terça-feira, 2 de agosto de 2022

Triplex, Sítio e Terreno do Instituto Lula


O que temos de fatos nesses casos:

1. O STF já julgou o caso. Considerou o Sérgio Moro um juiz parcial e anulou todas as condenações desse caso contra o ex presidente Lula.
2. Os processos dos casos do triplex do Guarujá, do terreno do instituto Lula e do sítio em Atibaia, não deveriam ter sido investigados e julgados em Curitiba, pois lá não era a jurisdição desses casos.
3. A falecida Dona Letícia, ex primeira dama e o ex presidente Lula compraram, junto a uma cooperativa habitacional, as cotas partes referentes a um apartamento no Guarujá.
4. Recentemente o ex presidente Lula ganhou na justiça o direito ao ressarcimento, com as devidas correções monetárias, pelos valores pagos à cooperativa habitacional referentes a um apartamento na praia do Guarujá .
4. A forma como o terreno do instituto Lula foi adquirido ainda está sob suspeita.
Conclusão:
Será que, se ao invés desses processos terem sido investigados e julgados por um juiz incompetente e parcial, tivessem sido julgados por um juiz sério, honesto e numa comarca de São Paulo, o Lula hoje seria candidato?
Nunca saberemos.

Lula e Bolsonaro: diferenças e semelhanças


 Por Augusto de Franco - 15/04/2022

Lula é muito diferente de Bolsonaro. Mas há semelhanças. Vejamos um resumo nos treze pontos abaixo.
1 – Lula é democrata. Ele não quer dar golpe de Estado e sim vencer eleições sucessivamente, delongando seu partido no governo e ganhando tempo para conquistar hegemonia sobre a sociedade a partir do Estado aparelhado pelo PT. Bolsonaro é autocrata. Ele quer dar um golpe de Estado, mas não tendo força para tanto vai se contentando em erodir a democracia.
2 – Bolsonaro quer degradar nossa democracia eleitoral para transformá-la em uma autocracia eleitoral. Seu modelo é a Hungria atual. Lula, pelo contrário, quer conservar a democracia que temos, mas enfreando o processo de democratização para que nossa democracia eleitoral não se converta em uma democracia liberal. O problema é que se a democracia eleitoral não caminha para ser uma democracia liberal ela pode decair para uma autocracia eleitoral (Orbán e Erdogan, pela direita e Maduro e Ortega, pela esquerda, são os melhores exemplos).
3 – Bolsonaro quer degenerar as instituições para desativar os sistemas de freios e contrapesos que podem evitar que nossa democracia eleitoral vire uma autocracia eleitoral. Lula, não. Ele quer manter as instituições e ocupá-las, fazendo maioria partidária em seu interior – mas tudo numa boa.
4 – Bolsonaro é populista. Lula também. Mas Bolsonaro é um populista autoritário (de extrema-direita) na linha de Trump, Farage, Orbán, Erdogan, Salvini, Le Pen (ou até Zemmour). Já Lula é um neopopulista (de esquerda) na linha de Chávez, Evo, Correa, Lugo, Funes, Zelaya, Cristina, Fernandez e Obrador. Mas Lula não consegue evitar (se é que gostaria) que os dirigentes e militantes do PT, em sua ampla maioria, continuem apoiando Cuba, Angola, Venezuela e Nicarágua – que são ditaduras. Como populistas, tanto Bolsonaro quanto Lula são iliberais.
5 – Bolsonaro apoia a guerra de Putin contra as democracias liberais. Lula e a maioria dos quadros do PT não condenam a invasão de Putin à Ucrânia e concordam com o ditador russo quando se contrapõe ao imperialismo norte-americano e ao suposto neocolonialismo das democracias liberais europeias. Subjetiva ou objetivamente, porém, ambos aceitam que o mundo volte à época da guerra fria e da política de blocos.
6 – Bolsonaro quer destruir os meios de comunicação profissionais independentes. Lula quer impor um controle “social” sobre esses meios de comunicação.
7 – Bolsonaro não gosta da autonomia das agências reguladoras. Lula também não. Ambos são estatistas.
8 – Bolsonaro aparelha as instituições do governo e do Estado. Lula também (aliás, foi ele quem começou a fazer isso em larga escala).
9 – Bolsonaro se cerca de aliados fisiológicos e corruptos para ter maioria no parlamento. Lula também alugou parlamentares com o mesmo propósito (vide o mensalão). Ambos são majoritaristas.
10 – Bolsonaro quer usar as empresas estatais, como a Petrobrás, com propósitos políticos. Lula e o PT também (aliás, o exemplo mais notório é o do chamado petrolão).
11 – Bolsonaro é negacionista da pandemia e das vacinas. Lula, a seu modo, também é um negacionista. Ele ou seu partido e os intelectuais que o apoiam dizem que não houve mensalão, nunca houve petrolão, não houve aparelhamento do Estado por militantes petistas, o PT nunca defendeu controlar a mídia tradicional, o PT jamais defendeu as ditaduras cubana, angolana, venezuelana e nicaraguense, o PT nunca apoiou Putin e que o lulopetismo não é um populismo de esquerda.
12 – Para Lula e Bolsonaro as eleições são um modo de chegar ao poder e nele se manter. Eles não gostam da rotatividade ou não acham que a alternância democrática seja algo desejável. Como populistas que são, não saem facilmente do poder apenas pelo voto.
12.1 – Aliás, esse é um comportamento típico dos populistas, inclusive dos neopopulistas ditos de esquerda. Quem discordar deve fornecer exemplos de um neopopulista de esquerda cujo partido saiu do poder apenas pelo voto. Cerén (FMLN), em El Salvador, é a exceção que confirma a regra. Cristina – e seu candidato Scioli – não era uma neopopulista típica (e sim um ator em transição do velho populismo peronista para o novo populismo de esquerda do século 21). Quem mais? Ortega, depois que aderiu à via eleitoral, está no poder desde 2007. Chávez não saiu até morrer e seu seguidor Maduro continua no governo. Lugo foi impeachment. Zelaya foi preso. Correa elegeu o sucessor. Evo deu um golpe branco para se prorrogar no governo e, depois, sofreu um golpe parlamentar. Lula elegeu Dilma, apeada por impeachment. Com uma (única) exceção, nenhum partido que abrigava esses populistas saiu do governo apenas pelo voto.
13 – Lula e Bolsonaro são muito diferentes. A diferença básica é que Bolsonaro é um autocrata eleitoral, enquanto que Lula é um democrata eleitoral. Mas ambos são iliberais e majoritaristas.

