quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mantega diz que país está começando novo ciclo de forte expansão econômica


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (4) que o país está iniciando um novo ciclo de crescimento, semelhante ao de 2010. “Ousaria dizer que estamos prestes a começar um novo ciclo de expansão forte da economia brasileira. As mudanças estruturais já estão acontecendo e produzem frutos que serão colhidos em breve”, declarou para uma plateia de empresários ao discursar em cerimônia de premiação promovida pela revista Exame.
Segundo o ministro, o cenário se tornou propício à expansão econômica devido a “mais importante reforma estrutural feita nos últimos anos e cujos efeitos ainda serão sentidos em sua plenitude”. De acordo com Mantega, o país desfruta de um novo equilíbrio macroeconômico, “representado por juros reais, bem mais baixos, política fiscal sólida, combinada com uma política de maior competitividade do real”.
A queda nos juros incentiva, segundo o ministro, os investimentos e o empreendedorismo, ao diminuir o custo do crédito para as empresas e desencorajar a especulação financeira. “Os recursos disponíveis na economia, em vez de ficarem em ativos financeiros lastreando a dívida pública, serão mais direcionados para abrir fábricas ou financiar novos empreendimentos por meio do mercado de capitais”, destacou.
Para Mantega a competitividade das empresas brasileiras também é beneficiada pela recente desvalorização da moeda nacional em relação ao dólar. “A taxa de câmbio mais ajustada à realidade do país reduz todos os custos em moeda estrangeira e eleva a competitividade do produto nacional”.

Senado aprova fim do voto secreto em votações de cassação de mandato


O Senado Federal aprovou na noite de hoje (4), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 86/07, conhecida como PEC do Voto Aberto. Ela prevê o fim do voto secreto nas votações de processos de cassação de parlamentares. De autoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a PEC será agora encaminhada à apreciação da Câmara dos Deputados.
Na votação em primeiro turno, foram 56 senadores a favor e 1 contrário. Já na votação em segundo turno foram 55 votos favoráveis e 1 contra. Na próxima semana o plenário do Senado deverá decidir sobre o processo de perda do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), mas a emenda não valerá para o julgamento do senador goiano.
A PEC prevê apenas voto aberto nos casos de processo de cassação, ficando secreta as votações para aprovar autoridades como ministros de tribunais superiores, diplomatas, diretores do Banco Central, ministros do Tribunal de Contas da União, procurador-geral da República, vetos presidenciais e eleição dos membros das mesas diretoras da Câmara e do Senado.
Na Câmara tramita ainda uma PEC, que já foi aprovada em primeiro turno, que institui o voto aberto em todas as votações secretas no Congresso Nacional. No entanto, a votação do segundo turno da proposta vem se arrastando porque encontra resistência de vários partidos da Casa, inclusive do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), que defende que algumas votações devem ser mantidas secretas.

Paraguai expulsa embaixador da Venezuela


O governo do Paraguai decidiu declarar persona non grata e expulsar o embaixador da Venezuela no país, José Javier Arrúe De Pablo. O anúncio, feito pelo Ministério das Relações Exteriores paraguaio, também determina a retirada do embaixador paraguaio na Venezuela, Augusto Ocampos Caballero.
A decisão se deve a “graves indícios de intervenção, por parte de funcionários da República Bolivariana da Venezuela em assuntos internos da República do Paraguai”, de acordo com a agência pública de notícias paraguaia, IP. Caballero comandava a missão diplomática do Paraguai na Venezuela desde setembro de 2010.
Como não está no Paraguai, o embaixador venezuelano Arrúe de Pablo, declarado persona non grata, está automaticamente expulso do país, sem que o governo paraguaio tenha que fixar um prazo para a saída dele.
Desde a destituição do ex-presidente Fernando Lugo, que foi substituído por Federico Franco, as relações entre as novas autoridades do Paraguai e as da Venezuela estavam estremecidas depois das suspeitas de que funcionários venezuelanos, liderados pelo chanceler Nicolás Maduro, interviram para que as Forças Armadas paraguaias evitassem a saída de Lugo do poder. O impeachment de Lugo foi decidido pelo Congresso em um julgamento político polêmico e rápido, nos dias 21 e 22 de junho.
Na última segunda-feira (2), o governo paraguaio anunciou que iria investigar a atuação de Maduro durante a crise que culminou com o golpe constitucional contra Lugo. A denúncia da interferência venezuelana foi feita pela ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García, que afirmou que Maduro instou os militares para que se levantassem contra a decisão do Congresso pelo impeachment.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Aloprados": armação do PSDB e da mídia




Por Antônio Mello, em seu blog:

Em setembro de 2006, no auge do escândalo dos ditos aloprados, quando ainda não havia acontecido o acidente da Gol e o delegado Bruno não havia passado imagens da bolada de dinheiro para a Globo, escrevi aqui no blog uma postagem, que me rendeu inúmeras críticas, em que eu afirmava que toda a história poderia ser uma armação do PSDB.

