sábado, 11 de agosto de 2012

Argentina restringe ainda mais a compra de dólares


O governo argentino apertou ainda mais o cerco ao dólar, imposto a partir de outubro do ano passado e que afeta também turistas e residentes estrangeiros. A partir de segunda-feira (13), quem viajar da Argentina aos países vizinhos ou da zona do euro só poderá adquirir a moeda desses países com autorização prévia da Receita Federal, que também determina a quantidade que cada viajante poderá levar.

A norma será aplicada também a pessoas físicas e jurídicas estrangeiras que residam na Argentina. O viajante terá que informar à Afip (a Receita Federal local) o destino, os motivos e a duração da estada fora do país. Caso cancele a viagem, terá que reembolsar as divisas estrangeiras adquiridas em cinco dias úteis.
A medida é a última de uma série de controle de câmbio, que começou a ser adotada em outubro passado, para frear a fuga de capitais da Argentina.

“A burocracia é tão grande que se tornou quase impossível comprar dólar na Argentina”, disse o economista Fausto Spotorno, “De certa forma, o cerco serviu para frear a fuga de capitais, mas criou outro problema, o do mercado negro, que não existia, que vende o dólar 30% mais caro do que no mercado oficial”.

Em 2011, saíram da Argentina US$ 21 bilhões – uma cifra preocupante para um governo que, ha uma década, não tem acesso a créditos internacionais e depende das exportações para obter divisas estrangeiras. A presidenta Cristina Kirchner quer assegurar um superávit alto na balança comercial, apesar da crise internacional, para fazer frente aos gastos com importação de energia.

Para alcançar o objetivo, o governo argentino reduziu as importações, o que diminuiu a saída de capitais no primeiro semestre deste ano (US$ 5,6 bilhões, bem menos que no ano passado). “Pelas nossas previsões, a Argentina terá um superávit comercial de US$ 12 bilhões, US$ 2 bilhões a mais que no ano passado”, disse àAgência Brasil o analista de comércio exterior, Marcelo Claveri.

Defensor das políticas protecionistas do governo, que favorecem a indústria nacional, o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Horacio de Mendiguren, acha as medidas de controle cambial exageradas. “Podem dar resultado, mas dão a impressão de que o país está em crise, quando não está”. Os argentinos, há décadas, estão acostumados a poupar em dólar e a guardar o dinheiro em casa ou trancados nos cofres dos bancos – mas sempre que possível fora do sistema financeiro nacional.

“É a forma que encontraram para se defender da inflação e da desvalorização. Quando existe crise de confiança, os argentinos compram dólar”, explicou o banqueiro Alfredo Piano, dono do Banco Piano. As novas medidas praticamente proibiram a poupança em dólares.

Em outubro passado, o governo determinou que quem quisesse comprar a moeda norte-americana (ou qualquer divisa estrangeira) teria que pedir autorização a Receita Federal e provar que tem suficientes pesos declarados para fazer a troca. Mas ao longo dos últimos dez meses, as restrições foram aumentando. O governo agora só permite a venda de dólares a quem for viajar, fora da região e dos países da zona euro.
As restrições também afetam os turistas brasileiros, que não podem trocar os pesos que sobram das viagens por reais. As casas de câmbio só aceitam fazer a troca se o turista tiver um recibo, provando que trocou reais por pesos na Argentina. Se não guardou o comprovante do câmbio ou tirou dinheiro de um caixa automático, só poderá comprar reais no Brasil.

Valdemar Costa Neto recebeu dinheiro do PT para pagar dívidas da campanha de 2002, admite advogado


O advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa admitiu durante a sustentação oral em defesa do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que o parlamentar recebeu dinheiro do PT para quitar despesas da campanha eleitoral de 2002. O deputado responde pelos crimes formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ao defender seu cliente do crime de corrupção passiva, Bessa afirmou que Costa Neto recebeu recursos na condição de presidente do partido (então PL) e não usou seu cargo público, de deputado, no esquema. Durante quase 15 minutos, o advogado discutiu a caracterização dos crimes de corrupção ativa e passiva e citou o julgamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello no STF, que foi inocentado da acusação de corrupção passiva.

