quinta-feira, 28 de junho de 2012

Paraguaios sem-terra organizam protesto contra prisão de líder


A Liga Nacional de Carperos (LNC), que aglutina os trabalhadores rurais sem-terra paraguaios, convocou nesta quinta-feira todas suas as organizações a se manifestarem contra a detenção de seu presidente, Eulalio López, que apóia Ferando Lugo, e pediu sua "imediata" libertação.
López foi detido nesta quinta, no departamento de San Pedro (centro), quando circulava por uma estrada e tentou passar por um controle rotineiro de pessoas e veículos, e foi comprovado que sobre ele pesava uma ordem de prisão do ano de 2006 por "perturbação da ordem pública e outros delitos", disse o comissário Hilario Lesme.

Com sua detenção "começa a ser cumprida a promessa feita à nação por parte do ilegítimo governo de Federico Franco de desencadear uma onda de repressão e de terrorismo de Estado contra as organizações sociais e fundamentalmente contra os sem-terra", disse a LNC em comunicado.
A entidade responsabilizou diretamente o presidente Franco pelas "conseqüências desta escalada de violência que está acontecendo" no país. Além disso, pediu "a todas suas organizações de bases para se manifestarem maciçamente e resistir de forma pacífica ao ataque contra um dos direitos fundamentais de todo ser humano, o direito à terra".

Por último, exigiu a libertação "imediata" do detido e "o cessar da perseguição às organizações sociais". Lesme acrescentou que o líder camponês está na delegacia de Santa Rosa de Aguaray e "será transferido para a prisão de San Pedro hoje mesmo".
López é um dos principais líderes dos "carperos" paraguaios, chamados assim porque se abrigam em barracas (carpas) quando ocupam propriedades do país. No último ano, foram freqüentes as invasões de sem-terra a fazendas na região de Ñacunday, na fronteira com o Brasil, e López foi um dos principais interlocutores de Lugo e seu governo.

Suprema Corte da Argentina suspende decisão contra Petrobras


Buenos Aires, Argentina, 28 Jun 2012 (AFP) -A Suprema Corte da Argentina determinou nesta quinta-feira, por medida cautelar, que o governo da província de Neuquén suspenda a execução dos decretos que anulam as licenças da Petrobras na região.

A Corte admitiu sua competência sobre o recurso apresentado pela Petrobras Argentina para impugnar a anulação das licenças para prospecção e exploração de hidrocarbonetos em Neuquén, segundo o Centro de Informação Judicial (CIJ).

A decisão indica que a Petrobras considera os decretos "arbitrários e ilegais baseados no não cumprimento de metas, o que é falso e não tem fundamento", revelou o CIJ.
Além de decretar a medida cautelar, o Supremo argentino determinou que o governo de Neuquén envie um relatório sobre o caso.

Em abril passado, o governo de Neuquén cancelou a concessão da área de Veta Escondida à Petrobras alegando que a empresa não havia realizado os investivemtos previstos em contrato.

A decisão deu início a uma ofensiva dos governos federal e provinciais contra diversas petroleiras, incluindo a hispano-argentina Repsol-YPF, que perdeu 12 áreas de exploração, em cinco províncias, sendo três em Neuquén.

A ofensiva culminou com a decisão da presidente Cristina Kirchner de tomar as ações da espanhola Repsol e entregar o controle da YPF ao Estado argentino, confrontando Espanha e União Europeia.

Líderes do eurogrupo analisam situação de Itália e Espanha


BRUXELAS, Bélgica, 29 Jun 2012 (AFP) - Os chefes de Estado e de Governo dos 17 países da zona do euro iniciaram na madrugada desta sexta-feira uma reunião para discutir medidas de urgência visando o problema das dívidas de Itália e Espanha, anunciou o presidente francês, François Hollande.

"Vamos começar a discutir agora medidas de apoio e de estabilidade na zona do euro (...). A reunião da zona do euro já começou", declarou Hollande à imprensa após um jantar que reuniu os dirigentes dos 27 países da União Europeia em Bruxelas.

"Já que é um assunto importante, vamos seguir mais rápido sobre a agenda, vamos acelerar", acrescentou Hollande, antes de recordar que a espinhosa questão das medidas imediatas está prevista na ordem do dia desta sexta-feira, durante o almoço de dirigentes do eurogrupo.
Itália e Espanha decidiram vincular sua aprovação a um ''pacto'' de crescimento na Europa à adoção de medidas de urgência para os dois países, que estão na mira dos mercados.
Os chefes de governo de Itália e Espanha, Mario Monti e Mariano Rajoy, "me comunicaram suas posições", revelou Hollande na entrevista coletiva.

"Segundo eles, e eu os compreendo, não pode haver um acordo parcial (do pacto de crescimento) e sim um acordo global porque, para eles, as medidas de estabilidade devem ser prioritárias, acima de qualquer outra consideração".

Mais cedo, Hollande defendeu "soluções rápidas para apoiar os países que estão em dificuldades nos mercados, apesar de seus esforços consideráveis"

Itália capta 4 bilhões de euros em dívida com juros maiores


Foram os juros mais altos para esse tipo de emissão desde dezembro, embora não tenha superado a barreira de 5%


Roma - O Tesouro italiano captou nesta terça-feira 2,991 bilhões de euros em bônus cupom zero (CTZ) a dois anos e 914 milhões em títulos de tipo variável vinculados à inflação ((BTP€i) a cinco e 15 anos, com juros maiores do que nas emissões anteriores do mesmo tipo.
O Tesouro ofereceu três bilhões de euros em títulos CTZ, e para isso teve que conceder uma taxa de juros de 4,712%, contra a de 4,037% do leilão de 28 de maio.

