quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Lua de Júpiter tem mais água do que a Terra


"Europa" é uma lua com uma superfície gelada e com um oceano debaixo de sua crosta de gelo
Lua Europa do planeta Júpiter: ilustração que mostra quanta água existe em Europa em comparação com a Terra

Cientistas da NASA fizeram uma ilustração que mostra como a pequena lua Europa, na órbita de Júpiter, tem mais água do que a Terra.
Europa é uma lua com uma superfície gelada. Essa lua tem um oceano debaixo da sua crosta de gelo. Esses oceanos tem entre 2 e 3 vezes mais água do que os da Terra.

Para ilustrar isso, os pesquisadores Kevin Hand, Jack Cook e Howard Perlman, da NASA, WHOI e USGS, respectivamente, coletaram dados da sonda espacial Galileo. Eles também usaram uma imagem que mostra como seria se toda a água do planeta fosse colocada dentro de uma esfera. Ela foi divulgada pelo Serviço Geológico Americano.

Então, eles criaram uma ilustração que mostra quanta água existe em Europa em comparação com a Terra. Ela compara o tamanho da Terra com o da Europa e coloca a quantidade de água de cada um desses corpos celestes em uma gota de água.

Muitos cientistas acreditam que existe uma grande chance de que ela abrigue algum tipo de forma de vida. Segundo Daniel Nunes, cientista brasileiro que trabalha no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL), o problema é que Europa é muito longe da Terra. Esse fator dificulta a exploração dessa lua.
"As temperaturas são muito extremas e a radiação de júpiter é muito forte. O equipamento tem que ser muito resistente a essas condições". Além disso, a crosta de gelo é muito espessa. "Acessar o oceano da Europa é bem difícil, um grande desafio".
Porém, Nunes ressalta que existem planos para mandar uma nave de grande porte para o sistema de Júpiter, para estudar a Europa, por exemplo. No entanto, o projeto ainda está em desenvolvimento e não foi confirmado pela NASA.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ARYANE A DELÍCIA DO PÂNICO

Para descontrair os leitores.


Haddad passa Serra em tracking do Ibope


Por Luis Nassif, em seu blog:
O  ultimo tracking do Ibope, feito para a campanha do candidato Gabriel Chalita (PMDB), apresentou os seguintes resultados:

1. Celso Russomano: 30%

2. Fernando Haddad: 20%

3. José Serra: 18%

4. Gabriel Chalita: 8%.

Tecnicamente, Haddad e Serra continuam empatados, mas com curvas de crescimento distintas: Haddad crescendo, Serra caindo, ainda que mais lentamente do que se supunha na semana passada.

Via Blog do Miro

Eleição e luta de classes na Venezuela


Por Elaine Tavares, no blog Palavras Insurgentes:
Agora no mês de outubro, a Venezuela vai outra vez às urnas. De novo a escolher seu presidente. Desde 1999, quando Hugo Chávez assumiu pela primeira vez o cargo de presidente, que o país vem vivendo transformações importantes, nunca antes imaginadas. A primeira delas foi a refundação da República com a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva, aprovada por mais de 92% da população. Nela, por força das gentes organizadas, foi criado um quinto poder - maior que o legislativo, executivo e judiciário: o poder popular, coisa que não existe em nenhuma outra Constituição do mundo. Isso significa que se a maioria do povo não aceitar determinada lei, pode revogá-la. 

A Venezuela viveu um turbilhão. Por todo o país se moveram as gentes, povo que nunca antes tivera a chance de viver a participação efetiva da vida política. E, para desespero da elite que mandava no país desde décadas, quem conquistou a maioria das cadeiras foram as pessoas mobilizadas em torno de uma proposta de mudança radical. A nova carta foi construída e o então presidente decidiu submeter-se a outra eleição, agora sob a nova Constituição. Estava fundada a quinta república e iniciava aí a democracia participativa, na qual o povo era protagonista. Assomava na América do Sul a República Bolivariana da Venezuela, tendo como objetivo a recuperação da ideia da Pátria Grande, de Bolívar.

