terça-feira, 15 de maio de 2012

BALANCE CAPIXABA 15/05/2012

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BALANCE CAPIXABA 15/05/2012
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Presidente da Câmara marca data de votação da lei dos royalties

O presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT-RS) definiu a nova data para votar o projeto que define a distribuição dos royalties do petróleo.

Será a segunda quinzena de junho, tão logo a pauta da Casa esteja desobstruída. Isso vai ocorrer antes do recesso parlamentar de julho.
Maia afirmou que existem sete Medidas Provisórias (MPs) trancando a pauta, e portanto, devem ser votadas antes dos royalties.

"Os royalties são um tema polêmico, todos nós sabemos disso, não é uma matéria simples de ser votada. Mas só não foi votada porque temos Medidas Provisórias que trancam a pauta. Assim que nós tivermos o destrancamento da pauta, esse será um dos primeiros pontos que serão votados", disse Maia.
O presidente disse ainda que o melhor momento para votar o projeto será quando houver consenso:

"A matéria tem vários impasses, volto a dizer que não é um tema que tem acordo, que tenha entendimento entre todos os parlamentares. É um tema extremamente polêmico e disputas vão acontecer, por isso que ela ainda não foi votada. Mas eu não estou apressando o debate porque nós temos que primeiro vencer uma etapa que é destrancar a pauta de votações da Casa", disse.
Já o relator da comissão criada para elaborar um texto de consenso entre estados produtores e não produtores, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apresenta sua proposta final dia 22.

No texto ele propõe manter a arrecadação dos estados e municípios em relação a produção de 2011, o que agrada ao ES, já que garante uma arrecadação de R$ 1,8 bi até 2023.
Zarattini propõe ainda a divisão dos royalties dos contratos já licitados, o que deve ser vetado por Dilma, que hoje, durante reunião com prefeitos, deixou clara sua disposição de cumprir contratos licitados.
Fonte: www.agenciacongresso.com.br

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Transpetro pode ser multada em R$ 50 milhões por vazamento de óleo
O Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça no dia 10 deste mês para que a Trasnpetro - empresa responsável pelo transporte de combustível da Petrobras - pague uma multa no valor de R$ 50 milhões para compensar os danos causados por quatro vazamentos de combustível no Litoral Norte do Espírito Santo, em Barra Nova, distrito de São Mateus. As manchas chegaram a alcançar uma área de 40 km.
Dois vazamentos ocorreram em 2009 e dois em 2011. De acordo com o procurador da república Leandro Botelho Antunes, os vazamentos resultaram na contaminação do mar e comprometeram o equilíbrio ambiental da região. “Os danos são muito significativos. Os resíduos se mantém no oceano por mais de 20 anos no sistema marítimo, contaminado a água, os peixes e ameaçando espécies em extinção”.
Além dos danos ao meio ambiente, as comunidades pesqueiras da região também estão sendo prejudicadas por causa da redução na quantidade e variedade de peixes na região. Os vazamentos ocorreram durante o transporte do petróleo extraído em terra e bombeado por tanques por uma extensão de 1,5 km para abastecer os navios.
 Segundo o procurador da república, em um dos casos a Trasnpetro reabasteceu o reservatório de petróleo, sendo que não possuía licenciamento para a atividade. Estava autorizada apenas a extrair o combustível do reservatório e não reabastecê-lo.
 O Ministério Público acusa a empresa de desrespeitar as advertências da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema). 
A Transpetro esclarece que ainda não foi notificada pelo Ministério Público Federal do Espírito Santo e que apresentará a defesa no prazo legal. Filipe Souza | gazeta online
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Rose de Freitas se reúne com prefeitos capixabas em Brasília
Deputada Rose de Freitas (PMDB-ES)
BRASÍLIA - A vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), se reúne nesta quarta-feira com os prefeitos capixabas que estão em Brasília participando XV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
O encontro começará às 10h, na Câmara dos Deputados, e contará com os demais integrantes da bancada do ES.
Distribuição de royalties, instalação de creches nos municípios e a liberação de restos a pagar do Orçamento-Geral da União (ONU) serão alguns dos assuntos a serem tratados na reunião dos prefeitos com a bancada.
Durante o encontro, segundo Rose, os parlamentares capixabas devem receber demandas diversas de interesse dos municípios do estado.
De acordo com o presidente da Associação dos Municípios do ES, Elieser Rabello, mais de quinze prefeitos já confirmaram presença na reunião.
Coordenadora da bancada do ES, Rose de Freitas tem buscado atender aos pleitos dos municípios.
“Sei das dificuldades enfrentadas pelos prefeitos brasileiros e, por isso, tenho lutado nos ministérios e diversos órgãos federais levando as demandas das prefeituras que chegam até nós”, ressalta Rose.
Prefeitos do ES participaram nesta terça-feira, 15, do lançamento do programa ‘Brasil Carinhoso’, do governo federal. A ação governamental visa retirar da miséria extrema crianças de zero a seis anos, com o reforço na renda de dois milhões de famílias no país.
Alguns desses prefeitos assinaram convênios com o programa para ampliar o Bolsa Família e aumentar o número de creches e cobertura de saúde para a primeira infância.
Com informações da assessoria da deputada Rose de Freitas | Foto: Ailton de Freitas
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Governador Casagrande quer reforçar sigilo de ‘caixa-preta’ sobre isenções fiscais

No momento em que a polêmica sobre a “caixa-preta” das isenções fiscais concedidas nos últimos 10 anos pelo governo do Estado foi denunciada à Polícia Federal, o governador Renato Casagrande quer ampliar a restrição ao acesso a este tipo de informações. Nessa segunda-feira (14), o socialista enviou para a Assembleia Legislativa uma proposta que revoga o dispositivo na Constituição Estadual que determina a identificação das empresas beneficiadas e dos valores das renúncias fiscais.

No texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 05/2012), o governador afirma que o Estado cumpre a obrigatoriedade prevista também na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com isso, não haveria a necessidade da manutenção do Artigo nº 145, da Constituição local, que dá prazo de até 180 dias para que os chefes dos Executivos Estadual e Municipais prestem conta dos benefícios fiscais concedidos.

A proposta de Casagrande vai ao encontro da restrição de informações sobre os incentivos, como ocorreu durante o governo Paulo Hartung (PMDB) entre os anos de 2003/2010. Apesar de a LRF obrigar a publicação, o ex-governador nunca publicou as informações relativas às isenções fiscais. Assim como se negava a prestar informações até mesmo a Assembleia Legislativa sobre os incentivos.

