sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cachorro vítima de maus tratos comove escoceses


A crueldade com que um cachorro era tratado por seu dono revoltou os moradores da cidade de Pasley, na Escócia. Snoop, uma mistura de collie com labrador de seis anos, foi encontrado desnutrido em meio às fezes e restos de comida no apartamento de seu dono.

A polícia foi ao local após receber uma denúncia contra Edward McNeill, de 22 anos. A situação em que estava o cachorro impressionou os policiais. Snoop pesava apenas oito quilos, metade do que deveria pesar um animal com o mesmo porte.

“É terrível, eu sei”, disse Edward ao ser questionado pela polícia sobre a situação do cachorro. Ele também alegou que tinha dificuldades para cuidar de si mesmo e explicou que por isso não conseguia tomar conta do bicho de estimação.

De acordo com o jornal The Sun, Snoop foi apreendido em março e desde então recebeu tratamento para se recuperar até que estivesse em condições de ser adotado.
O delegado responsável pelo caso pediu registros médicos sobre a condição de Edward para o julgamento da acusação de maus tratos. A decisão deve sair em setembro.

Desde então milhares de pessoas se manifestaram pela internet contra Edward, pedindo uma punição severa pela forma com que Snoop foi tratado e nem mesmo a foto que mostra o cachorro recuperado conseguiu acalmar a população.



As ações afirmativas não solucionarão a defasagem no ensino brasileiro


A política equivocada de fazer remendos para mascarar a deficiência do ensino, não deveria encontrar eco na sociedade brasileira, pois, é exatamente na implantação das chamadas ações afirmativas, caso das cotas raciais, que o governo vai maquiando e desvirtuando a origem do problema.
Nesta semana, a presidente Dilma sancionou a Lei das cotas raciais, onde, se tudo funcionar conforme o planejado, que é difícil, serão beneficiados 120.000 jovens brasileiros. O erro do governo se encontra nessa política de pseudo-protecionismo, onde ele não procura tratar a origem do problema, mais vende a idéia dos paliativos, e estes, por mais que sejam implantados nunca serão suficientes para corrigir a falha.

 De acordo com relatório lançado hoje (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), hoje há no Brasil 1.419.981 crianças na faixa de 4 e 5 anos de idade que não estão matriculadas no sistema de ensino. Até 2016, o Brasil tem a obrigação de incluir todas as crianças de 4 e 5 anos na escola. Tarefa que não será nada fácil, já que uma emenda constitucional aprovada em 2009 ampliou a faixa etária em que a freqüência à escola é obrigatória. Antes, apenas a população de 7 a 14 anos tinha que estar necessariamente matriculada no ensino fundamental, mas a partir de 2016 o ensino obrigatório irá cobrir desde a pré-escola até o ensino médio (dos 4 aos 17 anos).

O relatório -Todas as Crianças na Escola em 2015 – Iniciativa Global pelas Crianças Fora da Escola – baseou-se em estatísticas nacionais, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009. No total, cerca de 3,7 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora da escola no Brasil. A maior defasagem é na pré-escola e no ensino médio, já que entre os brasileiros de 6 e 14 anos o grupo que não freqüenta a escola é menor, cerca de 730 mil.

Entre os brasileiros de 4 e 5 anos que não estão matriculados nos sistemas de ensino,  56% do total são negros. Os números indicam que a freqüência ainda insuficiente de crianças de 4 e 5 anos está relacionada à falta de vagas na rede pública.
A representante do Unicef - Maria de Salete Silva - ressalta, que o maior desafio está “na outra ponta” da educação básica. O relatório diz que 1.539.811 adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Nesse caso, os problemas de frequência não estão tão relacionados à falta de vagas, mas ao desinteresse da população nessa faixa etária pelo ensino médio. Para muitos jovens já envolvidos com o mercado de trabalho, a escola é pouco atrativa.

“Isso requer uma mudança muito grande no ensino médio. Estamos com a maior população de adolescentes da história do Brasil, a gente não pode perder isso e esperar para resolver na próxima geração porque está condenando o país a ter milhões de adultos sem formação escolar”, avalia Salete.

Segundo ela, não será necessário apenas ampliar as vagas para incluir os jovens que estão fora da escola, mas torná-la mais atrativa para a realidade deles. “Você precisa trazer o aluno e incorporar na escola aquilo que é parte do projeto de vida deles. A escola está longe da vida dos adolescentes”, aponta.

Para incluir toda a população de crianças e jovens ainda fora da escola, o estudo aponta como uma das medidas necessárias a ampliação dos recursos para a área. O Unicef apoia a meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE) que está em debate no Congresso Nacional.

