quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

‘Companheiro Delúbio é o que mais precisa’, diz organizador de jantar


Integrante da Juventude do PT em Brasília, Pedro Henrichs, de 27 anos, está vendendo entradas para o jantar que será realizado nesta quinta-feira na Galeteria Gaúcha, em Brasília. O objetivo é arrecadar fundos para o pagamento das multas dos mensaleiros petistas condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

- Todos vão ter ajuda, inclusive o companheiro Delúbio, que é o quem mais precisa do dinheiro - disse ele, quando perguntado se o jantar beneficiaria apenas José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha. Somadas, o valor das multas chega a R$ 1,8 milhão.

Henrichs já vendeu 110 das 170 entradas, e diz que a procura é grande. Durante o evento, ele afirma que estarão figuras como Ricardo Berzoini, ex-presidente do partido, e João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, além de ser um dos organizadores do encontro. O jantar, que começa às 20h, também poderá ocupar o segundo andar do restaurante.

- Estamos vendo como vai ser. Pode ser que não tenha espaço, e aí nós vamos alugar também o segundo andar da galeteria.

Perguntado se os condenados compareceriam ao local, ele disse que sabia apenas que Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, representaria o pai. O número de uma conta será divulgada para mais doações.

Manutenção da Selic agrada mais o comércio do que à indústria


Para Fiesp, é necessário que haja novos cortes, para que a taxa fique próxima dos juros praticados em outros países

A decisão de Copom (Comitê de Política Monetária), na última quarta-feira (16), em manter a taxa básica de juro Selic em 7,25% ao ano agradou mais os representantes do comércio do que da indústria.

Para o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Pauo Skaf, é necessário que haja novos cortes, para que a taxa fique próxima dos juros praticados em outros países. “Acreditamos que novas quedas na Selic acontecerão ao longo do ano, mas o governo precisa aumentar a competitividade da economia e destravar o investimento”.

Inflação
Já a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) afirmaram que a manutenção da taxa foi correta.

Em nota, Federação afirmou que a manutenção é acertada devido ao momento econômico e considera essa ação razoável, uma vez que não há mais espaços para redução da taxa básica de juros enquanto a inflação permanecer acima 4,5% e o cenário internacional continuar incerto.

Entretanto, a entidade declarou que a situação do Banco Central não é simples, uma vez que lida com a necessidade de manter o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo controlado, reduzir o custo da dívida e estimular a economia do País, que vem crescendo em baixo ritmo.

“O entrave é que o BC não pode, ao mesmo tempo, mirar na inflação, no custo da dívida pública e no estímulo à economia. A recente percepção dos mercados de que o Banco Central acumula tarefas de forma antagônicas entre si, faz com que cresça a desconfiança na capacidade do BC em trazer o IPCA novamente para dentro da meta”

Por fim disse que neste cenário, Banco Central não poderá mais reduzir a Selic, bem como é provável que deva subir a taxa básica de juros em 2013 e que ao fim do ano esteja entre 8,5% e 9%. “A elevação talvez seja necessária para não deixar o IPCA escapar do controle. Inclusive, a Federação reforça que quanto mais o Banco Central demorar em comunicar sua real preocupação com a inflação, mais custoso será o controle desse problema”.

Expansão do crédito
Para a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a manutenção da Selic reflete a preocupação do Governo em dar continuidade à política de expansão do crédito no Brasil.

“A decisão do Banco Central mostra que a taxa de juros não deve ser usada como remédio para conter a inflação neste ano. O Governo deve trabalhar com outras ferramentas para controlar os preços, como a valorização da taxa de câmbio e a desoneração tributária”, afirmou o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

Disse ainda que um possível aumento da taxa básica para frear a inflação só iria inibir os investimentos da iniciativa privada, na avaliação da CNDL. “Elevar os juros para conter a alta dos preços reduz investimentos e uma possível expansão do crédito, peça chave para fomentar o consumo”. (InfoMoney)

IGP-10 recua em janeiro, mostra FGV


A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou para 0,42% em janeiro. Em dezembro, a taxa ficou em 0,63%, em janeiro o índice variou 0,08% e em 12 meses, 7,79%.


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação de preços no atacado, recuou, ao variar 0,34% em janeiro, frente à variação de 0,66% em dezembro. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,76%, em janeiro, ante 0,65%, em dezembro. A principal contribuição veio do grupo alimentação (que passou de 0,97% para 1,54%), com destaque para o aumento no preço dos itens: hortaliças e legumes (-2,61% para 6,45%), frutas (1,39% para 2,91%) e aves e ovos (2,01% para 4,12%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), terceiro subíndice do IGP-10, registrou no mês passado taxa de variação de 0,16%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,36%. O recuo foi provocado pelo custo da mão de obra, que variou 0,05% em janeiro, frente à apuração referente ao mês anterior, quando o índice variou 0,46%.