Marcelo de Bessa rebateu a acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que o dinheiro era destinado a apoiar votações importantes do governo, lembrando que o partido já integrava a base aliada do governo federal. "O PL fazia parte do governo. O vice-presidente José Alencar fazia parte dos quadros do PL".

Bessa destacou que houve um "acordo eleitoral" para garantir a aliança entre o PT e o PL nas eleições presidenciais de 2012, o que desencadeou o acordo financeiro. “Existia um temor com relação ao PT, que seria inimigo dos empresários, que entraria para estatizar a economia e se tornava necessário colocar um empresário que acalmasse [os ânimos do eleitorado] e desse aparência à chapa, de que não se teria um governo ‘esquerdizante’. [...] Houve ‘partilhamento’ do caixa de campanha, exclusivamente com recursos para a campanha eleitoral. Se fez uma proporção então: três quartos daquele caixa ficariam com o PT e um quarto, com o PL. Não se faz campanha sem dinheiro. E isso não é errado”, detalhou o advogado.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirma, na denúncia, que Valdemar Costa Neto recebeu, nos anos de 2003 e 2004, a quantia de R$ 8,8 milhões para votar a favor de matérias de interesse do governo federal.

O defensor de Costa Neto explicou que o pagamento do acordo para campanha de 2002 não foi feito, e o PT, por meio do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, sugeriu que o PL pegasse um empréstimo a ser pago depois pelo Partido dos Trabalhadores. Segundo Bessa, em agosto e setembro de 2002, o PL tomou empréstimo no valor de R$ 5 milhões com Lúcio Funaro, da empresa Guaranhuns. “O acordo e os pagamentos aconteceriam fosse Valdemar Costa Neto deputado federal ou não. E ele não recebeu esse dinheiro pelo cargo de deputado federal e, sim, como presidente de partido”.

O advogado encerrou a defesa dizendo que Valdemar Costa Neto não pode ser acusado por lavagem de dinheiro porque os recursos recebidos por ele "transitaram pelo sistema bancário nacional".

Atualmente, Valdemar Costa Neto é secretário-geral do PR. Em 2005, para evitar a cassação, o parlamentar renunciou ao mandato de deputado federal, ao admitir que recebeu recursos do publicitário Marcos Valério. Ele voltou à Câmara dos Deputados, com a reeleição em 2006 e 2010.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A mulher que revelou os bastidores do Facebook


Em seu livro "The Boy Kings", Katherine Losse fala sobre machismo, projetos secretos e a rotina dentro da maior rede social do planeta

Katherine Losse ocupou por três anos um cargo chave dentro do Facebook, a maior rede social do planeta. Ela era gerente de internacionalização da companhia, além de ser a pessoa responsável por publicar todos os anúncios oficiais do CEO Mark Zuckerberg – o que lhe garantia acesso a informações confidenciais, como planos de expansão da empresa e desenvolvimento de ferramentas que nunca efetivadas.

Com o crachá de número 51, ela começou em 2005 na empresa, ainda como funcionária do setor de atendimento ao cliente, e em apenas um ano conquistou a confiança do jovem executivo, que elogiava sua competência profissional e seu conhecimento excepcional do inglês.

Depois de conhecer como poucos os bastidores da empresa que se transformou numa das gigantes da internet, Katherine decidiu contar a história – ou pelo menos parte dela – no livro The Boy Kings: A Journey into the Heart of the Social Network, ainda não traduzido para o português. Em entrevista exclusiva ao site de Veja, ela conta como foi trabalhar com o jovem mais famoso do setor de tecnologia, além de falar sobre alguns segredos da empresa, como o recurso que criava perfis de pessoas que não estavam cadastradas na rede.

Rotina de trabalho - Gente excêntrica e muitas festas? Sim. A imagem que as pessoas fazem do ambiente de trabalho nas empresas de tecnologia e internet corresponde a parte da realidade no caso do Facebook. No livro, Katherine conta que alguns dos engenheiros usavam rip sticks, skates de duas rodas, para se locomover entre os departamentos. E isso era algo que não espantava os demais funcionários. “Trabalhei com vários jovens com comportamento infantil, mas nós nos dávamos bem como colegas.