“A gente discorda de quem acha que o problema da educação no Brasil não é dinheiro, mas gestão. Nós temos problemas sérios de gestão, mas só com os recursos que temos hoje não conseguimos fazer tudo que é necessário: incluir todos na escola, ter qualidade, professor bem remunerado e capacitado, escola com boa infraestrutura. O desafio é enorme”, argumenta.

Como observamos o governo tenta tratar o problema no varejo, criando paliativos para beneficiar 120.000 jovens com cotas raciais, enquanto temos 1.419.981 crianças com idade de 4 e 5 anos e 1.539.811 de adolescentes entre 15 e 17 fora do ensino fundamental.

Precisamos refletir sobre o problema do ensino brasileiro.
Será que todos os erros são originários do século XVIII, mais especificamente no sistema escravocrata da época?
Será que a criação das cotas raciais para jovens já adultos é a solução?

OEA diz que Paraguai faz esforço em favor do fortalecimento da democracia


Ao encerrar visita de três dias a Assunção, capital paraguaia, a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) informou que as autoridades do Paraguai atuam para o fortalecimento da democracia. O chefe de gabinete da Secretaria-Geral da OEA, Hugo de Zela, destacou uma “abertura dos setores políticos”. Segundo ele, há desejo de diálogo em todos os níveis de Poder no país – Executivo, Judiciário e Legislativo.

A OEA enviou a missão ao Paraguai para examinar a situação política porque o país foi suspenso do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em junho. A suspensão ocorreu logo após a destituição do então presidente Fernando Lugo do poder.

Para os líderes políticos da região, houve o rompimento da ordem democrática, pois não foi dado tempo para Lugo se defender do processo de impeachment. As autoridades do Paraguai negaram irregularidades no processo envolvendo Lugo. Segundo as autoridades, houve respeito à Constituição e à legislação paraguaias.

Nos três dias que passaram em Assunção, os observadores da OEA se reuniram com representantes do Executivo, Judiciário e Legislativo para analisar a organização para as eleições de 21 de abril de 2013. Os paraguaios irão às urnas para a escolha do presidente, do vice-presidente, dos governadores e parlamentares.

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, José Félix Fernández Estigarribia, disse que a missão da OEA concluiu que o objetivo das autoridades do país é promover "[um processo] transparente e de amplo diálogo político". Em dezembro, chega ao Paraguai um grupo de observadores que ficará no país até abril de 2013.

No próximo dia 11, os magistrados da Justiça Eleitoral se reúnem com o secretário de Assuntos Políticos da OEA, Kevin Casas-Zamora, e o presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José de Jesús Orozco, também para tratar das eleições de abril de 2013.

Unicef alerta para trabalho infantil como causa significativa do abandono escolar


O relatório Todas as Crianças na Escola em 2015 – Iniciativa Global pelas Crianças Fora da Escola, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alerta para a persistência do trabalho infantil entre as crianças em idade escolar, o que prejudica o direito dessa população à educação. De acordo com o levantamento, 638 mil crianças entre 5 e 14 anos estão nessa situação, apesar de a legislação brasileira proibir o trabalho para menores de 16 anos. O grupo representa 1,3% da população nessa faixa etária, mas para o fundo não pode ser desconsiderado porque o trabalho infantil é uma “causa significativa” do abandono escolar.

Segundo o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), César Callegari, o estudo do Unicef traz uma fotografia importante dos desafios que o Brasil tem pela frente: garantir a educação para todas as crianças e jovens brasileiros, incluindo não só essa parcela da população, mas favorecendo sua permanência na escola. Ele ressaltou, no entanto, que o país conquistou avanços significativos principalmente na útlima década.

"Se olharmos não apenas a fotografia, mas o filme dos últimos anos, veremos que o Brasil conseguiu incluir nos últimos 12 anos mais de 5 milhões de crianças e jovens que estavam fora da escola. Tínhamos 8,7 milhões, entre 4 e 17 anos, nessa situação em 1997 e agora são 3,69 milhões", disse Callegari. Ele citou a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) como um dos mecanismos mais importantes para esse avanço, ao viabilizar "recursos firmes e mensais" para que cada município e estado garanta a matrícula de crianças na pré-escola e de jovens no ensino médio.

Estudos mostram que os índices de trabalho infantil caíram nas últimas décadas, mas ficaram estagnados nos últimos cinco anos. O levantamento do Unicef inclui tanto crianças e jovens que desenvolvem atividades econômicas, quanto aqueles que se ocupam de serviços domésticos com duração superior a 28 horas semanais. A coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, diz que o momento econômico que o Brasil vive tem feito crescer o número de meninos e meninas responsáveis pelas tarefas do lar.

