terça-feira, 25 de setembro de 2012

Na TV, Neucimar rebate PSOL e nega ter cobertura


No direito de resposta conseguido, candidato à reeleição diz que tem apartamento no 1º andar

"Neucimar não possui cobertura. Tem apartamento financiado no primeiro andar". A declaração, feita pela apresentadora do programa de TV do candidato à reeleição à Prefeitura de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), foi feita ontem na propaganda de Alan Cláudio Melo (PSOL). 

O republicano conseguiu direito de resposta na 57ª Zona Eleitoral para rebater a afirmação de Alan de que o prefeito mora em uma cobertura pela qual pagou, até agora, R$ 17 mil. O programa do PSOL chegou a exibir, anteriormente, imagens externas do prédio em que Neucimar reside. 

Antes da veiculação do direito de resposta de um minuto, ainda ontem, Alan Melo complementou: "Neucimar, eu não insinuei nada. Quem tem mais de R$ 1 milhão é milionário", afirmou.

Já a propaganda do próprio Neucimar começou com "cuidado com o que você ouve". O prefeito mostrou obras feitas durante sua gestão na cidade. O programa contou ainda com depoimentos do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB), e da bodyboarder Neymara Carvalho (PSB).

O ex-prefeito Max Filho (PSDB) disparou contra a atual administração de Vila Velha. "Todo trabalho que fizemos na Educação e na Saúde está sendo destruído pela atual gestão", disparou o tucano.

Rodney Miranda (DEM) também abriu o programa com críticas ao atual prefeito. Em depoimento, uma moradora disse que Neucimar não fez nada pelo bairro Itapoã. "Que vergonha, Neucimar, você prometeu", afirmou a eleitora.

Lula
Já o petista João Batista Babá apresentou um vídeo de Lula, em que o ex-presidente pede votos para ele aos "amigos de Vila Velha" e ressalta a importância da parceria da prefeitura com a União.
Fonte: A Gazeta

A 13 dias das eleições, quatro cidades do ES correm risco de nova eleição


Guarapari, Conceição da Barra, Presidente Kennedy e Pedro Canário têm candidatos com pendências


A 13 dias das eleições municipais, a situação indefinida envolvendo candidatos a prefeito de Guarapari, Presidente Kennedy, Conceição da Barra e Pedro Canário deixa sob suspense o resultado final do pleito. Nessas cidades, dependendo de quem sair vitorioso no dia 7 de outubro, o risco de uma nova eleição não está descartado. 

Os prefeitos de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), e de Conceição da Barra, Jorge Donati (PSDB), o prefeito cassado de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB), e o ex-prefeito de Pedro Canário Antônio Wilson Fiorot (PSB) estão na corda bamba e recorrendo à Justiça Eleitoral para se manterem na disputa. Eles tiveram o registro de candidatura indeferidos. 

Se o candidato com registro indeferido for eleito com mais de 50% dos votos válidos e o recurso para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) for rejeitado, os votos serão considerados nulos e haverá nova eleição, conforme prevê a lei. Já se o candidato eleito obtiver menos de 50% dos votos válidos, que excluem brancos e nulos, assumirá o segundo colocado no pleito.

Decisão
Mas para haver uma nova eleição, a decisão que prevê a perda do mandato tem que sair nos dois primeiros anos de governo. Caso contrário, a legislação prevê eleição indireta feita pela Câmara Municipal, que escolherá entre os vereadores o futuro prefeito.

À frente das pesquisas eleitorais na cidade, Edson Magalhães teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que entendeu que ele está tentando o terceiro mandato consecutivo. Edson recorreu ao TSE. 

Ele era vice de Antonico Gottardo quando este foi afastado do cargo. De setembro de 2006 a junho de 2008, Edson esteve à frente da cidade, até a volta do prefeito por decisão judicial. 

Advogado de Edson, Hélio Maldonado, acredita que conseguirá reverter o cenário em Brasília, e admite recorrer até ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Edson não sucedeu Gottardo, ele o substituiu. Gottardo terminou o mandato". 

Cassado pela Câmara de Kennedy no dia 5 deste mês e barrado da disputa pela Justiça Eleitoral da cidade, Reginaldo obteve uma decisão liminar no TRE no dia 12. Ele é acusado de chefiar um esquema de fraude milionária em Kennedy, o que levou a sua cassação.

