terça-feira, 7 de agosto de 2012

Convocada a depor, Andressa Mendonça se cala na CPMI do Cachoeira


Ao comparecer hoje (7), na condição de investigada, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, Andressa Mendonça se recusou a prestar informações aos deputados e senadores e foi dispensada.

"Vou exercer o meu direito constitucional de permanecer em silêncio", limitou-se a informar a mulher do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, principal alvo de investigação da CPMI.

O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo, tentou transformar a sessão em secreta, caso Andressa concordasse em falar. No entanto, ela não concordou e continuou na mesma posição de silêncio.
Alguns deputados e senadores se indignaram com a postura da depoente. Mais exaltada, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) chegou a se referir a Andressa Mendonça como "mentirosa e cascateira". Em resposta, Andressa repetiu que permaneceria calada."Permanecerei em silêncio, nobre senadora", respondeu. Antes do depoimento, a senadora Kátia Abreu havia informado a CPMI que foi vítima de intimidação por parte de Andressa.

A convocação de Andressa foi aprovada na condição de testemunha na primeira fase de trabalhos da CPMI. No entanto, após denúncias de que ela estaria chantageando o juiz titular do caso, Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiânia, sua condição mudou para investigada no caso.
De acordo com o magistrado, Andressa se ofereceu para impedir a divulgação na imprensa de um dossiê contra ele em troca da liberdade de Cachoeira. Andressa também é suspeita de atuar como laranja do esquema criminoso supostamente liderado por seu marido, que está preso desde o dia 29 de fevereiro, em Brasília.

Outro depoente, o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, também evocou o direito de ficar em silêncio e também foi dispensado. "Não tenho nada a colaborar", disse o policial que é apontado como espião da organização criminosa. Thomé compareceu à CPMI na condição de testemunha, mas munido de um habeas corpus que garante a ele o direito de ficar calado.

VEJA O QUE FOI DESTAQUE NO BLOG DAG VULPI ONTEM 06/08


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Escritora brasileira tira a roupa para lançar campanha contra pirataria

Ela fará protesto nua no domingo (12) em livraria de São Paulo. 

Vanessa de Oliveira escreveu ‘pirataria não’ em diversos idiomas no corpo.

A escritora brasileira Vanessa de Oliveira fará um novo protesto contra a pirataria de livros. Desta vez, mostrará seus atributos físicos em território nacional, a começar por fotos para ilustrar a campanha por ela idealizada. A autora ganhou fama após aparecer nua em frente ao palácio do governo do Peru, em Lima, em julho. Ela descobriu que uma de suas seis obras – “O diário de Marise - A vida real de uma garota de programa” – era vendida em barraquinhas clandestinas nas ruas da cidade.

O novo topless está programado para domingo (12), na livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, na Zona Sul de São Paulo, às 15h30. O evento faz parte da nova agenda da escritora. A ex-garota de programa, de 37 anos, encabeçou uma campanha contra a cópia e venda ilegal de livros e pretende usar seu corpo para fazer piquetes internacionais.




O protesto em um ambiente privado foi sugestão de Vanessa à editora Martins Fontes, que comercializa seus livros. De volta ao Brasil, ela aproveitou a repercussão no país vizinho para arrebatar aliados mundiais. "Fiz a oferta de autografar meus livros e falar sobre os danos da pirataria, e eles toparam na hora. Estarei apenas de calcinha, com os dizeres escritos pelo corpo, tentando conscientizar as pessoas"


Na próxima semana, deve retornar ao Peru após convite da editora Help. Em dezembro, participará da Feira do Livro de Guadalajara, no México. Antes de embarcar em viagens internacionais, Vanessa recrutou amigos e profissionais interessados na causa e produziu fotos e vídeo para a campanha que elaborou sozinha.

