segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Internet causa Desordem e Dependência




Cientistas estudaram os cérebros de 17 jovens viciados em Internet e descobriram diferenças na massa branca - parte do cérebro que contém fibras nervosas - dos viciados na rede em comparação a pessoas não viciadas.

A análise de exames de ressonância magnética revelou alterações nas partes do cérebro relacionadas a emoções, tomada de decisão e autocontrole.

"Os resultados também indicam que o vício em Internet pode partilhar mecanismos psicológicos e neurológicos com outros tipos de vício e distúrbios de controle de impulso", disse o líder do estudo Hao Lei, da Academia de Ciências da China.

Computadores
A pesquisa analisou o cérebro de 35 homens e mulheres entre 14 e 21 anos. Entre eles, 17 foram classificados como tendo Desordem de Dependência da Internet, após responder perguntas como "Você fez repetidas tentativas malsucedidas de controlar, diminuir ou suspender o uso da Internet?"

Os resultados então descritos na publicação científica Plos One, que poderiam levar a novos tratamentos para vícios, foram similares aos encontrados em estudos com viciados em jogos eletrônicos.

"Pela primeira vez, dois estudos mostram mudanças nas conexões neurais entre áreas do cérebro, assim como mudanças na função cerebral, de pessoas que usam a internet ou jogos eletrônicos com frequência", disse Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em Londres.

O estudo chinês também foi classificado de "revolucionário" pela professora de psiquiatria do Imperial College London Henrietta Bowden-Jones.

"Finalmente ouvimos o que os médicos já suspeitavam havia algum tempo, que anormalidade na massa branca no córtex orbitofrontal e outras áreas importantes do cérebro está presente não apenas em vícios nas quais substâncias estão envolvidas, mas também nos comportamentais, como a dependência de Internet".


CIDADE DAS FORMIGAS - DOCUMENTÁRIO LEGENDADO


Neste documentário nós somos transportados para o mundo das formigas pelos olhos de Bert Hoelldobler, uma autoridade mundial nestes insetos surpreendentes. Que animal alcançou imortalidade? Que animal é o mais bélico? Que animal tem a maior cidade do planeta? Não é o homem, mas sim as formigas. Elas são realmente uma história de sucesso. É somente seu tamanho minúsculo e nossa vaidade que nos permitem crer no mito de nossa supremacia. Formigas regem o planeta. Elas são encontradas em mais habitats, desde a distante Finlândia até os sufocantes trópicos. A maior colônia conhecida destes insetos está no Japão, onde 306 milhões de formigas, com 1 milhão de rainhas, em 45.000 colônias esparramam-se por mais de 270 hectares.

Os guerreiros mais ferozes da terra são as formigas. As formigas têm quartéis e sentinelas a postos para se protegerem de ataques de surpresa. Bert Hoelldobler, é amigo do mundialmente renomado cientista Edward Wilson, uma autoridade mundial destes seres surpreendentes. Ele dedicou a vida, viajando ao redor do mundo, para estudá-los. Pelos seus olhos e por suas palavras nós seremos transportados ao mundo das formigas. Um mundo mais maravilhoso e estranho que qualquer ficção científica. “Formigas” revelarão este mundo estranho, pela primeira vez, por meio de uma autoridade e entusiasta do assunto.

O documentário nos coloca face a face com o mundo misterioso destes insetos. Graças a tecnologia mais avançada, podemos chegar bem próximo a vida das formigas e assim, perceber os detalhes deste animal. Além disso, aprendemos um pouco mais sobre seu habitat e costumes.


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As Democracias e o Brasil

Por Marcos Rebello 

O "tom personalista", herdado da França, ou seja, de onde for, podemos traduzir no seguinte: a necessidade de encerrar no indivíduo a responsabilidade por aquilo que o partido encobre. Você por acaso já viu algum partido político responder um inquérito sobre corrupção ou qualquer outra coisa? Isso não existe e NUNCA existirá. Portanto as Listas Fechadas de Candidatos de Partidos está fora de cogitação. Além disso, as Listas representam o que? Elas representam o controle total de um grupo dentro dos partidos que irão negociar TUDO com os grandes interesses.