sábado, 30 de julho de 2022

Por que não haverá um golpe de Estado no Brasil?

Por Igor Macedo*

 Não me lembro de quantas vezes diversas pessoas, analistas e jornalistas falaram sobre os riscos de um golpe de Estado no Brasil da nova República, seja durante os governos de esquerda, seja durante os de direita. Sempre achei algo muito fantasioso quando muitas vezes lia reportagens recheadas de ilações sobre políticos, forças armadas, entidades transnacionais, grandes corporações da mídia e outros agentes que estariam conspirando contra a nossa ainda jovem democracia.

 Neste texto exporei o porquê de tal aventura ser inviável, seja para aqueles saudosos da ditadura militar da década de 60, seja para aqueles que têm um ‘fetiche’ pelos governos ditatoriais de Cuba e da Venezuela.

 Hipoteticamente, se o Governo Federal realizasse um golpe tomando o controle dos Estados e das capitais federais, ou não respeitando o resultado eleitoral e mantendo um candidato derrotado no poder, o primeiro fato que ocorreria seria o não reconhecimento do Governo daquele momento em diante, principalmente por parte dos Estados Unidos e da União Europeia, o que sob o ponto de vista internacional seria uma deslegitimação de toda e qualquer decisão nacional.

 Sob o ponto de vista econômico, estaríamos excluídos do Mercosul devido à cláusula democrática, o que afetaria fortemente nossa indústria nacional. As operações de Swap com bancos centrais como BCE e o FED seriam cortadas, deixando-nos vulneráveis em situações de crise como vimos em 2008 e em 2020. Por mais “heroico” que possa ser para alguns tresloucados, um golpe de Estado elevaria o dólar para 10 reais em sua cotação, forçando o Banco Central a vender quantidades absurdas de reservas ou a limitar a conversão de divisa estrangeira. Seja como for, seria o fim dos investimentos no Brasil, sejam eles na bolsa ou na economia real. Ato contínuo, o BC elevaria os juros para patamares de dois dígitos a fim de conter a saída de investidores sem muito sucesso, mas colocando a economia nacional de joelhos sob o ponto de vista de investimentos internos e tomada de crédito. A bolsa derreteria e nossas empresas perderiam bilhões de reais em valor de mercado.

 Que situação mais perfeita haveria para uma corrida aos bancos para retiradas de dinheiro do que um golpe de Estado?

 Obviamente começaríamos a assistir à quebra de bancos, limitações de saques e um estrese no sistema financeiro nacional, o que cortaria a linha de crédito das empresas, colocando o setor varejista e o comércio em uma situação de penúria.

