segunda-feira, 29 de outubro de 2012

PMDB, PSDB e PT conquistam o maior número de prefeituras



Brasília - O PMDB, partido do vice-presidente da República, Michel Temer, foi a sigla que conquistou o maior número de prefeituras – 1.041 – entre os 5.568 municípios onde houve disputa eleitoral. O PSDB ficou em segundo lugar, com 718 municípios, seguido pelo PT, que venceu em 566, de acordo com levantamento feito pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em quatro cidades o resultado das eleições poderá ser mudado devido a decisões judiciais.
Criado no ano passado e disputando sua primeira eleição, o PSD saiu vitorioso da disputa pelo Executivo municipal em 502 cidades, ficando em quarto lugar, seguido pelo PP (472), PSB (428), PDT (319), PTB (297), DEM (278), PR (277)  e PPS (126).
Entre as 26 capitais, o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi a legenda mais vitoriosa, com cinco conquistas - Recife, Fortaleza, Cuiabá, Porto Velho e Belo Horizonte-, seguido pelo PT, partido da presidenta Dilma Rousseff, e do PSDB, do senador Aécio Neves (MG), que venceram em quatro cada. O PT ganhou em São Paulo, Rio Branco, João Pessoa e Goiânia. Já o PSDB saiu vitorioso em Teresina, Manaus, Belém e Maceió.
O PDT, do ex-ministro Carlos Lupi, ficou em quarto lugar em número de capitais conquistadas – Porto Alegre, Curitiba e Natal –, seguido pelo PP, PMDB e DEM, com duas cada. O PP, do deputado federal Paulo Maluf, ganhou em Palmas e Campo Grande, o PMDB, no Rio de Janeiro e em Boa Vista, e o DEM em Aracaju e Salvador.
Pela primeira vez em sua história, o PSOL ganhou uma disputa pelo Executivo municipal ao conquistar a prefeitura de Macapá. O PTC, PSD e o PPS também venceram a disputa em uma capital cada: São Luís, Florianópolis e Vitória, respectivamente.    
Levando em conta a votação do primeiro turno, o PT foi o partido que recebeu o maior número de votos em todo o país, com 17.188.748, à frente do PMDB, que obteve 16.665.662 votos, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base em dados do TSE.
O PSDB ficou em terceiro lugar em número de votos, com 13.842.265, seguido pelo PSB (8.600.892), PDT (6.248.481) e PSD (5.813.451). O PT conseguiu o melhor resultado, considerando o número de votos, porque obteve votações expressivas em grandes centros, como São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Salvador, Belo Horizonte e Fortaleza.
Ivan Richard e Marcos Chagas* - Agência Brasil - *Colaborou Iolando Lourenço - Edição: Graça Adjuto

Abstenção nas eleições municipais do Chile atinge 70%



Brasília – As eleições municipais no Chile, ocorridas ontem (28), indicaram o desânimo do eleitorado. Pelos dados oficiais, 70% do total de 13 milhões de eleitores se abstiveram de votar para prefeito e vereadores. Dos 30% que foram às urnas, a maioria escolheu candidatos de esquerda e de centro, derrotando os partidos conservadores.
No Chile, o voto é facultativo. Até 2008, era obrigatório. Analistas políticos chilenos disseram que o protagonista das eleições foi o alto nível de abstenção. Para os analistas, a abstenção indica a apatia política no país. A campanha no Chile foi dirigida aos jovens.
As convocações para a abstenção foram incentivadas pela Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundários. A porta-voz , Eloisa Gonzalez, disse que o apelo é uma forma de repudiar atos e práticas políticas.
Os partidos da aliança do presidente do Chile, Sebastián Piñera, perderam um dos principais redutos eleitorais do país - Santiago, a capital. A candidata Carolina Toha, do Partido para a Democracia, venceu o atual prefeito Pablo Zalaquett, da União Democrática Independente.
Uma derrota considerada emblemática é a de Cristián Labbé, que integrou o governo do ex-presidente Augusto Pinochet (1973-1990) . Ele foi derrotado pela candidata independente Josefa Errázuriz. Labbé tentou governar Providencia, uma das principais cidades do Chile.
Renata Giraldi* - Agência Brasil
*Com informações da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina.
Edição: Graça Adjuto

Confiança da indústria registra leve alta em outubro e atinge maior nível desde junho de 2011



São Paulo – O Índice de Confiança da Indústria medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) cresceu 1% em outubro, passando de 105 pontos em setembro para 106 neste mês. Esse é o maior nível desde junho de 2011, quando o índice chegou a 107,1 pontos.