Agora, matéria do Jornal do Brasil confirma minhas suspeitas:

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Em um dos vídeos apreendidos na casa de Adriano Aprígio, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, comemora o envolvimento de petistas no chamado Escândalo dos Aloprados.

(...) O vídeo apreendido, já periciado pela Polícia Federal, mostra uma conversa entre o jornalista Mino Pedrosa e Dadá, o araponga que atendia à quadrilha do bicheiro. Pedrosa relata que o PSDB armou a história do dossiê e o "PT caiu nela".

O araponga vibra e comemora: "Tem que f..... o Lula! Tem que f..... o barbudo!

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Veja agora o que escrevi em setembro de 2006:

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Se a grande imprensa pode especular à vontade, por que este humilde blog também não pode fazê-lo? Vamos aos "fatos" - assim como eles fazem.

Depois de adiar o encontro com a realidade por meses, semanas, e, finalmente, dias, os tucanos perceberam que a eleição de Lula já estava decidida, e no primeiro turno. A menos que... A menos que uma bomba caísse no colo do presidente. Trataram de montá-la.

A primeira providência foi procurar uma dupla de velhos parceiros, os Vedoin, pai e filho. Eles já haviam ganhado muito dinheiro com FHC no poder, e estavam no "contas a pagar" clandestino do PSDB, desde que explodiu o caso das sanguessugas.

É bom destacar que os Vedoin não gostam dos petistas. Se ganharam muito no governo anterior ("a gente pagava até adiantado..."), com os petistas começaram ganhando dinheiro também. Mas acabaram com um par de algemas cada e dividindo hospedagem numa cela da Polícia Federal. E isso é uma coisa que os bandidos sempre consideram uma "injustiça", uma "sacanagem".

Os tucanos foram direto ao assunto com os Vedoin: precisavam ferrar a candidatura de Lula. Tinham um plano, e eles eram a isca. Deveriam procurar o PT e dizer que passavam por dificuldades financeiras, já que todas as suas contas estavam bloqueadas na justiça. Ofereceriam aos petistas o que eles queriam, e sempre procuraram: as provas de que os tucanos estavam envolvidos até o pescoço no esquema das sanguessugas. Mas os Vedoin não poderiam ser os portadores da proposta, porque os petistas desconfiariam. Eles necessitavam de um intermediário confiável ao PT. Aí entra Valdebran Padilha.

Valdebran (que estava no hotel em São Paulo e, em tese, receberia a grana pelos Vedoin) também não gosta dos petistas. Sempre foi um operador no Mato Grosso. Vivia - para usar uma expressão do senador Suassuna - beliscando uma "beirada" aqui, outra ali. Com o PT no poder, vislumbrou um futuro promissor. Filiou-se ao partido em 2004, a tempo de comandar a arrecadação de recursos do candidato petista à prefeitura de Cuiabá. Mas o petista não se elegeu. Valdebram ficou chupando dedo, até que se candidatou a uma vaga na direção da Eletronorte. "Mas uma ala do PT impediu a nomeação enviando um dossiê contra ele sobre superfaturamento em prefeituras de Mato Grosso".

Contatado pelos Vedoin, Valdebran topou a parada. Procurou seus "companheiros" petistas e expôs a proposta. Pediu uma quantia absurda (vinte milhões de reais) para dar maior credibilidade ao que propunha. Mas aceitou, rapidamente, que ela caísse para a décima parte. Os "alegres petistas" caíram como patetas.

O acordo seria feito em duas partes. Na primeira, uma entrevista onde os Vedoin denunciariam o envolvimento de Serra e Barjas Negri no esquema. Os tucanos estrilariam, e aí entraria a segunda parte do plano: as provas seriam exibidas à imprensa, com toda a movimentação financeira que provaria por a+b que a máfia das sanguessugas nasceu e se desenvolveu em ninho tucano, com a participação direta de Barjas Negri e, ao menos, a omissão de Serra.

