quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Prévia do PIB registra crescimento de 1,64% em 2012


A atividade econômica brasileira cresceu 1,64% no ano passado. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje (20) pela instituição.
No último mês do ano, a economia estava em ritmo de crescimento menor do que em novembro. De acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), em dezembro, na comparação com o mês anterior, a atividade econômica cresceu 0,26%. Em novembro, a expansão, segundo os dados revisados, ficou em 0,57%. Na comparação entre dezembro de 2012 e o mesmo mês do ano anterior, o crescimento ficou em 1,19%, de acordo com o índice sem ajustes para o período, considerado o mais adequado para esse tipo de comparação.
Os dados trimestrais também mostram desaceleração da economia. No último trimestre do ano passado, comparado com o período anterior de três meses, a expansão ficou em 0,62%, de acordo com os dados ajustados para o período. No terceiro trimestre em relação ao segundo, houve crescimento de 1,12%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar a evolução da atividade econômica brasileira. O acompanhamento do IBC-Br é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica. Esse acompanhamento também contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, atualmente, em 7,25% ao ano.
Em 2012, o governo adotou uma série de medidas para tentar aquecer a economia, como concessões de rodovias e ferrovias, aumento no limite de contratação de operação de crédito para estados, redução de impostos, entre outras. Além disso, o Copom reduziu a Selic até outubro, ao menor patamar já registrado. Em novembro, decidiu manter a Selic em 7,25% ao ano, o que também ocorreu em janeiro deste ano.
Agência Brasil

Clima econômico piora no Brasil, diz FGV


O Indicador de Clima Econômico registrou leve piora no Brasil, ao cair de 6,1 para 5,9 pontos entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, segundo dados divulgados hoje (20) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice apresentou melhora na América Latina e no resto do mundo.
No Brasil, a queda foi provocada por reduções nos dois índices que compõem o Indicador de Clima Econômico: o de expectativas, que caiu de 7,3 para 7,2 pontos, e o da situação atual, que caiu de 4,9 para 4,6 pontos. Segundo critérios do indicador, a economia brasileira está na fase de “recuperação” (quando a situação atual está abaixo de 5 pontos e a expectativa, acima desse número).
As outras fases são: “expansão” (quando os dois índices estão acima de 5 pontos), “piora” (quando a situação atual está cima de 5 e a expectativa abaixo) e “recessão” (quando ambos índices estão abaixo de 5 pontos).
Na América Latina, o indicador subiu de 5,2 para 5,5 pontos de outubro de 2012 para janeiro deste ano. Entre 12 países latino-americanos analisados pela pesquisa, o Brasil tem o quinto maior clima econômico, ficando atrás do Paraguai e do Peru (ambos com 7 pontos), Chile (6,6) e Uruguai (6,3).
Já a média mundial do indicador subiu de 4,6 para 5,2 pontos entre outubro de 2012 e janeiro deste ano. Além do Brasil, a Índia foi o único país que registrou queda no indicador (de 5,4 para 5,2) entre os Brics. Os demais tiveram alta: a China passou de 4,7 para 6,1, a Rússia subiu de 4,3 para 5 e a África do Sul aumentou de 2,9 para 4,9.
O Indicador de Clima Econômico é calculado com base em pesquisas feitas com 138 especialistas em economia, em parceria com o instituto alemão Ifo.
Agência Brasil

Japão tem déficit recorde na balança comercial


O Japão registrou um déficit recorde na balança comercial no mês de janeiro, no valor de de 1,6 trilhão de ienes (equivalente a US$ 17,1 bilhões). O déficit ocorre mesmo depois de o governo tentar contornar a tendência de queda nas exportações, desvalorizando o iene.
Com a desvalorização, as exportações até chegaram a subir em janeiro. Mas, com o iene mais barato, a conta das importações também ficou mais cara, anulando o saldo positivo.
O déficit comercial do Japão também foi afetado pela alta no preço dos combustíveis. O país aumentou o consumo de combustíveis após a crise envolvendo as usinas nucleares, posterior ao acidente da Usina Nuclear de Fukushima.

