quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Dilma Rousseff diz no Rio que obstruir estradas é crime


Ao visitar ontem (10) à tarde, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, as obras da Linha 4 do Metrô, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o governo não vai tolerar prejuízos à economia por causa da paralisação dos caminhoneiros, iniciada ontem (9) em alguns estados.

Dilma Rousseff afirmou que “interditar estradas, comprometer a economia popular, desabastecendo de alimentos ou de combustíveis, têm componentes de crimes já previstos. O que iremos impedir é qualquer prejuízo à economia popular, caracterizado pelo abastecimento de todo o país, às atividades econômicas e ao tráfego de combustível, que é essencial para vários setores. Isso não será permitido. Obstruir é crime. Afetar a economia popular é crime.”

A presidenta destacou que uma coisa tinha que ficar bastante clara. "Reivindicar é um direito de todo mundo. Há muito tempo, reivindicação no Brasil não é crime. Construímos a democracia para não ser crime. Agora, o Brasil é um país responsável.”

De acordo com a presidenta, as pessoas se manifestarem é algo legal, próprio da democracia e faz bem ao país e à sociedade. "Então, todos nós somos obrigados a cumprir a lei,  principalmente as pessoas que exercem a faculdade de fazer a lei ser cumprida.”
Acompanhada do governador Luiz Fernando Pezão, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, a presidenta Dilma visitou a estação subterrânea do Jardim Oceânico e a Ponte Estaiada.

Conforme a presidenta, a obra representa o maior empreendimento de mobilidade urbana do Brasil e talvez da América Latina, pois leva em consideração requisitos ambientais, como teto verde, que contribuirá para redução da temperatura no interior das estações, e claraboia, que significa economia de energia. “Achei fantásticas as claraboias. É uma economia de energia, porque é a luz do sol. E de noite, será a luz das estrelas.”

Segundo Dilma Rousseff, a Linha 4 do Metrô, que ligará Ipanema, na zona sul da cidade, à Barra da Tijuca, é uma obra importante para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. “As pessoas virão de todos os lugares do mundo para visitar o Rio de Janeiro. A Olimpíada e a Paralimpíada Rio 2016 têm um papel importante para o Brasil. Elas abrem o Brasil para o mundo. E um dos caminhos para essa abertura é onde nós estamos.”

A presidenta também chamou atenção para o legado dos Jogos, porque ficará para a população carioca uma conexão entre metrôs e suas estações e o sistema de BRTS e de ônibus da cidade, “que, acredito, transformará a cidade do Rio de Janeiro”. 

Cardozo diz que governo pode agir com rigor para liberar rodovias

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou hoje (10) que os agentes da Polícia Rodoviária Federal liberem as rodovias interditadas por caminhoneiros que fazem paralisações desde o dia  9. O ministro também anunciou que serão aplicadas multas aos manifestantes que fecharem as estradas.

“Nós determinamos que sejam multados todos aqueles que queiram fechar estradas. As multas são altas, de mais de R$ 1,9 mil, para que sejam aplicadas de pronto. E evidentemente no caso de interdição de estradas, nós já determinamos à Polícia Rodoviária Federal que atue através do efetivo necessário para que possamos desobstruir estradas e garantir que aqueles caminhoneiros que queiram trabalhar tenham a sua liberdade de ir e vir inteiramente assegurada”, disse Cardozo, em mensagem de áudio divulgada pelo Ministério da Justiça.

Segundo o ministro, o movimento iniciado ontem é político e não apresentou uma pauta de reivindicações para ser negociada com o governo. “Não podemos admitir que um movimento político, sem nenhum viés de reivindicação para a categoria dos caminhoneiros, possa trazer prejuízo à sociedade brasileira, possa trazer, apesar de sua baixa intensidade, qualquer consequência e dano para quem quer que seja. Portanto, atuaremos com vigor para evitar que estradas possam ter obstado seu livre trânsito”, afirmou.

De acordo com o último boletim da Polícia Rodoviária Federal, os caminhoneiros fazem 27 interdições em oito estados: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Segundo o líder do Comando Nacional de Transporte, Ivar Luiz Schmidt, o movimento quer a saída da presidenta Dilma Rousseff da Presidência e conta com o apoio de grupos como o Movimento Brasil Livre e Revoltados Online. O líder dos caminhoneiros reclama ainda da falta de diálogo com o governo e da demora em dar início à negociação.

O movimento pede que o governo atenda à pauta apresentada em março. Eles criticam ainda a atual situação econômica do país.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Abalos sísmicos atingem região onde ocorreu rompimento de barragens


A região de Ouro Preto (MG) registrou hoje (10) um abalo sísmico de 2,1 graus na escala Richter. O tremor pode ser percebido também na cidade vizinha de Mariana, onde duas barragens se romperam na quinta-feira (5).

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que o abalo não alterou a rotina de trabalho das equipes de busca e salvamento de vítimas no distrito de Bento Rodrigues, que foi atingido pela lama das barragens.

De acordo com a corporação, o pequeno tremor também não causou qualquer alteração na estrutura das barragens de Germano e Santarém. Segundos os bombeiros, a empresa Samarco Mineração, por precaução, instalou hoje três sismógrafos em pontos estratégicos das barragens.

