quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Inflação oficial acelera para 0,43% em julho


A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,43% em julho deste ano. A taxa é superior à registrada em junho (0,08%). Já em julho do ano passado, havia sido observado um índice de 0,16%.

O dado foi divulgado hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A principal contribuição para a alta da inflação em julho veio dos alimentos, cuja taxa chegou a 0,91% ante o 0,68% de junho. Com taxa de 0,91%, o grupo de despesas diversas também teve um impacto importante no IPCA.
Já os transportes tiveram deflação (queda de preços) de 0,03% em julho. Mesmo com a taxa negativa, o IPCA desse grupo de despesas foi maior do que no mês anterior, quando havia sido registrada uma queda de preços de 1,18%

No ano, a inflação oficial acumula taxa de 2,76%. Já a inflação acumulada em 12 meses chega a 5,2 %, de acordo com o IBGE.

Inadimplência do consumidor tem segunda maior queda em um ano, diz SPC Brasil


A inadimplência do consumidor brasileiro apresentou queda de 5,68% em julho, na comparação com o mesmo período de 2011, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). É a segunda maior redução no período de um ano, perdendo apenas para o resultado de março (-11,95%). Em relação a junho deste ano, houve queda de 4,4%.

Os dados divulgados hoje (8) também mostram queda de 0,28% nas vendas dos lojistas em relação a julho de 2011 e alta de 1,86% ante junho deste ano. Já os cancelamentos de registros no SPC apresentaram alta de 0,09% sobre o resultado de julho do ano passado e de 4,53% na comparação com junho de 2012.

Julgamento do mensalão será retomado com defesa de réus ligados ao Banco Rural e de políticos


O julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) será retomado hoje (8), a partir das 14h, em mais uma etapa para as defesas de cinco réus. O primeiro advogado a apresentar considerações será Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça. Bastos representa José Roberto Salgado, ex-dirigente do Banco Rural, que responde pelos crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.

O ex-ministro disse que na sua apresentação vai apontar vários questionamentos técnicos sobre a atuação do Ministério Público Federal (MPF). Bastos rebate alguns pontos apresentados pelo MPF. Referência para advogados, desde o começo do julgamento, no dia 2, ele tem sido presença constante no Supremo e geralmente está cercado por jornalistas e jovens advogados.

Bastos levanta dúvidas sobre o fato de a Procuradoria-Geral da República insistir em usar provas colhidas nas comissões parlamentares mistas de Inquérito durante o processo na Suprema Corte, mesmo que elas tenham sido desmentidas no curso da ação penal. Há precedentes no STF que impedem esse tipo de conduta.

O ex-ministro é apontado como um dos autores da tese de que o dinheiro do mensalão na verdade é caixa 2. Esse argumento tem sido usado por vários advogados.
Foi Bastos que apresentou a questão de ordem no primeiro dia do julgamento para que o processo fosse desmembrado. O pedido atrasou em um dia o cronograma previsto. Mesmo com a negativa do plenário, Bastos recebeu vários elogios dos ministros.

Ao longo do dia, o julgamento prosseguirá com a defesa dos réus que pertenceriam ao chamado núcleo financeiro – acusado de viabilizar empréstimos fraudulentos para distribuir dinheiro aos políticos.
Vinícius Samarane, diretor do Banco Rural, responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisão, e será defendido por José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça. Também está entre os réus a executiva do Banco Rural Ayanna Tenório, cuja defesa será feita na tarde de hoje por Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, e que responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

A última etapa do quinto dia de julgamento será dedicada à defesa de políticos. O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), defendido pelo criminalista Alberto Toron, responde por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato. Luiz Gushiken, ex-ministro de Comunicação Social, será defendido por José Roberto Leal de Carvalho, que reforçará o argumento de que seu cliente é inocente da acusação de peculato. A absolvição dele já foi pedida pelo Ministério Público por falta de provas.

Depoimento de ex-mulher de Cachoeira é transformado em sessão secreta


Brasília - Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, a empresária Andrea Aprígio negou hoje (8) que suas empresas tenham sido usadas pela organização criminosa supostamente comandada por seu ex-marido, Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro em Brasília.

Após se negar a responder a perguntas do relator da CPMI, em acordo com a defesa de Andrea, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou a decisão de transformar a sessão em secreta.

Nos minutos iniciais, Andrea se declarou engenheira civil, advogada e dona do laboratório Vitapan, de uma empresa de engenharia e de manter uma instituição filantrópica em Anápolis. "Minhas empresas estão sendo acusadas injustamente de ser canais de atividades ilícitas", defendeu-se.
De acordo com Andrea, o laboratório passou a ser administrado por ela após o divórcio com Cachoeira, com quem foi casada por quase 20 anos. Ela disse ainda que a empresa foi adquirida com recursos legais na época em que Cachoeira operava com concessões lotéricas.

Antes de se fechar a sessão, mesmo munida de uma liminar concedida pela Supremo Tribunal Federal (STF), Andrea usou os primeiros 20 minutos da explanação inicial para se defender das suspeitas de ser "laranja" de Cachoeira. Ela negou ter qualquer tipo de relação profissional com Cachoeira e disse que, até quando era casada com ele, os dois mantinham carreiras profissionais distintas. "A única relação que existe entre mim e Cachoeira é a de preservação de um vínculo familiar", destacou.
Por: Luciana Lima  da Agência Brasil

Duas testemunhas comparecem para depor na CPMI do Cachoeira com habeas corpus


Brasília - As duas testemunhas a serem ouvidas hoje (8) pela Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Cachoeira comparecerão aos depoimentos munidas de liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que garantem a elas o direito de não responder às perguntas dos integrantes da comissão.

O primeiro depoimento é da empresária Andrea Aprígio, ex-mulher do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, principal alvo de investigação da CPMI. Ele está preso desde fevereiro, em Brasília.
Andrea Aprígio é dona do laboratório Vitapan e suspeita de atuar como "laranja" da organização. Ela foi casada com Cachoeira por quase 20 anos.

O outro depoente de hoje é Rubmaier Ferreira de Carvalho, contador das empresas de fachada que teriam sido usadas pela organização criminosa supostamente liderada por Cachoeira.

De acordo com a Polícia Federal, Rubmaier tem participações na Brava Construções e na Alberto & Pantoja, as duas principais empresas usadas para o suposto esquema, que teria movimentado de 2010 a 2011, cerca de R$ 40 milhões.
Por:  Luciana Lima da Agência Brasil

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