O importante era concentrar os esforços no crescimento do site e fazer as coisas funcionarem de forma eficiente”, diz. Fora da empresa, as festas eram comuns, e muito parecidas com as das universidades. A outra parte do trabalho era pura rotina, como em qualquer empresa. “Eu chegava às 10h e abria o expediente com e-mails sobre o site ou qualquer outro assunto que precisasse de atenção. Trabalhava até resolver todos os problemas, o que acontecia lá pelas 19h.”

O rei da rede - No livro, Katherine descreve Mark Zuckerberg como uma pessoa introspectiva e extremamente dedicada ao trabalho. “Ele é quieto, se concentra muito na construção do Facebook e na realização das suas ideias”, diz. Segundo a autora, Zuckerberg também é um pouco mais calmo do que a sua versão apresentada no filme A Rede Social. “Ele gosta de se socializar algumas vezes, aos finais de semana, mas há ocasiões onde é visível a sua preferência pelo trabalho.”

Para a autora, a recente queda no preço das ações da companhia, em julho, não está ligada à imagem de Zuckerberg – que foi amplamente criticada por analistas financeiros –, e sim às dificuldades da empresa em atender às altas expectativas do mercado.

Ambiente machista - No dia do aniversário de 22 anos de Zuckerberg, em 2006, a autora conta que todas as mulheres do escritório foram obrigadas a usar camisetas estampadas com a imagem de seu chefe. Os homens deveriam apenas usar sandálias da Adidas. “O código sexual ficou claro: mulheres deveriam mostrar sua dedicação ao Mark, enquanto que os homens deveriam se tornar o Mark”, diz o trecho do livro. A passagem reflete uma companhia composta principalmente por jovens engenheiros. As poucas mulheres estavam restritas à área de atendimento ao cliente.
“Não acho que ele realmente queria essa imagem de fraternidade universitária para a companhia, mas foi o que aconteceu – por algum tempo”, afirmou a autora na entrevista a Veja. “Os engenheiros ditavam o tom de forte influência masculina na empresa. Talvez isso esteja mudando hoje, com a chegada de mais mulheres em postos importantes dentro do Facebook.”

Privacidade - Katherine conta que, em 2006, os engenheiros da rede criaram um recurso experimental chamado “Dark Profiles”, capaz de criar perfis secretos para pessoas que não estivessem cadastradas no Facebook. O sistema coletava nomes e imagens em fotos com tags, criando um pequeno banco de dados. Caso a pessoa resolvesse entrar no site, ela já teria um perfil pré-montado. “Por trás dos panos, a maioria das companhias na área de tecnologia recolhem esses dados de qualquer um que utilize seus serviços”, afirma a autora.

Outro exemplo citado no livro sobre as ideias malucas que ja fizeram parte dos mentores do site é a existência de uma senha mestra, capaz de acessar qualquer perfil na rede, com direito à alteração e remoção de informações. Katherine diz que essa é uma ideia que ficou no passado, não faz mais parte do sistema. “Esse recurso foi abolido do site, e não existe mais.”

Vinda ao Brasil - Ainda acordo com o livro, em 2009, o CEO do Facebook quase desistiu de uma viagem ao Brasil para divulgar a empresa porque ficou em dúvida se a empreitada valeria o esforço. Zuckerberg tinha uma preocupação exagerada com segurança. Ele temia sobretudo ser alvo de um sequestro. Só concordou com a viagem ao cercar-se de uma poderosa equipe de guarda-costas formada por ex-militares – incluindo um soldado americano que serviu no Iraque e um segurança que atuou na guarda pessoal da cantora Britney Spears. Katherine entende que o investimento faz sentido para um executivo na posição de Zuckerberg. “Muitas pessoas nos Estados Unidos têm a percepção de que o Brasil é um lugar perigoso. Provavelmente essa foi a justificativa para a busca de tanta segurança”, disse.