Como se isso não fosse o suficiente, em futuro muito breve haveria um totalitarismo partidário por aquele partido que viesse a fazer os maiores e melhores negócios com esses interesses e assim consolidariam o poder indefinidamente. Não importa que partido seja, porque todo o poder corrompe, mesmo, e especialmente, um PT pós-Lula. Porque, aos poucos, esse sonho idealista se transforma, nos futuros dirigentes, em gosto pelo poder. Afinal a máquina burocrática, garantida fortemente pelas Listas Fechadas que eles controlam, eliminará com qualquer ideal altruísta. Disso qualquer um pode ter certeza.

Logo, a democracia só é desenvolvida e garantida quando se constroem mecanismos de controle direto pela sociedade.

Mas a China também não está com essa bola toda!

Simplesmente porque um sistema unipartidário não é exemplo de democracia. No entanto, a China está desenvolvendo um sistema econômico estável, equilibrado, e sustentável. Mas no peca no social pelos processos de controle que, olhando pela nossa perspectiva, é muito controlador e autoritário - mas isso devido á superpopulação de 1 bilhão e 300 milhões de pessoas. Convém mencionarmos que, fora esse bilhãozinho, ainda supera o Brasil em 100 milhões - uma bagatela. Então, é fácil julgar sem observarmos esse pequeno grande detalhe.

Ainda sobre esse processo chinês dito democrático, mesmo com as ultimas declarações que incluem "postos de reclamação" da sociedade (ver trecho em inglês abaixo) para que o governo fique ciente dos problemas e insatisfações, não faz com que isso seja chamado de democrático.

Mas, como eu mesmo já disse, cada país tem a sua interpretação de democracia. Inclusive os EUA que tem toda a classe política muito bem azeitada por financiamentos em campanhas que se ocupa em fazer as vezes do sistema financeiro e das grandes corporações na dobradinha do Wall Street e que, quando comentem qualquer erro crasso, como aviltar todo o sistema interno que transborda no internacional, exigem que o Tesouro, que é público, cubra os rombos dessa classe. Então a isso eles chamam de democracia, uma lindeza. Vejam o que está ocorrendo em Wisconsin e as verdades ditas por Michael Moore, um norte americano que estuda e sabe bem como funciona esse sistema democrático. Simplesmente não dá para contestar. Mas, essa é a lógica deles, que ditam moda de inverno no verão tropical.

Sabendo disso, por acaso não é hora do Brasil desenvolver a sua versão de democracia? Porque o que temos é um circo! 

Na melhor das hipóteses é uma cópia diluída, enxertada e requentada do que existe mundo afora. Não é a toa que quando vemos um estudo melhorzinho sobre Reforma Política o autor se esmera em analisar os processos políticos e eleitorais de outros países para ver como ele encaixaria a sua proposta que seria uma adaptação - quer dizer: um outro requentado de sobra de algum outro país la fora. Porque ninguém ousa ser autentico nesse país, e está ficando cada vez pior!

Como eu tenho visto, pelos problemas crônicos que tem o Brasil, que são históricos, vindo desde a era colonial sem muita alteração, está na hora de ser implantado um programa político diferente. Esse deve ser único para permitir que haja um equilíbrio de poderes entre a base social e a classe governante.

A tônica desse sistema seria a troca de informações - coisa que ja existe mas que, por força do sistema, essas informações são usadas para calibrar as propostas dos grandes interesses que comandam a política e forçam os governos a tocarem o programa deles. Porque se por um lado a base social é carente em todos os aspectos e o governo conta com uma classe bem instruída mas corrupta (tanto psicológica, intelectual e moralmente), essa realidade tem que ser transformada em um sistema pela uniformização dessa realidade pelo menos para "descorrupta-la" e dar-lhe uma chance de ser autentica. Isso já seria um começo.

O grande problema é a cinética política unidirecional por força de influencias externas que exigem a manutenção do sistema atual que não representa e não funciona no atendimento da sociedade exceto em raríssimas circunstâncias como nesse governo Lula que mostrou uma ponta de autodeterminação, mas que pudemos ver suscitou enormes desafetos em todas as esferas da vida política e diplomática, basta vermos os despachos recém abertos pelo WikiLeaks. 

