terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bolsa de NY cria plataforma para negociar ativos no Brasil


A nova plataforma se chamará Americas Trading System Brasil e será controlada pela ATG; já a NYSE, como sócia minoritária, fornecerá a tecnologia de operação do mercado

Operadores da New York Stock Exchange, a NYSE: Inicialmente, a ATS Brasil operará no segmento do mercado paralelo (''over-the-counter'')
Rio de Janeiro - A empresa Nyse Euronext, que opera a Bolsa de Nova York, e a companhia brasileira Americas Trading Group (ATG) anunciaram nesta segunda-feira a criação de um novo mercado financeiro no Brasil que operará a partir do ano que vem.

A nova plataforma se chamará Americas Trading System Brasil (ATS Brasil) e será controlada pela ATG, enquanto a Nyse, como sócia minoritária, fornecerá a tecnologia de operação do mercado, segundo um comunicado.

A criação da plataforma, prevista para 2013, depende da aprovação do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Inicialmente, a ATS Brasil operará no segmento do mercado paralelo (''over-the-counter''), no qual são negociados bônus, futuros, derivados e matérias-primas, entre outros tipos de ativos.

O presidente da ATG, Fernando Cohen, disse que esta nova plataforma não pretende competir com a de São Paulo, a única de ações do país e que também é a maior da América Latina, mas ser ''complementar'' ao atrair novos investidores e elevar a liquidez do mercado brasileiro.

''Esta iniciativa deve estimular a redução dos custos ao oferecer aos investidores uma melhoria de eficiência e ao criar a possibilidade real de situar o mercado brasileiro dentro dos padrões internacionais'', afirmou Cohen, segundo o comunicado.
Via Exame

Petrobras inicia produção do pré-sal de Baleia Azul


Rio de Janeiro – A presidenta da Petrobras, Graça Foster, participará amanhã (06), em Vitória (ES), da cerimônia de início de produção do Projeto Pré-Sal de Baleia Azul, que se dará a partir da entrada em operação da plataforma FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo e gás) Cidade de Anchieta. Na oportunidade ocorrerá também a conclusão do Sistema de Escoamento e Processamento de Gás do projeto.
A plataforma Cidade de Anchieta destina-se exclusivamente à produção da camada do pré-sal dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, localizados no Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos.
O FPSO Cidade de Anchieta é afretado à empresa SBM Services e tem capacidade para processar, diariamente, 100 mil barris de petróleo e 3,5 milhões de metros cúbicos de gás. Segundo informações da Petrobras, o navio-plataforma escoará a produção de gás pelo Gasoduto Sul-Norte Capixaba até a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, no litoral do Espírito Santo.
A solenidade, que ocorrerá no prédio administrativo da Petrobras em Vitória, também terá a presença do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.
Nielmar de Oliveira - Agência Brasil - Edição: Fábio Massalli

Marinha deve inaugurar este mês primeira fase da base de submarinos em Itaguaí


Rio de Janeiro – O Brasil dará um passo importante no domínio da tecnologia de submarinos convencionais e nucleares com a inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), em Itaguaí, prevista para este mês. Em uma área construída de 90 mil metros quadrados, com destaque para o hangar principal, de 47 metros de altura, serão feitos os segmentos dos submarinos que depois seguirão para montagem no estaleiro.
A unidade está inserida em um complexo com 750 mil metros quadrados, a 90 quilômetros do centro do Rio. O local, além do estaleiro e da própria Ufem, também abrigará a base naval da Marinha. Para ligar a base ao estaleiro, foi escavado na rocha um túnel de 700 metros de extensão, por 14 metros de diâmetro. Os esforços fazem parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que garantirá ao Brasil quatro modernos submarinos convencionais, a partir de 2017, e um submarino nuclear, previsto para entrar em operação até 2025.
O investimento do governo brasileiro, só na montagem das estruturas, fora os custos com os submarinos, chega a R$ 4,997 bilhões, dos quais R$ 2,8 bilhões já foram aplicados, com previsão de liberação de mais R$ 1,4 bilhão no Orçamento da União de 2013. As informações foram divulgadas hoje (5), pelo assessor da gerência do projeto, capitão de mar e guerra João Carlos Pimenta. Ele participou da visita que o ministro da Defesa da França, Jean Yves Le Drian, e o comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, fizeram ao local das obras.
O Prosub é resultado de uma parceria entre o governo brasileiro, iniciada no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a França, que prevê repasse de tecnologia francesa ao Brasil para a construção dos submarinos, principalmente o nuclear.

O interesse do país em desenvolver uma frota de submarinos, mais moderna do que a atual, de tecnologia alemã, se justifica pela proteção aos campos petrolíferos do pré-sal, além de garantir soberania brasileira à chamada Amazônia Azul, como é conhecida a zona econômica exclusiva (ZEE) de 200 milhas náuticas (370 quilômetros) a partir da costa, compondo uma extensão de 3,6 milhões de quilômetros quadrados. Além do petróleo, o subsolo marítimo guarda outras riquezas, incluindo metais nobres.

