quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Apesar da queda nacional, produção industrial cresce em oito locais pesquisados pelo IBGE


A produção industrial cresceu em oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de outubro para novembro de 2012. O principal destaque ficou com a Região Nordeste, que teve crescimento de 4,2% no período, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada hoje (9).
Também apresentaram crescimento as indústrias da Bahia (3,5%), de Santa Catarina (3%), do Amazonas (2,9%), do Ceará (2,2%), do Rio de Janeiro (2,1%), de Pernambuco (1,3%) e do Rio Grande do Sul (0,4%).
Os crescimentos nesses estados, no entanto, não foram suficientes para produzir um resultado positivo na indústria nacional, que teve queda de 0,6% na passagem de outubro para novembro. Isso porque estados importantes como São Paulo e Minas Gerais tiveram redução na produção industrial de 1,9% e 0,7%, respectivamente.
Mais quatro estados ajudaram a puxar para baixo a produção nacional: Goiás (-14,7%), Espírito Santo (-6,3%), Pará (-6,0%) e Paraná (-5,1%).
Na comparação de novembro de 2012 com o mesmo período do ano anterior, nove locais tiveram queda na produção industrial, com destaque para o Paraná (-13,4%), Goiás (-10,1%) e o Espírito Santo (-8,4%). No acumulado de 2012 e dos 12 meses anteriores, o resultado foi igual: nove locais registraram queda na produção industrial.

Piso dos professores deve ter reajuste de 7,97%, diz estudo da CNM


O piso nacional dos professores deve ser reajustado em 7,97% a partir deste mês, segundo cálculo divulgado hoje (9) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com a entidade, o valor deve passar de R$ 1.451,00 para R$ 1.566,48. Segundo a entidade, a estimativa obedece à Lei do Piso.

Pesquisa feita pela CNM em julho do ano passado sobre salários pagos aos professores aponta que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para esfera municipal.
Para a CNM, a demora na divulgação do reajuste é uma das principais preocupações dos prefeitos brasileiros. Segundo a entidade, nos últimos dois anos, os valores só foram anunciados pelo Ministério da Educação (MEC) no final de fevereiro. “Para o piso ser pago a partir de janeiro, o MEC deveria ter divulgado o respectivo porcentual, o que ainda não ocorreu”, diz o estudo.
“Os novos prefeitos deverão reajustar os vencimentos dos professores por um índice maior do que a inflação e que ainda sequer é oficialmente conhecido”, ressalta o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.
A entidade defende ainda que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), acompanhe os valores do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O MEC não se pronunciou sobre o assunto.

Primeira prévia do IGP-M mostra queda da inflação no início de 2013


Rio de Janeiro – Na primeira prévia do ano, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, mostra tendência de queda da taxa de inflação. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), no primeiro levantamento de 2013, foi registrada uma inflação de 0,41%, inferior ao 0,5% observado na primeira prévia de dezembro do ano passado.
A tendência de queda foi observada nos três subíndices que compõem o IGP-M. A taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que registra a variação de preços no atacado, por exemplo, caiu de 0,5% em dezembro para 0,46% neste mês.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também teve queda na taxa de inflação, ao passar de 0,56% para 0,4%. O principal responsável por esse movimento foi o grupo de despesas habitação, cuja taxa caiu de 0,48% para 0,07%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) caiu de 0,36% em dezembro para 0,08% na primeira prévia deste ano.
Agência Brasil

Evangélica esquarteja os pais por dívida de dízimo

Freqüentadora de uma igreja evangélica, Lineusa Rodrigues da Silva, de 24 anos, matou os pais como uma machadinha porque eles não deram o dinheiro do dízimo. O crime, cometido no último domingo, chocou a cidade de Timon, no Maranhão.

Lineusa Rodrigues da Silva se ajoelha na delegacia
no último domingo, 25 (Foto: Reprodução/MeioNorte.com)
O inferno é mesmo pavimentado com boas intenções. De tanto que queria pagar o dízimo à sua igreja, Lineusa matou os pais adotivos a golpes de machadada. Joana Borges da Silva, 104 anos, que mal se levantava da cama, e Lourival Rodrigues da Silva, 84, tiveram as mãos esquartejadas com um serrote e foram seguidamente golpeados com um pedaço de pau.

A jovem foi encontrada pela polícia depois de receber ligações dos vizinhos que ouviram barulhos estranhos durante a noite. Ela confessou o crime e relatou os detalhes dos assassinatos. A delegada da Central de Flagrantes de Timon, Wládia Holanda da Silva, disse que os corpos ficaram totalmente irreconhecíveis. “Em toda a minha experiência como delegada nunca tinha visto nada parecido”, disse ela ao MeioNorte.com.


Objetos usados por Lineusa no assassinato dos pais
(Foto: Reprodução/Telacrente)
Lineusa acumulou dívidas de dízimo junto ao pastor da igreja que frequentava, e justificou os assassinatos pela religião. “Eu fiz por Deus”, disse a estudante, que chegou a se ajoelhar na delegacia.

