terça-feira, 6 de novembro de 2012

Viagra feminino para ajudar a atingir orgasmo pode vir em spray nasal

Até 30% das mulheres sofrem de uma condição conhecida como anorgasmia — dificuldade em atingir o orgasmo mesmo com interesse sexual.


Mulheres com dificuldades de atingir o orgasmo durante o sexo, em breve, poderão ter a ajuda de um spray nasal.

Até 30% das mulheres sofrem de uma condição conhecida como anorgasmia — dificuldade em atingir o orgasmo mesmo com interesse sexual.
Agora, cientistas estão desenvolvendo um tratamento apelidado de ‘viagra feminino’. A droga, chamada Tefina, deve ser administrada da seguinte forma: duas gotas nas narinas duas horas antes do sexo, cujo efeito deve durar seis horas.
(Do R7)

Governo não deve cumprir meta cheia do superávit primário, admite Mantega



Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (6) que o governo não cumprirá a meta cheia do superávit primário – esforço fiscal feito para pagamento dos juros da dívida. De acordo com Mantega, o esforço em 2012 será inferior ao percentual de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto inicialmente.

Segundo Mantega, a redução da meta está relacionada às desonerações tributárias concedidas este ano "Nós temos uma meta de [superávit] primário de 3,1% do PIB e temos autorização para deduzir dessa meta o equivalente a investimentos que nós vamos fazer. Como nós estamos com a arrecadação mais fraca este ano e fazendo reduções de tributos que chegam a R$ 45 bilhões, nossa arrecadação está comprometida. Portanto, nós não devemos fazer o [superávit] primário cheio", declarou Guido Mantega. 
Ele destacou que o governo tem autorização para deduzir até R$ 42 bilhões, mas disse que o abatimento não chegará a tanto.
De acordo com o ministro, a diminuição do esforço fiscal não significa um afrouxamento das contas públicas. "Estamos autorizados [a deduzir] todos os anos. Só o fizemos quando a situação ficou mais crítica, como em 2009. Não significa afrouxamento, pois continuamos reduzindo o déficit fiscal nominal. Ele será menor do que o ano passado e a dívida pública continuará caindo", disse.
 Mariana Branco - Agência Brasil - Edição: Lílian Beraldo

MEC atualiza regras do Sisu para adequação à Lei de Cotas



Brasília – O Ministério da Educação (MEC) atualizou hoje (6) as regras do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), usado por instituições de ensino superior públicas para ingresso de novos alunos. As principais mudanças das regras servem para que o sistema se adeque à Lei de Cotas que estabeleceu reserva de vagas para estudantes que fizeram todo o ensino médio em escolas públicas e aos alunos de famílias de baixa renda.

A lei, que entrou em vigor neste semestre, prevê que as universidades públicas federais e os institutos técnicos federais reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas da rede pública, com distribuição proporcional das vagas entre negros, pardos e indígenas. A lei determina ainda que metade das vagas reservadas às cotas sociais – ou seja 25% do total da oferta – sejam preenchidas por alunos que venham de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita. As instituições têm quatro anos para se adequar à norma.
O Sisu usará como critério a nota de cada candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No processo seletivo para o primeiro semestre de 2013, valerá a nota do Enem 2012, realizado nos dias 3 e 4 de novembro. A previsão é que as notas sejam divulgas aos candidatos no fim de dezembro.
Pelas regras publicadas no Diário Oficial União, os alunos de escolas públicas serão divididos em dois grupos, segundo a renda familiar: menor ou maior que 1,5 salário mínimo por pessoa.
Esses grupos são separados em mais dois subgrupos, de acordo com a autodeclaração do candidato da cor da pele: os que são pretos, pardos ou indígenas e os demais.  
A reserva de vagas também se estenderá à lista de espera das instituições, que podem ainda aplicar regras de programas próprios de ações afirmativas, desde que os 50% definidos pela lei continuem assegurados.
Caso não haja aprovados suficientes para preencher as vagas destinadas a algum dos subgrupos previstos, elas poderão ser oferecidas aos demais subgrupos, na seguinte ordem de prioridade: primeiro, ao que possui a mesma faixa de renda, depois, a qualquer renda, priorizando os pretos, pardos e indígenas. Se o preenchimento não se der mesmo assim, as vagas são disponibilizadas aos demais candidatos.
Vinícius Soares - 
Agência Brasil - 
Edição: Lílian Beraldo

Mercadante diz que repasse dos royalties para educação pode evitar aumento de impostos



