terça-feira, 28 de agosto de 2012

LEI DE COTAS RACIAIS – UM EQUIVOCO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS

O dever do estado é combater o racismo e suas causas, dentre elas a crença social em ´raças´. Cem milhões de pretos e pardos afro-brasileiros serão vítimas de mais racismo estimulado pelo estado, num futuro próximo, como razões a serem consideradas.

Ações Afirmativas é uma doutrina de direito para a promoção da igualdade humana destinada a impedir a manutenção de injustas discriminações racistas, sexistas, machistas, homófobas, etc valorizando e garantindo a diversidade humana e não a diversidade ´racial´. Cabendo ao estado fazer políticas públicas em benefício dos que encontra em desigualdades, induzindo programas voluntários de inclusão e de neutralização das discriminações, o que não se compatibiliza nem equivale a políticas de privilégios com a segregação estatal de direitos raciais.

A história humana registrará que num fatídico agosto de 2012, o Congresso Nacional do Brasil, país com a maior população miscigenada da história humana, aprovou a nossa primeira lei de segregação de direitos raciais desde a proclamação da República.

Por ser um paliativo estatal a lei aprovada não combate as causas – o racismo – agora legitimado pela lei federal, tal como o antigo instituto da alforria - que não combatia a escravidão - servirá para acalmar o ambiente, mantendo o status quo da péssima educação pública e concedendo ao beneficiário uma condição de 2ª classe. Mais que isso, a irresponsabilidade ética dessa lei é ser o precedente autorizado pelo congresso nacional para a racialização de norte a sul, com novos milhares de leis, decretos e portarias, federais, estaduais e municipais segregando direitos raciais em todo o Brasil.

Essa disputa racial entre os pobres é o perigo maior para o combate ao racismo. A crença em ´raça´, quando estimulada pelo estado, deixa de ser crença e passa a ser fato com a identidade jurídica, induzindo a pessoa a um pertencimento racial. Ao ver de SÉRGIO BUARQUE, em ´Raízes do Brasil´ o pertencimento racial é mais profundo e maléfico entre os mais pobres. O pertencimento racial é uma condição imutável que aprisiona suas vítimas. Quem nada possui, passa a ter no orgulho racial um valioso patrimônio: o de pertencer a uma ´raça´ superior. Quem o adquire será um racista e para sempre aprisionado a ele, diz SÉRGIO. O sentimento racial passa a ser um valioso patrimônio pessoal intangível que ninguém poderá usurpar. Por ele, lutará e morrerá. Não cabe ao estado o emprego dessa pedagogia do ódio.

Pior ainda, como evidente efeito colateral violador da dignidade humana, num futuro próximo, qualquer profissional afro-brasileiro, portador de um diploma será visto, no senso comum, com um estigma social inescapável: será, por presunção, um cotista, alguém com capacidade inferior visto com desconfiança. O racismo sempre fez isso, o que não fará a partir da afirmação estatal da inferioridade presumida da ´raça negra´? Isso não significa o estado legitimando os ideais racistas?

Ações Afirmativas bem-vindas seriam programas com o investimento orçamentário na subvenção aos cursinhos preparatórios suprindo a deficiência da escola pública com bolsas de estudos para os melhores talentos que desejam continuar estudando. Assim, os mais pobres pretos, pardos e brancos disputariam o acesso à universidade pública em igualdade de condições, sem nenhuma disputa racial deformadora da alma e prejudiciais à personalidade de nossos jovens talentos na traumática fase pré-universitária.

Veja no vídeo abaixo à entrevista com Thomas Sowell, e sua analise sobre as políticas de ação afirmativa ao redor do mundo


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Liminar do presidente do STF libera obras de Belo Monte


Ayres Britto concedeu liminar que suspende os efeitos do decisão do TRF-1, mas ainda vai julgar o mérito do caso

Brasília - Uma liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, liberou nesta segunda-feira a retomada das obras da hidrelétrica de Belo Monte, suspensa desde a semana passada, conforme decisão da 5a Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1), de Brasília, segundo a assessoria de imprensa do STF.

Britto concedeu liminar que suspende os efeitos do decisão do TRF-1, mas ainda vai julgar o mérito do caso.
A suspensão das obras foi resultado de uma ação movida pelo Ministério Público Federal no Pará, que baseia seu argumento no fato de que o Congresso Nacional deveria ter feito consulta prévia às comunidades indígenas antes de aprovar o Decreto Legislativo que liberou a construção da usina.
A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com recurso na sexta-feira .

Na tarde desta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República havia encaminhado ao STF um parecer em que defendia a manutenção da suspensão das obras .
A usina, que terá 11,2 mil megawatts (MW) quando concluída, tem que entrar em operação no início de 2015.