IPC-S tem alta em seis de sete capitais pesquisadas

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda semana de janeiro. Os dados divulgados hoje (17) mostram que apenas Salvador registrou queda nos preços no período apurado, quando a taxa passou de 1,12% para 1,02%, com queda de 0,10 ponto percentual. Belo Horizonte apresentou a maior alta do índice, ao passar de 0,72% na primeira semana de janeiro para 1,01% na segunda, com aumento de 0,29 ponto percentual.

ONU alerta para grave recessão no mundo que aumenta desemprego


A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que há “grave risco de nova recessão” e que devem ser adotadas medidas de combate ao aumento do desemprego no mundo. No estudo denominado Situação e Perspectivas da Economia Mundial 2013, as Nações Unidas mantiveram a revisão em baixa para a previsão de crescimento econômico ao longo deste ano. As perspectivas são influenciadas pelos impactos da crise econômica internacional em vários países. 
“O agravamento da crise na zona do euro [17 países que adotam a moeda única], o abismo do Orçamento nos Estados Unidos e um abrandamento brusco da economia chinesa poderão causar nova recessão global e cada um desses riscos poderá resultar em perdas produtivas globais entre 1% e 3 %”, ressaltou o diretor do estudo, Rob Vos.

ProUni abre inscrições para mais de 144 mil bolsas


Estão abertas, a partir de hoje (17), as incrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni), exclusivamente no site do programa. Os candidatos podem se inscrever até as 23h59 (horário de Brasília) de segunda-feira (21). O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior.

Para participar, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em estabelecimento particular na condição de bolsista. Também é pré-requisito ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 e atingido pelo menos 450 pontos, além de não ter zerado a nota da redação. Até o ano passado, a exigência mínima era alcançar 400 pontos.

A bolsa integral é concedida a estudantes com renda bruta familiar por pessoa até 1,5 salário mínimo, e as parciais àqueles com renda familiar até três salários mínimos por pessoa.

Na hora de se candidatar a uma vaga, o estudante deve informar o número de inscrição e a senha usados no Enem 2012. Ele escolhe, em ordem de preferência, até duas opções de instituição, curso e turno entre as bolsas disponíveis, de acordo com o seu perfil. Os candidatos podem consultar as vagas disponíveis no endereço:  

Na primeira edição deste ano, o Programa Universidade para Todos (ProUni) vai oferecer 144.639 vagas, das quais 99.223 são bolsas de estudo integrais e 45.416 parciais (50% da mensalidade).

A primeira divulgação dos resultados será no dia 24 deste mês e a segunda, no dia 8 de fevereiro. Quem não for pré-selecionado em nenhuma das etapas poderá aderir a uma lista de espera nos dias 24 e 25 de fevereiro. Após a divulgação dos resultados, os candidatos pré-selecionados terão um prazo para comparecer à instituição de ensino com os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição.

A  bolsa do ProUni pode ser uma alternativa para quem não conseguiu uma vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior. Caso o candidato seja selecionado nos dois programas, deverá optar por um deles, já que é vedado usar uma bolsa do programa e estar, simultaneamente, matriculado em instituição de ensino superior pública e gratuita.

O estudante que conseguir apenas uma bolsa parcial (50% da mensalidade) pode custear a outra parte por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) sem a necessidade de apresentar fiador. Para isso, é preciso que a instituição onde o aluno pretende se matricular tenha firmado termo de adesão ao Fies e ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc). Agência Brasil

Fiesp e centrais sindicais defendem que Banco Central continue a reduzir juros


A Força Sindical e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) criticaram a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 7,25% ao ano. Elas consideraram que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) “perdeu uma oportunidade” de continuar diminuindo os juros e, com isso, segundo a Contraf, “forçar uma queda maior dos juros e dos spreads dos bancos, a fim de baratear o crédito e incentivar o emprego, o desenvolvimento e a distribuição de renda”.

A Força Sindical defendeu mais cortes na Selic como forma de estimular a economia. “É preciso agilidade e reduções eficazes dos juros para facilitar o crescimento da economia e diminuir a dívida pública, estimular a produção industrial, que se encontra estagnada, aumentar o consumo e gerar empregos de qualidade”, diz o comunicado assinado pelo presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva.
A Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) também defendeu que o Banco Central continue a reduzir os juros para aumentar a competitividade da economia brasileira. “Acreditamos que novas quedas na Selic ocorrerão ao longo do ano, mas o governo precisa aumentar a competitividade da economia e destravar o investimento. A exemplo do que fez recentemente com a MP [Medida Provisória] 579, que trouxe a redução no preço de energia”, diz a nota assinada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
A Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), ao contrário da Fiesp, defendeu a manutenção do patamar dos juros. “ A Fecomercio-SP considera essa ação razoável, uma vez que não há mais espaços para redução da taxa básica de juros enquanto a inflação permanecer acima 4,5% e o cenário internacional continuar incerto”, explicou a entidade que apontou ainda a dificuldade enfrentada pela autoridade monetária para conciliar crescimento econômico com controle a inflação.
Agência Brasil

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