O peemedebista só foi “obrigado” a incluir as informações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apenas durante o julgamento das contas do último ano de governo em voto do atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sebastião Carlos Ranna. Entretanto, a recomendação foi atendida apenas durante o governo Casagrande que indicou que as renúncias devem chegar a R$ 2,5 bilhões até 2014.

De acordo com o texto da LDO, o governo do Estado vai abrir mão de arrecadar R$ 813,5 milhões até o final deste ano, porém, não é feita menção às beneficiárias – como indica o dispositivo constitucional que Casagrande pretende revogar. A Lei de Diretrizes prevê apenas os setores beneficiados, como o Atacadista (que deve acumular isenções de 603,5 milhões), Metalmecânica (R$ 105,89 milhões) Alimentação (R$ 63,98 milhões), Material Plástico (R$ 19,02 milhões), Móveis (R$ 18,297 milhões) e Vestuário (R$ 2,82 milhões).

A falta de transparência na concessão de benefícios fiscais durante o governo Hartung foi denunciada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, nos autos da “Operação Lee Oswald”. O magistrado determinou à Secretaria de Fazenda (Sefaz) que preste informação sobre os incentivos deferidos. O caso também foi denunciado à Polícia Federal.

De acordo com a denúncia transcrita por Pedro Valls, o governo capixaba concedeu 560 benefícios entre 2007 e 2010, fato que contribuiu até mesmo para a queda na arrecadação fiscal, comprovada por dados oficiais do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Nerter Samora | Foto capa: Arquivo SD
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Resistência de Iriny surte efeito e direção do PT perde controle
Diante da deliberação da Executiva Nacional do PT de restringir as alianças do partido nos Estados com DEM, PSDB e PPS, aliado à resistência da pré-candidata a prefeita de Vitória do partido, deputada Iriny Lopes, o grupo do prefeito João Coser, que defende um recuo na candidatura, mudou de estratégia. Agora, o presidente do PT estadual, José Roberto Dudé, quer emplacar a pecha de arrogância na insistência na disputa.

Essa estratégia não deve, porém, mudar a situação, já que a Nacional do partido não aceita essa defesa da chamada geopolítica no Estado e deve sim ingerir em favor da candidatura da deputada. Mesmo tendo maioria no diretório municipal, o grupo do prefeito, vai ter muita dificuldade em efetivar o golpe na decisão da militância.

Com esse impedimento, o grupo que apoia o recuo da candidatura em favor do palanque de consenso em torno do ex-governador Paulo Hartung, vai ter que recuar. Para Hartung, a situação é complicada, já que se entrar na eleição vai ter que enfrentar a deputada Iriny Lopes, que não tem o mesmo perfil dos demais nomes colocados na disputa, como Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e Luciano Rezende (PPS), que não entrariam em rota de colisão com Hartung durante o pleito.

Hartung tentou primeiramente fazer um acordo tirando todos os candidatos em favor de uma candidatura única. Como demorou muito a se definir pela candidatura – ele ainda não assumiu a entrada na disputa – essa manobra ficou impossibilitada. A partir daí, o ex-governador buscou a retirada de seus aliados para fortalecer um palanque contra Iriny. Mas diante do surgimento de denúncias de irregularidades em seu governo, o embate com Iriny foi descartado por Hartung, que passou a pressionar o PT para que retire a candidatura da deputada.

A manobra até a semana passada parecia iminente, mas diante da entrada da Executiva Nacional no jogo, defendendo o nome da parlamentar, a situação se reverteu. A militância do PT apoia a candidatura própria, que foi definida no ano passado.

O diretório municipal é quem dá a última palavra sobre as eleições deste ano, mas em cidades em que o PT governa, capitais e cidades com mais de 150 mil habitantes, a decisão precisa ser abonada pela Nacional. Como Vitória se encaixa nas três categorias, dificilmente o diretório municipal conseguirá fazer qualquer manobra sem o aval da Nacional. Pesa ainda o fato de Vitória não figurar entre as cidades que integram o mapa político de negociações do PT com o PMDB.
Renata Oliveira | Foto capa: Nerter Samora
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Conjuntura na Serra não deve alterar disputa dura entre Vidigal e Audifax
Apesar da busca de melhor posicionamento das lideranças políticas da Serra e do interesse do governador Renato Casagrande (PSB) e do ex-governador Paulo Hartung na disputa da Serra, a eleição não deve ter alteração no cenário esperado.

Isso porque a expectativa da população é de um embate entre o prefeito Sérgio Vidigal (PDT), que tem a máquina e busca a reeleição, e o prestígio do deputado federal Audifax Barcelos (PSB). Como a situação política é rivalizada, os fatores externos não vão influir na disputa no município.

Nesse sentido, os grupos políticos fazem suas apostas escolhendo os lados que consideram mais vantajosos. O secretário de Esportes do Estado Vandinho Leite (PR) tem um grande capital político no município, mas sem condições de suplantar a polarização no município, acatou ao acordo do seu partido com o PSB de Audifax Barcelos, reforçando o palanque socialista.

Vidigal conseguiu reunir o PTB, PPS e DEM para reforçar seu palanque. Resta saber se o deputado estadual Roberto Carlos vai até o fim com a disputa. Ele sempre foi aliado de Vidigal e a saída do PT do palanque é uma perda para o prefeito. Roberto Carlos, assim como Vandinho, não tem, segundo os meios políticos locais, condições de mudar o cenário polarizado.

A disputa, porém, vai lustrar seu capital. O deputado tem um contingente de cerca de 15 mil votos. Mas outro grupo vem chamando a atenção das duas frentes já polarizadas. Este grupo está sendo conduzido pelo ex-deputado estadual Luiz Carlos Moreira (PMDB), que vem agrupando PHS, PSL e PCdoB em um bloquinho, que pretende arrastar 30 mil votos, conseguindo o cacife necessário para entrar no jogo.

Para os observadores, o candidato do novato PSD, o promotor Saint’Clair Nascimento, apesar de ter uma imagem positiva no eleitorado, não agrega ainda uma base significativa para balançar a disputa. Outro que atua nesse campo, o psolista professor Renato Almeida, esbarra no problema da estrutura para disputar.
Com o respaldo do bom desempenho na disputa ao Senado em 2010, ele pode conseguir um crescimento para disputas futuras. Outro nome que tem capital no município é o ex-deputado  Wanildo Sarnaglia (PTdoB), mas ele é o tipo de liderança que apesar de agregar muitos votos, não transfere, portanto deve ele mesmo disputar a eleição. Com um capital estimado entre 10 e 15 mil votos também não ameaça a polarização entre Vidigal e Audifax. Renata Oliveira | Foto capa: Arquivo SD 
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 Sob intervenção, PHS tenta crescer na eleição e apagar incêndios internos
Desde novembro do ano passado, a Executiva Nacional do PHS determinou intervenção federal em vários estados brasileiros, incluindo o Espírito Santo. Desde então, o diretório estadual vem tentando contornar a enorme insatisfação de muitos presidentes de diretórios municipais no Estado.