Nas imagens, usou tinta branca, preta e vermelha para colorir o próprio corpo com os dizeres “Pirataria não” em diferentes idiomas. “Amo a cor vermelha. O preto simboliza o mercado negro, e o branco é a cor usada para ilustrar a caveira, no logo da campanha", justifica. As nacionalidades estão representadas nas pernas, nos braços, na barriga, no colo e no quadril. Para traduzir a expressão, pediu ajuda aos amigos e fãs que residem fora do Brasil via Facebook e Twitter. Por fim, checou as grafias nos dicionários e na internet.


O material teve apoio de uma fotógrafa, maquiadora, publicitários e um produtor de vídeos. Todos os profissionais aderiram de forma voluntária. Para a sessão de fotos, a escritora dormiu com uma cinta modeladora e amargou mais de 24 horas em jejum. Também suportou as baixas temperaturas do inverno catarinense em prol da revolução literária.

“Queria estar com a barriga bonita no vídeo. Na foto dá pra usar o Photoshop, mas no vídeo não tem como. Dormi com cinta na barriga pra ficar com a cinturinha bem fininha e passei um dia sem comer.”

Vanessa foge de tabus e preconceitos. Para ela, a nudez é uma bandeira coerente com seu estilo de vida. São raras as vezes em que está vestida dentro de sua casa. "Gosto de ficar pelada. A maior parte dos meus livros eu escrevo sem roupa."

Ela não teme que o excesso de exposição renda uma repercussão negativa, tampouco pretende mudar sua estratégia para se fazer ouvir. “Você fica pelada e o povo para, chama atenção. O que significa se expor demais? Não tenho problema com isso. Se tivéssemos um clima bom, e todo mundo ficasse nu, seria bem melhor", convoca.



STF ouve defesa de ligados a Valério e de ex-dirigente do Banco Rural


Quarto dia do julgamento do mensalão será marcado por defesa de 5 réus.
Na segunda (6), advogados negaram mensalão, mas admitiram caixa dois.

O Supremo Tribunal Federal (STF) ouvirá nesta terça-feira (7) os advogados de quatro réus ligados a Marcos Valério, acusado de ser o operador do mensalão, e a defesa de Kátia Rabello, ex-presidente e atual acionista do Banco Rural. O julgamento, que terá sua quarta sessão, será retomado às 14h.

No fila de sustentações orais desta tarde, estão os defensores de Cristiano Paz, sócio de Marcos Valério; Rogério Tolentino, advogado que prestava serviços a Valério; as funcionárias das agências de Valério Simone Vasconcelos e Geiza Dias; além de Kátia Rabello, do Banco Rural.

O advogado José Carlos Dias, que representa Kátia Rabello, afirmou ao G1 que vai usar sua manifestação para comprovar que os empréstimos concedidos pelo banco foram legais e “transparentes”.

“Vou demonstrar a absoluta transparência do banco e também que todos os saques constavam da contabilidade, com apresentação dos documentos de identidade daqueles que receberam dinheiro”, afirmou.

Dias, que foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, disse ainda ter provas de que todos os saques de valores superiores a R$ 100 mil foram informados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“Vou mostrar que todos os saques acima de R$ 100 mil foram comunicados ao Coaf, ao contrário do que o procurador falou. É absolutamente comprovado isso”, disse.
O defensor afirmou que não irá usar as horas que antecedem o julgamento para revisar ou praticar a sustentação oral. “Só vou pedir o apoio do Espírito Santo”, brincou.

Presidente do Banco Rural na época do mensalão, Kátia Rabello teria autorizado, de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), empréstimos para firmas de Marcos Valério e teria acompanhado os negócios do grupo junto ao banco. De acordo com a denúncia, o Banco Rural emprestou o dinheiro ao PT porque tinha interesses no governo federal.

