quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Teste clínico mostra benefícios do vinho à saúde pela primeira vez

Resveratrol, substância encontrada na bebida, foi estudado por cientistas.
Composto reduz o gasto calórico e a resistência à insulina em obesos.

Uma substância natural encontrada no vinho apresenta benefícios para pessoas obesas, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (2) pela revista científica "Cell Metabolism" (metabolismo celular, em inglês). O trabalho foi feito por uma equipe da Universidade Maastricht, na Holanda.
Conhecido pelo nome resveratrol, o ingrediente do vinho foi testado em 11 pessoas acima do peso ideal, mas saudáveis. Elas receberam 150 miligramas da substância durante 30 dias. Os médicos mediram os gastos de energia dos participantes da pesquisa e o quanto eles conseguiam armazenar e queimar gorduras.
Estudos anteriores em animais já tinham demonstrado que o resveratrol reduz a resistência à insulina e protege contra os efeitos nocivos de uma alimentação rica de calorias. O uso da substância teve o efeito comparável ao de dietas controladas nas cobaias. Porém, nunca os benefícios haviam sido testado em humanos.
Os pesquisadores afirmam o resveratrol consegue fazer o corpo gastar menos energia ao melhorar o funcionamento do metabolismo e da saúde do obeso. O resultado é a presença menor de gordura no fígado, níveis mais baixos de açúcar na circulação e uma pressão sanguínea reduzida. Os participantes do estudo também apresentaram mudanças na forma como os músculos "queimavam" calorias do organismo.
As mudanças no metabolismo causadas pelo resveratrol não causaram efeitos colaterais, segundo os cientistas holandeses. A escolha dos participantes se deu por conta do risco que eles apresentam para o surgimento de diabetes tipo 2. Nos estudos futuros, o grupo espera descobrir como o resveratrol age em pessoas que já tenham desenvolvido a doença.
Ainda não se sabe com certeza se o fato de uma pessoa queimar menos calorias é bom ou ruim, mas os pesquisadores acreditam que as células dos participantes da pesquisa passaram a operar de maneira mais eficiente.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

NF-e -obrigatoriedade do GTIN, código de barras dos produtos, nas Notas Fiscais Eletrônicas

A partir de 1º de julho de 2011, fica obrigatório o preenchimento dos campos cEAN e cEANTrib da NF-e, quando o produto comercializado possuir código de barras com GTIN (Numeração Global de Item Comercial).
GTIN – Número Global de Item Comercial – é um identificador de itens comerciais desenvolvido pela GS1 (que compreende a antiga EAN International e Uniform Code Council ). Esses identificadores são usados para procurar informações sobre o produto em um banco de dados (muitas vezes a inserção do número através de um scanner de código de barras apontou para um produto real), que podem pertencer a um fabricante, distribuidor, colecionador, pesquisador ou outra entidade. A unicidade e a universalidade do identificador é útil para estabelecer qual o produto em um banco de dados que corresponde ao produto em outro banco de dados, especialmente através das fronteiras organizacionais. (Wikipédia).
Este obrigatoriedade decorre do ajuste SINIEF n. 16, de 16/12/2010, publicado no DOU de 16.12.10, p. 26, pelo Despacho 516/10 do Secretário-Executivo do CONFAZ, que acrescenta o § 6º à Cláusula Terceira do Ajuste SINIEF n. 07/05:

Cláusula terceira . A NF-e deverá ser emitida com base em leiaute estabelecido no “Manual de Integração – Contribuinte”, por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária, observadas as seguintes formalidades:
§ 6º A partir de 1º de julho de 2011, fica obrigatório o preenchimento dos campos cEAN e cEANTrib da NF-e, quando o produto comercializado possuir código de barras com GTIN (Numeração Global de Item Comercial).

