terça-feira, 4 de setembro de 2012

PIB fraco faz Brasil perder posto de 6ª economia do mundo


Segundo dados da Economist Intelligence Unit, PIB acumulado dos últimos doze meses mostra queda do Brasil e volta do Reino Unido ao posto

O fraco resultado da economia brasileira no segundo trimestre sepultou a permanência do Brasil como sexta maior economia do mundo – posto que havia sido atingido no início do ano com o anúncio dos resultados econômicos de 2011, desbancando o Reino Unido. Ainda que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostre um estranho otimismo em relação aos próximos trimestres, o resultado atual – alta de 0,5% no PIB no primeiro semestre – coloca o país de volta à sétima posição, atrás de Grã-Bretanha, França, Alemanha, Japão, China e Estados Unidos.

Segundo dados da Economist Intelligence Unit (EIU), centro de estudos econômicos ligado à tradicional revista britânica The Economist, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil nos últimos doze meses soma 2,391 trilhões de dólares, ante 2,415 trilhões de dólares da Grã-Bretanha. No ano passado, a economia brasileira produziu riquezas que totalizaram 2,48 trilhões de dólares, enquanto o país europeu somou 2,26 trilhões de dólares.

Segundo o analista da EIU, Robert Wood, além da desaceleração econômica, a desvalorização do real foi crucial para a queda no ranking. "Desde março, o real enfrenta expressiva queda ante o dólar e isso afetou, parcialmente, o PIB brasileiro na comparação mundial", afirma Wood. Em março de 2012, a moeda americana era cotada a 1,71 real, enquanto, no final de junho, estava em 2,03 reais – mesmo cotação desta sexta-feira. "O desempenho da economia britânica é muito fraco, mas a libra tem se mantido estável em relação ao dólar", acrescenta o economista.

Em abril deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado, em seu relatório trimestral, que o Brasil perderia o posto de sexta economia devido ao enfraquecimento do real. De acordo com o FMI, a economia brasileira deve encerrar o ano com um PIB de 2,449 trilhões de dólares, enquanto o da Grã-Bretanha deve chegar a 2,452 trilhões de dólares.

O resultado frustrante ocorre mesmo após as inúmeras medidas de estímulo anunciadas pelo governo federal: o Planalto tem tentado aquecer a economia com medidas que vão do protecionismo para estimular a indústria nacional até a pressão para o corte de juros e expansão do crédito por parte dos bancos públicos e privados. Por último, a presidente Dilma decidiu apelar para o que realmente impulsiona o crescimento sustentável do país: os investimentos em infraestrutura por meio de um agressivo plano de privatizações: o PAC das Concessões. Contudo, o anúncio veio tarde demais para salvar o PIB de 2012.

Moody's reduz perspectiva de nota da UE


Apesar do cenário negativo, a agência manteve o triplo A do bloco, ao menos no curto prazo


Nova York - A agência classificadora Moody's reduziu nesta segunda-feira de estável para negativa a perspectiva da nota que atribui à União Européia (UE), alegando que ela se alinha à queda das perspectivas de importantes países-membros, como Alemanha e França.

"É razoável assumir que a credibilidade da UE deve se mover em linha com a de seus principais países", disse a agência, citando perspectivas negativas para Grã-Bretanha, França, Alemanha e Holanda.

Apesar da perspectiva negativa, a agência manteve o triplo A da UE, ao menos no curto prazo, dizendo que os dois principais pontos responsáveis pela nota têm ficado inalterados: a gestão conservadora do orçamento e o apoio fornecido aos seus 27 Estados-membros. No médio prazo, no entanto, a nota poderá ser rebaixada caso esses pontos sejam comprometidos, disse a Moody's.

A Grã-Bretanha, França, Alemanha e Holanda, que juntos somam 45% da receita da UE, de acordo com a Moody's, também mantiveram a nota AAA.

Na TV, Serra diz que vai cumprir "o mandato inteiro"


Atacando a gestão petista de Marta Suplicy, o tucano disse que pegou uma gestão "falida", com dívidas e greve de servidores
Depois do crescimento da rejeição à sua candidatura nas recentes pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, usou nesta segunda-feira seu programa na TV para justificar a saída da Prefeitura em 2006, com apenas dois anos no exercício do mandato, para disputar o governo do Estado. O tucano contou que vem sendo abordado na rua por eleitores, questionando se ele vai ficar no cargo até o final do mandato, caso vença este pleito. "Sim, vou ficar o mandato inteiro", garantiu o candidato.

