quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Indexação da economia é um dos fatores que justificam resistência da inflação, diz BC


A indexação da economia, a recuperação da atividade econômica e o aumento dos salários são fatores que explicam a resistência da inflação em recuar, segundo avaliou hoje (20) o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo.

Segundo Araújo, além desses fatores, em 2012, houve “choques desaforáveis de oferta do segmento agrícola”.  De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado hoje pelo BC, a projeção para a inflação em 2012 é 5,7%, devendo cai a 4,8% em 2013. Em 2014, a estimativa é 4,9%.
O diretor destacou ainda que a inflação vai recuar no próximo ano e ficar perto do centro da meta (4,5%). “Se vai ou não chegar ao 4,5% exatamente, essa é uma coincidência que pode acontecer. Nosso cenário factível é em torno de 4,5% no ano que vem”, disse.
Para o próximo ano, a expectativa do BC é que a expansão do crédito em ritmo menor, principalmente para consumo, e taxa de câmbio mais estável do que nos últimos meses devem contribuir para que o país tenha inflação menor.
O diretor também incluiu no cenário favorável os sinais de ganhos salariais mais moderados e relativa estabilidade de preços das commodities (produtos primários com cotação internacional). Esses fatores também contribuem para reduzir a inflação, além da atividade econômica em ritmo lento.

Crescimento estimado da economia em 2013 não gera pressões inflacionárias, avalia diretor do BC


O ritmo de crescimento da economia previsto para o próximo ano não gera desequilíbrios, como pressões inflacionárias, avalia o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, que apresentou hoje (20) o Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente.
De acordo com o relatório, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no período de quatro trimestres encerrado em setembro de 2013 é 3,3%.

“É um ritmo que se acomoda confortavelmente dentro daquilo que acreditamos ser o ritmo potencial da economia brasileira”, disse Araújo.

Dilma espera economia mais competitiva e um “pibão” para 2013


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20), durante anúncio do pacote para o setor aeroportuário, que 2013 será um ano de resultados das ações feitas pelo governo em 2012 para diminuir o custo Brasil, tornar a economia mais competitiva e estimular investimentos.
“Acredito que, além de um feliz Natal e um prospero Ano-Novo, vamos ter um 2013 no qual vamos colher todos os frutos dessa trajetória que foi 2012, disse. “Teremos um 2013 de crescimento e avanço da nossa economia. Queremos um crescimento sustentável, que seja constante”, completou.
Dilma disse que espera, para o próximo ano, um “pibão grandão”. Ela disse que o governo concluiu hoje uma reestruturação logística do país, com o lançamento do pacote para a aviação, após já terem sido concedidos incentivos aos setores portuário, ferroviário e rodoviário.

Ministro garante que estádios ficarão prontos para as copas das Confederações e do Mundo


Brasília - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, garantiu hoje (20) que os seis estádios previstos para sediar os jogos da Copa das Confederações em 2013 – além dos seis onde serão disputadas as partidas da Copa do Mundo de 2014 – ficarão prontos a tempo para  as duas competições. Ele se mostrou otimista também em relação às obras de mobilidade urbana nas cidades-sede.

A Copa das Confederações será disputada em Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife. A Copa do Mundo terá lugar nessas seis capitais e em São Paulo, Manaus, Cuiabá, Curitiba, Natal e Porto Alegre.
O ministro falou sobre o andamento das obras durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, em parceria com a EBC Serviços, antes de ir ao Ministério da Previdência para assinar portaria conjunta com o ministro Garibaldi Alves Filho concedendo um benefício especial de R$ 100 mil aos jogadores campeões mundiais de 1958, 1962 e 1970, além de um auxílio especial mensal, no valor do teto pago pela Previdência Social atualmente (R$ 3.916,20) aos jogadores sem recursos.

BC projeta recuo de 14,6% nas tarifas de energia para 2013


O Banco Central (BC) projeta estabilidade no preço da gasolina, reajuste de 4,5% para o botijão de gás e de 1,7% na eletricidade, este ano. Para as tarifas de telefonia fixa, a estimativa é de queda de 1,6%, em 2012.
Em 2013, o BC espera por recuo de 14,6% nas tarifas de eletricidade, de acordo com estimativas do Relatório de Inflação, divulgado hoje (20). O BC esclarece que essa projeção considera “apenas os impactos diretos das reduções de encargos setoriais” anunciadas pelo governo.
Ontem (19), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Tesouro Nacional gastará de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões adicionais para assegurar a redução média de 20% nas tarifas de energia em 2013. Esse será o valor que o governo terá de desembolsar para compensar o fato de quatro empresas estaduais não terem aceitado a renovação automática da concessão em troca da redução do valor cobrado dos consumidores a partir de fevereiro. Segundo Mantega, a equipe econômica ainda não definiu a fonte de recursos que custeará a redução média de 20% na conta de luz.
O BC manteve a estimativa de que não haverá reajuste no preço da gasolina, do botijão de gás e das tarifas de telefonia fixa, em 2013. O BC considerou informações disponíveis até o dia 7 deste mês para fazer o relatório. Ontem, entretanto, Mantega indicou que a Petrobras “certamente” irá fazer um reajuste no preço da gasolina em 2013, com impacto na bomba. Segundo ele, não se trata de uma medida excepcional, já que houve um reajuste este ano no preço dos combustíveis.
Apesar do reajuste em 2012, o governo “zerou” a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), um tributo cobrado sobre o preço do produto.
A projeção do BC para a variação do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados é 3,5%, em 2012 e 2,4%, no próximo ano, contra 3,6% e 2,4%, respectivamente, considerados em setembro. Em 2014, a projeção é 4,5%, o mesmo valor considerado no relatório anterior. 

Inflação deve encerrar o ano em 5,7% e cair para 4,8% em 2013, sem atingir o centro da meta


A inflação deve encerrar este ano em 5,7% e 2013 em 4,8%, de acordo com estimativas doRelatório de Inflação, divulgado hoje (20) pelo Banco Central (BC).  
Essas projeções são do cenário de referência, construído com base na suposição de que a taxa básica de juros, a Selic, será mantida em 7,25% ao ano durante o horizonte de previsão, e que a taxa de câmbio permanecerá em R$ 2,05 por dólar.
A projeção para a inflação em 2012 do cenário de referência ficou 0,5 ponto percentual acima do estimado em setembro. Mas, em 2013, ressalta o BC, há tendência de declínio, apesar de a inflação não alcançar o centro da meta de 4,5%. Nem mesmo em 2014, de acordo com as estimativas, a inflação chegará ao centro da meta. Ao final de 2014, a estimativa é que o índice fique em 4,9%. A meta de inflação, com centro em 4,5%, tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário de mercado, em que o BC leva em consideração estimativas de instituições financeiras para a taxa Selic e o câmbio, a previsão para a inflação neste ano é 5,7%, mesmo valor projetado no cenário de referência e também 0,5 ponto percentual  maior do que a estimativa do relatório divulgado em setembro. Em 2013, a previsão desse cenário é a inflação em 4,9%, ante 4,8% previstos em setembro. Para 2014, a estimativa é 4,8%. |Agência Brasil

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