segunda-feira, 16 de abril de 2012

Presidente da Câmara declara guerra à Veja

Foto: Dorivan Marinho/Folhapress_Divulgação

Marco Maia responde à reportagem desta semana em que a publicação acusa o PT de armar uma cortina de fumaça para ofuscar o mensalão; mais: ele promete um capítulo dedicado às relações de Cachoeira com a mídia e lembra o caso Murdoch.

Agora é guerra. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, soltou uma nota contestando a reportagem de capa da revista Veja deste fim de semana, que acusa o PT de armar uma cortina de fumaça, com a CPI do caso Cachoeira, para abafar o escândalo do mensalão. Num texto duro, Maia garante que haverá uma investigação sobre as relações de jornalistas com grupos clandestinos de espionagem e lembrou o caso do News of the World, que fechou as portas após a descoberta de que publicava grampos ilícitos.

Leia, abaixo, a nota de Marco Maia (PT/RS):
Resposta de Marco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados à Veja.
Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?
Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:
- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;
- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como "Mensalão";
- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;
- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;
- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco "todos") os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;
- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;
- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa.

Dep. Marco Maia,
Presidente da Câmara dos Deputados

Depois de quase amarelar, PT agora banca a CPI

CPI não tem volta, garante o senador Walter Pinheiro (PT/BA), que liderava uma ala do Partido dos Trabalhadores contrária à instalação da comissão; ele, no entanto, pretende restringir o foco das investigações sobre Carlos Cachoeira

“Não tem volta”. Com estas palavras, o senador Walter Pinheiro (PT/BA), que liderava uma ala do PT que parecia disposta a recuar, garantiu que a comissão será instalada. 

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), disse que a idéia de criação da CPI do Cachoeira “não tem volta’, mas advertiu que o foco da investigação deve ser “a rede de negócios e informações” que se formou para ganhar dinheiro em vários setores.

Até agora, o bloco governista já coletou 22 assinaturas no Senado, cinco a menos do que é necessário – sem contar as assinaturas do PMDB que seriam coletadas pelo líder da bancada, Renan Calheiros. O PT avalia que pelo menos 50 senadores poderão subscrever a proposta de criação da CPI. Na ausência do presidente José Sarney (PMDB-AP), internado em São Paulo, o pedido da CPÌ mista deverá ser entregue à deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), vice-presidente da Câmara.
Para Walter Pinheiro, o negócio de jogo que notabilizou Carlos Cachoeira acabou se tornando uma questão paralela aos negócios maiores.
- Nessas gravações, não se ouve eles trabalhando para legalizar o jogo do bicho, mas era uma rede de informações e negócios nas diversas áreas. Ele foi para o ramo dos fármacos, da construção civil, da pecuária e movimentou muito dinheiro – disse o líder.


O senador Walter Pinheiro (PT-BA) vocalizou, talvez tarde demais, como ele mesmo admitiu, a preocupação de uma grande ala do partido.
"Se mandarem os documentos, e avaliarmos que o que a CPI vai apurar é o que está apurado, aí podemos rediscutir a CPI. Mas confesso que é difícil segurar agora. Podem dizer que é golpe" - disse Pinheiro.

O receio estampado nessas palavras é o de que, na prática, a CPI do Cachoeira, como foi chamada inicialmente, passe a ser a CPI da Delta e, por sua vez, migre para se tornar a CPI sobre as Relações do PT com a Delta. Em outras palavras, o desejo de manter todo o intrincado caso apenas e tão somente no âmbito da Comissão de Ética do Senado revela mais que uma indecisão em relação à própria CPI. Ele manifesta a leitura já consolidada em diferentes setores do partido, especialmente os mais ligados à administração federal, de que, por envolver a maior empreiteira do PAC, a própria Delta, não há como garantir que a CPI não provoque estilhaços em áreas sensíveis da própria administração. A empresa, afinal, gere orçamentos bilionários e tem em seu presidente, Fernando Cavendish, um empresário de métodos absolutamente heterodoxos. Uma vez convocado a depor, e sob risco, como já aconteceu no passado com outros personagens, de sair algemado da CPI se mentir ou omitir, ao irritar deputados e senadores, Cavendish poderá desnudar personagens de todos os partidos, o que inclui os da base aliada da presidente Dilma Rousseff e do próprio PT.
Pinheiro, ao manifestar sua interpretação de que, a depender de documentos, o caso poderia ficar no âmbito de uma comissão destinada apenas a cassar ou não o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), tenta, ao menos, acalmar os ânimos na cúpula do seu partido, que se alinhou, de imediato, ao aceno positivo, pela CPI, do ex-presidente Lula.
Pega de surpresa fora do País, num primeiro momento, quanto visitava o presidente Barack Obama, em Washington, e, nos últimos dias, envolvida na Cúpula das Américas, em Cartagena, só o que a presidente Dilma pode fazer como bombeira foi uma escala de três horas em São Bernando do Campo, onde procurou dizer a Lula que seria melhor ir mais devagar com o andar da CPI.
Como reconhece o próprio senador baiano, agora já parece ser tarde. Assinaturas em número mais que suficiente para instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) estarão pousando, amanhã, sobre a mesa da vice-presidente do Senado, Marta Suplicy. Ela não terá outra alternativa a não ser instalar a comissão. Quanto ao seu funcionamento, o que se projeta é uma guerra multipartidária na qual se vai tentar empurrar para o outro as brasas das denúncias, o que poderá causar um incêndio ainda maior de radicalização, com chamas em todas as direções.