RECICLANDO - Fechar saquinhos usando garrafa pet - GENIAL


Muito melhor do que fechar com os terríveis pregadores de roupa. E o mais importante, você estará reciclando tampas de pet e ajudando o meio ambiente.
Veja abaixo como é útil e fácil de fazer!
01 - Corte logo abaixo do gargalo usando tesoura, estilete ou outro tipo de cortador.
 
02 - Passe o saco plástico por dentro do gargalo cortado.
03 - Depois basta fechar com a tampa. E pode usar nas embalagens de mantimentos, pães etc...



Divulguem... nosso planeta agradece!!!
 

Você sabe quanto tempo uma garrafa PET leva para se decompor?

No Brasil são produzidas 240 mil toneladas de lixo por dia. De todo esse lixo, apenas 2% é reciclado, o restante vai para aterros sanitários e a fermentação no solo gera dois produtos: o chorume e o gás metano. Em países desenvolvidos, o percentual de lixo reciclável atinge cerca de 40%.
Reciclar é mais caro do que simplesmente jogar o lixo em aterros, mas são necessárias a conscientização e a mudança de hábitos da população para garantir a preservação do meio-ambiente.
Você sabia que parte do lixo que produzimos não desaparece? Alguns levam anos para se decompor na natureza. É por isso que devem ser reciclados. O destino correto do lixo reciclável ajuda a diminuir a poluição e a produção de mais lixo. Afinal, em cada mil quilos de lixo produzido, são encontrados, em média, 300 quilos de material reciclável. Veja alguns exemplos:
Lixo Tempo de decomposição na natureza Se for reciclado pode  virar:
Garrafa  Pet 400 anos Vassouras 
Garrafas de Vidro 10.000 anos  Novas garrafas 
Metal (latas) 100 anos  Novas latas 
Pneus 400 anos  Chinelos, sola de calçados 
Plástico 100 anos  Plástico reciclado 
Papel 6 meses  Papel reciclado 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ENTENDA COMO FUNCIONA O PROCESSO DE EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA -


 PROCESSO DE EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA - independente de porte de empresa ou ainda código CNAE

Através da Portaria CAT 162 de 29/12/08 esta sendo implantada a obrigatoriedade da emissão da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) para Industrias, Atacadistas e Importadores, independente de porte de empresa ou ainda código CNAE e isso tem gerado muitas dúvidas e afirmações errôneas por muitos, trazendo problemas a muitas empresas. A obrigatoriedade das empresas se enquadrarem na emissão de NF-e vem obedecendo a um cronograma e regras que por ser um tema extenso sugerimos que entrem no site Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica - www.nfe.fazenda.gov.br  que sanará muitas das suas dúvidas.
Lembramos que a emisssão da NF-e traz muitas vantagens e o enquadramento poderá ser voluntário. Alertamos ainda que as empresas não somente terão de se adequar a emissão da NF-e, mas também ao recebimento de NF-e dos seus fornecedores.
A emissão nesta nova modalidade é bastante complexa quanto a preparação das empresas exigindo assim dedicação de seu emitente envolvendo também a empresa de software e o escritório contábil.

Alguns requisitos são necessários para o uso da NF-e.
  • Possuir Certificado Digital tipos A1 ou A3
  • Possuir senhas de acesso no Posto Fiscal Eletrônico
  • Possuir software que permita a emissão da NF-e ou utilizar o software gratuito da secretaria da fazenda
  • Banco de dados (clientes, tributações, etc..) adequados para transmissão a SEFAZ, obedecendo as regras exigidas.
  • Acesso a internet
  • Equipamento com configuração mínima para o perfeito funcionamento
  • Possuir a versão adequada de JAVA instalado
  • Solicitar seu credenciamento prévio junto à SEFAZ
     