É hora de dar-nos conta de que o governo brasileiro apenas sabe oferecer paliativos para problemas crônicos, porque essa classe tem conhecimento desses problemas mas não os trata diretamente porque tem outras prioridades tais como correr atrás das pautas lançadas pelos da Europa ou pelos dos EUA, e agora da China. O Brasil é um país de tecnocratas que apenas sabe se ajustar ao que é proposto no exterior. Ou seja, é um país arregimentado por uma classe que prima por se manter sempre atrás da curva da historia e de si mesmo. Sempre correndo atrás. Sempre!

O pior é que não temos nem perspectiva de uma mudança nesse quadro político interno, mesmo com TODAS as iniciativas sendo tomadas hoje. Essas iniciativas provavelmente farão algum efeito em algumas décadas quando não forem mais necessárias.

Por exemplo: qual é o impacto REAL da Lei das Diretrizes Orçamentárias quando as legislaturas são controladas pelos grandes interesses e quando a Lei Orçamentária Anual dispõe sobre as alterações das "legislações tributárias" e essas dependem de interesses econômicos controladores? Como, se as legislaturas deixam de representar uma sociedade que é tributada acima do seu limite? Além disso com um Banco Central que cobra os juros mais altos do mundo?!

Então, quem é que controla esse processo político afinal de contas? Isso é democracia representativa? Sim, porque, para existir, é um mexido de sobra requentada do que ocorre mais ao norte, como eu acabei de dizer que nos EUA acontece o mesmo, mas com a diferença de que os juros ali são quase negativos.

Então eu proponho que se as iniciativas estratégicas de Samuel Pinheiro Guimarães possam dar continuidade pela sua nomeação ao Mercosul, essa tentativa de democratização do sistema deve ser implementada para aprofundar essas mudanças agora no sistema político como um todo. Nisso, as bases sociais devem ser consolidadas em comunidades autônomas mas sendo atendidas diretamente por um sistema eleitoral verdadeiramente representativo.

Para isso as Câmaras de Vereadores devem ser transformadas, assim como a organização interna dos partidos políticos, para que baixem o seu centro de gravidade a fim de atende-las. Quem sabe disso saia uma democraciazinha. Isso apenas para consumo interno e do Mercosul. Não pra inglês ver, porque quando eles derem com os olhos, vão ter um ataque e, provavelmente, bater com as dez.

Marcos Rebello

China Highlights: Premier Wen's gov't work report (Trecho referente ao social)

March 5th, 2011

SOCIAL ADMINISTRATION

-- China will expand channels for people to report on social conditions and popular sentiment; and effectively solve problems that cause great resentment among the masses, such as unauthorized expropriations of arable land and illegal demolitions of houses.

(Debate sobre diplomacia , fórum do grupo Consciência Política Razão Social - facebook)

Ronald Zomignan Carvalho - Excelente contribuição de Marcos Rebello! A China possui um modelo econômico e político milenar, altamente discutível do ponto de vista ético ocidental, mas eficiente no sentido de promover hoje a evolução social de um país gigantesco... A pista, que ele aponta, é que talvez tenhamos mesmo que pensar num modelo alternativo, nosso... Valeu Marcos!
Parte superior do formulário.

Marcos Rebello - Obrigado, Ronald. É sempre bom termos quem aprecia essas autocríticas propositivas do nosso sistema. Eu tenho uma enorme fé na criatividade do ser humano, especialmente no brasileiro. Mas essa criatividade tem a obrigação de ser autentica - como se a criatividade pudesse ser outra coisa! Aí portanto está o desafio. Ser ou não ser. Forte Abraço. 

