terça-feira, 4 de setembro de 2012

Preços altos dos alimentos requerem ação, diz ONU


O alerta global sobre o potencial de uma crise alimentar do tipo da vista em 2007/08 ganha força à medida que uma seca nos Estados Unidos elevou os preços dos grãos

Roma - Os líderes globais precisam realizar uma rápida ação coordenada para garantir que os choques de preços dos alimentos não se transformem em uma catástrofe que afete dezenas de milhares de pessoas nos próximos meses, disse a agência para alimentação das Nações Unidas, em comunicado nesta terça-feira.

O alerta global sobre o potencial de uma crise alimentar do tipo da vista em 2007/08 ganha força à medida que uma seca na região Meio-Oeste dos Estados Unidos levou os preços dos grãos a máxima recordes, estimulando uma alta de 6 por cento no índice de preço dos alimentos da Organização para Agricultura e Alimentação da ONU, a FAO.
A FAO disse em comunicado conjunto com o Programa Global de Alimentos (WFP) e o Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (IFAD) que uma rápida ação internacional poderia evitar uma nova crise alimentar.

Ela disse que os líderes precisam lidar tanto com a questão imediata dos altos preços dos alimentos, quanto como a questão de longo prazo de como o alimento é produzido e consumido em uma época de aumento da população, da demanda e de mudanças climáticas.

Autoridades do G20 fizeram teleconferência nesta semana sobre o aumento dos preços dos alimentos, mas líderes vão esperar pelo relatório de safra de setembro do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) antes de decidir se farão uma ação conjunta, disse o ministro da Agricultura francês em agosto.

BCE fará o necessário para salvar o euro, afirma Barroso


A declaração foi feita dois dias antes de uma reunião da instituição monetária, que pode anunciar medidas para ajudar os países mais afetados pela crise européia

José Manuel Barroso (C): "quando há ameaças à integridade da união monetária, o BCE tem obviamente o direito de intervir e intervirá"


Bruxelas - O Banco Central Europeu (BCE) fará o necessário para salvar o euro, afirmou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, dois dias antes de uma reunião da instituição monetária, que pode anunciar medidas para ajudar os países mais afetados pela crise europeia.

"Claro que o BCE fará todo o possível para salvar o euro. O primeiro mandato do BCE é garantir a existência do euro, não apenas assegurar a estabilidade dos preços", disse em um discurso em Bruxelas.

"E quando há ameaças à integridade da união monetária, o BCE tem obviamente o direito de intervir e intervirá", destacou Barroso.

Na reunião mensal da instituição, quinta-feira, provavelmente o presidente do BCE, Mario Draghi, anunciará a compra de títulos da Espanha e Itália, que pagam taxas muito elevadas para obter financiamento nos mercados.

Mas a instituição com sede em Frankfurt "não quer dar a entender que os Estados podem continuar com políticas irresponsáveis e níveis insustentáveis de dívida e falta de supervisão como vimos recentemente", disse Barroso.

Na segunda-feira, Draghi afirmou que a instituição tem a "responsabilidade" de intervir nos mercados da dívida e defendeu o programa de compra de bônus a curto prazo, de até três anos.

Superávit comercial em agosto foi de US$ 3,227 bilhões

Terminal do Porto de Santos: apenas na quinta semana do mês, o saldo da balança ficou positivo em US$ 705 milhões

O saldo é fruto de exportações de US$ 22,382 bilhões e de importações que totalizaram US$ US$ 19,155 bilhões no período

Brasília - A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,227 bilhões em agosto, segundo divulgou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo é fruto de exportações de US$ 22,382 bilhões e de importações que totalizaram US$ US$ 19,155 bilhões no período.

O resultado ficou acima da mediana de US$ 3,000 bilhões obtida pelo AE Projeções com as estimativas de 17 instituições do mercado financeiro. O intervalo das previsões variava de US$ 2,600 bilhões a US$ 3,750 bilhões.

Apenas na quinta semana do mês, o saldo da balança ficou positivo em US$ 705 milhões. Este montante é resultado das vendas externas no valor de US$ 4,829 bilhões e de importações que somaram US$ 4,124 bilhões.

Desemprego na Espanha subiu em 38.179 pessoas em agosto

Espanha: em um ano, desde agosto de 2011, o desemprego aumentou em 494.707 pessoas

Alta ocorre pós quatro meses consecutivos de baixas, colocando o patamar total de desempregados em 4.625.634 pessoas

Madri - O desemprego registrado na Espanha voltou a subir em agosto em relação ao mês anterior e somou mais 38.179 pessoas, após quatro meses consecutivos de baixas, situando-se o total de desempregados em 4.625.634, segundo o Ministério de Emprego e Seguridade Social.