 
ABAIXO SEGUEM OS REQUISITOS PARA OS PROCEDIMENTOS DO SEU CONTADOR

Aqui relacionamos alguns dos benefícios na integração dos nossos softwares com os seus softwares contábeis.
A linha de softwares da Serv-System Informática integra com diversos softwares do mercado dispensando a necessidade de digitação de informações que passam pelo faturamento e pelo controle bancário do seu cliente e para isso é muito simples, conforme destacamos:
  • No seu cliente estará instalado os softwares da Serv-System (Able Business e o Able Bank).
  • O seu cliente enviará os arquivos gerados pelos softwares da Serv-System.
  • Você entra na rotina de integração do seu software de escrituração fiscal e faz o mesmo no seu software contábil.
  • Pronto. As notas fiscais de entrada, saída e serviços já estarão escrituradas e toda a movimentação que passou pelo controle bancário no seu cliente já estará contabilizado.
Obs.: Verificar com o departamento técnico a compatibilidade com o seu software.






domingo, 23 de outubro de 2011

Quem matou Khadafi?

As imagens do assassinato de Muammar Khadafi estão em todas as TVs do mundo.  No Youtube há um alerta sobre imagens impróprias,  dirigido a pessoas que se impressionam com cenas sangrentas e de horror.   O homem foi aprisionado vivo e fuzilado com um tiro na cabeça, à queima-roupa, disparado com uma pistola dourada que, dizem, pertenceu ao proprio Khadafi.
Nos vários videos exibidos à exaustão na TV pode-se ver Khadafi, ainda vivo, sendo arrastado pela rua por um bando de pistoleiros, que mais parecem bárbaros da idade da pedra do que rebeldes lutando contra a tirania e em favor da paz e da democracia.
Se nos guiarmos pelas imagens que vimos, a Líbia pouco vai mudar. Vai trocar uma tribo de bárbaros por outra, tão bárbara quanto.
A trajetória de Khadafi, em seus 42 anos de liderança, é curiosa e teve três fases distintas em seu relacionamento com o Ocidente.  De odiado terrorista, passou a exótico parceiro, voltando depois ao papel de tirano opressor que deveria ser removido a qualquer custo, vivo ou morto, como pregou Hillary Clinton.
Cabe a pergunta: quem é essa Dona Hillary para dizer o que deve ser feito ou não em outro país?
Dos tempos em que foi considerado um terrorista, pesa contra Khadafi o atentado ao avião da Panam, em dezembro de 1988,  que explodiu sobre os céus de Lockerbie, na Escócia, matando todos que estavam a bordo, inclusive 189 norte-americanos, a maioria jovens.
O suposto autor intelectual do atentado, o cidadão líbio Abdelbaset al-Megrahi, foi condenado à prisão perpétua pela Justiça britânica e não mais se falou do assunto, ficou apenas o ódio dos familiares dos mortos.
O tempo passou e, de ovelha negra do mundo árabe, Khadafi passou à figura exótica que o mundo se acostumou a ver, ora em tendas que armava em país estrangeiro, como fez nos EUA, durante Assembleia-Geral da ONU, ora recebendo e visitando chefes de Estado e empresários ocidentais. Visitar Tripoli e posar ao lado de Khadafi virou um “must”.
O prestígio de Khadafi junto aos ocidentais pode ser medido pela negociação bem sucedida que manteve com o governo britânico em prol da libertação de Abdelbaset al-Megrahi, o suposto terrorista do avião da Panam.  Em 10 de agosto de 2009, al-Megrahi foi libertado por “compaixão”, pois era doente terminal de câncer de prostata.

Na época foram levantadas suspeitas contra o governo do primeiro-ministro Gordon Brown, que teria negociado a libertação do condenado em troca de generosos contratos comerciais envolvendo o petróleo líbio.   Verdade ou não, o fato é que al-Megrahi permanence vivo até hoje, depois de recebido com festa em seu país.