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) também registrou, na madrugada de hoje, dois tremores na região de Bento Rodrigues. Conforme o observatório da UnB, o primeiro tremor, de magnitude 1,5, foi registrado às 4h17. O segundo, de 1,8 graus, foi percebido pela univerisdade às 5h46.

Os bombeiros informaram ainda que uma equipe da Polícia Ambiental de Minas Gerais fará um sobrevoo esta tarde para avaliar os danos ambientais causados pelo rompimento da barragem. A avaliação será incluída no boletim de ocorrência feito no dia do acidente.

Neste momento, a Coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais realiza, em Mariana, uma reunião com familiares de pessoas desaparecidas na tragédia.

Projeto obriga exposição de lista de medicamentos em farmácias populares

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou hoje (10) o projeto de lei que obriga farmácias e drogarias que integram o programa Farmácia Popular a exibir publicamente a relação de medicamentos contemplados, com seus respectivos valores. O PL 37/2015 é de autoria do deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES).

O Farmácia Popular é um programa do governo federal para facilitar o acesso a medicamentos para doenças mais comuns, entre elas diabetes e hipertensão, com uma redução de até 90% do valor de mercado.

Os remédios são subsidiados pelo governo, que tem uma rede própria de farmácias populares e parceria com farmácias e drogarias da rede privada, denominada “Aqui tem Farmácia Popular”.

O parecer do relator, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), foi favorável à proposta, com emenda determinando a publicação “em local de ampla visibilidade”. “Muitos usuários de medicamentos desconhecem os produtos subsidiados pelo Poder Público no âmbito do programa”, justificou o deputado.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, caso seja aprovada, não precisará passar pelo plenário da Câmara.

Caminhoneiros mantêm protestos e bloqueiam rodovias

Caminhoneiros mantêm as paralisações iniciadas ontem (9) em todo país. Segundo o líder do Comando Nacional de Transporte, Ivar Luiz Schmidt, que organiza o movimento, os protestos continuam em 14 estados, com 46 pontos de bloqueio.

De acordo com os dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), os caminhoneiros fazem o bloqueio parcial em sete estados: Minas Gerais, Paraná, Tocantins, Santa Catarina, Ceará, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Os caminhoneiros afirmam que também fazem paralisações em São Paulo, Mato Grosso, no Espírito Santo, Rio Grande do Norte, em Pernambuco e no Maranhão.

O movimento pede que o governo atenda a pauta apresentada em março. Eles criticam ainda a atual situação econômica do país.

Segundo Schmidt, o movimento quer a saída da presidenta Dilma Rouseff e conta com o apoio de grupos como o Movimento Brasil Livre e Revoltados Online. O líder dos caminhoneiros reclama ainda da falta de diálogo com o governo e da demora em dar início à negociação. 
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, disse ontem (10) que os caminhoneiros em greve não apresentaram uma pauta de reivindicações e que a paralisação tem como objetivo o desgaste político do governo.

Brasilianas.org discute implicações geopolíticas da Operação Lava Jato


O programa Brasilianas.org discutiu as implicações geopolíticas da Operação Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobras. Ao abordar o tema, os entrevistados comentaram os vazamentos de informações para a imprensa que, conforme o apresentador Luís Nassif, “pendem a balança” das investigações para um lado.

Participaram da edição dessa segunda-feira (9) o consultor de empresas americanas no Brasil, André Araújo, o advogado especialista em processo penal, Luiz Guilherme Decaro, e o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Marcos Leôncio Ribeiro.

Luiz Decaro disse que esses vazamentos preocupam, pois podem influenciar decisões do Judiciário. “A mídia publica essas notícias e o acusado já foi praticamente condenado pela opinião pública. De forma que, quando os magistrados, mesmo nos tribunais, vão julgar habeas corpus e quaisquer outros recursos que forem interpostos, já se sentem pressionados e, de certa forma, desconfortáveis de conceder a ordem para manter alguém solto”.

Para o delegado da Polícia Federal Marcos Ribeiro, deve ser diferenciado o vazamento de informações e a seletividade da divulgação. “Nós temos uma imprensa livre e, às vezes, ela, no exercício da liberdade de divulgação, faz a seleção do que deseja divulgar”. Ele afirmou que não foi detectado nenhum vazamento no âmbito da Polícia Federal na Lava Jato.

Ribeiro disse ainda que a publicidade dos processos, deixando-os disponíveis a todas as partes envolvidas e até mesmo à imprensa, facilita a seleção de conteúdos para divulgação. “Eu prefiro entender que há informação seletiva desse ou daquele veículo, conforme a sua pauta editorial. Não há, por parte da Polícia Federal, e não conheço também dentro do processo da Lava jato, qualquer comprovação de vazamento ilegal, porque, se assim for, ele será com certeza devidamente punido e apurado”, acrescentou.

Para o delegado, a apuração dos casos de corrupção no Brasil deve fortalecer a imagem do país internacionalmente, inclusive no mundo empresarial.

O consultor André Araújo discorda dessa posição. “Acho que escrachar os males do país não melhora o Brasil lá fora. O país tem uma imagem e ela tem um valor enorme. O Brasil tem corrupção muito menor do que a América Hispânica”, lembrou.

O programa Brasilianas.org tem apresentação do jornalista Luís Nassif e vai ao ar às segundas-feiras, a partir das 23h, na TV Brasil.


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