A primeira parte foi feita, com a entrevista dos Vedoin à IstoÉ. Os "alegres petistas" aguardavam ansiosos no Hotel Íbis o material relativo à segunda parte. Foram surpreendidos pela Polícia Federal, "casualmente" alertada por uma conversa providencial dos Vedoin ao telefone - que sabiam estar grampeado.

No kit que os tucanos combinaram com os Vedoin estava ainda a necessidade da inclusão de uma foto de Alckmin no meio do "dossiê" para poder envolver o presidente Lula no episódio. O que foi feito. No mais, algumas imagens de Serra, que todos já estavam mais carecas que ele de saber. A movimentação financeira do esquema...ha-ha-ha...

Tudo certo, tudo perfeito - se não ficasse faltando um detalhe (e como os tucanos lamentam isso...): uma foto da bolada de dinheiro, exatamente como aconteceu com Roseana Sarney.

Nada que, nesta reta final, o programa de Alckmin não possa resolver com uma edição maliciosa. Imagens já não faltam. A Veja desta semana tem uma arte com uma montanha de reais e dólares. A primeira página de O Globo de hoje, a foto de um monte de dinheiro de uma outra operação da PF.

Como um exército de Brancaleone desesperado, a oposição a Lula exclama, com o apoio da grande imprensa:

- Avante, Aquilante - quer dizer, Avante, Alckmin!!! Abaixo "Apedeuta"
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Como todos sabemos, a foto do dinheiro surgiu na última edição do Jornal Nacional, antes do dia da votação do primeiro turno da eleição. Ali Kamel não noticiou o desastre da Gol, ocorrido naquele dia, em que morreram 154 pessoas, para dar destaque à bolada de dinheiro.

Denunciei o ocorrido aqui, o que me rendeu uma resposta do mesmo Kamel, aquele que afirma que não somos racistas.

A eleição foi ao segundo turno. E nele Lula se reelegeu. Contra a manipulação tucana e a mídia porcorativa.

BALANCE CAPIXABA 04/07/2012

Deputados estaduais criticam ingerência de Casagrande nas articulações eleitorais
Com um quorum insuficiente para votações, a sessão ordinária da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (4), foi marcada por pronunciamentos inflamados dos deputados que pretendiam disputar as eleições deste ano e foram rifados por seus partidos, por conta da geopolítica comandada pelo governador Renato Casagrande. 
Nos discursos ficou implícita a ameaça à harmonia na base aliada depois da eleição, devido à ingerência do governador nas disputas municipais. O primeiro a disparar contra Casagrande foi o deputado estadual Sandro Locutor (PV). Para o parlamentar, a geopolítica de Casagrande está causando um “achatamento dos partidos”. 

Ele citou como exemplo sua situação, em Cariacica, onde pretendia disputar a eleição para prefeito. O deputado colocou também no grupo dos descontentes o PP e o PSD. Locutor afirmou que as costuras feitas pelo governo é um erro que pode ter consequências depois da eleição.
O deputado do PV foi sucedido na tribuna da Assembleia pelo também cariaciquense Gilsinho Lopes (PR), que foi mais contundente em suas declarações. “Não há que se meter onde não é chamado”, alegando que o governador Renato Casagrande garantiu que não iria influir nas articulações políticas. 
Ele lembrou as vítimas do processo, como Hércules Silveira (PMDB) e José Esmeraldo (PR), e também alertou para os prejuízos que o governador poderá ter com as movimentações deste período pré-eleitoral. Gilsinho Lopes foi além, disse que desistiu do processo eleitoral em Cariacica em favor da candidatura do colega de plenário Marcelo Santos (PMDB). E alertou: “tem gente dentro do próprio PMDB tentando frustrar a candidatura do deputado”.

Para os meios políticos a afirmação do deputado está ligada ao fato de haver uma movimentação palaciana em favor da candidatura do vice-prefeito do município Geraldo Luzia (PPS), o Juninho. Uma movimentação que estaria também dentro do projeto de geopolítica costurado para a disputa em Vitória.
O deputado Hércules Silveira, que também teve sua candidatura retirada a fórceps pelo PMDB de Vila Velha em favor da reeleição do prefeito Neucimar Fraga (PR), deixando transparecer que ainda não digeriu a manobra, preferiu não polemizar a questão. Hércules, porém, é esperado em um protesto que acontece na noite desta quarta-feira, na Prainha, contra a tratoragem das costuras em Vila Velha. 
O último a se pronunciar foi o deputado José Esmeraldo (PR), que diferentemente de Hércules Silveira, reagiu de forma irritada às declarações do presidente de seu partido, o senador Magno Malta, sobre a retirada da candidatura própria em Vitória e disparou: “onde o PR estiver em Vitória, vamos trabalhar contra, porque o deputado José Esmeraldo foi traído”. Sobre a ingerência do governo no processo eleitoral, Esmeraldo foi contundente: “Geopolítica é coisa de cafetão”. 