Marcelo Saldanha - Marcos, estava eu num post, com um nobre falando sobre estas partes obscuras do governo, onde vimos tb em outro post a fala do Tarso Genro sobre demonização da política e dos partidos... eu sou verde ainda no campo dos debates políticos e fico numa encruzilhada... eu tenho convicção de que do jeito que está, não está bom e não vejo mudança a ser proferida nem pelos políticos e muito menos pelos partidos ou até governo... vejo vários posts com matérias dizendo que o congresso diz que pra mudar isso vai ter que ter mobilização popular, pra mudar aquilo vai ter que ter pressão popular... sendo assim, parece que estas matérias é uma provocação para que haja estas manifestação, mesmo sabendo que o povo é alienado, sem estrutura unificada em prol das causas democráticas...Pergunta quase que retórica : Como acabar com esta farsa e botar pressão popular no congresso e governo ? Exigir que o governo crie nos meios e comunicação uma campanha de unicidade popular em prol das causas.. fazer o papel real das comunicações vir a tona.. tem que haver um modo de aglutinar e mostrar as pessoas sobre a importância destas causas : reforma política, código florestal, democratização das comunicações, cultura em chamas... Enfim... o que precisamos fazer, nós, pequenos em grupo ainda, para que tenhamos uma forma de aglutinar as pessoas de forma mais  eficaz. Abs 

Dagmar Vulpi  - Marcelo, se me permite anteciparei à resposta do Marcos, darei meu pitaco. Entendo que só existe uma forma de aglutinar as pessoas eficazmente. "Informação e conscientização", este é o grande obstáculo que deverá ser enfrentado. Em pleno sec. XXI a grande maioria não tem acesso à uma informação digna, e por falta desta infelizmente existe uma grande massa de brasileiros ignorantes em vários campos, mas principalmente no que diz respeito à Política.

Marcos Rebello  - Marcelo e Dag. 
Primeiro de tudo precisamos tomar ciência de uma coisa:

Quando descartamos uma proposta como a das Listas Fechadas financiadas pelo público, estamos tomando uma decisão que afeta não apenas o processo político interno, mas estão os retirando do país uma arma de ação no cenário mundial que tem se caracterizado por decisões de governos altamente centralizados. Esse seria o propósito das Listas Fechadas. Ou seja, são países que, por terem um peso específico proporcionalmente maior, tem um impacto determinante nas relações internacionais. O Brasil ja ocupa uma posição de destaque e, em 20 anos, pode ocupar a quinta posição no ranking mundial. Isso demanda do governo do país uma posição inequívoca sobre duas coisas: uma é a política interna sólida que deve atender à sociedade da melhor forma possível, e outra que essa política interna não interfira enfraquecendo a política de estado no meio internacional. Em suma, a proposta das Listas Fechadas estaria fornecendo um forte indicativo de poder no quesito da política externa que é uma necessidade atual no cenário internacional. Mas, seria uma farsa. Porque, ao manter a sociedade arregimentada por uma classe política, em qualquer tempo, sob determinadas pressões, ruiria por terra. Aonde estaria o processo de desenvolvimento social nacional sustentável? Quer dizer, seria uma pseudo-democracia porque de legitimidade duvidosa, e de curta duração. Conclusão: perderíamos todos. Portanto, não podemos permitir que a política externa seja enfraquecida em qualquer tempo, mas devemos dar-lhe o melhor suporte possível para que seja sólida e duradoura. Isso apenas será possível quando tivermos um sistema verdadeiramente democrático. Uma democracia vigorosa retira das preocupações do MRE em ficar em linha de fogo das críticas nas suas atuações em um mundo cada vez mais dinâmico.

A proposta das Listas Fechadas precisam de um substituto de igual ou maior poder de coesão política interna para dar suporte à atuação do governo nas relações internacionais. 

O que precisa ser feito então depende de três coisas: 

1- Juntar os fatos que não correspondem com o as necessidades sociedade. Ou seja, vícios em processos sistêmicos que beneficiam apenas uma parte dela ou interesses externos em detrimento da sociedade como um todo. 

2- Codificar as propostas que devem ser apresentadas. Sem propostas sérias e viáveis não se pode fazer nada. Serão ações inócuas e vira baderna. Não aturamos baderna ou demonstrações vazias para que sejam apresentadas propostas contrarias ao que o movimento propõe. 

3- Entrar em contato com agentes da sociedade com influencia para aumentar a conscientização sobre os problemas e as soluções. A UNE, a CUT, os principais sindicatos de professores, seriam algumas das instituições.