A saída - A decisão de deixar seu cargo dentro Facebook foi difícil para Katherine. Ela escreve que, a partir de 2009, a rede social começou a se dedicar inteiramente à obtenção de dados dos usuários. A cultura de unir as pessoas se perdia dentro de tantas oportunidades financeiras, que dependiam da oferta de dados intimamente relacionados à privacidade dos usuários. Por fim, em 2010, ela decidiu abandonar Zuckerberg e sua equipe. “Eu queria explorar outras oportunidades, e por isso eu saí”, argumenta com diplomacia.
The Boy Kings: A Journey into the Heart of the Social Network

O livro conta detalhes de bastidores do Facebook, a maior rede social do planeta. A autora revela segredos da empresa e fala do machismo no ambiente de trabalho.
Autor: Katherine Losse
Editora: Free Press

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Leia as postagens na íntegra clicando nos títulos das matérias
  1. Mensalão: advogados reforçam necessidade de julgamento técnico
  2. Haddad reconhece que vídeo comparando Serra a Hitler é 'indevido'
  3. Cinco dos menores e mais raros animais do mundo
  4. Meta de investimento em educação terá novo debate
  5. As universidades vão piorar com mais cotas?
  6. A vida real das Cheias de Charme - Urariano Mota
  7. Mensalão: defesa diz que João Cláudio Genu circulava dinheiro a mando da cúpula do PP
  8. Defesa diz que Pedro Henry responde por processo apenas por ter sido líder do PP
  9. Bolsa brasileira é mais resistente que economia
  10. Corte paraguaio de energia? Não tão cedo
  11. Vereador de Aracruz acusado de Rachid permanece afastado
  12. Deputado capixaba Paulo Foletto (PSB) pede para sair da CPMI do Cachoeira
  13. TJES abre processo contra prefeito de Ecoporanga
  14. Reforma de lei une senadores evangélicos e católicos contra drogas e aborto
  15. Defesa do ex-deputado Pedro Corrêa vai tentar explicar por que ele recebeu R$ 700 mil do PT

Economistas criticam falta de iniciativa do empresariado brasileiro


Em seu afã de retomar o ritmo de crescimento econômico, o governo federal parece enfrentar nos últimos meses o mesmo desafio de 2008 e 2009: soa impossível convencer o empresariado a investir em um cenário de incerteza provocado pela crise internacional, que atravessa sua segunda perna.

- O empresariado em geral é reticente. Ele não sai na frente, só responde ao estímulo público e, em geral, não toma a iniciativa, tende a ser mais cauteloso. Particularmente, os empresários brasileiros estão também acostumados com margens de lucro muito elevadas – disse o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Carlos Prado, que foi ex-presidente do Centro Celso Furtado.

Mas ele ressalta que essa postura pode mudar: “O próprio aumento de perspectivas quanto ao horizonte de investimentos facilitará também um maior investimento privado. Principalmente na área de infraestrutura, você tem muitas áreas de colaboração público-privada, onde o investimento público e o estímulo pela parte do Estado puxam também a ação do setor privado”.

Exemplos não faltam. Mesmo com estímulos como a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a General Motors ameaçou fechar uma seção inteira de sua unidade em São José dos Campos, no interior paulista, o que poderia levar ao fechamento de 2 mil postos de trabalho.

Enquanto o governo federal prepara mais um pacote de incentivos, provavelmente na próxima semana, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou uma pesquisa indicando que 39% do empresariado paulista aposta em um bom segundo semestre – segundo a entidade, o pior índice desde 2005.

Na terça-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que o faturamento no setor teve alta de 2,9% em junho frente a maio, as horas trabalhadas aumentaram 1,8% e o emprego cresceu 0,3%. Ainda assim, disse a CNI, não foi o suficiente para recuperar as perdas do primeiro trimestre.

