quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Como o Itaú já fez mais de 500 funcionários pararem de fumar


Programa interno oferece tratamento por um ano, além de acompanhamento posterior

No dia 30 de agosto, é promovido o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O vício é uma das preocupações das empresas, já que pode causar uma série de problemas de saúde aos funcionários. E o Itaú Unibanco aproveitou para fazer um balanço de seu programa interno antitabagismo.

Criado em 2006, o programa do Itaú já atendeu cerca de 1.200 funcionários. Destes, cerca de 550 efetivamente largaram o cigarro. O programa é oferecido para os funcionários administrativos e da rede de agências bancárias da Grande São Paulo.
As inscrições são abertas duas vezes por ano, e devem ser feitas por meio da intranet do banco. Não há limite de vagas, mas os inscritos são divididos em grupos de 12 pessoas, para participar das atividades.

Dinâmica
Os participantes passam por palestras, dinâmicas de grupo, técnicas de respiração, orientação nutricional e apoio psicológico. No total, o tratamento dura um ano, com uma sessão por mês, além de três consultas médicas.

Mais um grupo de 40 funcionários deve começar o programa em setembro. A adesão é voluntária, e não há punições para quem desiste no meio do caminho – ou não consegue parar de fumar. No total, o Itaú Unibanco conta mais quase 105.000 funcionários, de acordo com a edição especial Melhores e Maiores de EXAME 2012.

Apple vale mais do que Microsoft, Google, Amazon e Facebook

Juntos, os valores das empresas atingiriam a marca de US$ 630,9 bi, inferior aos US$ 632,5 bi da Apple


A Apple realizou uma façanha poucas vezes ocorrida no mercado de tecnologia: superou o valor de mercado das principais companhias americanas do segmento somadas.

Juntos, os valores de mercado da Microsoft (256,7 bi de dólares), Google (221,4 bi de dólares), Amazon (111,2 bi de dólares) e Facebook (41,3 bi de dólares) atingiriam a marca de US$ 630,9 bi.

Sozinha, com seus papéis negociados a 676 dólares, a Apple tem valor de mercado superior a 632,5 bi de dólares.
A observação foi primeira notada pelo designer e analista americano Kontra e divulgada no Twitter.

A Apple atingiu novo valor de mercado recorde na segunda-feira, primeiro dia útil após a sentença que condenou a Samsung a pagar 1 bilhão de dólares à empresa cofundada por Steve Jobs. Na ocasião, cada ação da Apple chegou a ser negociada por 680,87 dólares.

A notícia também derrubou as ações do Google, detentor do sistema operacional Android, utilizado nos smartphones da Samsung, que recuou 1,4%.
Ao mesmo tempo, a desvalorização das ações do Facebook, em quase 50% em relação ao valor de oferta inicial ao mercado, corrobora o cenário favorável à Apple.

Justiça proibe Hartung de aparecer em programa eleitoral do PPS



A justiça eleitoral de Guarapari proibiu ontem que o ex-governador Paulo Hartung, filiado ao PMDB, e outros peemedebistas como o senador Ricardo Ferraço e o deputado Lelo Coimbra, continuem a aparecer no programa eleitoral do PPS. 

Na cidade o PMDB está coligado com o PSB do candidato Ricardo Conde. No município todo o partido apóia a candidatura do ex-vereador Conde. 
No programa eleitoral na TV, o candidato do PPS, Edson Magalhães (PPS), vinha exibindo imagens do ex-governador, do senador e do deputado, dizendo que ele (Edson) é o melhor. 

O programa foi ao ar, a tarde, mas suspenso no mesmo dia. Não reprisou à noite por decisão judicial.
O programa de Edson Magalhães que foi ao ar na segunda feira as 13:00 horas não voltou a ser exibido no horário das 20:30. 

Tudo por causa de imagens e depoimentos que foram veiculados com membros do PMDB, partido que está coligado com o PSB. 
A decisão abre um precedente perigoso, pois juízes de Vitória, Vila Velha e outros municípios, podem determinar a mesma proibição. 

Em Vitória, por exemplo, Paulo Hartung apóia o candidato do PSDB, ex-prefeito Luiz Paulo.

Em Vila Velha Hartung apóia o candidato do DEM, seu ex-secretário de Segurança Rodney Miranda. 

Governo tem superávit primário de quase R$ 4 bilhões em julho


O superávit primário do Governo Central – receita menos despesa do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central, excluídos gastos com juros da dívida pública - ficou em R$ 3,950 bilhões em julho. Em junho, o resultado foi R$ 1,113 bilhão. Houve crescimento de 258,2% na comparação entre os meses, segundo dados divulgados pelo Tesouro.

No acumulado do ano, a economia, feita para o pagamento de juros da dívida pública, foi menor do que a dos sete primeiros meses de 2011. De janeiro a julho deste ano, o resultado ficou em R$ 51,905 bilhões contra R$ 67,335 bilhões em igual período do ano passado, o que representa queda de 22,9%.

Além disso, as despesas do Tesouro, da Previdência e do Banco Central cresceram a um ritmo mais acelerado do que as receitas. De janeiro a julho deste ano, as despesas somaram R$ 452,569 bilhões, contra R$ 403,931 bilhões no mesmo período do ano passado, um incremento de 12%. As receitas, por sua vez, cresceram de R$ 570,151 bilhões para R$ 670,112 bilhões na mesma comparação, o que significa um aumento menos expressivo, de 7%.