Brasília - O repasse integral dos royalties do petróleo para a educação pode servir como uma fonte de receita “concreta” para o país atingir a meta de aplicar, até 2020, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, sem a criação de impostos, disse o ministro Aloizio Mercadante.
De acordo com o ministro da Educação, apenas com a destinação de 100% dos royalties será possível cumprir o que determina o Plano Nacional da Educação (PNE), aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado, sem que haja aumento da carga tributária.
“Se hoje temos 5,1% [do PIB] em educação, em dez anos, o que representa passar para 10% do PIB? Representaria, em valores de hoje, R$ 215 bilhões a mais para educação. Como vamos chegar a esse número? O Congresso vai criar novos impostos?”, questionou o ministro, após reunião com líderes da base aliada na Câmara.
“Se não vamos criar novos impostos, como vamos tirar de outras pastas para chegar a 10% [do PIB para educação]. Não há como tirar nessa escala. Portanto, a única fonte nova de receita concreta, que pode impulsionar verdadeiramente o Plano Nacional de Educação, são os royalties do petróleo. Essa coerência é muito importante”, frisou Mercadante.
Está previsto para hoje à tarde o início do debate sobre o projeto de lei do Senado que trata da redistribuição dos royalties do petróleo. Não há consenso sobre a matéria. Parlamentares das bancadas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, principais produtores de petróleo do país, defendem que a nova regra de divisão dosroyalties atinja os poços a serem licitados. As demais bancadas querem que a divisão leve em consideração os ganhos dos poços que já foram licitados.
Ivan Richard - Agência Brasil - Edição Beto Coura

Juízes confirmam paralisação a partir de amanhã e pedem valorização da carreira



Brasília – Magistrados da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho paralisam as atividades por dois dias, a partir de amanhã (7), para protestar contra a desvalorização das carreiras. A orientação das categorias é que os juízes compareçam aos fóruns, mas que não haja atendimento. Casos considerados de urgência, como audiências que envolvem réus privados de liberdade, serão analisados.

Durante coletiva de imprensa hoje (6), o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Nino Oliveira Toldo, disse que as carreiras acumulam perdas de 28,86% na remuneração desde 2005, quando foi implantado o subsídio em parcela única. “É preocupante. O juiz, se não pode exercer outra profissão exceto a de professor, passa a ter dificuldade no cumprimento de suas missões”, avaliou.
Outro problema, segundo ele, envolve a extinção do adicional por tempo de serviço, já que juízes com muitos anos de carreira, atualmente, têm os mesmos vencimentos de um iniciante. “Tenho 21 anos de magistratura e recebo o mesmo que um juiz com três ou quatro anos. Não se vê mais o sentido de carreira e isso tem incomodado muito os magistrados.”
Sobre a decisão de não participar da Semana Nacional de Conciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Nino garantiu que o protesto não é contra o processo de conciliação em si. “Isso já é uma realidade como sistema de solução de conflitos. Queremos é chamar a atenção para um problema dentro da magistratura.” O evento começa amanhã e segue até o dia 14 de novembro.
Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Renato Henry Sant'Anna, a paralisação é um apelo por parte dos juízes. Dados do órgão indicam que quase 50% deles têm algum tipo de dívida derivada de empréstimos de crédito consignado.
“Nos preocupa e provoca tristeza, mas não há trabalhador que possa conviver com uma perda salarial de 30%. Somos trabalhadores e vivemos dos nossos salários. Precisamos ter respostas para os nossos pleitos salariais. Não estamos pedindo nada excepcional.”
De acordo com Sant'Anna, a expectativa de ambas as carreiras é que a paralisação não leve a um impasse constitucional e que haja bom senso no diálogo com os três Poderes. “O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido conservador na apreciação dos pleitos da magistratura. Isso nos incomoda. Não temos a quem recorrer. E há uma inação do Congresso Nacional em resolver o problema”, destacou.
 Paula Laboissière - Agência Brasil - Edição: Lílian Beraldo

PIB de Moçambique pode dobrar até o fim da década



Maputo (Moçambique) - O governo moçambicano divulgou o resultado de estudos feitos pela companhia americana Anadarko Petroleum, concessionária da exploração de combustíveis fósseis na bacia do rio Rovuma, no extremo Norte do país. De acordo com o relatório, a partir de 2018 poderão ser produzidas 50 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) por ano. A produção seria equivalente à da Bolívia.
A receita da atividade mineral, segundo o próprio governo, poderia dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique. O PIB é a soma das riquezas produzidas por um país em um ano. As projeções para o país em 2012 apontam PIB de pouco mais de 25 bilhões de dólares. Comparado ao Brasil, o número é equivalente ao da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
A companhia americana começou a construção de duas unidades de liquefação de gás, cada uma com capacidade de produção de cinco milhões de toneladas/ano, mas planeja, até o fim da década, ter prontas dez dessas usinas. O investimento é cerca de 15 bilhões de dólares. Atualmente, mil trabalhadores moçambicanos estão empregados na atividade, mas nos próximos anos o número pode chegar a 10 mil. Moçambique tem reservas de gás estimadas em 623 bilhões de metros cúbicos, a quarta maior do mundo.
Emerson Penha - Correspondente da EBC na África - Edição Beto Coura

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