Blogueira cubana comparecerá à Câmara


A jornalista e blogueira cubana Yoani Sánchez deverá comparecer hoje (20) à Câmara dos Deputados para a exibição do documentário Conexão Cuba Honduras, do cineasta Cláudio Galvão, e debater a liberdade de expressão, tema do filme. A informação foi dada há pouco pelo líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP). O convite para o comparecimento foi feito pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ).
A reunião com a blogueira, segundo Sampaio, será às 12h00, no Plenário 1 das Comissões da Câmara. “Diante da dificuldade de conseguirmos aprovar um requerimento para fazer a Comissão Geral com o mesmo fim no Plenário, essa foi a saída encontrada para que Yoani venha ao Congresso trazer sua experiência na defesa da liberdade de expressão em Cuba", disse Sampaio.
Agência Brasil

Barbosa diz que patrocínio a eventos de juízes deve ser retirado no futuro


O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje (19) que a resolução sobre patrocínios em eventos de juízes não é a ideal, mas foi necessária para atingir consenso no colegiado. Segundo as novas regras, eventos promovidos por conselhos de Justiça, tribunais e escolas da magistratura podem receber incentivo privado de até 30%, limite que não existia até hoje.
“É uma primeira tentativa de segregar o Poder Judiciário dessas relações duvidosas, senão promíscuas, às vezes, com o empreendimento privado”, disse Barbosa, em entrevista coletiva após o encerramento da sessão. “A minha posição e de outros conselheiros é no sentido de proibição total. Acho que isso virá em futuro próximo”.
Na primeira proposta apresentada ao CNJ, os incentivos privados eram vetados integralmente, mas hoje, o conselho recuou permitindo 30%. “A proibição total, imediata, brutal, acabaria com todos os eventos existentes, alguns bem tradicionais que existem há muitos anos”, disse Barbosa.
O ministro ainda esclareceu que a resolução não se aplica ao Supremo Tribunal Federal, que não está sob jurisdição do CNJ, mas garantiu que isso não faz diferença. “O STF tem uma tradição de austeridade, de quase penúria. Nada disso tem muito interesse no STF”.
Barbosa explicou que a permissão de patrocínio de 30% por entidades privadas também se aplica a empresas públicas e sociedades de economia mista. A definição não ficou clara no texto aprovado hoje. “Se houvesse insistência em pequenos detalhes não teríamos chegado a resultado”, disse.
O corregedor-geral Francisco Falcão, autor da proposta anterior mais austera, também acredita que as regras devem ficar mais rígidas no futuro. Segundo ele, os eventos de magistrados devem ser mais científicos e menos recreativos. “Eu não acho correto tirar dinheiro que deveria ir para hospital, para segurança pública e pôr em mordomia de juízes em final de semana”.
O corregedor também acredita que “todo mundo vai ficar com a barba de molho” e que não haverá problema de adaptação às novas regras. “Vai ter vaga no resort para a gente poder ir pagando mais barato”, brincou.
Agência Brasil

MEC e OAB vão criar novas regras para o ensino jurídico do Brasil


O Ministério da Educação e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) irão elaborar uma nova política regulatória do ensino jurídico do país. Em reunião, hoje (19), o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, decidiram que irão assinar no dia 11 de março um acordo de cooperação para criar novas regras para os cursos de graduação e pós-graduação em direito no Brasil.
De acordo com a OAB, a parceria servirá para que as pessoas não sejam induzidas ao erro participando de cursos de direito que não as preparam para o exercício profissional. A partir da assinatura do acordo, um grupo será formado para decidir quais serão as novas regras.
Anualmente, os cursos de direito formam cerca de 90 mil bacharéis. A qualidade da formação dos alunos não é discussão recente. Em 2012, na última edição do Exame de Ordem Unificado, de acordo com a OAB, do total de 118.217 inscritos para a primeira fase, 114.763 estiveram presentes e, destes, 19.134 foram aprovados na prova, ou seja, 16,67%.
Em 2011, o MEC suspendeu cerca de 11 mil vagas de 136 cursos de direito que tiveram resultados insatisfatórios em avaliações da pasta.
A mudança no caráter dos pareceres da OAB para a criação de cursos também será objeto de estudo do grupo. Atualmente, a Comissão Nacional de Educação Jurídica do Conselho Federal opina previamente nos processos de criação, reconhecimento ou credenciamento de faculdades no MEC.
Agência Brasil

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