STF próximo de terminar a primeira parte do julgamento do mensalão



As primeiras decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, o chamado processo do mensalão, podem sair nesta quarta-feira (29). A Corte retoma a análise do processo, a partir das 14h, com a manifestação dos cinco ministros restantes para a conclusão da primeira parte do julgamento.

Até agora, os seis ministros que já votaram limitaram o debate às acusações de desvio de dinheiro público na Câmara dos Deputados, no Banco do Brasil e no fundo Visanet. Segundo o Ministério Público, as quantias eram usadas para alimentar o pagamento de propina a parlamentares.

Até o momento, a Corte foi unânime em todas as decisões sobre desvios no Banco do Brasil e no fundo Visanet. Já receberam maioria de seis votos pela condenação os réus Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (corrupção passiva e peculato) e os sócios Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz (corrupção ativa e peculato).

Também já há maioria para livrar o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken das acusações de peculato. A absolvição já havia sido solicitada pelo Ministério Público Federal nas alegações finais do processo por falta de provas. A maioria formada pode ser alterada até o fim do julgamento caso algum ministro mude de ideia.

A unanimidade não se repetiu, no entanto, nas acusações que têm como protagonista o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli entendem que João Paulo não recebeu propina para favorecer Valério e seu grupo em um contrato na Casa, e absolvem todos os envolvidos. Opinião diversa têm os ministros Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia, que os consideram culpados dos crimes de corrupção e peculato.

João Paulo e Pizzolato também respondem pelo crime de lavagem de dinheiro, mas ainda não há maioria formada em nenhum dos dois casos porque a ministra Rosa Weber deixou para votar depois sobre o tema.   Pizzolato recebeu até agora cinco votos pela condenação nesse crime e João Paulo Cunha, três.

O primeiro a  falar nesta quarta-feira será o ministro Cezar Peluso, que deve apresentar o último voto de sua carreira como ministro da Suprema Corte. Ele se aposenta compulsoriamente no início de setembro ao completar 70 anos, e sua última sessão será amanhã (30). O ministro pode, em tese, adiantar todo o teor de seu voto, passando inclusive à frente do relator e do revisor, mas essa é uma hipótese considerada pouco provável.

Depois de Peluso votam Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente Carlos Ayres Britto. A principal dúvida se o julgamento da primeira parte terminará efetivamente nesta quarta está no voto de Celso de Mello. Decano da Corte, ele geralmente traz votos bastante longos, com fartas referências históricas e de direito comparado, além de alusões à jurisprudência do STF.

Mesmo que as primeiras condenações saiam hoje, os réus envolvidos nessas acusações ainda não terão um veredito. Os ministros deixaram para o final do julgamento a análise da chamada “dosimetria”, em que ponderam atenuantes e agravantes para definir a pena justa entre o mínimo e o máximo permitido por lei.

Brasil gasta mais de R$ 20 bilhões para tratar doenças relacionadas ao tabaco


O Brasil gastou 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 para tratar doenças relacionadas ao tabaco, conforme levantamento feito pela organização não governamental Aliança do Controle do Tabagismo (ACT). Os gastos somaram quase R$ 21 bilhões no ano passado. O Dia Nacional de Combate ao Fumo é lembrado hoje (29) em todo o país.

De acordo com os dados da ACT,  82% dos casos de câncer de pulmão no país são causados pelo fumo. Outros problemas de saúde também são provocados pelo cigarro: 83% dos casos de câncer de laringe estão relacionados ao tabagismo, 13% dos casos de câncer do colo do útero e 17% dos casos de leucemia mieloide.

No Distrito Federal (DF), por exemplo, a arrecadação, em média, é R$ 6,2 milhões mensais com a venda de cigarros (o valor corresponde a 25% do preço por maço). Por outro lado, o governo local gasta R$ 18 milhões por mês com o tratamento de doenças vinculadas ao fumo, segundo o pneumologista e coordenador do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Celso Rodrigues.

Para o médico, os números mostram o impacto do vício na saúde. De acordo com Rodrigues, o tabagismo cria dependência química, física e psicológica, o que influencia no tratamento. “É muito importante que a pessoa entenda a relação dela com o cigarro. Ela tem que entender por que fuma, por que deseja parar de fumar e onde está a dificuldade, por que não parou até agora”, explica.

A secretaria oferece terapia em grupo, durante um ano e três meses, em 62 unidades de saúde e em 47 empresas habilitadas a atender funcionários interessados em parar de fumar. Ações de prevenção e promoção de saúde também são promovidas em escolas.

Em média, 500 fumantes iniciam o tratamento nas unidades de saúde a cada mês. Cerca de 400 pacientes conseguem deixar o fumo, sendo que 200 têm recaídas durante a terapia - quando os pacientes são orientados a buscar a secretaria novamente caso voltem a fumar.

O cigarro vicia porque o principal componente – a nicotina –  faz com que o cérebro libere dopamina, hormônio que dá uma sensação agradável. O organismo do fumante passa a pedir doses maiores de nicotina para que a sensação se repita e a pessoa sente necessidade de fumar cada vez mais.

Os males causados pelo fumo não são apenas relacionados ao sistema respiratório. Segundo Mônica Andreis, vice-diretora da ACT, as pessoas ligam o cigarro somente ao câncer de pulmão. “Ele também causa câncer de bexiga, boca, língua, faringe, problemas de fertilidade e derrame cerebral.”

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