Atacando a gestão petista de Marta Suplicy (2001-2004), Serra disse que, ao suceder a ex-prefeita de São Paulo, pegou uma gestão "falida", com dívidas e greve de servidores. "Foi essa a herança que recebemos do PT", afirmou. Após "colocar as finanças em ordem", o tucano contou que viu o risco do PT ganhar o governo do Estado e, como o governador Geraldo Alckmin na época não podia concorrer à reeleição, ele decidiu deixar a Prefeitura e concorrer ao governo estadual. "O Estado estava ameaçado de cair nas mãos do PT", ressaltou. Segundo o candidato, agora "a situação é bem diferente". "Quero ser prefeito para cumprir todo o meu mandato", insistiu.

O candidato disse ainda que, ao lado do governo estadual, investiu mais na expansão do Metrô do que a administração petista e, se eleito, pretende manter essa colaboração. "Em parceria com o governador Geraldo Alckmin, vamos investir como nunca", prometeu o candidato, que contou com um depoimento do governador tucano reforçando o "trabalho em conjunto".

O programa do líder nas pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB), foi dedicado ao tema Educação e mostrou paulistanos reclamando da qualidade do ensino público. Russomanno disse que vai promover uma política de valorização salarial dos professores, implantar internet gratuita na periferia e verticalizar as creches para criar mais vagas no sistema.

Soninha Francine (PPS) também falou sobre a falta de creches na cidade. Ao narrar a história de uma moradora que espera por vaga em creche há dois anos, Soninha disse que o problema é emergencial e prometeu que, se eleita, pagará creches particulares até que a administração consiga oferecer vagas a todas as crianças que hoje estão na fila por atendimento. Já Carlos Giannazi (PSOL) disse que pretende "pagar a histórica dívida da Prefeitura com a Educação" e exibiu o candidato do PSOL à Prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, pedindo votos para ele.

Ana Luiza Figueiredo (PSTÜ) usou seu tempo na TV para criticar a "privatização da Saúde" e disse que, diferentemente da população em geral, seus adversários não ficam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). José Maria Eymael (PSDC)contou a história da democracia cristã e destacou a liderança da chanceler alemã Angela Merkel.

Miguel Manso (PPL) atacou as proibições impostas na cidade pela atual gestão e disse que vai construir corredores exclusivos para ônibus biarticulados, o que chamou de "solução inovadora e barata".

O petista Fernando Haddad, o peemedebista Gabriel Chalita, o pedetista Paulo Pereira da Silva, o candidato do PRTB Levy Fidelix e Anaí Caproni (PCO) repetiram os programas exibidos na última sexta-feira.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dilma rebate FHC e exalta 'herança bendita' de Lula


No texto, a presidente afirma ser necessário "recolocar os fatos nos seus devidos lugares".

O Palácio do Planalto divulgou nesta segunda-feira uma nota oficial assinada pela presidente Dilma Rousseff rebatendo duramente as críticas feitas pelos ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) ao governo do seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo no último domingo. No texto, a presidente afirma ser necessário "recolocar os fatos nos seus devidos lugares".

"Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI (Fundo Monetário Internacional) ou sob ameaça de apagão", afirma no texto, lembrando as crises pelas quais o País passou durante os últimos anos da gestão de FHC. "Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambias recordes."

A presidente ainda cita que recebeu um país "menos desigual", "mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional" e classifica Lula como "um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse", em uma alusão clara, mesmo que não explícita, à mudança na lei que permitiu a reeleição presidencial.

"Não reconhecer os avanços que o País obteve nos últimos 10 anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro." 

Justiça de Jersey rejeita recurso de Paulo Maluf

Nas próximas semanas, a Corte deve se pronunciar sobre o dinheiro de Maluf na ilha e se os recursos devem ou não voltar aos cofres públicos em São Paulo
Os advogados de Paulo Maluf sofreram uma derrota na justiça de Jersey e a Corte Real da ilha rejeitou mais uma tentativa de adiar o julgamento em relação ao destino do dinheiro que está congelado em contas no paraíso fiscal. Para a Corte, a iniciativa dos advogados de Maluf de apresentar um recurso era "tático" e concorda com a versão dos advogados da prefeitura de São Paulo de que os argumentos para pedir o adiamento seriam "cínicos".


Há cerca de um mês, a Corte concluiu as audiências em torno do caso aberto pela prefeitura de São Paulo para reaver o dinheiro que Maluf teria desviado das obras da Avenida Águas Espraiadas e que estariam no paraíso fiscal. O julgamento permitiu que, pela primeira vez em uma década, documentos fossem liberados mostrando que a família de Maluf administrou contas no exterior, algo que o ex-prefeito sempre negou.

Os advogados de defesa admitiram que Maluf era beneficiário dessas contas, enquanto seu filho Flávio era diretor de uma das empresas para onde o dinheiro era enviado. Uma decisão deve ser tomada nos próximos meses. Mas, enquanto isso, a Corte tem sido obrigada a se pronunciar sobre tentativas dos advogados de Maluf de impedir que uma decisão seja anunciada.