Mas, esse ideal tão singelo colocou toda a direita latino-americana à postos. Uma Venezuela libertária era incômoda demais. Isso sem falar na relação de amizade com Cuba, desequilibrando a correlação de forças na região, afinal, o país comandado por Chávez é uma potência petrolífera. E foi assim que, desde o chiquérrimo bairro de Altamira, onde vive a elite caraquenha, foi se gestando um golpe de estado. Com a preciosa ajuda dos Estados Unidos, empresários locais, fazendeiros, vende-pátrias, conseguiram aprisionar Hugo Chávez no ano de 2002. 

Queriam fazer o povo crer que o presidente havia renunciado e, assim, assumir o comando do "cargo vago". Só que um soldado que fazia parte da guarda que vigiava o presidente foi o portador de um bilhete no qual Chávez informava que estava preso, que era um golpe e que não havia renunciado. A Venezuela bolivariana se mexeu. Desceram as gentes de todos os lugares e obrigaram os golpistas a devolver o presidente. A força do povo derrotou o golpe. Desde aí a Venezuela vem caminhando sob outros ventos. Coisas importantes foram se sucedendo, revertendo em benefícios para a maioria, antes relegada ao azar.

Chávez trouxe para as ruas a luta de classe. Na capital, Caracas, qualquer grupinho de dois já inicia uma discussão sobre o modo bolivariano de governar. Há os que não perdoam o fato de o presidente ter garantido poder ao povo. Um grupo particularmente tem atuado na disputa. São os chamados “esquálidos”, opositores do governo. Eles não reconhecem os processos eleitorais livres e chamam Chávez de ditador, sendo respaldados pela CNN, braço midiático armado do modo estadunidense de ver a democracia. Querem de volta o tempo em que só um pequeno grupo de privilegiados desfrutava do direito de governar e de desfrutar as riquezas. Coisas como as "missões" - grupos organizados de pessoas comuns, nos bairros - são inadmissíveis. É que essas atividades têm levado alfabetização às gentes, universidade, direitos, comunicação livre, creches, saúde, comida barata, cultura, moradia, tudo o que antes não havia.

Em 2006, o presidente submeteu-se a outro pleito, no qual foi vencedor, com mandato até 2013, justamente por essa postura de defender a democracia participativa, onde manda o povo. Depois dessa importante vitória, o processo bolivariano aprofundou-se. As missões se consolidaram nas cidades de todo o país assim como nas zonas rurais, milhões de pessoas tem participado, fazendo com que a ideia de democracia assuma outra conotação. Na Venezuela, democracia não se resume ao direito de votar, mas sim, o de participar ativamente da vida do país em todas as áreas possíveis. Mas, o processo nunca foi tranquilo. A mudança bolivariana foi se fazendo sem revolta armada, na paz, e isso pressupõe o direito de a oposição também se organizar. 

Apesar das constantes denúncias de falta de liberdade de expressão, quem já visitou a Venezuela sabe o quanto a oposição pode se expressar e como o faz. No mais das vezes os ataques são à pessoa do presidente, geralmente no mais baixo calão. Também não é segredo para ninguém a ação constante da embaixada dos EUA, fomentando a dissidência. Acabar com a democracia participativa na Venezuela é uma necessidade para quem só consegue impor a dita cuja pela força das armas: vide Iraque, Afeganistão, e outros tantos lugares ocupados militarmente. E foi por conta desse permanente atuar da oposição com seus aliados estrangeiros que as eleições legislativas de 2010 mostraram um avanço significativo da velhas forças. Porque, afinal, não é coisa fácil levantar um país de mais de uma centena de anos de escravidão à oligarquia local. A pobreza não acaba por mágica e o processo de mudança - feito de forma democrática - é eivado de avanços e retrocessos. 

Não é sem razão que agora, nas eleições do dia 7 de outubro, a disputa está bastante polarizada entre os candidatos Hugo Chávez, pelo GPP (Gran Polo Patriótico), que junta organizações de esquerda, populares e independentes, representantes dos novos tempos e Henrique Capriles, pela oposição, o MUD (Mesa de la Unidad Democratica), que reúne vários partidos e forças de oposição mais à direita, tentando evitar que Chávez chegue pela terceira vez à cadeira presidencial. A estratégia de centrar forças em um único candidato foi baseada justamente na boa performance conseguida nas eleições que definiram os parlamentos em 2010, quando essa coalizão conseguiu fazer 47,22% dos votos válidos.