Vladimir Platonow - Agência Brasil - Edição: Aécio Amado

Produtoras rurais protestam contra desocupação de não índios da Terra Indígena Xavante-Marãiwatsédé


Brasília – Um grupo de mulheres produtoras rurais está em vigília na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto, contra a desocupação dos não índios que vivem na Terra Indígena Xavante-Marãiwatsédé, em Mato Grosso, determinada pela Justiça.
Pela manhã, elas invadiram a pista em frente ao Planalto e bloquearam o trânsito por alguns minutos. À tarde, um comissão foi recebida pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e pediu que o reconhecimento da área como terra indígena seja analisado. As manifestantes alegam que a área não se trata de terra indígena e dizem ter laudos que atestam a afirmação.
De acordo com uma das integrantes do movimento, Valéria Quirino, o grupo tem a expectativa de ser recebido novamente amanhã (6) pelo ministro e ter uma resposta do governo sobre a reivindicação. Enquanto isso, ela diz que a decisão é permanecer em frente ao Palácio do Planalto. “Viemos manifestar que o homem não tem o poder de tirar o povo que vive do suor da terra. Dali tiramos o sustento de nossas famílias”, disse Valéria.
Homologada por decreto presidencial em 1998, a Terra Indígena Xavante-Marãiwatsédé é alvo de um imbróglio que teve início da década de 1960. A Fundação Nacional do Índio (Funai) garante que, até essa época, a área era totalmente ocupada pelo povo Xavante. Nesse período, a Agropecuária Suiá-Missú instalou-se na área. Anos depois, a área foi sendo ocupada por novos grupos de não índios, inclusive grandes fazendeiros, o que dificultou a regularização e devolução integral do território aos xavantes. 
Em julho deste ano, a Funai entregou à Justiça Federal em Mato Grosso seu plano de retirada de todos os não índios do interior da reserva. No mesmo mês, houve uma reunião entre representantes da Funai, do governo do estado e produtores rurais para discutir formas de amenizar a tensão gerada pela iminente retirada dos não índios da área. O governo estadual propôs que os índios fossem levados para outra área, no interior do Parque Nacional do Araguaia. Os índios, a Funai e o Ministério Público Federal não aceitaram a proposta.
Yara Aquino - Agência Brasil - Edição: Fábio Massalli

Mercadante e Lobão se reúnem com líderes da base aliada para discutir redistribuição dos royalties do petróleo



Brasília - Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e de Minas e Energia, Edison Lobão, vão se reunir amanhã (6) pela manhã com líderes da base aliada na Câmara para tratar do projeto de lei que prevê a redistribuição dos royalties do petróleo.

O relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), também vai participar da reunião. A votação do projeto está marcada para sessão prevista para esta terça-feira, na parte da tarde. No entanto, ainda não há consenso sobre o assunto.

Na última quarta-feira (31), o Palácio do Planalto se posicionou favoravelmente à destinação integral dosroyalties para a educação e a manutenção dos contratos de exploração de petróleo já firmados. O documento com as sugestões do governo foi encaminhado ao relator
Zarattini, no entanto, não concorda em manter inalteradas as regras dos poços já licitados. O petista, que conta com o apoio de 25 das 27 bancadas dos estados na Casa, manteve no seu relatório a versão aprovada pelo Senado e negociada na comissão especial da Câmara que analisou a proposta.

Nela está prevista, entre outros pontos, a destinação de 22% dos recursos da compensação financeira para a União, 22% para os estados produtores, 5% para municípios produtores, 2% para os afetados pelo embarque de óleo e gás e 49% para um fundo especial a ser dividido entre os estados e municípios não produtores por meio dos critérios de fundos constitucionais. Os recursos devem começar a entrar no caixa das unidades federativas a partir de 2020.

Ivan Richard e Iolando Lourenço  -  Agência Brasil - Edição: Aécio Amado

Sete em cada dez indenizações do Dpvat são por acidente com moto



Brasília - Dados da Seguradora Líder, que opera o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat), revelam que sete em cada dez indenizações foram pagas por acidente com moto nos últimos três meses. Somente no primeiro semestre do ano, a indenização por causa de acidentes com motociclistas representou 69% do total pago.

O diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder, Márcio Norton, disse que o crescimento no número de motos no país contribui significativamente para a quantidade de indenizações pagas. “A estrutura do trânsito brasileiro não acompanha na mesma proporção o aumento da frota de veículos. As ações de conscientização do governo acabam sendo neutralizadas pelo volume.”

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) estima que o número de motos saltou de 5 milhões para 16 milhões na última década, o que representa 27% da frota nacional de veículos. Os acidentes consequentemente aumentaram. Em junho deste ano, o Ministério da Saúde divulgou que 77.113 motociclistas foram internados em 2011 e os custos chegaram a R$ 96 milhões.

Norton alerta que as campanhas de conscientização no trânsito não estão surtindo o efeito esperado. “A consciência do motorista ainda não é a melhor. Há ainda uma debilidade na conscientização dos motociclistas nos perigos da direção.”

No primeiro semestre de 2012, foram 216.150 indenizações pagas por todos os tipos de acidente de trânsito, aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram empenhados nos pagamentos R$ 1,261 bilhão. O cidadão pode solicitar o seguro Dpvat nos casos de morte, invalidez permanente ou para reembolso de despesas médicas ou hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito.

Edição: Carolina Pimentel - Da Agência Brasil


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