Sob a justificativa de que o partido enfrenta problemas financeiros e que sofre com a falta de espaço político, a ideia é criar condições de arrecadar recursos para o partido e buscar alianças que garantam o crescimento político.

A solução encontrada pela nacional no Estado foi aliar-se ao ex-deputado estadual Luiz Carlos Moreira, que vem coordenando as articulações do partido no Estado. Esse é um dos pontos que gera reclamação dos diretórios municipais. Muitos presidentes estão sendo retirados do comando das siglas e substituídos por aliados de Moreira.

Outra reclamação é quanto à cobrança pelo curso de formação política. Embora legalmente não haja impedimento para a venda, os presidentes das municipais alegam que nunca cobraram para que os candidatos disputem. Em alguns estados, o DVD com o curso chega a custar R$ 25 mil.

Para muitos filiados, a ação do PHS causa revolta porque aconteceu depois do período de desfiliação partidária, em outubro do ano passado. Por isso, quem está no partido e pretende disputar a eleição terá que aceitar as condições, já que não pode, pela lei, trocar de partido.

Apesar dos incêndios internos, o partido tem uma expectativa positiva para a eleição deste ano. Serão 500 candidatos a vereador e oito a prefeito. Um salto se comparado a 2008, quando o partido conseguiu eleger apenas sete dos seus 200 candidatos proporcionais.

Entre as prefeituras que o partido tem interesse em disputar estão Ponto Belo, com o vereador Eduardinho do Avestruz; Guarapari, com Beth Haddad; Conceição da Barra, com o vereador Zequinha Fernandes e em Muqui, com o vereador Claudiomar Barbosa. Via SD
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João Coser critica a presidenta, e Dilma é vaiada por prefeitos ao falar de royalties do petróleo.
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff passou cerca de 35 minutos ouvindo cobranças de prefeitos na abertura da Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios, na manhã desta terça-feira. Ao encerrar seu discurso, a presidente foi vaiada pelos prefeitos, que não gostaram de sua resposta sobre a distribuição dos royalties do petróleo.
- Não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem de hoje pra frente – disse a presidente ao responder aos gritos dos prefeitos que cobravam uma manifestação sobre a distribuição dos royalties.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a proposta que distribuía esses recursos entre todos os estados e municípios, sem distinção entre produtores e não produtores. Tramita no Congresso uma nova proposta, que já passou pelo Senado e está na Câmara.
As críticas foram verbalizadas pelos presidentes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e pela Frente Nacional de Prefeitos, João Coser, ambos filiados aos dois principais partidos da base aliada, PMDB e PT.
Eles reclamaram desde o piso salarial dos professores, passando pelo fim dos lixões até 2014, e chegando ao programa de construção de creches, a menina dos olhos da presidente Dilma. Os dois disseram que, com o repasse de tanta obrigações para as prefeituras, os prefeitos correm o risco de deixar o cargo com vários processos de improbidade administrativa, por não conseguirem cumprir as determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
- Temos dois caminhos tristes: descumprir a Lei de Responsabilidade e desorganizar as finanças do municípios - disse Ziulkoski.
A presidente prometeu apoio da Secretaria de Relações Institucionais para que eles não sejam injustamente enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Ziulkoski disse à presidente que cerca de 4 mil prefeitos poderão ser pegos pela lei, não porque cometeram atos de corrupção, mas porque não conseguiram se enquadrar na LRF.
- Não podemos colocar inocentes na barra da Ficha Limpa. Temos de impedir que prefeitos inocentes sejam classificados como ficha suja, sendo ficha limpa. Isso tem o meu repúdio. O governo vai ser parceiro para separar o joio do trigo – disse a presidente.
Pegando a principal promessa de campanha da presidente, a construção de 6 mil creches até 2014, Ziulkoski disse ainda que as prefeituras recebem R$ 260 por criança do governo federal, mas o custo de manutenção nas creches chega a R$ 600 por aluno. Para ele, seria melhor que os municípios construíssem as creches, e o governo fosse responsável pela manutenção.
Dilma garantiu que o governo não deixará faltar dinheiro para a manutenção nas creches das criança mais pobres.
- O meu governo fará o possível e o impossível, com custeio e financiamento, para que a parte mais pobre das crianças esteja nas creches. Não pouparemos recursos. Não mediremos esforços com as creches – disse a presidente, que ontem lançou um programa voltado para crianças extremamente pobres, de zero a seis anos, o Brasil Carinhoso.
A presidente prometeu ainda fornecer uma retroescavadeira para os municípios de até 50 mil habitantes, o que beneficiará 3.591 cidades. O governo federal, segundo Dilma, também destinará 1.330 motoniveladoras para essa mesma faixa de municípios. Vai ainda financiar a pavimentação de ruas e a construção de rede de água e esgoto, um investimento de R$ 5 bilhões. Ao anunciar essas medidas Dilma foi aplaudida.
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Prefeitos capixabas participam ao lado de Dilma do lançamento do "Brasil Carinhoso"

Prefeitos do ES participaram nesta segunda-feira do lançamento do programa do governo federal "Brasil Carinhoso", destinado a retirar da miséria extrema crianças de zero a seis anos, com o reforço na renda de dois milhões de famílias no país.

O prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, assinou convênios para o programa, que vai ampliar o Bolsa Família e aumentar o número de creches e cobertura de saúde para a primeira infância.

Segundo uma das frentes do programa, anunciado por Dilma no último domingo, Dia das Mães, para famílias com crianças de 0 a 6 anos e 11 meses e que possuam renda familiar inferior a R$ 70 por integrante, o governo fará um pagamento adicional ao benefício do Bolsa Família até o limite de R$ 70 por pessoa.

A medida vai beneficiar, inicialmente, mais de 2 milhões de famílias, que receberão, em média, R$ 80, e 2,7 milhões de crianças. Os recursos começam a ser pagos em junho deste ano no cartão do Bolsa Família.