O candidato de oposição, Henrique Capriles Radonski, é um jovem e bonito advogado, filho da elite local, escolhido a dedo para enfrentar Chávez. Tem uma sólida carreira política que começou como deputado, sendo ele um dos mais jovens do antigo congresso. Também foi prefeito por duas vezes no município de Baruta e governou o estado de Miranda. Sua família está ligada ao setor empresarial, sendo que o principal produto que comercializam é a comunicação através da "Cadena Capriles". Também atua na área do entretenimento, do cinema e serviços imobiliários. Henrique formou-se nos melhores colégios de Caracas, fez-se advogado e especializou-se em direito tributário. Estudou também fora do país, na Itália, Holanda e Estados Unidos. Durante o golpe de estado que tentou tirar Hugo Chávez do poder, Henrique esteve envolvido nos ataques à Embaixada de Cuba e chegou a ser detido. Naqueles dias circulara o boato de que o vice-presidente estaria asilado na embaixada e Henrique tentou violar os acordos diplomáticos buscando vistoriar o local que era, por lei, território cubano. 

Agora, a imagem de jovem moço bem sucedido está sendo usada para enfrentar um homem que passou por um longo tratamento médico e ainda apresenta sinais de doença. De maneira bastante gritante a disputa se dá no campo simbólico entre o sangue novo e o velho enfermo. Uma simbologia às avessas já que o "moço" nada mais é do que a volta do sempre existente, ou seja: a oligarquia predadora e sugadora de riquezas. Enquanto Chávez é a continuação da mudança, do aprofundamento do protagonismo popular: o novo. 

Sem dúvida a Venezuela vai passar por uma queda de braço sem precedente, com dois modelos de organização da vida bastante distintos. É certo que o modo bolivariano não é o melhor dos mundos, tem suas falhas, seus pontos de corrupção, seus entraves, mas não resta dúvida que representa uma parcela da população que nunca teve acesso aos direitos mais básicos. A Venezuela de antes era um país no qual aos pobres era relegado o lugar subalterno, de aceitação de uma realidade na qual a fatia maior de poder e riqueza era dos mais ricos - uma parcela ínfima dos venezuelanos. Com o governo bolivariano os empobrecidos puderam ter acesso ao país, aos recursos públicos, aos bens públicos. 

O dinheiro do petróleo que só engordava contas no estrangeiro passou a financiar casas populares, centros de produção de informação, educação formal, saúde, começou a ser dividido com equidade. Não dá para negar que houve mudanças significativas do ponto de vista estrutural. Isso sem falar das grandes empreitadas continentais como a Telesur, uma rede de informação na qual a América Latina se vê de verdade, o Banco del Sur, uma proposta de banco solidário e a Alba, Aliança Bolivariana para as Américas, que investe tudo no sonho da Pátria Grande. 

Agora, nas urnas, o povo vai decidir. Se quer aprofundar seu poder ou se vai entregar sua vida na mão dos velhos "patrões". E a beleza está justamente nisso, na possibilidade de errar ou de acertar. Tudo está em aberto. Só que não dá para ser ingênuo acreditando que a decisão vá se dar apenas baseada no livre arbítrio das gentes. A batalha que está para acontecer na Venezuela nesse dia 17 tem muitos atores. Por ali andam os empresários, os mercenários, os vende-pátria, os embaixadores do império, o dinheiro das fundações estrangeiras, os provocadores, os enganadores, os vendedores de sonhos e até os terroristas, todos agindo nos bastidores. Cada cidadão do país se verá enredado por essas forças e será preciso muita consciência de classe para decidir o voto em Hugo Chávez. 