ES tem batalha final pelo Fundap a derrota esta próxima.

foto Secom/ES
O ES terá sua última batalha pela manutenção do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias) terça (17/04) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

As chances de derrota são grandes para os estados (ES,SC e GO) que tentam impedir a aprovação do projeto de resolução nº 72/10, que reduz a alíquota do ICMS das importações para 4%.

O projeto pode ser levado a plenário no mesmo dia, já que não cabe mais pedido de vista. A alternativa do ES é fechar um acordo com o governo federal para obter algumas compensações pela perda do Fundap.

Na última quarta-feira a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou a proposta e rejeitou o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que pedia o arquivamento do projeto pela sua inconstitucionalidade.

O governo federal pressiona o Senado pela rápida aprovação da matéria, por pressão da indústria. O governador Renato Casagrande fez um apelo na última quarta-feira pela participação das lideranças do estado na sessão desta terça.

"Sofremos uma derrota hoje (quarta-feira), mas ainda temos uma semana para negociar. Se quiserem nos derrotar será de pé, lutando. Não vamos nos entregar. Precisamos da participação de todos, da bancada, dos prefeitos e lideranças do estado", disse o governador após a votação do projeto na CCJ.

domingo, 15 de abril de 2012

Explicando política e governo, seja de esquerda, direita ou centro, a regra é única.

Um alienígena bastante curioso visita o planeta terra para checar o nosso progresso como espécie, e inicia uma conversa com a primeira pessoa que ele encontra. O alienígena descobre que nós vivemos sob o domínio de uma coisa chamada "governo", e quer entender mais sobre o que é o "governo", o que ele faz e porque ele existe.

O golpe de 1964 e a instauraçao do regime militar - Simplificando o entendimento


Presidente João Goulart em reunião com o ministério presidencialista. Jan 1963. Na madrugada do dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constituído de João Goulart. A falta de reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi notável. Não se conseguiu articular os militares legalistas. Também fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. João Goulart, em busca de segurança, viajou no dia 1o de abril do Rio, para Brasília, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resistência com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. Apesar da insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o exílio no Uruguai, de onde só retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976.

Presidente João Goulart, em algum momento durante o seu governo, transmite, temporariamente, o cargo de presidente para Ranieri Mazzili, presidente da Câmara dos Deputados (s/d). Antes mesmo de Jango deixar o país, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, já havia declarado vaga a presidência da República. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a presidência, conforme previsto na Constituição de 1946, e como já ocorrera em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. O poder real, no entanto, encontrava-se em mãos militares. No dia 2 de abril, foi organizado o autodenominado "Comando Supremo da Revolução", composto por três membros: o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeronáutica), o vice-almirante Augusto Rademaker (Marinha) e o general Artur da Costa e Silva, representante do Exército e homem-forte do triunvirato. Essa junta permaneceria no poder por duas semanas.
Nos primeiros dias após o golpe, uma violenta repressão atingiu os setores politicamente mais mobilizados à esquerda no espectro político, como por exemplo o CGT, a União Nacional dos Estudantes (UNE), as Ligas Camponesas e grupos católicos como a Juventude Universitária Católica (JUC) e a Ação Popular (AP). Milhares de pessoas foram presas de modo irregular, e a ocorrência de casos de tortura foi comum, especialmente no Nordeste. O líder comunista Gregório Bezerra, por exemplo, foi amarrado e arrastado pelas ruas de Recife.