Já o Índice da Situação Atual avançou 1,7% no mês outubro, alcançando 106,8 pontos. O patamar também é o mais elevado desde julho de 2011. Contribuiu para esse crescimento, o indicador de nível de estoques. Entre setembro e outubro, o número de empresas com estoque excessivo recuou de 6,1% para 5,6% e a quantidade de empresas com estoque insuficiente cresceu de 2,1% para 4,1%.
Outro índice da FGV, o de expectativas, apresentou crescimento de 0,3% em outubro, registrando 105,2 pontos. Essa elevação foi influenciada pelo indicador de expectativas sobre a contratação de mão de obra, com uma alta de 1,7% em relação a setembro. A proporção de empresas que esperam aumentar o número relativo ao pessoal ocupado passou de 20,3% para 24,5%. Já a parcela das que esperam reduzir a contratação aumentou de 10,4% para 12,7%.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 84,1% para 84,2% entre setembro e outubro. Trata-se do maior patamar desde junho de 2011.
Fernanda Cruz - Agência Brasil - Edição: Lílian Beraldo

Penas do mensalão podem sofrer redução ao final do julgamento



Brasília – A fixação de penas da Ação Penal 470, o processo do mensalão, fase iniciada na última semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pode sofrer alterações significativas até o fim do julgamento. Além de revisões pontuais nos votos, os ministros podem adotar uma tese bastante favorável aos réus, considerando vários crimes diferentes como um só.
Nessa modalidade de cálculo de penas, chamada continuidade delitiva, os ministros podem concluir que, com mais de uma ação, os réus praticaram dois ou mais crimes da mesma espécie como consequência do primeiro. Em seguida, aplicam apenas a pena referente ao crime mais grave, aumentada de um sexto a dois terços.
 
A hipótese de continuidade delitiva já está sendo usada para fixar penas nos casos em que houve vários atos de um mesmo crime, como no de lavagem de dinheiro – quando o publicitário Marcos Valério fez 46 operações, por exemplo. Para evitar uma punição muito grande, os ministros optam por fixar somente uma pena, somando o agravante no final.

A continuidade delitiva para crimes diferentes, no entanto, foi abordada em plenário apenas na última quinta-feira (25). Na ocasião, os ministros tentavam convencer o revisor da ação penal, Ricardo Lewandowski, a tornar seu voto mais severo na condenação de Ramon Hollerbach, sócio de Marcos Valério, pelo crime de lavagem de dinheiro.
“Eu estarei disposto a fazer reajustes e também a homogeneizar esses critérios à medida que nós, depois, na pena final, decidíssemos que em vez  de caracterizar o concurso material entre determinados delitos, ficasse caracterizada a continuidade delitiva”, respondeu o revisor. No concurso material, as penas para crimes diferentes são somadas.
Lewandowski citou como exemplo o caso dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e peculato. “Poderia-se, eventualmente, evoluir no sentido de, em vez de considerar o concurso material, [considerar] a continuidade delitiva, aí eu internamente reajustaria meus critérios”, completou.
Os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello concordaram com a possibilidade de aplicação do modelo proposto pelo revisor, lembrando que o Código Penal permite a aplicação da continuidade delitiva não só em crimes idênticos, mas sim da mesma espécie. “Da mesma natureza pode ser crime contra a administração pública”, acrescentou a ministra Cármen Lúcia.  
A tese só deve ser discutida de forma definitiva no fim do julgamento. Desde o início da dosimetria (cálculo das penas dos réus), vários integrantes da Corte estão ressalvando que abordarão o assunto assim que todas as penas forem fixadas. "Vamos deixar claro que esse ajuste no final é compatível com a complexidade da própria dosimetria. É natural que ajustemos à medida que as discussões avancem”, disse o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto.
Débora Zampier - Agência Brasil - Edição: Carolina Pimentel

Cientistas britânicos desenvolvem exame mais barato para identificar câncer e aids