4- Engajar o sistema político em um processo de mudança de forma ordeira. Se for necessária uma Assembleia Constituinte, que assim seja. Mas as mudanças devem ocorrer sem demoras e sem interferir na condução dos affairs do Governo. 

Marcos Rebello - Recoloco aqui o que postei em outro tópico sobre a recente visita de Kassab com os dirigentes do PSB ao ES em visita a Casagrande para tratarem da sua transferência para o PSB. Imaginem um integrante do DEM de extrema direita indo para um P...SB. Cadê a ideologia? O PSB se posicionou ja desde tempos para acomodar esses interesses porque a exigência dos tempos demanda que o socialismo seja capitalizado. E se isso ocorre, fica um suposto jogo intrapartidario para ver quem vai indoutrinar a quem, como se isso importasse quando se fazem as trocas de interesses econômicos e políticos. A sociedade fica sabendo disso? Ou é jogo de bastidores? Os senhores decidam. ... Então, essas mudanças de partido são a prova do que eu já disse. O que vale na política atual, especialmente no Brasil, são os interesses econômicos representados nos políticos. Disse também que ideologia é coisa para consumo da sociedade e da militância, não vale de nada. Disse também que estamos entrando em uma faze na política em que as ideologias devem desaparecer, porque inócuas, e um centrão   político está se formando porque não ha mais diferença entre esquerda e direita. Tudo depende dos grandes interesses econômicos que dependem dos financeiros. Então para que partido político? Daí a proposta das Listas Fechadas que estaria se antecipando a tudo isso para colocar no poder estatal uma classe política super pequena afunilando todo o processo para um sistema parecido com o da China: controle central. Isso é democracia ou é totalitarismo? Os leitores estão vendo que essa Reforma Política representa MUITO MAIS do que estavam pensando. Portanto, é hora de uma proposta da sociedade para essa Reforma para que seja AMPLA e PROFUNDA para atender à sociedade e não a interesses políticos e econômicos em parceria em detrimento dela. 

Fernanda Tardin - Marcos e destaco na sua fala (toda de importância): Disse também que estamos entrando em uma faze na política em que as ideologias devem desaparecer, porque inócuas, e um centrão político está se formando porque não ha mais diferença entre esquerda e direita. Tudo depende dos grandes interesses econômicos que dependem dos financeiros. Então  para que partido político??? 

Fernanda Tardin - E os políticos dirigentes partidários vão tentar de tudo para minimizar a conscientização do POVO. Hora de IDEOLOGIA ZERO, JUNTOS SOMOS FORTES minha gente.

Outra colocação para exemplificar, até uma postagem que fizemos ontem e está causando a maior revolução em grupos virtuais de Yahoo e GOOGLE e em BLOGS e comunidades de sites como Face e Orkut é: 14º e 15º salários. Então pergunto? Tem esquerda e direita no Brasil na Hora de aumento salarial? Que eu saiba Marina e outro senador do PSOL votaram contra este aumento, mas eles não vale como exemplo, iam sair do cenário parlamentar. Algum Político assinou devolvendo ( exceto o mostrado aqui do PDT-DF) os 14 e 15 salários e diminuindo as assessorias parlamentares e verbas auxiliares?

 Tivemos esquerda ou direita na hora em que parlamentares foram votar o Código Florestal ( trocado na Camara com os UDENISTAS/grileiros pela presidência da casa (anunciado com provas pelo Congresso em Foco? 

Minha gente, JUNTOS SOMOS FORTES e é isto que pega agora, repito"Disse também que estamos entrando em uma fase na política em que as ideologias devem desaparecer, porque inócuas, e um centrão político está se formando porque não há mais diferença entre esquerda e direita. Tudo depende dos grandes interesses econômicos que dependem dos financeiros. Então para que partido político???" 

Atentem.
 
(M. Rebello)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Muito além da Democracia.

É frustrante para o povo não participar das decisões políticas que regem sua vida, e das ameaças do poder efetivo  exercido por grupos que não foram eleitos por ele, ou seja, os componentes da tecnocracia. A tecnocracia pode ser entendida como: cracia que vem do grego crátos e, geralmente é traduzido como governar, porém "crátos" significa, também, o poder, a capacidade de controlar, portanto tecnocracia é muito mais do que os simples governados subjugados às máquinas ou a técnicas, e sim como o norteamento ou asseguramento da relação do ser humano através da perspectiva do controle, ordenação e exploração, sendo a tecnocracia uma agressão ao ser humano  e as suas realizações.