Adotada com cinco meses pelo casal, Lineusa vinha discutindo com os pais adotivos há algum tempo, segundo informou a filha do casal assassinado, Francisca Oliveira da Cruz. Ela também contou que Lineusa tem histórico de problemas mentais.

Não dá para saber quem fez pior, a assassina, que foi levada a cometer um crime em nome do fanatismo religioso, ou do pastor que, sabendo da condição da jovem, fazia qualquer tipo de cobrança.
(UOL)

Confira no vídeo abaixo as justificativas da evangélica


Cotistas com baixa renda receberão bolsa de R$ 400


Benefício será para alunos de cursos com carga diária superior a 5 horas

Aloizio Mercadante . Pagamento de benefício a cotistas será feito por meio de cartão magnético Givaldo Barbosa / Givaldo Barbosa
BRASÍLIA — O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta terça-feira que parte dos estudantes de baixa renda que ingressarem pelo sistema de cotas em universidades federais receberá uma bolsa mensal de R$ 400. Ela deverá ser dada a alunos com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, e que frequentem cursos com mais de cinco horas de jornada diária. O objetivo é que possam pagar as despesas do curso. A intenção é incluir a bolsa numa medida provisória que já tramita no Congresso e trata de Educação.

Atualmente, o governo já paga um benefício de R$ 400 para alunos de mesmo perfil que sejam bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni), que dá bolsas para alunos de baixa renda que estudem em instituições de ensino superior privadas.

O pagamento do benefício para os cotistas deverá ser feito por meio de um cartão magnético, nos mesmos moldes do que ocorre hoje em programas de transferências de renda e no Programa Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas de estudo no exterior para alunos de graduação e pós-graduação.

— Para esses estudantes que optarem por cursos com mais de cinco horas de jornada, eles terão direito a uma bolsa de R$ 400 por mês assim que entrarem na universidade ao longo de todo o curso — afirmou nesta terça-feira o ministro Aloizio Mercadante.

A antropóloga Yvonne Maggie, professora do Departamento de Antropologia Cultural da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é contrária à existência do sistema de cotas para ingresso no ensino superior. Mas ressalta que, uma vez adotada essa política pública no Brasil, é importante dar condições para que os cotistas possam estudar. Ela diz que o sistema de cotas, por si só, tem um custo zero para o Estado. Com as bolsas, há uma contrapartida financeira do poder público para ajudar os estudantes sem condições. Segundo a professora, é fundamental que os estudantes pobres tenham dinheiro para despesas como condução, alimentação e fotocópias:
— Tomada essa decisão errada (sistema de cotas), mas sendo agora a política implementada, pelo menos que esses jovens tenham o mínimo de condição de pagar o ônibus para a faculdade.

O cientista político João Feres Júnior, coordenador do Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa e professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio (Iesp/Uerj), elogia a medida, mas destaca que será preciso checar a eficácia da ação. Ele lembra que, dependendo da região do país e do curso, as despesas do estudante variam.

— A política pública precisa sempre checar os resultados. Pode ser que em alguns casos, como no Rio de Janeiro, que tem um custo de vida mais alto, esse valor não seja suficiente. Mas saberemos isso depois de implantar os resultados para ver se está funcionado — avalia.

Em 2013, primeiro ano de funcionamento do sistema de cotas para alunos de escolas públicas, as universidades federais terão que destinar 12,5% das vagas para esses estudantes. Desse total, metade é destinada àqueles com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo.
Via Globo.com

Pastores da Maranata são acusados de desviar R$ 21 milhões do dízimo

Fiéis da Igreja Cristã Maranata estão movendo ação contra pastores da cúpula da denominação com a acusação de que eles desviaram pelo menos R$ 21 milhões do dízimo.

Pastor Santos e o o contador Alvarenga são os principais suspeitos
Três pastores e um diácono já foram afastados de suas atividades. Um deles é Antônio Ângelo Pereira dos Santos (foto), vice-presidente da igreja. O contador Leonardo Meirelles de Alvarenga (foto) também estaria envolvido nas falcatruas. 

A igreja evangélica pentecostal é também conhecida como Presbitério Espírito Santense. Ela foi fundada em 1968 em Vila Velha, no Espírito Santo. Possui mais de cinco mil templos no Brasil e é uma das que mais crescem no país. Ela também está representada no exterior.

Todo o dinheiro arrecadado dos fiéis é mandado para um caixa único da sede da igreja, em Vila Velha. Os desvios ocorreram ali. A igreja não informou o montante de sua arrecadação. 
De acordo com investigações em andamento do MP (Ministério Público) Estadual, na lista de irregularidades há desvio para o exterior, contrabando, criação de empresas por laranjas, uso de notas frias, fraudes fiscais e financeiras. 

Auditoria feita pela igreja apurou que os suspeitos usaram o dinheiro do dízimo para comprar dólares, imóveis e carros de luxo, além de abastecerem suas contas bancárias.
Nota do MP diz que os pastores se aproveitaram da isenção de impostos concedida às igrejas para dar alguns dos golpes. 

Com informação da CBN de Vitória.

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