Ao que tudo indica, o governador terá dificuldade em apaziguar os ânimos com os aliados após a eleição ou poderá ter problemas com sua governabilidade, caso o bloco dos insatisfeitos na Assembleia ganhe mais adeptos e não haja compensações pelas manobras nas bases dos parlamentares. Via SD | Renata Oliveira 
Serra: após definir vice, PSB e PT criam impasse para fechar proporcionais
Petistas e socialistas parecem ter chegado a um consenso em torno do nome do vice que vai compor a majoritária com o candidato do PSB a prefeito da Serra, o deputado federal Audifax Barcelos. A vereadora Lourência Riani (PT) continua como favorita, principalmente após o deputado estadual Roberto Carlos, que queria disputar a prefeitura da Serra, declarar que não tem interesse em deixar a Assembleia para se lançar como vice. 
Além da vice, o PSB avançou bastante na composição das alianças, que já estão praticamente definidas. A frente puxada por Audifax congrega, por enquanto, 14 partidos: PSB-PT-PSDB-PV-PTN-PP-PSC-PR-PTdoB-PRB-PTL-PSD-PTN-PRP. Esses partidos estão divididos em seis blocos para as proporcionais: PSB-PT; PR-PTL; PTC-PSDB; PV-PTdoB; PP-PTN, e PSD-PRP-PRB-PSC. A expectativa da frente é fazer de 11 a 14 vereadores e conquistar a maioria dos 23 assentos na Câmara da Serra. 

Se o assunto vice está praticamente encerrado com a escolha de Lourência, as conversas entre PSB e PT se enroscam agora nos candidatos a vereador. Lideranças do PSB se assustaram com o tamanho da lista de nomes do PT, que parece ter crescido nas últimas semanas. Inicialmente entre 13 e 15 nomes, já relaciona mais de 30 postulantes a candidato. O número é considerado inviável pelo PSB, que tenta negociar uma redução com o PT.
Nesta quarta-feira (4), petistas e socialistas se reúnem novamente para buscar um consenso em torno das “cotas” para cada um dos partidos. O PSB está disposto a ceder 24 das 46 vagas previstas para o bloco. Nesta divisão, os socialistas inscreveriam os outros 22 candidatos. Para a conta fechar, o PT precisaria excluir da sua lista original cerca de oito candidatos. Vale ressaltar que 14 dos 46 candidatos precisam ser do sexo feminino. 
Do lado do candidato do PDT, o prefeito Sérgio Vidigal, a situação parece estar bem mais tranquila em relação aos proporcionais. Por enquanto, no arco de alianças do pedetista, há 10 partidos alinhados, que estão dispostos em quatro blocos: PDT-PMDB-PSDC; PPS-DEM; PCdoB-PSL, e PHS-PMN-PTB. 

A previsão dos observadores políticos é de que a frente que apoia o atual prefeito seja capaz de eleger de nove a 10 vereadores. Via SD | Por José Rabelo 
Sérgio Sá na vice de Iriny Lopes leva José Esmeraldo para palanque do PT
Com a desistência do vereador Serjão Magalhães (PSB) de integrar a chapa do PT, como o vice de Iriny Lopes, a expectativa é de que a chapa conte com o também vereador socialista Sérgio Sá. Essa movimentação do PT pode atrair mais do que o partido do governador Renato Casagrande para seu palanque. 
Sérgio Sá é filho do deputado estadual José Esmeraldo. Indignado com a posição de seu partido, o PR, que rifou sua candidatura a prefeito da Capital em favor da candidatura de Luciano Rezende (PPS), o parlamentar pode se unir aos petistas e levar seu capital político para o palanque de Iriny Lopes. 
Esmeraldo já deixou claro que não vai apoiar a chapa do PPS, porque se considerou traído pela direção regional do PR. Ele só não havia decidido se apoiaria a candidatura do PT e ou do PSDB, que tem à frente do palanque o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas.