Quanto mais subdesenvolvida uma sociedade, em face de complexidade dos seus problemas estruturais, quer seja na área econômica ou na social, fica estabelecida a maior dependência da tecnicidade, considerando a dificuldade de compreensão e solução desses problemas pelos políticos, partidos e, principalmente pelos eleitores. Em face de falta de preparo dos governantes em produzir as soluções e enfrentar os problemas gerados pelas questões econômicas, políticas e sociais, tais como, combate à inflação, variação cambial, relações exteriores, desemprego entre outros, e contidos dentro do mundo  totalmente globalizado, surgiu à elite tecnocrata, que provoca intervenção silenciosa e totalmente independente da vontade do povo e dos seus representantes.

O clube dos tecnocratas é fechado, limitado há pouquíssimas pessoas, como também essa nova casta apresenta como características, a presunção, autoritarismo, e, principalmente,  comportamento insensível as questões sociais, pois as decisões, na maioria contida no campo econômico-financeiro,  são apresentadas de forma imperiosa, de caráter infalível e cercada de mistérios, porém perturbam e alteram a vida de toda a nação.

Com relação aos grupos de pressão,  existe, ainda, alguma  transparência nos interesses defendidos e  na possibilidade de participação da opinião pública nas decisões desses grupos. A tecnocracia piora ainda mais a degeneração do sistema democrático, como também, essa casta instala-se no poder de forma indireta, toma ou induz as decisões sem avaliação popular e cria a ditadura de decisão da classe dominante, a exemplo da França, composta pela alta burocracia, elite militar e elite científica.  No caso Brasil pode avaliar a predominância tecnocrática no campo econômico, em face de continuidade das decisões adotadas pelo governo anterior, ressaltando que a mudança governamental que ocorreu foi um guinada de ideologias políticas historicamente e extremamente diferentes, entretanto a política econômica permaneceu intacta, mesmo recebendo críticas do povo e do próprio Partido dos Trabalhadores, base de origem e sustentação do presidente Lula. 

Petróleo, uma caixa preta



Nove em dez vezes o dinheiro do petróleo é um dinheiro maldito.

Por Rodnei Vecchia*
O Brasil apresenta-se mundialmente como detentor potencial de grandes reservas de óleo, líder na produção de biocombustíveis e detentor da tecnologia do ciclo de combustível nuclear. O papel do país pode ser de destaque e liderança jamais imaginados no cenário geopolítico energético mundial, e essa pode finalmente ser a hora e a vez de o país montar no cavalo selado que novamente passa à sua porta. Parece simples, e é, mas para transformar sonhos em realidade faz-se necessário visão de futuro, vontade política, pulso firme e ação empreendedora.

No entanto, fatos deploráveis insistem em permear as manchetes dos meios de comunicação. A Agência Nacional do Petróleo - ANP multou a Petrobras, maior empresa brasileira, em R$ 84,5 milhões pelo repasse incorreto de informações da plataforma P-50, situada no campo de Albacora Leste, na bacia de Campos.

Segundo o processo aberto pela agência, a estatal usou de fatores não aprovados para fazer a medição da produção. Com isso, parte da quantidade de óleo extraído do campo, em operação desde 2006, não foi informada. Estima-se que, no período de 14 meses, a Petrobras tenha deixado de informar a produção de 1,3 milhão de barris. Sem o registro dessa produção, um montante de royalties e demais tributos deixou de ser pago. Atitude lastimável de quem tem que protagonizar exemplos de ética e transparência em todas as suas ações..

As grandes petroleiras mundiais de há muito dominam todo o ciclo, do poço ao posto. Essas companhias optam pelo refino e pela distribuição como propulsores de sua lucratividade, desvalorizando o óleo. Quando tem que dividir os resultados com governos, descontam diversos custos, e ao longo de muitos anos quase nada sobrava de lucro para os países concedentes, configurando-se, então, um modelo tirano e colonial de exploração, que causava baixa qualidade de vida à população desses países.