A ampliação do Bolsa Família terá impacto imediato de 40% na redução da miséria (considerando os valores repassados a todas as faixas etárias) e de 62% entre as crianças de 0 e 6 anos, acrescentou o ministério. O investimento será de R$ 10 bilhões até 2014.

A segunda frente do programa é aumentar a oferta de creche a essas crianças, e a terceira, ampliar a cobertura de saúde, incluindo controle de anemia, suplemento de vitamina A e vacinas.
Com informações do Planalto
Foto: R.Stuckert | fonte www.agenciacongresso.com.br
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Prefeitos querem royalties do petróleo e verba para saúde
 
A CNM (Confederação Nacional de Municípios) reúne a partir desta terça-feira em Brasília cerca de três mil pessoas para a XV Marcha de Prefeitos.

Entre as reivindicações, o grupo defende a redistribuição dos royalties de petróleo e emenda 29 (recursos para saúde). Eles denunciam também a crise financeira dos municípios.

A marcha ocorre em diversos pontos da capital até a próxima quinta-feira. Em entrevista coletiva na segunda-feira, na Câmara, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que as prefeituras enfrentam uma grave situação de endividamento.

Para revertê-la, os prefeitos vão pressionar o Congresso para concluir a votação do projeto de lei (PL 2565/11) que redistribui os royalties do petróleo.

Ele apelam ainda para que o governo federal honre os pagamentos de convênios acertados com as prefeituras.

Na avaliação de Ziulkoski, a conclusão da votação da redistribuição dos royalties é uma questão já consagrada.

“Há três ou quatro anos, houve a palavra do presidente da Câmara de colocar em votação, e não foi concluída ainda. Então, vamos trabalhar forte para que isso venha a ocorrer e vamos trabalhar junto à Presidência da República para desembolsar os restos a pagar."

Entre ouros problemas apontados por Ziulkoski está o impacto no orçamento das prefeituras como o que chamou de "proliferação dos pisos salariais".

Ele lembrou que na fila de propostas que tramitam atualmente no Congresso está a que estabelece um piso para enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, parteiros e outras profissões.

Caso o projeto seja aprovado, o impacto anual estimado pela entidade para os municípios é de R$ 21 bilhões. informações da Agência Câmara
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"Estragos causados pelas chuvas são consequência de erros humanos"
 
Para o deputado capixaba Paulo Foletto (PSB) os estragos causados pelas chuvas no ES são consequência da falta de planejamento na construção de bairros e estradas no estado.

"Os problemas causados pelas chuvas no estado não são novidade. São consequência de erro dos homens, fazendo migração desordenada, abrem loteamentos sem nenhum planejamento, no final a população paga por isso", afirmou.

Foletto diz que o governo fará novos investimentos na área de mobilidade urbana para evitar as inundações dos bairros.

"O governo ontem já anunciou investimentos para melhorar mobilidade, Vila Velha é um problema, Cariacica outro. Mas a bancada deve se reunir para tratar do assunto", acrescentrou.

Uma frente fria provocou muita chuva na noite de domingo e madrugada de segunda-feira em Vitória (ES).

A bancada federal do ES não conseguiu embarcar por causa do mau tempo desta segunda-feira e somente neste terça parte dos parlamentares conseguiu chegar em Brasília.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a quantidade de precipitação anotada foi a maior deste ano na capital capixaba, superando os 107,8 mm que ocorreram entre os dias 5 e 6 de janeiro.

Desde a madrugada de domingo a cidade sofre com enchentes e enxurradas. Na noite de segunda-feira a chuva forte deu uma trégua, mas, em Vila Velha, várias ruas ainda estavam alagadas e algumas até pareciam um rio.

As áreas de instabilidade desta frente fria ainda vão provocar mais chuva no Espírito Santo no decorrer desta semana. A chuva diminui a partir desta terça-feira, mas só de quinta-feira em diante são esperados períodos com sol e elevação da temperatura.

As chuvas atingiram principalmente a região da Grande Vitória, Guarapari e Alfredo Chaves.

Até as 16h, foram atendidas 124 ocorrências entre quedas de muros, desmoronamentos de residências, deslizamentos, quedas de árvores e galhos em vias públicas na Grande Vitória. Nos demais municípios, foram informadas 71 ocorrências.

Com informações do Terra
Foto: Futura Press / Os ventos fortes que acompanharam a chuva danificaram estruturas metálicas em Vitória. informações da Agência Câmara
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Comissão do Senado aprova aposentadoria especial para garis
Texto inclui trabalho na limpeza urbana como atividade insalubre.
Antes de virar lei, proposta ainda precisa ser aprovada na Câmara.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (15) projeto de lei que qualifica o trabalho de limpeza urbana como insalubre e garante aposentadoria especial aos funcionários da limpeza, asseio, conservação e coleta de lixo após 25 anos de serviço.
O projeto foi aprovado pela comissão em caráter terminativo (sem necessidade de passar pelo plenário) e agora segue para a Câmara dos Deputados.

O senador João Ribeiro (PR-TO), relator do projeto, define no relatório que “o trabalho em contato permanente com o lixo urbano (coleta, varredura de ruas e industrialização) apresenta características de insalubridade, pois é uma atividade que, por suas condições ou métodos de trabalho, expõe os empregados a agentes nocivos à saúde”.

O adicional de insalubridade será concedido de acordo com avaliação, que será classificada em graus máximo, médio e mínimo - que varia de acordo com o tipo de coleta de lixo. Ainda para que a aposentadoria especial seja concedida, o trabalhador deverá comprovar tempo de trabalho, exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou integridade física durante período de 25 anos.

O relator ainda afirmou no documento que as condições de trabalho para pessoas que trabalham em limpeza de residências, escritórios e coleta de lixo nestes locais não terão direito ao adicional de insalubridade, pois as condições de trabalho são diferentes às da limpeza urbana.
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BALANCE CAPIXABA 14/05/2012

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BALANCE CAPIXABA 14/05/2012 
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Estratégia de deputado é esvaziar acusações atribuindo denúncias a questões políticas

A tomada de depoimento da funcionária pública de Pinheiros, Débora Cardoso Silva, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência Contra a Mulher, na última sexta-feira (11), demonstra que a denúncia merece profunda investigação e que não se trata de fato político, que vem alegando correligionários ligados ao deputado que deve disputar a eleição a prefeito do município.

Débora denunciou o deputado estadual Gildevan Fernandes (PV) por assédio sexual, fato que teria ocorrido em 2011, ao Ministério Público do Estado (MPES). Assim como na maioria dos casos de denúncias de abusos, a tentativa de desqualificar a denúncia da suposta vítima aconteceu neste caso, tentando creditá-la um fato político.