Presidente João Goulart condecora o ministro Hermes Lima (entre set 1961 e junho 1963). A junta baixou um "Ato Institucional" – uma invenção do governo militar que não estava prevista na Constituição de 1946 nem possuía fundamentação jurídica. Seu objetivo era justificar os atos de exceção que se seguiram. Ao longo do mês de abril de 1964 foram abertos centenas de Inquéritos Policiais-Militares (IPMs). Chefiados em sua maioria por coronéis, esses inquéritos tinham o objetivo de apurar atividades consideradas subversivas. Milhares de pessoas foram atingidas em seus direitos: parlamentares tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos suspensos e funcionários públicos civis e militares foram demitidos ou aposentados. Entre os cassados, encontravam-se personagens que ocuparam posições de destaque na vida política nacional, como João Goulart, Jânio Quadros, Miguel Arraes, Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes.

Ademar de Barros, entre jornalistas, fala ao microfone (entre 1947 e 1951). Entretanto, o golpe militar foi saudado por importantes setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da imprensa, dos proprietários rurais, Carlos Lacerda e Cordeiro de Farias (1955) da Igreja católica, vários governadores de estados importantes (como Carlos Lacerda, da Guanabara, Magalhães Pinto, de Minas Gerais, e Ademar de Barros, de São Paulo) e amplos setores de classe média pediram e estimularam a intervenção militar, como forma de pôr fim à ameaça de esquerdização do governo e de controlar a crise econômica. Antônio Carlos Muricy, Magalhães Pinto e Aurélio Lira Tavares numa cerimônia de condecoração do primeiro (entre 1967 e 1969). O golpe também foi recebido com alívio pelo governo norte-americano, satisfeito de ver que o Brasil não seguia o mesmo caminho de Cuba, onde a guerrilha liderada por Fidel Castro havia conseguido tomar o poder. Os Estados Unidos acompanharam de perto a conspiração e o desenrolar dos acontecimentos, principalmente através de seu embaixador no Brasil, Lincoln Gordon, e do adido militar, Vernon Walters, e haviam decidido, através da secreta "Operação Brother Sam", dar apoio logístico aos militares golpistas, caso estes enfrentassem uma longa resistência por parte de forças leais a Jango.

John F. Kennedy recebe João Goulart na embaixada americana em Roma durante visita à Itália (1963). Os militares envolvidos no golpe de 1964 justificaram sua ação afirmando que o objetivo era restaurar a disciplina e a hierarquia nas Forças Armadas e deter a "ameaça comunista" que, segundo eles, pairava sobre o Brasil. Uma idéia fundamental para os golpistas era que a principal ameaça à ordem capitalista e à segurança do país não viria de fora, através de uma guerra tradicional contra exércitos estrangeiros; ela viria de dentro do próprio país, através de brasileiros que atuariam como "inimigos internos" – para usar uma expressão da época. Esses "inimigos internos" procurariam implantar o comunismo no país pela via revolucionária, através da "subversão" da ordem existente – daí serem chamados pelos militares de "subversivos". Diversos exemplos internacionais, como as guerras revolucionárias ocorridas na Ásia, na África e principalmente em Cuba, serviam para reforçar esses temores. Essa visão de mundo estava na base da chamada "Doutrina de Segurança Nacional" e das teorias de "guerra anti-subversiva" ou "anti-revolucionária" ensinadas nas escolas superiores das Forças Armadas.
Os militares que assumiram o poder em 1964 acreditavam que o regime democrático que vigorara no Brasil desde o fim da Segunda Guerra Mundial havia se mostrado incapaz de deter a "ameaça comunista". Com o golpe, deu-se início à implantação de um regime político marcado pelo "autoritarismo", isto é, um regime político que privilegiava a autoridade do Estado em relação às liberdades individuais, e o Poder Executivo em detrimento dos poderes Legislativo e Judiciário.

Ernani do Amaral Peixoto por ocasião da entrega do projeto de reforma administrativa ao presidente João Goulart (dez 1963). Já no início da "Revolução" ficou evidente uma característica que permaneceria durante todo o regime militar: o empenho em preservar a unidade por parte dos militares no poder, apesar da existência de conflitos internos nem sempre bem resolvidos. O medo de uma "volta ao passado" (isto é, à realidade política pré-golpe) ou de uma ruptura no interior das Forcas Armadas estaria presente durante os 21 anos em que a instituição militar permaneceu no controle do poder político no Brasil. Mesmo desunidos internamente em muitos momentos, os militares demonstrariam um considerável grau de união sempre que vislumbravam alguma ameaça "externa" à "Revolução", vinda da oposição política.

Antônio Carlos Muricy comanda o destacamento Tiradentes na marcha Juiz de Fora (31 março 1964). A falta de resistência ao golpe de 1964 não deve ser vista como resultado da derrota diante de uma bem articulada conspiração militar. Foi clara a falta de organização e coordenação entre os militares golpistas. Mais do que uma conspiração única, centralizada e estruturada, a imagem mais fidedigna é a de "ilhas de conspiração", com grupos unidos ideologicamente pela rejeição da política pré-1964, mas com baixo grau de articulação entre si. Não havia um projeto de governo bem definido, além da necessidade de se fazer uma "limpeza" nas instituições e recuperar a economia. O que diferenciava os militares golpistas era a avaliação da profundidade necessária à intervenção militar.