Entre os acionistas da Norte Energia, estão Eletrobras e suas subsidiárias (49,9 por cento), Neoenergia (10 por cento), Cemig e Light (9,77 por cento), além de fundos de previdência Petros (10 por cento) e Funcef (5 por cento).

Dicas Para Comunicação Assertiva


Comunicar é uma atividade natural do ser humano e uma necessidade. Através da comunicação nos relacionamos, trabalhamos, expressamos sentimentos, aprendemos e ensinamos, enfim: vivemos. Porém, comunicar de forma assertiva é uma arte.

Veja abaixo dicas para uma comunicação assertiva no trabalho e nas relações sociais.

DICAS PARA COMUNICAÇÃO ASSERTIVA

CONHECIMENTO –
Saiba o que vai falar, antes de sair proferindo palavras e gestos. Pessoas que insistem no "eu acho" tornam-se desacreditadas em pouco tempo. Fale sobre o que você sabe ou tem experiência, mesmo quando for uma opinião.

SEJA DIRETO –
Pessoas que falam, falam, mas não dizem nada, ou simplesmente enrolam também tornam-se péssimos comunicadores. O cuidado é para não ser agressivo. Esta é a diferença entre assertividade e agressividade. A comunicação assertiva é direta ao ponto, sem rodeios, enquanto o agressivo faz julgamento de valor, ataca, impõe suas idéias e informações.

CUIDE DA LINGUAGEM –
Uma das falhas mais comuns na comunicação do dia-a-dia é falar e escrever sem os devidos cuidados com o idioma. Na comunicação falada já é difícil de ouvir determinados erros de linguagem, mas na comunicação escrita é pior ainda. Cuidado.

USE A EMPATIA –
Procure se colocar no lugar do outro. Será que a outra pessoa está entendo o que você comunica? Será que você está tagarelando sem deixar os demais também se comunicarem? Enfim, faça o exercício de pensar como seria estar do outro lado enquanto você se comunica.

LINGUAGEM CORPORAL –
Preste atenção a linguagem corporal. Como sabemos a comunicação é feia basicamente da linguagem falada (escrita e oral) e a corporal. Muitas pessoas não prestam atenção a própria gesticulação e a do outro. Fique atento. Existem diversos sinais que demonstram se a conversa está agradável ou chata. Pesquise a respeito e presta atenção na reação das outras pessoas enquanto se comunica.

Para uma boa comunicação é preciso auto-crítica e uma boa dose de treino. Preste atenção aos outros para aprimorar sua própria maneira de se comunicar.

Leia também O que é comunicação assertiva

Russomanno diz que realidade do PRB não se resume à Igreja Universal

Candidato, em sabatina, disse que gostaria de uma igreja em cada quarteirão de SP
O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, disse, durante sabatina do portal UOL e do jornal Folha de S. Paulo, que a realidade de seu partido “não se resume à Igreja Universal”, ao ser questionado sobre uma eventual participação da igreja em seu governo, caso seja eleito.

Ele afirmou, ainda, que gostaria que São Paulo tivesse uma igreja em cada quarteirão e negou que Paulo Maluf seja seu padrinho político. Disse, também, que não existe em São Paulo polarização entre PT e PSDB.

- A realidade do PRB não se resume à Igreja Universal. Vou preservar todas as igrejas, regularizando a situação delas, e gostaria que em cada quarteirão houvesse uma igreja pregando o amor ao próximo – disse, lembrando que o PRB foi fundado pelo ex-vice-presidente José Alencar, “um católico”.

Sobre Paulo Maluf, Russomanno foi enfático:
- Ele não é meu padrinho, nunca foi e nunca será. Em todas as minhas eleições, eu fiz votação necessária para me eleger sozinho.

Na sabatina, marcada por discussões entre o candidato e jornalistas, Russomanno apresentou propostas para a saúde e falou que pretende fazer com que toda a população de São Paulo tenha acesso à internet. Disse, ainda, que tem tempo “necessário” na tevê para apresentar suas propostas, e que em São Paulo não existe polarização entre PT e PSDB.
- Tivemos a experiência de um presidente eleito com 1m30 de televisão – disse, se referindo a Fernando Collor.

Sobre supostas ligações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Russomanno desmentiu matéria publicada no jornal Correio Brasiliense, dizendo que está processando o jornalista responsável. A matéria acusa o candidato do PRB de corrupção, baseada em escutas telefônicas. Ele disse que as escutas telefônicas foram realizadas até 2011, mas o jornal fala que as ligações são deste ano.
- O jornalista vai responder criminalmente por um documento que não existe. Abri meu sigilo bancário e telefônico, não tenho nada para esconder. Quero que provem qualquer ligação minha com esse relatório ou com o Cachoeira – disse.