No caso de Débora, no entanto, a denúncia foi levada à frente, tanto no MPES, que já concluiu a denúncia, quanto na CPMI da Violência Contra a Mulher, que já pediu urgência na apuração do caso. A imprensa corporativa, que esteve presente na audiência pública da CPMI na última sexta-feira (11) não repercutiu a denúncia, levada à tribuna pela representante do Fórum Estadual de Mulheres, Edna Martins, que foi ovacionada pelo Plenário lotado após relatar a denúncia de Débora. Ainda assim, a grave denúncia foi ignorada.

A audiência realizada na última sexta-feira é de extrema importância para o avanço nas políticas públicas de prevenção e punição à violência contra a mulher e reuniu representantes de todas as esferas do poder. O relato da denúncia contra o parlamentar em Plenário, somado ao pedido de providências urgentes da relatora da CPMI, a senadora Ana Rita Esgário (PT-ES) e ainda à tomada de depoimento de Débora legitimam a denúncia e contribuem para combater a tentativa de esvaziamento do caso. A própria vítima afirmou que o deputado vem procurando dar conotação política às denúnicas.

Além da denúncia de Débora, o parlamentar já foi denunciado por outras duas mulheres no MPES. As vítimas, segundo confirmou o MPES, estão sob proteção policial. Uma delas, inclusive, é parente do deputado.

Denúncia

A funcionária pública contou na denúncia ao MPES que, quando voltava de Boa Esperança (norte do Estado) para Pinheiros o deputado começou a lhe fazer perguntas maliciosas. Ela havia passado por uma cirurgia de lipoaspiração há 15 dias e, por recomendação médica, usava uma cinta abdominal, acessório que, segundo a vítima, pode ter ajudado a evitar a consumação do estupro.

Débora contou ainda que o deputado perguntou sobre a cirurgia e ela respondeu que já havia sido liberada pelo médico para trabalhar. Ele, então disse que não queria saber sobre o trabalho e, segundo a vítima, queria saber se ela poderia fazer sexo. Em seguida, de acordo com o depoimento de Débora, o deputado passou a se declarar, eroticamente, para vítima. Já nas proximidades de Pinheiros, Gildevan teria parado o carro e pediu à vítima que fizesse uma massagem no seu pênis. O deputado teria pegado na mão de Débora bruscamente e a colocando no seu órgão genital.

Débora é filha do pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros frequentada pelo deputado e pela família dele. Além disso, é funcionária pública concursada da prefeitura do município. Quando denunciou o deputado, o procurador do caso, Josemar Moreira, chegou a lhe oferecer proteção policial, que foi recusada pela vítima. As outras duas estão sob proteção e uma delas, inclusive, é parente de Gildevan Fernandes.  Lívia Francez | Foto capa: Gustavo Louzada | SD
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Ministério Público e TCE fecham cerco para blindar casos de corrupção no governo Hartung
Quase um mês após a revelação de indícios de corrupção no governo Paulo Hartung (PMDB), expostas na decisão do desembargador Pedro Valls Feu Rosa na “Operação Lee Oswald”, as suspeitas de irregularidades passam à margem das instituições que deveriam apurá-las. Caminhando no sentido contrário das denúncias, as cúpulas do Ministério Público Estadual (MPES) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão fechando o cerco para blindar as suspeitas em torno do nome do ex-governador. A inércia é criticada por setores da sociedade civil que reivindicam uma “apuração isenta”.

Na decisão com 201 páginas que determinou a prisão dos 28 envolvidos em fraudes na prefeitura de Presidente Kennedy, Feu Rosa – que ocupa a presidência do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) – levantou semelhanças entre o esquema desbaratado no município e indícios de corrupção durante a administração de Paulo Hartung, citado nominalmente em vários trechos do documento.

Nos meios políticos, o cerco às avessas do Ministério Público e do TCE em relação às denúncias tem o objetivo de esvaziar a decisão do desembargador Pedro Valls, relator da ação penal que mobilizou a operação policial. Pedro Valls transcreveu denúncias que dão conta de, pelo menos, cinco episódios envolvendo o ex-governador em suspeitas de corrupção.

De acordo com o informe transcrito pelo presidente do TJES, a Ferrous Resources teria sido beneficiada com isenções fiscais como uma forma de “moeda de troca” pela compra de terrenos com a intermediação de parceiros e do atual sócio do ex-governador, o ex-secretário de Fazenda, José Teófilo de Oliveira, também em Kennedy. Documentos confirmam que a operação ocorreu às vésperas da assinatura do protocolo de intenções do negócio, o que poderia se caracterizar como a utilização de informação privilegiada.

Apesar das denúncias terem sido remetidas para a Polícia Federal, cujo envio de uma força-tarefa ao Estado chegou a ser solicitado pelo magistrado, o MPES fez pouco caso das negociatas que movimentarem cerca de R$ 120 milhões em pouco menos de 90 dias. Pelo contrário, o novo procurador-geral de Justiça capixaba, Eder Pontes da Silva, veio a público para esclarecer que a instituição não está realizando nenhuma apuração sobre o caso.

Em entrevista à coluna da jornalista Andréia Lopes, editora de política do jornal A Gazeta, Eder Pontes trata as fraudes em prefeituras como o “novo crime organizado”, porém, ignora não só as suspeições em torno das negociatas em Kennedy – que provocaram o inusitado pedido de Teófilo para que fosse investigado pelo MPES –, mas também dos outros quatro pontos da denúncia de Pedro Valls.

A postura do chefe do Ministério Público não é diferente do que ocorre no TCE, principal órgão de controle do Estado. Em função das denúncias, o plenário do Tribunal abriu na última semana uma auditoria para apurar as dispensas de licitação na construção de Centro de Detenção Provisória (CDPs) que chegaram a quase meio bilhão de reais no governo passado e só.

Mesmo com a menção especial ao sistema prisional na decisão de Pedro Valls, as fraudes contratos de ressocialização do Instituto de Atendimento Sócio Educativo do Espírito Santo (Iases), por exemplo, não entraram no bojo das apurações do órgão de contas.

A única representação feita neste sentido foi apresentada na última quinta-feira (10) pela Associação de Mães e Familiares de Vítimas da Violência (Amafavv) que pediu investigações na Corregedoria da Assembleia Legislativa sobre a conduta do deputado Josias Da Vitória (PDT), também citado na denúncia, em relação às suspeitas de ligação com a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis).