Em um ano, desde agosto de 2011, o desemprego aumentou em 494.707 pessoas, o equivalente a 11,98%.

O governo espanhol destaca que a alta do desemprego em agosto é a menor que se registra desde 2006 e se situa abaixo da média dos últimos dez anos.
No mesmo mês do ano passado, o desemprego subiu em 51.185 pessoas.

ONU alerta para risco de crise alimentar mundial se preços não baixarem

O mundo pode viver uma crise alimentar global, como as de 2007 e 2008, caso os governos não adotem medidas urgentes para reverter a alta dos preços. O alerta foi publicado por três agências da Organização das Nações Unidas (ONU), com sede em Roma.

A crise é motivada pela quebra de safra das principais regiões produtoras do mundo, o que tem pressionado os preços no mercado mundial. “Somos vulneráveis porque, mesmo em um bom ano, a produção mundial de cereais é apenas o suficiente para atender a crescente demanda por alimentos, ração e combustível. Em um mundo onde há 80 milhões a mais de bocas para alimentar a cada ano,  nós estamos em perigo, já que apenas um punhado de países são grandes produtores de alimentos básicos”, destacou o comunicado conjunto assinado por representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) e do Programa Alimentar Mundial (PAM).

Os produtores de milho, trigo e soja de várias regiões do mundo têm registrado prejuízos históricos em função da forte seca. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o cultivo de milho já apresentou saldos decrescentes no ano passado, os agricultores estimam perdas em torno de 20% a 30% com a estiagem deste ano. Os prejuízos podem ultrapassar a marca das 130 milhões de toneladas, se somadas às lavouras de soja e milho.

As lideranças das três agências da ONU defendem uma ação internacional conjunta para reverter o cenário. “Há duas questões interligadas que devem ser abordadas: a questão imediata dos altos preços de alguns alimentos, que podem afetar significativamente os países dependentes da importação de alimentos e as pessoas mais pobres, e o problema a longo prazo de como produzir, comercializar e consumir alimentos em um momento de crescimento da população, da demanda e de mudanças climáticas.”

Os dirigentes da FAO, Fida e PAM destacaram que o impacto da alta dos alimentos recai de formas diversas sobre diferentes economias e apontaram estratégias de solução, como o maior investimento no segmento de pequenos produtores de alimentos para que possam aumentar a produtividade, acesso aos mercados e reduzir a exposição ao risco.  

“Adotamos uma abordagem de duas vias que apoia investimentos de longo prazo na agricultura, principalmente dos pequenos produtores, assegurando que as redes de segurança [alimentar] estão no local para ajudar os consumidores e produtores de alimentos pobres e evitar a fome, perda de bens e a armadilha da pobreza no curto prazo”, destacam.

Apesar da referência à crise de 2007, quando os níveis de produção e estoque baixaram drasticamente levando vários países a restringirem o consumo e adotarem políticas de subsídio e estímulo à exportação para solucionar o problema, os organismos das Nações Unidas reconhecem que o mundo está mais preparado do que há cinco anos.

A instituição do Grupo de Trabalho sobre Segurança Alimentar Alto Nível Mundial e de Informação de Mercado Agrícola Sistema G20 (Amis, na sigla em inglês), foram apontados como exemplos desse avanço.

Apesar do tom de alerta, as agências da ONU acrescentaram que, neste cenário, “as coisas que devem ser evitadas são tão importantes quanto aquelas que devem ser adotadas”. O comunicado ressalta que os países devem evitar compras motivadas pelo pânico e se abster de impor restrições à exportação que, embora temporariamente ajude alguns consumidores no mercado interno, são geralmente ineficazes.

Inflação na capital paulista aumenta e fecha agosto em 0,27%


A inflação na capital paulista, medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encerrou o mês de agosto com taxa de variação de 0,27%. Na comparação com o fechamento de julho (0,13%), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou elevação de 0,14 ponto percentual. Em relação à taxa da terceira prévia de agosto (0,27%), o índice ficou estável.

Cinco dos sete grupos que compõem o IPC apresentaram alta, na comparação com a última apuração de julho. A maior elevação ocorreu no grupo vestuário, cuja taxa passou de -0,63% para 0,22%. A segunda maior alta foi registrada no preço dos alimentos, de 0,53% para 1,08%, um acréscimo de 0,55 ponto percentual.

Também tiveram acréscimo nas taxas de variação os grupos: transportes (de -0,36% para -0,24%), saúde (de 0,39% para 0,55%) e despesas pessoais (de 0,33% para 0,37%).
Foram registradas reduções apenas nos índices dos grupos habitação, que passou de 0,09%, no final de julho, para -0,13%, em agosto; e educação, que teve decréscimo de 0,15 ponto percentual, passando de 0,31% para 0,16%.

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