Marcelo Nunes, advogado de Reginaldo, alega que ele não pode ter o registro de candidatura cassado agora, já que o TRE tinha liberado o candidato. Caso o TRE mantenha seu entendimento, um recurso contra a diplomação - se Reginaldo vencer - pode ser apresentado para impedir a posse. 

Advogado de Donati, Danilo Carneiro diz que o TRE "tomou uma decisão equivocada" ao barrar o tucano, acusado de ter feito propaganda da gestão três meses antes do pleito. Ele argumenta que o próprio Ministério Público Eleitoral (MPE) havia pedido só o pagamento de multa. 

Já Fiorot recorreu ao TSE contra o indeferimento pelo TRE. Ele também tenta na Justiça comum anular o decreto municipal que levou à cassação do seu mandato, quando era vice-prefeito.

Procurador regional eleitoral, Carlos Mazzoco admite que a situação "causa instabilidade" junto aos eleitores. "Mas a Justiça não pode deixar de cumprir seu papel e permitir que sejam eleitos candidatos sem condições". Ele lembra que até 6 de outubro partidos e coligações podem substituir o candidato com registro indeferido. Mas a foto na urna será do candidato que desistiu. 
Fonte: A Gazeta

Sair do eixo Rio-SP rende salário até 40% mais alto


Estudo da Michael Page indica que oportunidades fora de São Paulo e Rio de Janeiro responderam por 15% das contratações no 1º semestre


Sair do eixo Rio-São Paulo para trabalhar nas regiões Norte e Nordeste pode ser lucrativo. É o que revela um estudo feito pela Michael Page, especializada em recrutamento executivo.

Para atrair profissionais das áreas de gestão (administrativo, jurídico, marketing) os salários oferecidos por empresas que operam nessas regiões chegam a ser 40% mais altos do que os praticados em São Paulo e Rio de Janeiro.
Mesmo assim, metade dos candidatos acaba desistindo durante o processo seletivo. “A remuneração chama atenção do profissional para começar participar do processo seletivo, mas a decisão de se mudar para um local distante de grandes centros urbanos não envolve apenas a carreira dele”, diz Marcelo Cuellar, que coordenou o estudo na Michael Page.
Antes de fazer as malas para ir morar em uma cidade distante 300 km de uma capital nordestina, por exemplo, são vários os questionamentos envolvidos, diz Cuellar. “As questões familiar, da mulher ou do marido, da criação dos filhos e da própria infraestrutura do lugar são levadas em consideração”, diz. 

Já para profissionais de áreas mais técnicas, como engenharia, siderurgia e mineração, o aumento existe, mas é um pouco menor, por volta de 25% mais alto na comparação com Rio e SP. O índice de desistência também é menor, cerca de um quinto dos candidatos perde o interesse no meio do caminho.

Pessoas de formação técnica, como engenheiros, têm menos resistência à mudança porque morar em outras cidades muitas vezes é uma exigência desde o início da carreira. “Esses profissionais de áreas especializadas, como, por exemplo, do setor de engenharia de grandes obras ou de mineração já se preparam para possíveis mudanças de cidade ou estado, desde a faculdade, ao contrário do que ocorre com profissionais ligados à gestão de empresas”, diz Cuellar.

Em expansão, as regiões Norte e Nordeste representam quase a totalidade das contratações fora do eixo Rio- São Paulo. De 300 contratos de trabalho fechados no 1º semestre para oportunidades nas regiões Norte e Nordeste, 75% foram para vagas técnicas e 25% para áreas de gestão. “A expansão destas regiões tem acompanhado o próprio crescimento do país nos últimos 7 anos, com grandes obras na área de infraestrutura”, diz Cuellar.

Governo da Guiné nega negociar área da Vale com BTG


As áreas do complexo de Simandou pertencem atualmente à mineradora brasileira Vale e à israelense BSG Resources


O governo da Guiné negou na segunda-feira, em comunicado do Ministério de Minas, que esteja negociando com o BTG e a B&A Mineração - empresa do banco e de Roger Agnelli, ex-presidente da Vale - um contrato para exploração das áreas 1 e 2 do complexo de Simandou, considerado a maior reserva inexplorada de minério de ferro do mundo. As áreas pertencem atualmente à mineradora brasileira Vale e à israelense BSG Resources.