Sobre o pedido de investigações da concessão dos benefícios fiscais durante o governo passado, a cúpula do Tribunal de Contas não movimentou o expediente. A única manifestação foi do próprio desembargador que determinou à Secretaria de Fazenda (Sefaz) a remessa de documentação sobre o que considerou fatos de natureza gravíssima.

Pedro Valls cita a estimativa de 560 benefícios concedidos apenas entre 2007 e 2010, fato que contribuiu até mesmo para a queda na arrecadação fiscal, comprovada por dados oficiais do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A única situação levantada pelo desembargador que não foi alcançada foi a suspeita de beneficiamento da empresa Estrutural Construtora e Incorporadora Ltda, de propriedade de Braulino Gomes da Silveira, primo do ex-governador. Consta na denúncia transcrita pelo presidente do TJES que a empresa teria faturado cerca de R$ 100 milhões em obras nos últimos anos.

Em função da omissão dos órgãos de fiscalização, o Fórum Estadual em Defesa do Interesse Público (Fedip), que reúne onze entidades civis do Estado, está convocando a população para um ato público na próxima quinta-feira (17). Com o lema “Vamos dizer não à corrupção e o sim para a vinda da força tarefa”, os manifestantes vão se reunir em frente à sede do Tribunal de Contas, a partir das 10 horas.

No folder do ato público, o fórum informa a gravidade das denúncias relacionadas ao ex-governador no qual podem provocar um “efeito dominó que mostrará o crime organizado continua em plena atividade”. O movimento faz três exigências: o apoio aos encaminhamentos propostos pelo desembargador Pedro Valls, uma apuração isenta dos fatos denunciados e a “cobertura midiática transparente”. Nerter Samora
Foto capa: Arquivo SD

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Assembléia discute mobilidade urbana na Grande Vitória

Para deputado, governo deve investir em transportes públicos de qualidade.
Frota de veículos no estado cresceu 130% no estado, segundo Detran-ES.
O governo do Espírito Santo realiza uma audiência pública para discutir ações para melhorar a mobilidade urbana na Grande Vitória. Os estudos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) revelam que, em 10 anos, a frota de veículos no estado cresceu 130%. Para o deputado estadual Luciano Rezende, apenas com transportes públicos de qualidade, o capixaba vai deixar o carro em casa.
Luciano Rezende também defendeu uma ação integrada entre governo e municípios com iniciativas públicas eficientes. "É muito importante que haja um incentivo para o cidadão usar os ônibus. Não adianta pedir para deixar o veículo em casa se não há outras alternativas", defendeu o deputado estadual.
A criação de um corredor exclusivo para ônibus, uma quarta ponte entre Vitória e Cariacica, a reimplantação do sistema de transporte aquaviário, e investimentos em ciclovias, são algumas das propostas defendidas por Rezende. "Somente com ações e investimentos a longo prazo a problema do trânsito caótico na região metropolitana vai melhorar", afirmou Luciano Rezende.
Para o parlamentar, o corredor exclusivo para ônibus é um alternativa eficiente, barata e que dá resultados. "É preciso pensar primeiro no transporte coletivo como uma forma de transportar mais pessoas e utilizar menos vias. O carro leva um número menor de pessoas e utiliza mais os espaços das vias", argumentou o deputado.
Serviço: Discussão pública sobre mobilidade urbana
Quando: quarta-feira (16)
Onde: Assembleia Legislativa
Horário: 19h


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Serra: união entre PR-PSB coloca Vandinho no palanque de Audifax

Estaria em fase de acerto os últimos detalhes da costura entre PSB e PR para alianças na Grande Vitória, sobretudo, em Vila Velha e Serra. Para o PR, a prioridade é a reeleição do prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga, que estaria próximo a fechar acordo para que o PSB indique a vice em sua chapa.

Já na Serra, a parceria entre os dois partidos pode definir a dura eleição que está sendo desenhada no município entre o prefeito Sérgio Vidigal (PDT) e o deputado federal Audifax Barcelos (PSB). O PR, que sempre foi aliado de Vidigal, estaria costurando os últimos detalhes com o palanque socialista.

Vandinho vinha construindo uma candidatura própria a prefeito do município. Ele é apontado como a terceira força política do município, depois do prefeito e do deputado federal. A compensação para a saída da disputa seria o apoio à Vandinho em 2014 para a Câmara dos Deputados. Audifax foi o deputado federal mais bem votado em 2010 e pode garantir a entrada do republicano na bancada federal repassando seu capital.

Como a disputa será acirrada entre Vidigal e Audifax, com uma vantagem para o prefeito, a ida de Vandinho para o palanque socialista pode definir o pleito.

A aliança PR-PSB colocaria em lados opostos no município da Serra o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung. Enquanto o primeiro vai apoiar seu correligionário, Audifax Barcelos, o segundo deve subir no palanque do aliado Vidigal.

Essa costura deve mudar o cenário completamente na Serra, fazendo com que os demais candidatos também se movimentem. Além de Vidigal e Audifax, estão cotados para disputar a eleição o deputado estadual Roberto Carlos (PT), Sant’Clair Nascimento (PSD), o ex-deputado Wanildo Sarnaglia (PTdoB) e o professor universitário Renato Almeida (Psol). Renata Oliveira | Foto capa: Nerter Samora

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Partidos se mantêm na disputa em Vitória e consenso fica mais distante
Apesar da pressão para a construção do palanque de consenso em torno do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), em Vitória, os partidos resistem e a disputa deve ficar pulverizada. Com o eleitorado dividido, a disputa deve se acirrar e ser decidida em segundo turno. A proximidade do período das convenções dificulta ainda mais a limpeza do campo para uma disputa sem disputa e uma vitória expressiva para o ex-governador.

Na última semana, as mudanças do cenário em Vitória desmontaram a chamada geopolítica, arquitetada por Hartung. A primeira movimentação veio do PPS, com a declaração do presidente Nacional do partido, Roberto Freire (SP), mostrando-se contrário ao palanque único em torno de Hartung.

Com isso, a candidatura do deputado estadual Luciano Rezende está mantida em Vitória. Como o PPS não tem conseguido um acordo com o aliado histórico PSDB, tudo indica que os dois partidos só devem se unir e um possível segundo turno.

Já o PSDB se movimenta para fazer uma chapa puro sangue em Vitória, tendo o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas na cabeça de chapa e o deputado federal Cesar Colnago, presidente do partido, na vice. Outro movimento do PSDB é a costura de uma candidatura casada em Vitória e Vila Velha, onde o partido disputa com chances a prefeitura, com o ex-preito Max Filho.