 Neste contexto, a instabilidade de contratos, dado que a Constituição de 1988 não teria mais validade, seria mais um dos fatos de desestabilização nacional; em pouco tempo operações comerciais, aluguéis e contratos entre empresas e pessoas teriam pouca validade e dificilmente seriam cumpridos, pois não existiria regra superior em vigência que os colocasse em prática.

 Em poucas semanas a inflação chegaria a galope e o Governo Federal seria forçado a adotar o ‘antigo remédio’ da indexação e da correção monetária, jogando-nos em um abismo de difícil volta e enterrando de vez o plano real e o tripé macroeconômico. Voltaríamos à década de 1970, tudo por causa de pessoas que não têm o mínimo apreço pela democracia e bajulam os autocratas, a esquerda ou a direita.

 Muitas das nossas exportações seriam boicotadas por causa do golpe de Estado ou mesmo por haver apenas um pretexto protecionista. Não importa a causa, isso derrubaria nossa balança comercial e nos jogaria ao longo de meses em uma nova crise cambial, forçando a desvalorização da moeda para fechar a balança comercial, o que resultaria em mais inflação.

 Em poucos meses o índice de pobreza extrema chegaria aos dois dígitos, e a massa de desempregados estaria marchando nas ruas. Estudantes e a classe média se juntariam por meio das redes sociais, e o Governo assistiria incrédulo às capitais sendo tomadas por pessoas que viram sua vida ser destruída em prol de algo que fatalmente seria um desastre.

 Em poucas semanas, as revoltas internas tomariam corpo, ganhariam visibilidade internacional e seriam apoiadas pelas maiores democracias do planeta, causando não apenas a queda dos líderes do Governo, mas também a prisão de seus principais artífices.

 Não, amigos! Em um Brasil interconectado globalmente, membro do G20 e maior economia de mercado da América Latina, não há espaço para a manutenção de golpes de Estado ou governos ilegítimos. Essa seria uma aventura com pouco prazo de validade e dificilmente iríamos nos recompor na mesma década. Escrevo este texto com o intuito de mostrar como a dominância econômica se impõe sobre a política, seja ela democrática ou não, e como o nosso Brasil não aguentaria um novo golpe de Estado.

Em minha opinião, aqueles idolatram o regime militar ou o governo de Cuba, e pensam em adotar ideias semelhantes para o Brasil do século XXI, não têm espaço no pensamento democrático de hoje e só contribuem para o caos e a desinformação.

 *Articulista do Focus, Igor Macedo de Lucena é economista e empresário. Professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor Wyden; Fellow Associate of the Chatham House – the Royal Institute of International Affairs e Membre Associé du IFRI – Institut Français des Relations Internationales

sábado, 17 de julho de 2021

A Consciência Política tentando combater a Ignorância Erudita

Os impulsionadores da ignorância erudita tem uma certa predileção por difundirem certos temas. É praticamente impossível você visitar uma rede social e não se deparar com alguma postagem ou comentário onde o assunto tratado não seja o  comunismo. Não há nenhum problema no fato de as pessoas exporem suas opiniões sobre esse tema, muito ao contrário, considero o assunto pertinente e merecedor de toda atenção. Na verdade, o que me incomoda é o fato de a  maioria dos que se aventuram a enveredar nesse tema, não saberem diferenciar comunismo de ditadura. E esse desconhecimento acaba causando um grande "prejuízo" para a conscientização coletiva.

Ainda que não sendo um profundo conhecedor da causa, tentarei, de forma simples, colaborar na conscientização e consequente redução da ignorância erudita.

Sintéticamente explicarei os conceitos básicos de Ditadura e Comunismo.

Ditadura: é um regime governamental no qual todos os poderes do Estado estão concentrados em um indivíduo, um grupo ou um partido. O ditador não admite oposição a seus atos e ideias, e tem grande parte do poder de decisão. 

Comunismo: é uma ideologia. Um movimento político, filosófico, social e econômico cujo objetivo final é o estabelecimento de uma sociedade  estruturada sobre as ideias de igualitarismo, propriedade comum dos meios de produção e ausência de classes sociais, do dinheiro e do Estado. O comunismo é uma forma ESPECÍFICA de socialismo.

Agora que entendemos o básico do que preconizam uma ideologia comunista e um regime ditatorial, vamos fazer um pequeno exercício usando como exemplo uma ilha caribenha que atualmente passa por uma ebulição social e que sempre é citada como exemplo de regime comunista.

 Vamos exercitar juntos 

1 . Na ilha de Cuba existem classes sociais? Ou seja, lá, como em quase todos os demais países, existe uma parte  majoritária da população que é muito pobre e outra minoritária formada por uma casta de cidadãos abonados?

