Por Steve Hanke*
A turbulência
econômica que fustiga a Venezuela tem recebido crescente atenção da
mídia internacional ao longo dos últimos meses.
Em setembro,
a contínua
escassez de papel higiênico (que ocorreu após a escassez de
alimentos e de apagões no setor elétrico) levou o governo a ocupar uma
fábrica de papel higiênico, com o uso maciço de força militar, com o
intuito de garantir uma "distribuição justa" dos estoques
disponíveis. Parece cômico, mas é imensamente trágico.
Ação semelhante ocorreu em novembro contra uma rede varejista de eletrônicos: após o presidente Nicolás Maduro acusar os fabricantes de manipulação de preços, ele ordenou que o exército ocupasse as lojas e confiscasse todos os bens com o intuito de vendê-los a "um preço justo". Ato contínuo, Maduro mandou prender os comerciantes e ainda enviou o alerta de que "este é apenas o início de tudo o que farei para proteger o povo venezuelano".
Ação semelhante ocorreu em novembro contra uma rede varejista de eletrônicos: após o presidente Nicolás Maduro acusar os fabricantes de manipulação de preços, ele ordenou que o exército ocupasse as lojas e confiscasse todos os bens com o intuito de vendê-los a "um preço justo". Ato contínuo, Maduro mandou prender os comerciantes e ainda enviou o alerta de que "este é apenas o início de tudo o que farei para proteger o povo venezuelano".
Maduro
asseverou que o governo iria, dali em diante, supervisionar todas as redes
varejistas do país para se assegurar de que os preços fossem significativamente
reduzidos. Também ordenou que todos os estoques das lojas deveriam ser
liquidados. Em um discurso televisionado, ele mandou a
mensagem: "Não deixem que nada permaneça nas prateleiras".
Também no início de novembro, imediatamente após ter criado o Ministério da Suprema Felicidade Social — em mais uma tentativa de garantir a "felicidade para todas as pessoas" —, Maduro anunciou que iria adiantar o natal para o mês de novembro. O intuito era "trazer felicidade para o povo e combater a amargura". Ato contínuo, o presidente começou a distribuir benesses natalinas, já pensando nas eleições municipais de dezembro.
Também no início de novembro, imediatamente após ter criado o Ministério da Suprema Felicidade Social — em mais uma tentativa de garantir a "felicidade para todas as pessoas" —, Maduro anunciou que iria adiantar o natal para o mês de novembro. O intuito era "trazer felicidade para o povo e combater a amargura". Ato contínuo, o presidente começou a distribuir benesses natalinas, já pensando nas eleições municipais de dezembro.