Igreja Universal inaugura sistema de doações via Facebook


Fiéis podem utilizar cartão de crédito para pagar dízimo ou ajudar auxiliares de Edir Macedo



A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) acaba de inaugurar um sistema de doações via Facebook. De acordo com a igreja, o aplicativo Doações Iurd “é seguro e permite transações totalmente on-line”, além de pioneiro no país. Na página da Universal na rede social, um vídeo explica didaticamente como o fiel pode fazer a doação, através de três passos “simples”.

O primeiro deles é a escolha da forma de pagamento (cartão de crédito ou boleto bancário). Em seguida, estão as opções de doação: dízimo, oferta para a construção do Templo, oferta para evangelização em rádio e televisão, auxiliares do Bispo (Edir) Macedo e voto com Deus. Para finalizar, o doador deve preencher um cadastro com seus dados, além de escolher o valor (mínimo de R$ 20). O sistema é similar ao das cobranças por jogos e aplicativos do próprio Facebook.

“Um novo sistema tecnológico de doações faz da Igreja Universal do Reino de Deus uma pioneira nesse quesito”, diz a introdução do vídeo postado na página da Iurd no Facebook.

No release de apresentação, divulgado no site “Arca Universal”, o texto diz que a doação voluntária “pode ser realizada em qualquer parte do mundo via cartão de crédito, sem burocracias”.

Além da página do Facebook, doações dos fiéis internautas também podem ser feitas pelos sites “Arca Universal” e “Iurd TV”. Em todos os casos, os doadores têm de seguir os mesmos três passos antes de finalizar a contribuição.

Rosa Weber vota pela condenação de João Paulo, Valério e mais 3 no mensalão


A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber votou nesta segunda-feira pela condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), do publicitário Marcos Valério, seus dois ex-sócios e do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por corrupção e peculato.

A ministra seguiu em parte o voto do relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa. Com isso, são dois votos pela condenação do deputado e um pela absolvição, que foi colocado pelo revisor, ministro Ricardo Lewandowski. Oito ministros ainda precisam votar. A leitura do voto dela sobre os casos levou cerca de meia hora.

A ministra seguiu entendimento de Barbosa, para quem o petista, então presidente da Câmara, favoreceu a agência usada no valerioduto em contratos da Casa e recebeu em troca uma propina de R$ 50 mil.

Rosa Weber, no entanto, absolveu o deputado da segunda acusação de peculato, relacionada à contratação feita por João Paulo Cunha, quando presidente da Câmara (2003-2004), da empresa do jornalista Luis Costa Pinto.

A acusação diz que houve desvio de dinheiro público, já que a empresa teria prestado assessoria pessoal para ele.[

Ao comentar a conduta de João Paulo, a ministra disse que "quanto à corrupção passiva, não importa o destino dado ao dinheiro, se destino foi pessoal ou para dívidas de campanha, qualquer hipótese não deixa de ser vantagem indevida", disse.
Hoje candidato à Prefeitura de Osasco, em 2003, quando era presidente da Câmara, João Paulo mandou a mulher buscar R$ 50 mil em uma agência do Banco Rural, segundo a denúncia.

O dinheiro era de uma empresa do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado pelo Ministério Público de distribuir dinheiro a políticos do PT e outros partidos para garantir apoio no Congresso ao governo Lula.
Logo depois do saque, a Câmara assinou um contrato de R$ 10 milhões com uma das agências de propaganda de Marcos Valério.

Barbosa votou, na semana passada, pela condenação de João Paulo pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Lewandowski rejeitou todas estas acusações.
A ministra deixou para analisar em outro momento a denúncia de lavagem de dinheiro contra os réus. "Como a ocultação ou dissimulação da lavagem é nada mais que um iceberg, a ponta de um esquema criminoso de proporções mais amplas, penso que o exame das imputações do crime de lavagem há que ser deixado para um segundo momento", disse.

BANCO DO BRASIL
No caso do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, Rosa Weber seguiu o relator e o revisor do processo e votou pela sua condenação.
Ela acatou a condenação de Pizzolato por corrupção passiva e peculato. No Supremo, quando não há divergência entre relator e revisor, a tradição é para que os outros ministros sigam os votos.

Pizzolato é acusado de desviar para Valério R$ 73 milhões do fundo Visanet, criado para promover a bandeira de cartões Visa e controlado pelo BB com outros bancos. Os repasses do Visanet são descritos pela acusação como a principal fonte do dinheiro do mensalão.
A ministra também seguiu os votos em relação a Valério e seus dois ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Os ministros votaram pela condenação dos réus por corrupção ativa e peculato.

Com relação ao ex-ministro Luiz Gushiken, acusado de determinar os repasses autorizados por Pizzolato, os três ministros votaram pela absolvição, seguindo o que o próprio Ministério Público indicou em suas alegações finais.

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