2 . Na ilha de Cuba existe a presença do estado? Ou seja, lá existe representante ou representantes que concentra direitos políticos e determinam leis e regras que devem ser obedecidas por seus cidadãos. 

Se a resposta para uma das perguntas acima for "SIM", Cuba NÃO é COMUNISTA, mas sim um DITADURA.

Vamos em frente.

1 . Na ilha de Cuba o governo concentra todos os poderes do estado? Por exemplo, o governante cubano impõe ao seu povo leis que limitam suas liberdades?

2 . O governo cubano não admite oposição aos seus atos e ideias e tem poder absoluto de decisão?

Se a resposta para uma das perguntas acima for SIM, Cuba é uma DITADURA e não COMUNISTA.


Dag Vulpi

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Eles estão em todos os lugares

Dag Vulpi

Não teve jeito. Como não consegui fazer a prova de vida através do site, fui obrigado a me dirigir até uma agência da Caixa para provar que apesar da pandemia, de já ter sido infectado pelo CORONAVIRUS, para a tristeza dos genocidas e alegria dos meus familiares e amigos, estou firme, forte e fazendo jus à minha aposentadoria. Inclusive já tomei a primeira dose da vacina. 

Mas o que me motivou a escrever este texto foi uma experiência que vivi enquanto aguardava que o número da minha senha se tornasse o protagonista no painel de chamada.

Sentada a uma cadeira de distância estava uma senhora, também aposentada e que também aguardava sua vez. Notei que algo a perturbava, e por mais de uma vez a flagrei olhando para minha mão que repousava sobre encosto da cadeira. Olhei direto para ela e a desejei um bom dia. Ela me respondeu meio surpresa e após responder, me perguntou se eu aceitaria um pouco de álcool em gel que ela levava em num pequeno frasco. Para ser simpático eu aceitei sua oferta e agradeci.  Após ela derramar o gel na minha mão, me orientou a esfregar bem inclusive entre os dedos. Em seguida ela perguntou qual era o número da minha senha, aliás, saber o número da minha senha parecia ser o objetivo maior daquela senhora. Eu respondi que era cox66. Ela sorriu e me disse que a dela era cox65, portanto, seria atendida antes. Eu respondi que se a dela fosse depois da minha eu, por gentileza proporia uma troca. Ela sorriu novamente e falou que toda gentileza que fazemos é recompensada por Deus. Na sequência ela perguntou se eu era evangélico. Respondi que era cristão mas de outra igreja. Ela mudou um pouco a expressão, talvez decepcionada. Mas fez um comentário sobre a pandemia que passamos e que ela toma todos os cuidados para evitar se infectar. Eu respondi que também estou muito preocupado, que tomo todos os cuidados mas que, mesmo assim eu havia me contaminado, mas que ela ficasse tranquila, pois já fazia quase dois meses e que não havia nenhum risco, até porque, eu já tinha tomado a primeira dose da vacina. Foi aí que o papo ficou interessante, pois ela simplesmente demonizou a vacina. Disse que ela e seus familiares não serão vacinados. Que a vacina coronavac é produzida através de células de fetos abortados na China. Fiquei chocado com a fala e não resisti, questionando-a sobre quem teria dito aquilo pra ela. Ela me respondeu que foi o pastor da igreja dela. Aí eu perguntei se além de pastor ele também seria médico. Ela respondeu que não, mas que ele sabia a verdade sobre o assunto. Aí eu perguntei se ela não concordava que os pastores entendem mais da Bíblia e da palavra de Deus e, por sua vez os médicos e cientistas entendem mais da ciência e das doenças. E por isso devemos ouvir os pastores quando tivermos alguma dúvida quanto as escrituras e as palavras de Deus e aos médicos quando nossas dúvidas forem sobre doenças e medicamentos.

Não tive resposta pois a senha dela apareceu no painel e ela apressou em se dirigir até o caixa. Na sequência a minha senha foi chamada e coincidiu de nos cruzarmos no corredor acesso  aos caixas. Naquele momento ela simplesmente virou o rosto para o outro lado. Se por alguns instantes pensei ter feito uma nova amizade, infelizmente o negacionismo tratou de me tornar persona não grata para mais uma bolsominiom.



quarta-feira, 16 de junho de 2021

Teste para voltar a postar

 Depois de dois anos ausente, resolvi voltar a fazer postagens nesse importante espaço democrático. 

Agradeço a todos meus leitores, novos e antigos, pelo prestígio.


Fraterno abraço


Dag Vulpi

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