O comunicado foi divulgado um dia após o presidente da BSG, Asher Avidan, afirmar, em entrevista ao 'Estado', que pretende processar o banco de André Esteves e Agnelli, que negociam um contrato de assessoria financeira e estratégica com a Guiné. Segundo o executivo, o contrato seria amplo o suficiente para dar aos consultores brasileiros influência sobre todo o complexo de Simandou, colocando seus interesses em risco.

Na nota divulgada na segunda-feira o governo da Guiné afirmou que as negociações com o BTG ainda estão em curso, mas que o contrato se refere ao financiamento de obras de infraestrutura, incluindo a ferrovia para transportar o minério de Simandou, no interior da Guiné, aos compradores internacionais. O comunicado não descarta uma eventual entrada do BTG e de sua empresa de mineração em outras áreas de Simandou, hoje sob responsabilidade da australiana Rio Tinto.

Na nota, o ministro de Minas da Guiné, Lamine Fofana, disse que as negociações com o BTG estão sendo feitas de maneira transparente. “O Estado trabalha de maneira responsável e legal, com todas as partes interessadas, incluindo investidores e operadores do setor de mineração”, disse o comunicado. Sobre a presença do filho do presidente Condé nas negociações, afirma que Mohamed Condé participa como conselheiro.

A Vale, que entrou no projeto na Guiné há dois anos e meio, ao comprar 51% da concessão da BSG por US$ 2,5 bilhões, informou na segunda-feira que não pretende entrar como coautora em um eventual processo que sua sócia venha a mover contra o BTG e Roger Agnelli. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Comissão do Senado sabatina indicado de Dilma para STF


Integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado vão sabatinar na tarde desta terça-feira, 25, Teori Zavascki. O magistrado foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para o Supremo Tribunal Federal (STF), no lugar do ex-ministro Cezar Peluso, que se aposentou compulsoriamente no dia 3 ao completar 70 anos de idade. A sessão, prevista para começar às 14h, será transmitida ao vivo pelo blog Radar Político.

Políticos da oposição estudam obstruir a sessão, caso o futuro ministro do STF não assegure sua disposição de ficar de fora do julgamento do mensalão. O temor é que, ao assumir a cadeira no Supremo, Zavascki peça vista do processo, o que suspenderia o julgamento.
Para tentar adiar a aprovação do nome de Zavascki para depois do primeiro turno das eleições municipais, a posição estuda prolongar a sessão desta terça da CCJ. Dessa forma, haverá coincidência da votação do nome do ministro com a análise do Código Florestal pelo plenário do Senado, que perde a validade no dia 8 de outubro. Pelo regimento, as comissões são obrigadas a encerrar a sessão, quando há votação no plenário da Casa.

O relator da indicação na CCJ, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), já apresentou seu relatório, tendo concluído que Zavascki reúne os atributos constitucionais necessários para ocupar o cargo.
De acordo com o regimento, após a sabatina e a manifestação dos integrantes da CCJ, o nome de Teori Zavascki é submetido ao Plenário do Senado.

Presidente da Câmara Federal chega a Vitória nesta terça-feira





O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), estará no ES nesta terça-feira (25), as 18h50. Vai participar de evento político, à noite, da petista Iriny Lopes. De Vitória, Maia segue para o Rio Grande do Sul, como informou sua assessoria de imprensa.
Maia é mais um dos líderes petistas que se desloca para região Sudeste para ajudar petistas que disputam a eleição municipal.  A estratégia foi definida pela direção nacional do PT para tentar minimizar os efeitos do julgamento do Mensalão, que tem prejudicado candidadutas petistas.
Se chegar cedo, Maia poderá caminhar com a candidata, antes do evento noturno.  Semana passada foi a vez do líder do partido na Câmara, deputado Jilmar Tatto, dar uma força para a deputada petista.
Até o fim do mês outras lideranças do partido poderão aparecer na capital do ES.  A idéia é tentar levar a deputada para o segundo turno, o que segundo pesquisas será muito difícil.

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