Em uma decisão tomada em 22 de agosto e divulgada agora, a Corte revela como os advogados do ex-prefeito tentaram, já em 4 de julho, incluir novos elementos ao processo e, assim, pedir que a audiência fosse adiada. Uma primeira decisão rejeitou o pedido. Mas os advogados de Maluf voltaram a insistir com a tese e apelar da decisão. Uma vez mais a corte a rejeitou, no dia 28 de agosto. Os advogados de Maluf insistiam em mudar algumas de suas respostas que haviam dado no processo, dois anos depois que elas foram entregues ao juiz, o que atrasaria o andamento do caso. 

Entre os motivos da rejeição, a Corte estima que as explicações que os advogados de Maluf gostariam de incluir poderiam ter sido apresentadas "durante as audiências". O que os advogados de Maluf queriam incluir, segundo os documentos da Corte, seriam "declarações legais de advogado"P.G. de M. Lopes". O jurista, ainda segundo a Corte, seria um sócio do escritório Leite Tosto e Barros Advogados, justamente quem fala em nome de Maluf no Brasil. 

Há um mês, esse mesmo escritório rejeitou a informação de que os advogados que estavam presentes em Jersey representavam Maluf. No mais recente documento, a corte relembra que, já em 2009, o mesmo Lopes tentou "sem sucesso desafiar a jurisdição da corte". Isso provaria que ele já conhecia o dossiê desde então. 

Outra tentativa da defesa de Maluf foi a de provar que a prefeitura de São Paulo não poderia ser parte do processo. Isso porque, se alguém teve algum prejuízo com o desvio de dinheiro, essa seria a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), e não a Prefeitura. A Corte relembrou em sua decisão desta semana que essa não foi a posição dos advogados de Maluf, nem em respostas dadas em novembro de 2010 e nem em março de 2011. "O objetivo e efeito de emendar (a resposta) seria permitir que a defesa alegasse que a única pessoa que poderia dizer que sofreu alguma perda é a Emurb e que a Prefeitura não tem lugar nessa ação", indicou os juízes, na decisão. 

"Diante da falta de explicação para essa tentativa de último minuto de mudar sua posição original em relação à Emurb, não é difícil de ver porque os advogados da acusação convidam à Corte a concluir que o pedido não é mais que uma tentativa cínica de impedir o julgamento", indicaram os juízes, que sustentaram a tese de que a iniciativa foi tomada por "motivos táticos. "Por todos esses motivos, os pedidos (de inclusão de novas informações) foram recusadas", concluiu o documento. 

Nas próximas semanas, a Corte deve se pronunciar sobre o dinheiro de Maluf na ilha e se os recursos devem ou não voltar aos cofres públicos em São Paulo.

Jornal elege as 8 pontes mais assustadoras do mundo

 Mata de Montenegro, Costa Rica: feita de pedaços de madeira e cordas, tem todos os atrativos de uma floresta tropical a seus pés
 Huangshan, China: a ponte que liga algumas das montanhas Huangshan, no sul da China, é um dos principais destinos turísticos do país. O local montanhoso, que foi tombado como patrimônio mundial pela Unesco,se formou de gelerias há mais de 100 milhões de anos
 Carrick-a-Rede, Irlanda do Norte: dizem que pescadores de salmão vêm construindo e reconstruindo estas armações há mais de 350 anos. Atualmente, o local é procurado por turistas que querem estreitar o contato com a natureza
 Langkawi Sky, Malásia: para chegar até a ponte, que é ponto turístico, é preciso subir de teleférico, já que a construção fica a 2 mil pés do nível do mar. Mas, depois de chegar ao topo, é possível ter uma incrível visão das montanhas e do mar da região
 Daedunsan Mountain Suspension, Coréia do Sul: a Coréia do Sul aparece na lista com uma moderna construção que deve ser mantida longe de quem não gosta de altura. Para cruzar a ponte e chegar ao outro extremo é preciso, na verdade, subir degraus e não andar em linha reta. Além disso, a construção é bem estreita
 Trift, Suíça: bastante antiga, longa e com estilo rústico, foi construída quando as geleiras da região derreteram e impediram a passagem das pessoas de um lado para outro

 Hanging of Ghasa, Nepal: foi construída por um motivo nobre: evitar o aumento do tráfico de animais no local. Por isso, os turistas que passarem por lá poderão vê-los com mais frequência. Atualmente, ela é usada por moradores de vilarejos do local e protetores da fauna
Kawarau, Nova Zelândia: a construção, que é bem mais moderna do que os três primeiros lugares, é um local certo para praticantes de bungee jump

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