Ao longo do tempo, as majors, ou big oil, converteram sua descomunal riqueza em mega influência política.  Utilizaram seus vultosos recursos financeiros para infiltrar-se e criar intrincados e obscuros labirintos por todos os poderes estabelecidos de um país. Juntavam-se, fundiam-se e formatavam parcerias para dominar por completo a cadeia produtiva do petróleo, verdadeiros sistemas de truste e cartel. Buscavam obter benefícios fiscais, subsídios, redução de royalties e brechas na lei que as favorecessem.

É o petroimperialismo tirano, que emporcalhou a natureza e também os lugares onde os interesses da indústria controlam países e sociedades. Prosperaram no segredo, na mitomania, na falta de transparência e no controle sobre a informação. Eram ações comuns das majors: ocultação de pagamentos a governos, dissimulação de operações contábeis, influência na mídia para plantar seus interesses, compra e expulsão hostil de concorrentes. Enfim, o cartel internacional do petróleo foi o mais bem-sucedido em termos de conduta anticoncorrência da história, ao realinhar o poder mundial, desestabilizar economias, derrubar governos e agredir o meio ambiente.

Por outro lado, a importância estratégica do petróleo no panorama energético mundial deve também ser atribuída, em grande parte, às grandes companhias petrolíferas privadas. Seus vultosos capitais (maiores que o PIB de muitos países), sua capacidade empresarial e influência política formaram verdadeiros poderes paralelos na economia mundial, que determinaram o ritmo e a forma de crescimento econômico de muitas nações.

A criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – Opep em 1960 propiciou a quebra parcial dessa cartelização, e a hegemonia de grandes companhias passou a ser exercida pelos países produtores de petróleo. Era a primeira vez que um cartel de países enfrentava um cartel de empresas.

A dependência de óleo e a volatilidade de seus preços dominam o cenário geopolítico e geram um  estado permanente de conflitos. Potências mundiais preparam-se para futuras guerras, não mais por questões ideológicas ou políticas, mas por lutas intensas por recursos cada vez mais escassos. É cada vez mais premente abrir-se a hermética caixa preta do petróleo.




Enem - Justiça concede direito vista na redação a mais de 70 alunos.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), todos eles tiveram direito vista da redação e 28 provas passaram pelo processo de revisão da correção. Mas apenas um estudante de São Paulo, cuja redação tinha sido anulada, conseguiu a revisão da nota.
O edital do Enem não prevê a possibilidade de recurso para a redação, mas muitos candidatos insatisfeitos com a pontuação obtida estão recorrendo à Justiça para ter acesso à prova e pedir que a correção seja revista. Hoje (10) o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que é normal que, em um universo de 4 milhões de candidatos, haja pedidos como esses à Justiça.
"Isso é algo que já ocorreu em anos anteriores e para o qual o consórcio que aplica o Enem está absolutamente preparado. O Cespe [Centro de Seleção e de Promoção de Eventos Universidade de Brasília] tem respondido às deliberações e liminares dos juízes normalmente", afirmou o ministro.
Embora reconheça que o recurso judicial é um direito constitucional de qualquer cidadão, Haddad ressaltou que o grande número de participantes do Enem não permite incluir no edital a possibilidade de todos os candidatos recorrerem da nota.
Em agosto do ano passado, o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) firmaram acordo com o Ministério Público do Distrito Federal para que a correção da redação do Enem seja disponibilizada de forma automática a todos os participantes. A mudança está prevista para entrar em vigor neste ano. Com isso, os estudantes não precisarão mais recorrer à Justiça para pedir vista da prova.
"O Inep pediu um prazo para investimento em infraestrutura para tornar isso possível. Porque o nosso problema é de escala: não é um vestibular com 50 mil candidatos, são 4 milhões de pessoas", enfatizou Haddad.
A nota do Enem pode ser usada para pleitear vagas em universidades públicas brasileiras por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A ferramenta entrou no ar à meia-noite de sexta-feira (6) e recebe inscrições até a próxima quinta-feira (12), exclusivamente pela internet. Para o primeiro semestre de 2012 estão disponíveis 108 mil vagas.

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