Os
chanceleres dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França, da Alemanha, da
Itália, além do Catar e da Turquia pediram hoje (26) a ampliação da trégua de 12 horas em vigor na Faixa de Gaza entre
Israel e o movimento islâmico Hamas. Desde o início do cessar-fogo temporário,
às 8h do horário local (2h, no horário de Brasília), foram retirados dos
escombros mais de 80 corpos de palestinos. A trégua humanitária deve terminar
às 20h (14h, no horário de Brasília).
Um ataque israelense a uma escola das Nações Unidas, em Beit Hanun, Norte da Faixa de Gaza, causou a morte de, pelo menos, 15 palestinos que se refugiaram no local. Entre os mortos estão crianças e funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU).
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou hoje (24), em comunicado, a morte de funcionários no ataque israelense contra a escola e condenou o ato. “Existem numerosos mortos, incluindo mulheres e crianças, e também funcionários da ONU”, declarou Ban em Ebril, Norte do Iraque, segundo um comunicado das Nações Unidas, publicado em Nova York.
Ban declarou-se “consternado” pelo ataque, “cujas circunstâncias ainda não estão esclarecidas”. O chefe das Nações Unidas emitiu um novo apelo “a todas as partes para respeitarem as suas obrigações nos termos das leis humanitárias internacionais, a respeitar a vida dos civis, a inviolabilidade dos edifícios da ONU e as suas obrigações face aos trabalhadores humanitários”.
O porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, disse que a organização está tentando determinar o número exato de vítimas. “Não sabemos quem atacou o local”.O ataque à escola mostra "a urgência de se fazer cessar as matanças e de acabar de imediato”, acrescentou Ban Ki-moon, que tem mediado um cessar-fogo em Gaza.
O Exército israelense prometeu uma “investigação” e “não exclui” a possibilidade de um foguete ter sido disparado por combatentes do movimento islâmico Hamas. A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, disse que os Estados Unidos estão “profundamente entristecidos e inquietos por causa do incidente” e voltou a apelar a “todas as partes que redobrem os esforços para proteger os civis”.
* Com informações da Agência Lusa - Edição:Carolina Pimentel
Flávia Albuquerque e Bruno Bocchini – da Agência BrasilEdição: Nádia Franco
Chanceler reage a críticas israelenses e diz que Brasil não é anão diplomático Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu hoje (24) a posição do governo brasileiro que, em nota divulgada ontem (23), condenou “energicamente o uso desproporcional da força” por Israel em conflito na Faixa de Gaza.
“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro. "E é sobre esse fato que essa nova nota fala”, ressaltou Figueiredo, após participar, em São Paulo, de evento na Fundação Getulio Vargas.
O ministro lembrou que, na semana passada, o Itamaraty já havia divulgado nota condenando o movimento islâmico Hamas pelos foguetes lançados contra Israel, e também Israel pelo ataque à Faixa de Gaza. “Israel se queixa que, na última nota, não repetimos a condenação que já tínhamos feito. A condenação que já tínhamos feito continua somos absolutamente contrários ao fato de o Hamas soltar foguetes contra Israel. Isso se mantém. Não há dúvida. Não pode haver dúvida disso”, afirmou Figueiredo.
Ele acrescentou que a última nota do Itamaraty não omite nada que foi dito antes. "Ao contrário,a gente pede o cessar-fogo imediato. Cessar-fogo quer dizer o quê? [Cessarem] os ataques das duas partes. Não há cessar-fogo unilateral, não é isso que a gente pede. A gente pede que as duas partes parem os ataques. Isso permanece.”
Figueiredo rebateu ainda afirmação do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, que, segundo o jornal The Jerusalem Post, classificou o Brasil de "anão diplomático", apesar de sua posição econômica e cultural. “O que eu li é que o Brasil é um gigante econômico e cultural, e é um anão diplomático. Eu devo dizer que o Brasil é um dos poucos países do mundo, um dos 11 países do mundo, que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU [Organização das Nações Unidas]. E temos um histórico de cooperação pela paz e ações pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles, seguramente”, reagiu o chanceler.
Segundo Figueiredo, as declarações do porta-voz da Chancelaria israelense não devem, porém, estremecer as relações de amizade entre os dois países. “Países têm o direito de discordar. E nós estamos usando o nosso direito de sinalizar para Israel que achamos inaceitável a morte de mulheres e crianças, mas não contestamos o direito de Israel de se defender. Jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas”, destacou.
O chanceler também defendeu a posição brasileira assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Brasil votou favoravelmente à condenação da atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e à criação de uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.
“A maioria apoiou, inclusive a América Latina inteira. Nós estamos junto da nossa região e apoiamos, neste caso, uma investigação internacional independente para determinar o que aconteceu, o que está acontecendo. Eu acho razoável haver essa investigação internacional independente, e foi a favor disso que nós nos manifestamos.”
Pesquisa
do Ibope, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S.
Paulo, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 38% das intenções de voto. Em
seguida, aparecem o candidato Aécio Neves (PSDB), com 22%; e Eduardo Campos
(PSB), com 8%.
O
nível de confiança da pesquisa é 95%, com margem de erro de 2 pontos
percentuais, para mais ou para menos. O candidato Pastor Everaldo (PSC) aparece
com 3%. Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Luciana Genro (PSOL) tiveram 1%,
cada um. Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa
Pimenta (PCO) têm juntos 1%. Votos brancos e nulos somam 16% e não responderam
ou não sabem, 9%.
O
candidato à Presidência da República pelo PV, Eduardo Jorge, participou ontem
(22) do lançamento da campanha Repense, que pede a regulamentação da maconha
para fins medicinais. O plano de governo do partido defende a imediata
legalização da planta para uso medicinal e recreativo. De acordo com o
documento, essa é uma forma de enfrentar o tráfico de drogas.
A
Polícia Civil do Rio de Janeiro registrou ontem (22) ocorrência contra a
deputada estadual Janira Rocha (PSOL), por crime de favorecimento pessoal. A
deputada admitiu ter dado carona aos ativistas Eloísa Samy, David Paixão e à
namorada dele, acusados de atos violentos, que tiveram asilo político negado
pelo Consulado-Geral do Uruguai segunda (21).
A
parlamentar admitiu que deixou o prédio do consulado pela porta da frente
levando os ativistas, considerados foragidos.
Com
base nas declarações da deputada, a 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo) fez um
registro de ocorrência para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio
(Alerj) e ao Tribunal de Justiça sobre o crime de favorecimento pessoal (Artigo
348 do Código Penal), que teria sido cometido pela parlamentar.
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