É sempre bom lembrar que, apesar de toda a centralidade do debate ficar nesses dois candidatos, que agrupam a maioria das forças políticas à esquerda e à direita, também há outros candidatos de partidos menores como María Bolívar, pelo Partido Democrático Unidos pela Paz, Orlando Chirinos, pelo partido Socialismo e Liberdade, Reina Sequera,, pelo partido laboral, Luis Reyes Castillo, Pela Organização Renovadora Autêntica e Yoel Acosta Chirinos, pela Vanguarda Bicentenária Republicana.

Agora é esperar. As urnas falarão!

Jovens sem futuro na Europa


Por Umberto Martins, no sítio Vermelho:
Sem o trabalho o homem não tem honra e sem a sua honra se morre e se mata, não dá para ser feliz
(Gonzaguinha, Um homem também chora)

Não restam dúvidas de que o principal resultado das crises do capitalismo, o seu termômetro político, é o avanço do desemprego. Nos EUA, o alto nível de desocupação favorece os republicanos e ameaça frustrar as esperanças de reeleição de Barack Obama, que pouco ou nada fez em defesa do emprego e da classe trabalhadora do país. Já o baixo índice de desemprego no Brasil é um dos fatores que explicam o alto nível de popularidade do governo Dilma, ao lado da valorização dos salários.

O problema, que provoca profundo mal estar social em todo o mundo, é particularmente sensível entre os membros mais jovens da classe trabalhadora, que ingressam no mercado de trabalho à procura do primeiro emprego. Na União Europeia, transformada em epicentro da crise mundial, pelo menos um quarto da juventude não encontra o emprego que procura. Mas o cenário é desigual. Na Alemanha, o índice de desemprego na faixa etária entre 15 a 24 anos está em torno de 13%, segundo estatísticas da OIT. A realidade é bem mais alarmante nos países abatidos pela dívida, que hoje vivem sob a tutela, direta ou indireta, do FMI.

Nem o diploma protege

Na Espanha, o percentual sobe a 53%. Também na Grécia, que padece cinco anos de recessão e 20% de contração do PIB desde 2009, mais da metade da força de trabalho juvenil vive, a contragosto, na ociosidade involuntária. Em Portugal, de acordo com a OCDE, 36% amargam o desemprego direto, que não leva em conta os que caíram no desalento e desistiram de procurar uma ocupação produtiva. Na Itália, são 30%.

Não é à toa que já se fala por lá em jovens sem futuro. Convém observar que um contingente numeroso deste exército de desocupados é formado por jovens diplomados, pois o cuidado com a educação e o nível médio de escolaridade são maiores no velho continente que no antigo Terceiro Mundo.

Os fatos desmentem a teoria da “empregabilidade” neoliberal, que procura atribuir a culpa pelo desemprego ao próprio desempregado. Supõe-se que este não teria as qualificações demandadas pelo mercado. É óbvio que não se trata disto. A verdade, teórica e prática, é que o fenômeno decorre inevitavelmente das relações sociais que orientam o processo de produção capitalista, onde o trabalhador é um corpo estranho dentro da empresa, despojado de sua posse e controle e alienado dos frutos que ele próprio produz.

De quem é a culpa?

Na empresa privada quem detém o poder de admitir ou demitir é o capitalista. É um privilégio, decorrente do sagrado direito à propriedade privada, que o patronato exerce sem maiores escrúpulos ou piedade diante da desgraça alheia.

A reprodução do capital (e do capitalismo, que nada mais é do que o capital em escala social) ocorre por meio de movimentos cíclicos, dialéticos, que alternam fases de prosperidade com momentos de crise. Tanto o crescimento econômico, que a rigor traduz a acumulação e reprodução ampliada do capital, quanto a recessão são fenômenos intrínsecos à natureza e ao desenvolvimento histórico do sistema.

O nível de emprego oscila ao sabor desses ciclos, subindo nos anos de vacas gordas e descendo a ladeira quando a expansão estanca e dá lugar à estagnação ou queda da produção. Os ciclos do capitalismo têm caráter objetivo, ou seja, acontecem independentemente da vontade e iniciativas dos indivíduos, das classes sociais ou mesmo dos governos.