Com a movimentação do PR contra a candidatura própria, a situação de Esmeraldo fica mais fácil. O próprio PT pode aproveitar o momento de revolta do deputado para se aproximar do parlamentar, que afirma ter 8% de intenção de votos. A imagem do deputado pode, portanto, auxiliar o palanque petista em uma disputa acirrada e em dois turnos, que está sendo prevista para Vitória. 
Além da filiação que torna Sérgio Sá mais atraente ao cargo de vice de Iriny Lopes, o vereador foi secretário municipal na gestão de João Coser, o que torna sua proximidade com o palanque de Iriny mais evidente. 
O histórico de Esmeraldo nas duas eleições anteriores também favorece a costura para esta eleição. Em 2004, Esmeraldo deixou a corrida eleitoral para apoiar a candidatura de João Coser. O deputado também esteve com o prefeito na disputa pela reeleição em 2008. Via SD| Por Renata Oliveira 

Ales: Esmeraldo manda Malta “abaixar a bola” em manhã de discussões


Na abertura da sessão da Assembléia Legislativa do Espírito Santo (Ales), da manhã desta quarta-feira (04), os deputados explanaram sobre o jogo político na Grande Vitória e criticaram a postura do Governador Renato Casagrande, quanto a manipulação das candidaturas na cidade de Serra, Vitória, Cariacica e Vila Velha. Além da discussão eleitoral, o presidente da Casa Theodorico Ferraço (DEM) pediu ao Governo estadual, para que respondesse ao processo do 11,98%, sobre o pagamento retroativo aos servidores do Poder Legislativo.

A discussão sobre a geopolítica implantada no processo de construção das alianças na Grande Vitória teve início na fala do deputado Sandro Locutor (PV), que também sofreu pressão por parte do Governo para abrir mão da candidatura em Cariacica. O parlamentar alertou que o achatamento dos partidos é prejudicial na construção das alianças e que ainda há tempo de corrigir os erros. Contudo, mesmo sofrendo pressão para abrir mão da candidatura, Sandro continua na disputa para o executivo cariaciquense. “Agradeço pela autonomia do meu partido, estão tentando achatar o PV em Cariacica, mas não iremos ceder”, completou.

O republicano Gilson Lopes, que no início das indicações das chapas majoritárias foi indicado ao executivo de Cariacica, e abriu mão para apoiar Marcelo Santos (PMDB), ressaltou que o atual processo da geopolítica está frustrando o desejo de muitos de concorrer às eleições. Além disso, o deputado faz um alerta ao Governador. “Este tipo de articulação pode fazer com que vários colegas se tornem oposição ao Governo”.

Contudo, Gilsinho ressalta que deseja aliança entre o parlamento e o Governo, para que juntos possam criar condições de governabilidade. “O Governo do Estado quer manter aliados nas prefeituras, mas não pode se esquecer de manter o grupo no legislativo e garantir os interesses da população”, completou.

Esmeraldo manda Malta “abaixar a bola”
Já no período do grande expediente, o parlamentar José Esmeraldo (PR) mandou um recado para o presidente da executiva estadual do partido. “Magno Malta abaixa a bola, fala a verdade sobre o que aconteceu na calada da noite de domingo para retirar a candidatura de José Esmeraldo”, esbravejou.

Para Esmeraldo, a retirada da candidatura foi uma jogada entre PR, Governador e Luciano Rezende. O deputado que se sente traído pelo partido, diz que o maior medo dos articuladores era que ele vencesse a concorrência. “Fui humilhado pelo meu partido, por isso que ele apoiar estarei fazendo campanha contra”, declarou.

“No início das conversas partidárias falei com Renato Casagrande para que ele não metesse na minha candidatura e ele me assegurou que assim seria, mas agora vi que a fala dele não é verdadeira. Ele não foi leal a José Esmeraldo”, finalizou o deputado.

Viabilização de recursos
No dia 12 de junho, o presidente da Casa de leis encaminhou uma carta a Casa Civil solicitando a viabilização de recursos do Governo Estadual para o pagamento dos servidores da Casa de Leis. O valor total da dívida foi calculado em R$ 121.168.603,94.

Porém após 20 dias o Governo estadual ainda não se posicionou sobre o assunto, então Theodorico faz uso da palavra pedindo ao Governador que delegue o poder de decisão para a Ales para que está situação possa ser resolvida. “Precisamos dessa decisão para que esta Casa cumpra com o pagamento dos nossos servidores”, declarou.

O democrata teve apoio público do colega José Esmeraldo, que completou dizendo que o Governo tem que apoiar a Ales e que o prejuízo para a Casa chega de R$ 8 a R$ 10 milhões por ano. “Acredito que Renato Casagrande não irá deixar o legislativo desamparado”, completou o parlamentar.

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