Falta descobrir o que Khadafi fez de errado nos últimos meses para voltar a ser o vilão que precisava ser derrubado, mesmo que para isso as quatro potências ocidentais se juntassem sob o suspeito patrocinio da Otan para ajudar os rebeldes que depuseram e assassinaram Khadafi. Entre quem será dividido o butim do que restou da Líbia?
Por enquanto, o que se sabe é que os países que forneceram homens e equipamentos  militares para atacar a Líbia mantiveram nos últimos anos estreito contato politico e comercial com o dirigente líbio, conforme se pode ver nas fotos abaixo, onde aparecem Hillary com o filho de Khadafi,o ditador com Condoleezza Rice, com Gordon Brown, com Tony Blair, com Sarkozy e com Berlusconi.  São os verdadeiros assassinos de Muammar Khadafi.
 Via Direto da Redação

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Por que precisamos de outra democracia



           
Movimentos não protestam apenas contra injustiça. Perceberam que instituições submeteram-se aos interesses financeiros – e precisam ser mudadas

Por Antonio Negri e Michael Hart
As manifestações sob a bandeira de Occupy Wall Street ressoam em tantas pessoas, não só porque dão voz a uma sensação de injustiça econômica, mas também, e talvez mais importante, porque manifestam sofrimentos e aspirações políticas. Ao espalharem-se da parte sul de Manhattan para cidades grandes e pequenas por todo o país, mostraram que a indignação contra a ganância das grandes corporações e a desigualdade econômica é real e profunda. Mas, no mínimo tão importante quanto isso, é o protesto contra a falta – ou o fracasso – da representação política. Não é tanto a questão de se um ou outro político, esse ou aquele partido, nada faz ou é corrupto (embora isso, também, seja verdade), mas de se o sistema político representativo é, em termos gerais, inadequado. Esse movimento de protesto pode, e talvez consiga, converter-se processo democrático constituinte genuíno.

A face política dos protestos de Occupy Wall Street aparece quando o pomos ao lado de outros “acampamentos” do ano em curso. Juntos, formam um ciclo emergente de lutas. Em muitos casos, as linhas de influência são claras. Occupy Wall Street inspirou-se nos acampamentos das praças centrais na Espanha, que começaram dia 15 de maio, depois da ocupação da Praça Tahrir, no Cairo, no início da primavera. A essa sucessão de manifestações, é preciso acrescentar vários outros protestos, como as longas manifestações na Assembleia Estadual em Wisconsin, a ocupação da Praça Syntagma em Atenas, os acampamentos de israelenses por justiça econômica. O contexto desses vários protestos são muito diferentes, claro; e não são simplesmente repetição do que acontecera noutros lugares. Mas cada um desses movimentos conseguiu traduzir para a própria situação alguns elementos comuns.

Na Praça Tahrir, a natureza política do acampamento e o fato de que os manifestantes não eram nem jamais seriam representados, em nenhum sentido, pelo atual regime, eram visíveis. A exigência “Mubarak tem de sair” mostrou-se suficientemente potente para envolver todas as demais questões. Depois, nos acampamentos da Porta do Sol em Madri e da Praça Catalunha em Barcelona, a crítica da representação política foi mais complexa. O protesto espanhol reuniu vasto conjunto de demandas sociais e econômicas – sobre o déficit público, moradia e educação, dentre outras –, mas sua “indignação”, que a imprensa espanhola rapidamente apontou como a emoção que os definia, foi claramente dirigida contra um sistema político incapaz de tratar daquelas questões. Contra o arremedo de democracia que o atual sistema representativo oferece, os manifestantes dirigiram um dos seus principais slogans: “Democracia real ya,” ou “Democracia real, já”.

Occupy Wall Street deve ser entendido, então, como mais um desenvolvimento ou permutação dessas exigências políticas. Mensagem alta e clara dos protestos, é claro, é que os banqueiros e as indústrias da finança de modo algum nos representam: O que é bom para Wall Street com certeza não é bom para o país (ou para o mundo). E parte mais significativa do fracasso da representação, portanto, deve ser atribuída aos políticos e aos partidos políticos aos quais compete representar os interesses do povo, mas que, de fato, só representam, mais claramente, os bancos e os agentes que emprestam dinheiro. Esse reconhecimento leva a uma questão aparentemente simplória, básica: a democracia não deveria ser o governo do povo sobre a pólis – quer dizer, sobre toda a vida social e econômica? Em vez disso, o que se vê é que a política tornou-se subserviente aos interesses econômicos e financeiros.