Mas a principal preocupação do ex-governador continua sendo o PT. O partido já começa a dar sinais de que o recuo na candidatura da deputada federal Iriny Lopes não vai ser fácil, já que a Nacional do partido saiu em defesa da candidatura própria na Capital.

Diante da resistência da deputada federal Iriny Lopes, que deu uma demonstração de força, reunindo a militância para uma plenária na última quinta-feira, o grupo do ex-governador já estuda uma alternativa, com a possibilidade de oferecer a vice ao PSB.

O fato é que, com o campo pulverizado, a disputa para Hartung se torna complicada. Embora ele seja um nome bastante competitivo, com a manutenção de três candidaturas fortes no páreo, a eleição fica indefinida. Além disso, a vitória, se ocorrer, deve ser por um placar apertado e não com uma vantagem confortável, como está acostumado o ex-governador.

Recado à militância petista

Em sua página no Facebook, a pré-candidata do PT à prefeitura de Vitória, Iriny Lopes agradeceu a presença na militância na plenária realizada na última quinta-feira (10), no clube Anchietinha, em Jucutuquara.

Ela aproveitou para mandar uma mensagem à militância do partido contra a manobra que tenta tirá-la da disputa deste ano. A deputada federal destacou a presença dos filiados que prestigiaram o evento. Alguns membros do partido, em especial os que defendem o recuo na candidatura em favor do palanque do ex-governador Paulo Hartung, não compareceram à plenária.

“Ali, naquele palco, cercado pelo carinho e pela energia de tantos corações militantes, disse que não aceito imposições e que estou decidida a me submeter aos delegados do partido. Estou pronta para o debate, e dessa posição não recuo por nada”, afirmou a deputada.

A deputada lembrou, em sua declaração, que se o que está em jogo para os moradores de Vitória é o futuro da cidade, o PT tem ainda mais a perder se o partido se submeter às decisões tomadas em gabinetes - referindo-se à manobra para criar um palanque de consenso em torno de Hartung

“Nossa história é de luta: contra o autoritarismo, contra a exclusão, contra o coronelismo que se veste de modernidade para manter velhas práticas de dominação. Nossa história é de resistência aos desmandos, aos preconceitos, à tentativa de colocar o conjunto da sociedade a serviço de alguns privilegiados”, afirmou a deputada em sua página. Renata Oliveira | Foto capa: Arquivo SD
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Lee Oswald: Justiça determina quebra sigilo fiscal de prefeito e procurador de Kennedy

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) determinou a quebra do sigilo fiscal do prefeito Reginaldo Quinta e do procurador-geral Constâncio Borges Brandão durante as investigações de fraudes em Presidente Kennedy. De acordo com o inquérito da “Operação Lee Oswald”, obtido com exclusividade pela reportagem de Século Diário, os peritos da Polícia Federal flagraram uma grande movimentação financeira nas contas da dupla acusada de chefiar o esquema criminoso.

Segundo o relatório da PF, foi analisada a movimentação financeira de quatro contas correntes – uma em nome do prefeito e três em nome do procurador-geral. Entre março de 2009 e janeiro de 2012, a dupla movimentou R$ 416 mil em depósitos, sendo que este número não inclui os proventos de Quinta e Constâncio na prefeitura e negócios particulares.

No documento, o perito da PF conclui que as movimentações não encontram fundamento se comparado com as rendas declaradas, uma vez que se trata de lançamentos sem origem determinada. "Outro fato que chama é o volume de depósitos em espécie realizados em ambas as contas correntes, sem que fosse encontrado motivo plausível para estas movimentações", narra um dos trechos do relatório.

Na conta do prefeito, a investigação apontou para um alto volume de depósitos em dinheiro. No período apurado, foram detectados 40 depósitos que totalizam R$ 74,7 mil. Entretanto, o fato que mais chamou atenção dos peritos da PF foi uma transferência eletrônica em nome de Leci Quinta, para a conta do prefeito, no valor de R$ 60 mil, em janeiro de 2009.

No cruzamento dos dados da depositante [cujo parentesco com o prefeito não foi identificado] na Receita Federal, Leci auferiu naquele ano R$ 35,6 mil com os proventos recebidos da La Bourbon Cabeleireiros Ltda, única fonte pagadora registrada.

Nas contas de Constâncio foi observado uma movimentação financeira ainda mais intensa e o mesmo perfil de depósitos não identificados. O relatório da PF indica que a conta do Banestes recebeu R$ 114,8 mil, enquanto a conta no Banco do Brasil teve depósitos na ordem de R$ 155,7 mil no período apurado.

Apenas na conta do BB, o procurador-geral teria recebido 26 lançamentos a crédito que totalizaram R$ 125,2 mil em um período mais curto – entre janeiro de 2009 e novembro de 2011. O relatório da PF faz uma ressalva neste item, já que o perito responsável pela análise do sigilo fiscal de Constâncio não incluiu os valores depositados em cheque. Na mesma conta foram registrados 10 depósitos em cheque, totalizando R$ 30,5 mil.

Situação parecida com a registrada na conta corrente de Constâncio no banco estatal capixaba. Nela, os peritos da PF destacaram que R$ 51,1 mil do total dos lançamentos (R$ 114,8 mil) foram oriundos de depósitos em cheque. Constam nos autos da operação, os depoimentos de testemunhas ligadas ao procurador-geral que indicam que Constâncio se reunia com a contadora do município [a reportagem apurou que a referida servidora tratava-se de uma ex-assessora de Constâncio que atuava na área de Tributação]  e recebia cheques ou dinheiro em espécie, para que depositasse nas contas do Banestes e do Banco do Brasil.

De acordo com o depoimento de Ronald Nunes de Souza, ex-servidor da prefeitura de Kennedy que atuava como uma espécie de “motorista e segurança” do procurador, os depósitos variavam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, supostamente oriundos da atividade criminosa do bando. Nos autos, a testemunha entregou uma mídia (DVD) com a cópia dos cheques e ainda faz menção a ameaças que estaria sofrendo por parte do antigo patrão.

Além do alto volume de depósitos em dinheiro e cheque nas contas de Quinta e Constâncio, o procurador-geral do município teria sido “presenteado” com um carro de luxo pelo empresário Aldo Martins Prudêncio – dono da Impacto Máquinas, empresa denunciado pelo envolvimento nas fraudes desde a deflagração da “Operação Moeda de Troca”, em setembro de 2009.