Antônio Carlos Muricy, Joaquim Justino Alves Bastos, Homero Souto de Oliveira, Paulo Guerra e outros na Parada da Vitória (24 maio 1964). Desde o início havia uma nítida diferenciação entre, de um lado, militares que clamavam por medidas mais radicais contra a "subversão" e apoiavam uma permanência dos militares no poder por um longo período e, de outro lado, aqueles que se filiavam à tradição de intervenções militares "moderadoras" na política – como havia acontecido, por exemplo, em 1930, 1945 e 1954 – seguidas de um rápido retorno do poder aos civis. Os mais radicais aglutinaram-se em torno do general Costa e Silva; os outros, do general Humberto de Alencar Castelo Branco.

Antônio Carlos Muricy e outros durante visita de Humberto Castelo Branco a Recife (junho 1964). Articulações bem-sucedidas na área militar de um grupo de oficiais pró-Castelo e o apoio dos principais líderes políticos civis favoráveis ao golpe foram decisivos para que, no dia 15 de abril de 1964, Castelo Branco assumisse a presidência da República, eleito, dias antes, por um Congresso já bastante expurgado. O novo presidente assumiu o poder prometendo a retomada do crescimento econômico e o retorno do país à "normalidade democrática". Isto, no entanto, só ocorreria 21 anos mais tarde. É por isso que 1964 representa um marco e uma novidade na história política do Brasil: diferentemente do que ocorreu em outras ocasiões, desta vez militares não apenas deram um golpe de Estado, como permaneceram no poder.
Celso Castro

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Oito motivos pelos quais ninguém te segue de volta no Twitter



Quem nunca recebeu um tweet "Oi @fulano, estou te seguindo. Me segue de volta?". Pois é. E aposto que você já começou a seguir alguém no Twitter na esperança de que essa pessoa te seguisse de volta. Mas, sabemos muito bem que esses chamegos em 140 caracteres nem sempre são correspondidos. Por isso, o Mashable elaborou uma lista com oito motivos que fazem as pessoas não te seguirem de volta. Vamos a eles:

 
1) Você é um ovo
Nada acusa mais o fato de alguém ser novo no Twitter do que não usar uma foto no perfil. O melhor é sempre mostrar a cara. Caso você esteja à frente do Twitter de uma marca ou não queira revelar sua
identidade, dá para usar uma imagem.

2) Você não escreveu nada na sua bio
Ninguém consegue saber quem você é só com uma imagem. Você tem 160 caracteres à disposição, use-os para contar mais sobre você e dizer sobre que assuntos você pretende twittar.

3) Algo na sua bio pode afastar outros usuários
É claro que você pode defender ideias religiosas, políticas ou qualquer assunto controvertido na sua bio. No entanto, vale saber que isso pode afugentar possíveis seguidores. Por outro lado, pode atrair quem pensa parecido. Na dúvida, tente abrir o espectro da sua bio com um texto amigável e informativo ao mesmo tempo.

4) Seus tweets são bloqueados
Simples: se seus tweets são protegidos, dificilmente alguém se preocupará em pedir permissão para lê-los. As mensagens diretas estão aí para quem quer dizer algo de forma particular.

5) Você twitta muito pouco
Possíveis seguidores gostam de dar uma olhada na sua timeline para saber o que você anda falando e com que frequência. Se parece que você twitta uma vez por semana, às vezes menos, dá a impressão de que você não é muito fã de mensagens em 140 caracteres.


"Fala muito!", ou melhor, twitta muito6) Você twitta demais
Pense: você acaba de seguir alguém e, de repente, sua timeline foi floodada por tweets dessa pessoa. Imagina fazer o mesmo com os outros? Unfollow na certa.

7) Fala demais, interage pouco
O Twitter não é um monólogo. Se alguém mencionou você, responda. Junte-se a conversas na timeline. Dê RTs no que achar interessante.

8) O problema não é com você, é comigo
Seu perfil está lindão: foto nos trinques, bio bem escrita. Você twitta diariamente, sem entupir a timeline dos seguidores. Mas nada do que você escreve atrai aquela pessoa que você gostaria que te seguisse. Não tem problema: se você fizer tudo direitinho, vários outros vão se interessar. =)
O que achou das dicas? Se você tiver outras, deixe nos comentários.

Fonte Mashable

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