Ao insistir na natureza política dos protestos de Occupy Wall Street, não estamos dizendo que todas as questões políticas possam ser equacionadas em termos das disputas entre Republicanos ou Democratas, ou os resultados do governo Obama. Se o movimento continuar a crescer, é claro, talvez force a Casa Branca ou o Congresso a tomar novos rumos de ação, e pode vir a ser, mesmo, significativo ponto de contenção durante o próximo ciclo eleitoral presidencial.

Mas tanto o governo Obama quanto o governo George W. Bush são autores de “resgates” de bancos e banqueiros. A falta de representação, que os protestos evidenciaram, aplica-se aos dois partidos. Nessas circunstâncias, o clamor dos espanhóis por “democracia real, já” soa ao mesmo tempo, urgente e desafiador.

Se observados em conjunto, esses diferentes acampamentos de protesto – do Cairo a Atenas, Madison, Telavive, Madrid e, agora, New York – manifestam uma insatisfação com as estruturas da representação política. O que oferecem, como alternativa? O que é a “democracia real” que tantos propõem?

As pistas mais claras estão na própria organização interna dos movimentos – especificamente, no modo como os acampamentos oferecem novas práticas democráticas. Esses movimentos desenvolveram-se segundo o que designamos como “uma forma multitudinária” e são caracterizados por frequentes assembleias e estruturas participativas para construir e tomar decisões. (E vale a pena observar que, quanto a isso, Occupy Wall Street e várias das demais manifestações também têm raízes nos movimentos de protesto antiglobalização que se estenderam, no mínimo, de Seattle em 1999 a Gênova em 2001.)

Muito se tem dito sobre mídias sociais como Facebook e Twitter, sempre usados nos acampamentos. Esses instrumentos de rede, evidentemente, não criam os movimentos, mas são ferramentas úteis, porque, em vários sentidos, correspondem à estrutura dos experimentos horizontais e democráticos dos próprios movimentos. Em outras palavras, o Twitter é útil, não porque divulga eventos, mas porque reúne as ideias de uma grande assembleia, para uma específica decisão, em tempo real.

Não espere que os acampamentos, então, desenvolvam líderes ou representantes políticos. Nenhum Martin Luther King, Jr. vai emergir das ocupações de Wall Street e outras. Para melhor ou para o pior – e certamente estamos entre aqueles que consideram Occupy WallStreet um assunto promissor – este ciclo emergente de movimentos vai se expressar através de estruturas de participação horizontal, sem representantes específicos. Tais experiências de organização democrática em pequena escala teria que se desenvolver muito mais, é claro, antes de se poder elaborar modelos eficazes para uma alternativa social, mas os ocupantes expressam poderosamente sua aspiração por uma “democracia real”.

Enfrentando a crise (financeira do capitalismo) e vendo claramente a forma como ela está sendo gerenciada pelo sistema político atual, os jovens que participam dos vários acampamentos fazem, e com inesperada maturidade, a desafiadora pergunta: “Se a democracia – ou seja, a democracia que temos hoje – está atônita sob os golpes da crise econômica e é impotente para fazer valer a vontade e os interesses da multidão, não seria a hora , talvez, de considerar que esta forma de democracia seja obsoleta?”.

Se as forças políticas geradas pelo poder da riqueza e das finanças passaram a defender interesses supostamente democráticos das atuais Constituições, incluindo a dos EUA, não é possível e mesmo necessário, hoje, propor e construir novos valores constitucionais que possam abrir avenidas e retomar o processo de busca coletiva da felicidade? Tal raciocínio e tais demandas, já vivamente explicitados nos movimentos idênticos que acontecem na Europa e na África Mediterrânea que se implantaram pelos EUA a partir de Wall Street, mostram a necessidade de um novo processo Constituinte e democrático.
Via OUTRAS PALAVRAS)

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