“Quando temos uma situação de oferta de emprego grande, isso pode acarretar aumento do trabalho infantil doméstico para as meninas, que substituem a mãe que foi para o mercado de trabalho. Essas meninas ficam com a responsabilidade de cuidar dos irmãos, lavar louça, arrumar a casa”, explica Salete. Para a representante do Unicef, uma das principais barreiras para superar essas práticas é cultural. Em muitas famílias, o trabalho desde a infância é considerado normal e importante para o desenvolvimento. Além das tarefas do lar, outro “nicho” do trabalho infantil está na zona rural, onde logo cedo jovens ajudam a família no trabalho do campo.

“O trabalho agora é localizar essas  famílias e entender o que leva aquela criança a trabalhar e o que pode ser feito para convencer a família de que aquele trabalho não é adequado”, aponta Salete. A questão socioeconômica também tem grande peso no ingresso precoce no mercado de trabalho. O relatório mostra que mais de 40% das crianças de 6 a 10 anos, de famílias com renda familiar per capita até um quarto de salário mínimo, trabalham. Esse percentual cai para 1,2% no grupo de famílias com renda superior a dois salários mínimos por pessoa.

Do total de crianças de 5 a 14 anos que trabalham, 93% estudam. O relatório mostra o trabalho infantil como uma grande barreira tanto para as crianças que estão fora do sistema de ensino, quanto para aquelas que frequentam a escola. Mesmo quem está regularmente matriculado terá o desempenho escolar prejudicado pelas outras tarefas que desempenha.

“Essa questão interfere de fato na qualidade do ensino, já que a criança que trabalha tem menos condição de aprendizagem porque fica cansada e desatenta. E se ela não está na escola, dificilmente vai largar o trabalho para estudar”, ressalta Salete.
De acordo com o relatório, 375.177 crianças na faixa de 6 a 10 anos estão fora da escola – o que corresponde a 2,3% do total dessa faixa etária. Dessas, 3.453 trabalham (0,9%) e, nesse grupo, a maioria é negra (93%). O número de crianças de 11 a 14 anos que só trabalham é cerca de 20 vezes maior que na faixa anterior: 68.289.

Salário mínimo em 2013 será R$ 670,95, determina Ministério do Planejamento


O Ministério do Planejamento fixou em R$ 670,95 o valor do salário mínimo a partir de janeiro de 2013. Essa é a proposta que o governo federal incluiu no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado ao Congresso Nacional. O novo valor é 7,9% maior que os R$ 622 pagos atualmente.

A Ploa traz a previsão de gastos do governo para o próximo ano. O novo valor do mínimo passa a ser pago a partir de fevereiro, referente ao mês de janeiro. O reajuste inclui a variação de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 e a estimativa de que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) previsto para o ano de 5%.

A estimativa do governo é que cada R$ 1 de avanço no mínimo gere despesas de R$ 308 milhões ao governo. Com isso, o aumento de R$ 48 concedido pelo governo causará impacto de cerca de R$ 15,1 bilhões aos cofres públicos.

O INPC é o índice utilizado nas negociações salariais dos sindicatos e faz parte do acordo de evolução do salário mínimo fechado entre governo e centrais sindicais

Casa Branca confirma que informações sobre morte de Bin Laden foram incompletas, mas não esclarece contradições



O porta-voz da Casa Branca, Jay Carner, confirmou que as informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos sobre circunstâncias que levaram à morte de Osama Bin Laden, em maio de 2007, foram incompletas. No entanto, ele evitou detalhar as contradições que vieram à tona, nos últimos dias, com a revelação de um oficial que participou da operação no Paquistão.

“Trabalhamos para conseguir informação o mais rapidamente possível e a informação inicial acabou por ser incompleta”, disse o porta-voz.

Líder e fundador da rede Al Qaeda, organização à qual são atribuídos vários atentados contra alvos civis e militares dos Estados Unidos e seus aliados, inclusive os ataques de 11 de setembro de 2001, Bin Laden foi morto durante uma operação militar norte-americana, em Abbottabad, no Paquistão. De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, o corpo dele foi lançado ao mar.

No livro Easy Day: The Firsthand Account Of The Mission That Killed Osama Bin Laden (cuja tradução livre é um dia nada fácil: o primeiro relato da missão que matou Osama Bin Laden), o autor sob o pseudônimo de Mark Owen diz que Bin Laden foi morto com um tiro na cabeça, no quarto onde estava. O livro será lançado na quarta-feira (4).

Para as autoridades norte-americanas, o autor do livro que é um ex-oficial violou o compromisso de confidencialidade a que estava sujeito e que incluía a revisão de qualquer testemunho pessoal antes da sua publicação. O Pentágono, Departamento de Defesa dos Estados Unidos, ameaçou recorrer “a todos os meios legais disponíveis contra [o ex-militar] e todos os que com ele cooperaram”.

Antes da versão do livro, o governo norte-americano informou que Bin Laden foi morto ao tentar reagir. “Não li o livro, não creio que alguém aqui [Casa Branca] tenha lido e não posso fazer uma avaliação”, disse Carney.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.


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