Pedro Rossi, do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (Cecon) da Unicamp, também sugere um maior estímulo aos empresários brasileiros por parte do governo. “É da natureza do capitalismo a retração do setor privado em momentos de crise. Nesses momentos, é papel do Estado intervir para recuperar a economia. Se temos a perspectiva de uma crise de longa duração, é preciso políticas mais permanentes que busquem o dinamismo econômico. O sucesso dessas políticas vai naturalmente fazer com que o setor privado passe a investir – disse.

Cláudio Considera é mais crítico sobre a relação do governo com o empresariado: “Na verdade, o estímulo deveria ser muito mais voltado para que os empresários voltassem a investir. O governo está fazendo uma política de redução da taxa de juros, mas não está sinalizando corretamente o que pode ser uma política de estímulo para investimentos. Há muitos tipos de oportunidades para investimento que o governo não esta abrindo para o setor privado”, explicou.

O economista cita como exemplo a situação do pré-sal: “O governo chamou a si toda a responsabilidade de investimento. Isto fez com que a Petrobras se endividasse de forma muito forte e esteja cambaleando em termos de resposta a uma melhor administração do pré-sal, enquanto havia a possibilidade de o setor privado assumir parte dessas responsabilidades porque há interesse. O setor privado está disposto a correr este risco. No entanto, o governo não abre mão – concluiu.

Novo golpe contra autoridades monetárias da China


Dados da China divulgados nesta sexta-feira (10) garantiram um novo golpe contra as autoridades monetárias do país, depois que a balança comercial e os novos empréstimos bancários sugeriram que as políticas pró-crescimento têm mostrado lentidão nos resultados e mais ações urgentes podem ser necessárias para estabilizar a economia.

As exportações em julho subiram apenas 1 % ante o ano anterior e novos empréstimos atingiram mínima de 10 meses, o que se somou a dados na quinta-feira mostrando que a produção industrial cresceu no ritmo mais lento em três anos.

Os primeiros dados de peso do terceiro trimestre levaram alguns analistas a questionar a força do que se esperava ser o início de uma recuperação da economia chinesa depois do crescimento desacelerar por seis trimestres seguidos.

- Achamos que o banco central deve agir o mais rapidamente possível para estabilizar a economia. Espero que haja ao menos mais um corte no compulsório e da taxa de juros neste trimestre – disse Xiao Bo, economista do Huarong Securities.

Alguns economistas dizem que o BC chinês pode agir neste fim de semana para afrouxar a política monetária. O banco central já reduziu a taxa de compulsório três vezes desde novembro para liberar estimados 1,2 trilhão de iuans ( US$ 190 bilhões ) para novos empréstimos e cortou a taxa de juros em junho e julho.

Novos empréstimos bancários líquidos em julho de apenas 540 bilhões de iuans contra expectativa de 690 bilhões são uma potencial grande causa de preocupação. Os financiamentos bancários são o principal mecanismo de criação de crédito na economia chinesa.

O número baixo soma-se a temores de queda na demanda dos dois maiores clientes da China –União Europeia e Estados Unidos– o que já fez economistas reduzirem sua previsão de crescimento anual das exportaçõespara 8,6%, segundo pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters na semana passada.
Excluindo queda das exportações em janeiro, a alta de 1% em julho é a mais fraca desde novembro de 2009 e marcou um grande retrocesso em relação ao crescimento em junho de mais de 11% na comparação anual, segundo dados da Reuters. Os embarques para a União Europeia caíram mais de 16%.

As importações em julho subiram 4,7% ante o ano anterior, o ritmo mais fraco desde abril e também aquém das expectativas de alta de 7,2%.
Antes da divulgação dos dados, o vice-ministro de Comércio da China, Gao Hucheng, disse a repórteres que seria um desafio para a China cumprir sua meta de crescimento comercial de 10% no segundo semestre do ano. O ministro, Chen Deming, já havia dito em junho que se a China alcançasse a meta seria “sorte”.

A China não está sozinha neste quadro. Taiwan divulgou na segunda-feira uma quinta queda consecutiva mensal nas exportações em julho, pressionadas por baixas de dois dígitos nos embarques para China, Europa e Estados Unidos. Enquanto isso, as exportações da Coreia do Sul em julho foram as mais fracas em quase três anos.

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