Grupo de Valério
No segundo dia dedicado às defesas dos réus, os ministros da Suprema Corte irão ouvir os advogados de quatro integrantes do "núcleo operacional", que, segundo o procurador-geral da República, era comandado por Marcos Valério.
Sobem à tribuna nesta tarde os defensores de Rogério Tolentino, advogado que foi apontado na denúncia como sócio informal de Valério nas agências de publicidade; Simone Vasconcellos, diretora administrativa da SMP&B suspeita de orientar os parlamentares sobre como e onde receber o dinheiro; Geiza Dias, gerente financeira da SMP&B acusada de ajudar a distribuir recursos do valerioduto; e Cristiano Paz, sócio das agências que, supostamente, agia na obtenção dos empréstimos fraudulentos que alimentavam o esquema do mensalão.

O julgamento
Na segunda (6), advogados de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério e Ramon Hollerbach negaram a existência do mensalão, suposto esquema de compra de votos no Congresso para beneficiar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As defesas de Delúbio e Valério admitiram a prática de caixa 2 - uso de recursos não declarados na campanha eleitoral -, depois da disputa presidencial de 2002.

O julgamento do mensalão começou na última quinta-feira (2) com a leitura do resumo da ação feita pelo relator Joaquim Barbosa, que apresentou o nome dos réus e explicou a quais crimes eles respondem.
Na sexta-feira (3), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal a condenação de 36 dos 38 réus do processo e apontou o ex-ministro José Dirceu como líder do grupo criminoso. Ele requereu que sejam expedidos mandados de prisão "cabíveis" ao fim do julgamento.
Gurgel disse estar “plenamente convencido” de que as provas produzidas “comprovam a existência do esquema de cooptação de apoio político descrito na denúncia”.

Colômbia rejeita criação de centros para distribuição de drogas a dependentes químicos


O governo do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, rejeitou a proposta de instauração de centros controlados para o consumo de drogas no país. A sugestão foi apresentada pelo prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, para quem a medida pode levar à redução dos índices de violência e de narcotráfico na região.

A ministra da Saúde e Proteção Social da Colômbia, Beatriz Londoño, reiterou que não se deve entregar drogas ilícitas aos cidadãos. "À luz do que há subscrito em nível internacional, a Colômbia não pode ser um fornecedor de drogas ou substâncias ilícitas", disse ela.

O prefeito de Bogotá lembrou que há países na Europa que adotam medidas para combater a ansiedade dos dependentes químicos.

Petro acrescentou que a criação de centros específicos destinados aos dependentes pode fazer com que a juventude não seja enviada às prisões e que ocorra um abandono das redes que chamou de “microtráfico que mata".

Termina amanhã (08/08) prazo para solicitar segunda via do título de eleitor


Os eleitores têm até amanhã (8) para requerer a segunda via do título em qualquer cartório eleitoral do país. Ao fazer a solicitação, o cidadão deve informar o local onde pretende receber o documento. As eleições municipais ocorrerão nos dias 7 e 28 de outubro – primeiro e segundo turnos respectivamente – em mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

Para obter a segunda via, o eleitor deve se dirigir à zona eleitoral na qual está inscrito ou à Unidade de Atendimento ao Eleitor dos tribunais regionais eleitorais. Se estiver fora do seu domicílio eleitoral, poderá requerer a segunda via ao juiz da zona eleitoral na qual está inscrito.

O interessado em obter a segunda via deve procurar a zona eleitoral com a carteira de identidade ou o documento emitido pelos órgãos profissionais. Se não tiver o documento, pode apresentar as certidões de nascimento ou casamento.

Pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há 15.351 candidatos a prefeito, 15.491 a vice-prefeito e 442.179 a vereador em todo país. Em 81 municípios, com mais de 200 mil eleitores, pode haver segundo turno no dia 28 de outubro.

No total, são cerca de 140 mil eleitores cadastrados em todo país para as eleições municipais de outubro. A previsão do TSE é que 252 mil eleitores que moram no exterior justifiquem a ausência na votação, pois não terão condições de comparecer às zonas eleitorais.

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