O veículo seria um automóvel Toyota Corola, placa MSX 4255, adquirido ainda em 2009, em nome de Constâncio Brandão pelo valor nominal de R$ 78 mil. Entretanto, a concessionária de veículos que faz a venda informou à PF que o carro de luxo foi pago com uma entrada de R$ 20 mil e o restante financiado em nome de Aldo Prudêncio, que firmou o contrato dois dias após o veículo ser registrado em nome do procurador-geral.

Fraudes

A “Operação Lee Oswald” foi deflagrada no último dia 19 com o objetivo de desarticular uma quadrilha acusada de fraudes em licitações na prefeitura de Presidente Kennedy. Foram presas 28 pessoas entre elas, o prefeito Reginaldo Quinta, secretários municipais e empresários apontados como participes no esquema. O bando é acusado de fraudes em 21 contratos que chegam a R$ 55 milhões. Deste total, pelo menos, R$ 9,5 milhões já teriam sido identificados como alvo de sobrepreço.

No bojo da decisão que determinou a prisão das 27 pessoas, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, associou as fraudes no município a uma série de denúncias de corrupção no governo Paulo Hartung e pediu providências, inclusive, que passaram por Presidente Kennedy, como a suspeita na compra de terrenos para o empreendimento da Ferrous Resources.

As investigações da “Operação Lee Oswald” foram um aditamento das denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual (MPES) nas operações “Moeda de Troca”, em Santa Leopoldina, e “Tsunami”, em Fundão. Nerter Samora | Foto capa: Arquivo SD
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Trabalhadores realizam protesto em Presidente Kennedy
Eles perderam seus empregos depois que as empresas em que trabalhavam entraram na lista de suspeita de fraudes no município.
Cerca de 300 pessoas participam de uma manifestação em Presidente Kennedy. São trabalhadores que fazem parte do grupo de 700 pessoas que perderam seus empregos com a suspensão de contratos de quatro empresas que prestavam atendimento para o município e que são suspeitas de fraude. A situação foi descoberta através da operação Lee Oswald em que o prefeito e outras 27 pessoas foram presas acusadas de desviar cerca de 55 milhões de reais dos cofres públicos.  Os serviços vão de varrição das ruas aos atendimentos das escolas, além de jardinagem e serviço de motorista.

Entenda o caso Kennedy

Prisões

A reviravolta em Presidente Kennedy começou no dia 19, com a prisão do então prefeito, Reginaldo Quinta (PTB), e mais 27 pessoas. Quatro vereadores também foram afastados na Operação Lee Oswald, que apurou um desvio de verba de cerca de R$ 55 milhões, por meio de fraude em licitações, envolvendo várias empresas.
Com a cassação do vice-prefeito, Edson Nogueira (PSD), no dia seguinte, coube ao vereador mais idoso do Legislativo, por votação, assumir o município, que chegou a ficar uma semana sem prefeito.
Operação Lee Oswald

Quadrilha
A quadrilha criminosa desvendada no último dia 19 de abril pela Operação Lee Oswald atuava em pregões presenciais. A Federal verificou 21 contratos firmados em 2011, que somam R$ 55 milhões em Presidente Kennedy. Ao menos R$ 9,5 milhões foram desviados, por meio de contratos com sobrepreço, na cidade.

Cadeia
Na operação foram presas 28 pessoas. Entre elas o então prefeito Reginaldo Quinta, apontado como chefe da quadrilha que atuava em fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de verbas. Também foram presos seis secretários e empresários.

Vereadores
Quatro vereadores, entre eles o então presidente da Câmara, Dorlei Fontão da Cruz, foram afastados. De acordo com a denúncia, Dorlei, Manoel de Abreu José Fernandes, Clarindo de Oliveira Fernandes e Vera Lúcia de Almeida Terra foram omissos diante das irregularidades cometidas no Executivo e tiveram atuação em manobras ilícitas.

Cassação
No dia seguinte à operação, a Justiça confirmou a cassação do vice-prefeito, Edson Nogueira, por ele não morar na cidade. Kennedy ficou sem comando.

Posse
O vereador mais velho, Jardeci Terra, tomou posse como presidente da Câmara e, na noite do dia 25, assumiu interinamente o Executivo.
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Audifax  Barcelos  lembrou perdas do ES causadas pelo fim do Fundap' e pediu a liberação de recursos para a obras do Contorno do Mestre Álvaro, no ES.

Governo atrasa liberação de recursos para obras que visam reduzir acidentes na rodovia do contorno.
O deputado federal Audifax Barcelos (PSB) aproveitou uma audiência da bancada do PSB com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e pediu a liberação de recursos para a obras do Contorno do Mestre Álvaro, no ES.

O deputado falou da importância do investimento para a redução de acidentes no trecho.

O projeto do Contorno do Mestre Álvaro tem como objetivo desafogar o trânsito pesado do trecho da BR 101 que corta o município da Serra, por meio de uma estrada que ligaria a Rodovia do Contorno de Vitória à BR 101, passando por trás do Mestre Álvaro.

Audifax lembrou as perdas do ES acarretadas pelo fim do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias), que tira do ES R$ 1 bi por ano.

A obra do Contorno do Mestre Álvaro deve custar R$ 400 milhões. Ela vai criar uma grande avenida no município da Serra, em um trecho de 20 km onde, atualmente, é a BR 101.

É considerado o grande projeto de modificação de paisagem da Serra. Com ele, a BR 101 se transformaria na Avenida Mestre Álvaro, virando uma via de integração, e terá prédios mais altos e shoppings.

Pelo projeto, a BR passará por trás do Mestre Álvaro. Emenda de Audifax ao Plano Plurianual (PPA) que destina verba para a obra foi aprovada, mas o investimento não tem data para ser liberado pelo governo.

BELEZA NATURAL

O Mestre Álvaro é considerado uma das maiores elevações litorâneas da costa brasileira e abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Espírito Santo.

É uma formação rochosa de origem vulcânica com cerca de 833 metros de altitude no Estado do Espírito Santo.

Tem-se uma vista panorâmica de toda a Região Metropolitana de Vitória e região de montanhas, e de lá avista-se os municipios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Santa Leopoldina, Fundão, Viana, e parte de Domingos Martins, além de uma bela vista do oceano Atlântico.

O Mestre Álvaro é um maciço granítico que, devido à sua altura e posição, tem servido à navegação marítima há séculos.

Ele é citado em documentos cartográficos do século XVI. Possui um bosque rico em fauna e flora nativas e algumas cavernas.

Está localizado no município da Serra, que faz parte da região metropolitana da Grande Vitória, e é muito visitado por mochileiros e amantes da natureza.'
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