Impotência dos Estados capitalistas

Em relação à atual crise, uma das mais longas e com certeza a mais global da história, seis anos após o início daquilo que o economista Paul Krugman chama de Grande Recessão nos EUA (em 2007) é notável e até surpreendente a impotência dos governos capitalistas na prevenção e superação das turbulências. Estima-se que mais de 13 trilhões de dólares foram derramados na economia mundial por iniciativa dos países mais ricos desde 2008, basicamente para socorrer o sistema financeiro, mas a produção não reagiu a contento, o comércio exterior está em banho-maria e a taxa de desemprego permanece em níveis intoleráveis num número crescente de países. 

As políticas econômicas podem amenizar os efeitos da crise. Mas também podem agravá-las e é este o caso da austeridade fiscal em voga na Europa, requerida pela lógica da valorização do capital na esfera financeira. É também preciso lembrar os efeitos colaterais das emissões realizadas pelos bancos centrais dos EUA (FED) e Europa (BCE), que resultam no que a presidente Dilma designou de “tsunami monetário” e estimulam a guerra cambial em todo o mundo.

Quem de fato está roubando o futuro e esquartejando os sonhos da juventude na Europa é o capitalismo. Mesmo na hipótese, que hoje parece remota, de uma recuperação da economia na região (as crises, afinal, não são eternas) as perspectivas para os jovens trabalhadores não são animadoras.

Fustigada pela crise, o declínio e a concorrência da indústria asiática, a burguesia européia está determinada a desmantelar o Estado de Bem Estar Social e depreciar por todos os meios o valor da força de trabalho, conduzindo uma agenda neoliberal focada na diminuição dos salários, aumento da jornada de trabalho, precarização dos contratos, aumento da idade mínima para aposentadoria e flexibilização dos direitos. Já está em curso por lá uma dura guerra de classes e um retrocesso social talvez sem paralelo. Aos trabalhadores e trabalhadoras, jovens ou idosos, resta o caminho da unidade e da luta para deter este rumo reacionário e abrir caminho a uma solução progressista da crise, que já não parece possível nos marcos do capitalismo.

Novo ministro do STF evita comentar sobre mensalão


O ministro se mostrou incomodado pelas perguntas sobre o julgamento do Supremo na primeira visita feita ao Senado para tratar da sabatina a que se submeterá

O futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, disse nesta terça que ainda não decidiu se participará ou não do julgamento do mensalão. Ele informou que no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde atua desde 2003, é comum um ministro participar de um julgamento já em andamento, como é o caso do mensalão. "Nós temos muitos casos em que, em tese, é possível, mas eu não conheço do regimento do Supremo", respondeu Zavascki, ao ser questionado sobre o procedimento adotado no STJ.

O ministro se mostrou incomodado pelas perguntas sobre o julgamento do Supremo na primeira visita feita ao Senado para tratar da sabatina a que se submeterá como substituto do ex-ministro do STF Cezar Peluso, que se aposentou recentemente. Ele esteve com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), seu amigo de longa data, e com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Eunício Oliveira (PMDB-CE). Na maior parte das vezes, enquanto se deslocava de um gabinete para o outro, Zavascki disse que não falaria sobre o mensalão. "Não insista que eu não vou falar sobre isso", afirmou, antes de deixar escapar duas frases sinalizando sua vontade de atuar no julgamento tido como o mais importante da história do País.

A decisão, no entanto, vai depender da existência de um acordo na Câmara dos Deputados para votar a Medida Provisória do Código Florestal. Se a MP for aprovada no próximo dia 18, Sarney anunciou que convocará o Senado para um novo período de esforço concentrado com a finalidade de votar a proposta, antes que ela caduque no dia 8 de outubro. Caso contrário, o Senado só retomará suas atividades no dia 16 de outubro, adiando a sabatina de Zavascki na CCJ em mais de um mês.

O senador Eunício Oliveira avocou para si a relatoria do processo de designação de Teori Zavascki e prometeu ler o parecer ainda amanhã. Como haverá pedido de vista coletivo, o tema só retorna à pauta - se não houver a convocação por causa do código - no dia 17 de outubro. Daí a marcar a data da sabatina e votar seu nome no plenário, o período se arrastará até meados de novembro, quando o julgamento do mensalão estará concluído.

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