Scotland Yard é provável que esse número aumente. As informações são da agência EFE.

Saiba mais:

Em declaração aos meios de comunicação, a Polícia Metropolitana de Londres (MET) disse que ainda estão em "uma fase muito inicial" e a expectativa é de que o número de mortes aumente.

"Podemos confirmar seis mortes neste momento, mas é provável que este número aumente durante a complexa operação de resgate, que vai durar vários dias", disse o comandante Stuart Cundy da MET.

Cundy acrescentou que além dos mortos, muitas vítimas recebem atendimento médico, depois que as chamas consumiram a torre Grenfell, um bloco de 120 apartamentos, onde moram cerca de 500 pessoas, entre elas muitas crianças.

O serviço de ambulâncias de Londres informou que pelo menos 50 pessoas tiveram que ser hospitalizada em vários centros médicos da capital por ferimentos de diversa gravidade.

Alguns moradores que escaparam com vida contam que em nenhum momento os alarmes de incêndio obrigatórios soaram. Uma associação de moradores afirma que já tinha avisado à prefeitura municipal que o bloco não era seguro.


Prefeito
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que as muitas perguntas sobre a origem do incêndio serão respondidas. Em uma declaração à imprensa, o prefeito elogiou "a rápida resposta" dos bombeiros, que chegaram ao local para combater o fogo "em menos de seis minutos".

"Nos próximos dias surgirão muitas perguntas sobre a causa desta tragédia e quero assegurar aos londrinos que obteremos todas as respostas", disse.
Em um comunicado na sua conta do Twitter, Khan disse que que mais de 250 bombeiros trabalham no combate às chamas, além de mais de 100 médicos e 100 policiais".


Após o início do incêndio, por volta das 0h15 no horário local (21h15, em Brasília), pelo menos 20 ambulâncias foram enviadas às imediações do bloco, que foi isolado pelos agentes.

Instituto de Gilmar recebeu patrocínio de R$ 2,1 mi da J&F


O IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões do grupo J&F, que controla a JBS, em patrocínio de eventos; um dos congressos ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal; participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos; IDP diz que devolveu R$ 650 mil à empresa no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação; família de Gilmar vende gado no Mato Grosso para a JBS

O grupo J&F, que controla a JBS, gastou nos últimos dois anos R$ 2,1 milhões em patrocínio de eventos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), que tem como sócio o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O instituto disse que devolveu R$ 650 mil deste total no dia 29 de maio, após a revelação do acordo de delação premiada de executivos da empresa.

O IDP diz que, em razão de uma cláusula contratual relacionada à conduta ética e moral por parte do patrocinador, rescindiu um contrato assinado em 11 de junho de 2015 com o grupo.

De acordo com o IDP e a JBS, um dos congressos incluídos nos patrocínios ocorreu em abril, em Portugal, pouco mais de uma semana depois de sete executivos do frigorífico firmarem um acordo de delação com o Ministério Público Federal. Participaram daquele encontro magistrados, ministros do governo de Michel Temer, além de advogados e políticos.

Em maio, Gilmar defendeu que a homologação da delação fosse discutida pelo plenário. O acordo tem sido alvo de críticas por supostas fragilidades em relação a penas dos envolvidos.

No dia 27 de maio, reportagem da Folha informou que a família de Gilmar vende gado no Mato Grosso para o frigorífico –segundo ele, as negociações são encabeçadas pelo irmão. O ministro diz que não havia motivo para se declarar impedido de participar de votações sobre assuntos envolvendo a empresa.

Por meio da assessoria, Gilmar disse que “não é, nem nunca foi, administrador do IDP. Sendo assim, não há como se manifestar sobre questões relativas à administração do instituto”. E citou as regras previstas na legislação sobre possível impedimento dele em julgamentos.


As informações são da Folha de S.Paulo.

Terremoto de 6,9 graus atinge fronteira entre Guatemala e México


Um terremoto de 6,9 graus na escala Richter sacudiu hoje (14) o Sudoeste da Guatemala, em uma região próxima à fronteira com o México, segundo informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). A informação é da Agência EFE.


O tremor foi registrado a cerca de 8 quilômetros a sudoeste de Tajamulco, muito perto da zona de fronteira com a região mexicana de Chiapas, sendo fortemente sentido na capital guatemalteca.

Incêndio em edifício residencial em Londres deixa vários mortos e 50 feridos


O incêndio no edifício residencial Grenfell, de 27 andares em Londres, deixou nesta quarta-feira (14) vários mortos e pelo menos 50 feridos. A causa do fogo ainda é desconhecida, confirmou a representante dos serviços de bombeiros da capital, Dany Cotton. A informação é da Agência EFE.

Em declaração à imprensa, Cotton não pôde dizer ainda o número exato de mortos em consequência do incêndio, de enormes dimensões, que começou às 0h15 (horário local, 21h15 de terça-feira em Brasília) na torre Grenfell, entre o bairro de Kensington e Notting Hill.

"Trata-se de um incidente sem precedentes. Nos meus 29 anos como bombeiro, nunca vi nada dessa magnitude", afirmou Cotton sobre o acidente. Cerca de 200 bombeiros, com o uso de 40 caminhões, trabalham no local.

O serviço de ambulâncias confirmou que pelo menos 50 pessoas ficaram feridas e tiveram que ser levadas a cinco hospitais da capital britânica.

Segundo o líder do distrito de Kensington e Chelsea, Nick Paget-Brown, no momento em que começou o incêndio, havia no edifício "centenas de pessoas", mas esse número ainda não foi confirmado pelas autoridades.

Pelo menos 20 ambulâncias foram enviadas às imediações do edifício, que conta com 120 apartamentos nos quais se estima que viviam cerca de 500 pessoas, muitas delas famílias jovens.


A Polícia Metropolitana de Londres informou, em sua conta no Twitter, que várias pessoas estão sendo atendidas devido a ferimentos diversos e à inalação de fumaça, ao mesmo tempo em que se tenta resgatar as que ainda continuam dentro da torre.

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