Brasília - Pesquisadores britânicos desenvolveram um novo exame, mais barato, que pode detectar diferentes vírus e também alguns tipos de câncer. O exame ainda é um protótipo e revela uma doença ou um vírus – mesmo em pequena quantidade no corpo – usando um sistema de cores. A pesquisa do Imperial College de Londres foi divulgada na revista especializada Nature Nanotechnology.
Um reagente químico desenvolvido pelos cientistas muda de cor quando entra em contato com o sangue do paciente. Caso um determinado componente da doença ou vírus esteja presente no organismo, o reagente químico fica azul. Se não houver doença ou vírus, o líquido fica vermelho.
São necessários testes mais amplos antes que o novo exame possa ser usado. Os pesquisadores do Imperial College de Londres esperam que o novo exame custe dez vezes menos que os testes já disponíveis.
O pesquisador Molly Stevens, do Imperial College, disse que o novo método "deve ser usado quando a presença de uma molécula-alvo em uma concentração ultrabaixa puder melhorar o diagnóstico da doença". "Por exemplo, é importante detectar algumas moléculas em concentrações ultrabaixas para verificar a reincidência de câncer depois da retirada de um tumor", destacou.
Segundo Stevens, o exame em desenvolvimento também pode ajudar no diagnóstico de pacientes infectados com o vírus HIV cujas cargas virais são baixas demais para serem detectadas com os métodos atuais. Os primeiros testes do novo exame mostraram a presença dos marcadores para HIV e câncer de próstata.
"O exame pode ser significativamente mais barato, o que pode abrir caminho para um uso maior de exames de HIV em regiões mais pobres do mundo", disse Roberto de la Rica, pesquisador que participou do desenvolvimento do novo teste.
Da BBC Brasil

Rodney Miranda promete assumir organizando a administração municipal de Vila Velha

Rodney sai para comemorar a vitória com família e apoiadores, em Vila Velha (Foto: Juirana Nobres/ G1)
Rodney sai para comemorar a vitória com família e
apoiadores (Foto: Juirana Nobres/ G1)

Rodney Miranda (DEM) foi eleito prefeito de Vila Velha neste domingo (28), em segundo turno. O resultado foi confirmado às 17h53. Com 100% das urnas apuradas, o candidato teve 55,63% dos votos válidos. Neucimar Fraga (PR) teve 44,37% dos votos válidos.
"Fiquei muito feliz pelo resultado. Vou finalizar o trabalho na Câmara dos Deputados e entrar na prefeitura para organizar a administração, contando com apoio do governador Casagrande e do ex-governador Paulo Hartung", disse Rodney.
Após o resultado, Rodney foi comemorar com a família e com os apoiadores em um restaurante de Vila Velha.
Biografia
Com 48 anos, Rodney é delegado licenciado da Polícia Federal. Ganhou notoriedade na política estadual ao ser Secretário de Estado de Segurança Pública durante o governo de Paulo Hartung, na década passada. Nascido em Brasília, Rodney também foi secretário em Pernambuco. Possui graduação em Administração e pós-graduação em Carreiras Jurídicas e em Gestão em Segurança Pública.
Em 2010 concorreu ao seu primeiro pleito no estado e se sagrou o deputado estadual mais votado do Espírito Santo, com mais de 60 mil votos. Em 2012, lançou candidatura a prefeito de Vila Velha, conseguindo ser eleito no segundo turno.
Campanha
No início da campanha, as pesquisas apontavam o democrata Rodney Miranda longe de um segundo turno. O candidato, que conta com o apoio do ex-governador Paulo Hartung, cresceu durante a campanha e na reta final se consolidou no segundo turno.

A questão do combate à violência, já que ele foi secretário de Segurança Pública foi muito frisada durante a campanha. Por ter ficado na primeira colocação no primeiro turno, foi alvo de ataques do adversário.

Uma das polêmicas, foi o apoio de um grupo de policiais ao seu adversário Neucimar Fraga, que alegaram que a gestão de Rodney na segurança pública do estado foi temerária.
Propostas
Rodney Miranda apresentou como propostas implantar uma Guarda Municipal armada para auxiliar no combate à criminalidade e investir em meios de transporte menos poluentes como bicicletas e trens.
Resultado completo da eleição para prefeito de Vila Velha:
Votos válidos (excluindo brancos e nulos)
Rodney Miranda (DEM): 121.945 (55,63%)
Neucimar Fraga (PR): 97.277 (44,37%)

Outros resultados
Brancos: 6.594 (2,81%)
Nulos: 8.821 (3,76%)
Abstenção: 58.311 (19,9%)

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