Trata-se dos juros mais altos para uma emissão destas características desde dezembro, embora não tenha superado a barreira psicológica de 5%.
A demanda deste tipo de dívida foi de 4,939 bilhões e o índice de cobertura foi de 1,65 vezes, mantendo-se estável em relação à emissão anterior (1,66).

Os analistas destacaram que o aumento das taxas de juros era esperado, e que o positivo é que a demanda continua sendo boa.
Por outra parte, foram captados 625,5 milhões de euros em BTP€i com vencimento a 5 anos do um bilhão oferecidos e a taxa de juros aumentou 0,81 pontos percentuais, aos 5,20%.
Neste caso, a demanda foi moderada e chegou a 1,388 bilhão de euros e o índice de cobertura foi de 2,22 vezes.

O Tesouro também captou 289,5 milhões de euro em BTP€i a 15 anos, também sem chegar ao máximo oferecido de um bilhão de euros, com juros de 5,29%.

Del Popolo: uma autêntica pizzaria construída sobre rodas



Com um fogão à lenha em sua traseira, o “caminhão-restaurante” atende em diferentes locais a cada dia.

A pizzaria teve um investimento de cerca de 180 mil dólares

Hoje, para se destacar no mercado, o termo “inovação” tornou-se a palavra-chave. E o pizzaiolo Jon Darsky, de São Francisco, nos Estados Unidos, quis seguir esse propósito à risca, inovando e chamando a atenção de qualquer pessoa que passe perto do Del Popolo — uma pizzaria móvel (montada em um caminhão) com todos os requintes que uma produção convencional de pizzas requer.


A ideia de uma autêntica pizzaria sobre rodas foi concebida por Darsky em 2010, depois que ele experimentou uma variedade de comidas vendidas nas ruas de Austin, Texas. Com experiência em três pizzarias no currículo — e sem conseguir encontrar um local ideal para abrir o seu próprio negócio —, o empresário concentrou seus esforços em planejar uma solução prática: montar uma pizzaria móvel.

O tradicional fogão à lenha não poderia ficar de fora

O resultado foi o Del Popolo, que possui um tradicional fogão à lenha construído na traseira de um caminhão, permitindo a Darsky produzir pizzas da forma mais tradicional possível e em diferentes locais de São Francisco — os clientes precisam acompanhar o Twitter para saber onde a pizzaria móvel estará a cada dia.
Para obter o sonho da pizzaria sobre quatro rodas, Darsky precisou investir cerca de 180 mil dólares. Entre os detalhes físicos que chamam a atenção desse restaurante móvel está o sistema de suspensão a ar, que permite que o forno feito de tijolos chegue inteiro a todos os locais. É o conceito de “fast food” (comida rápida) sendo utilizado de todas as formas possíveis.

Contas sujas poderão participar das eleições deste ano, decide TSE


Brasília – Os políticos que tiveram contas de campanha rejeitadas pela Justiça poderão participar das eleições deste ano, segundo decidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de hoje. Por maioria de 4 votos a 3, o tribunal desfez decisão da própria corte que impedia a candidatura dos chamados contas sujas.

O julgamento foi retomado com o voto vista do ministro Antonio Dias Toffoli, que desempatou o placar de 3 votos a 3. Para Toffoli, a apresentação das contas de campanha – independentemente de elas serem aprovadas ou não – é suficiente para deixar o candidato quite com a Justiça Eleitoral.
O ministro ressaltou, no entanto, que caso as contas sejam apresentadas sem documentos, “de forma fajuta”, a Justiça irá desconsiderá-las e o político será barrado. Durante a proclamação do resultado, o ministro Henrique Neves fez questão de ressaltar que a decisão diz respeito apenas a contas de campanha, e que os gestores públicos com a contabilidade reprovada por tribunal de contas continuam inelegíveis, conforme determina a Lei da Ficha Limpa.

Os ministros analisaram um pedido do PT e de mais 17 partidos para que o TSE reavaliasse a decisão de março deste ano que, por 4 votos a 3, passou a exigir a aprovação das contas de campanha para liberar candidaturas. A decisão tornou mais rigorosa a regra vigente até então – retomada esta noite – que pedia apenas a apresentação da contabilidade dos candidatos.
A inversão do placar foi possível porque, de março para cá, a composição do TSE mudou, com a entrada dos ministros Antonio Dias Toffoli no lugar de Ricardo Lewandowski e do ministro Henrique Neves substituindo Marcelo Ribeiro.

Toffoli seguiu a posição dos ministros Gilson Dipp, Henrique Neves e Arnaldo Versiani. Eles defenderam que o TSE havia extrapolado o que a lei exige ao cobrar a aprovação das contas. Na outra vertente, estavam os ministros Nancy Andrighi Cármen Lúcia e Marco Aurélio, para quem a intenção da lei é moralizar a atuação política, mesmo que isso não estivesse escrito expressamente no texto.  Por Débora Zampier  | Via Agência Brasil

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