segunda-feira, 2 de julho de 2012

Inflação medida pelo IPC-S fecha junho em 0,11%


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), registrou na última semana de junho variação de 0,11%. A taxa é 0,05 ponto percentual abaixo do registrado na semana anterior. No acumulado do ano, o IPC-S tem alta de 2,83% e nos últimos 12 meses, de 5,37%.
Das oito classes de despesa analisadas, cinco apresentaram redução em suas taxas. O principal decréscimo foi verificado no grupo despesas diversas, que passou de 1,48% para 0,48%, com destaque para o item cigarros (de 3,15% para 0,51%).
Os outros grupos que apresentaram taxas menores foram vestuário (de 0,22% para 0,06%), saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,38%), habitação (de 0,13% para 0,06%) e educação, leitura e recreação (de -0,06% para -0,10%). Os itens que se destacam nessas classes de despesa foram roupas (de -0,05% para -0,28%), medicamentos em geral (de 0,42% para 0,16%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,46% para -0,84%) e cursos não formais (de 0,7% para 0,59%).
No sentido contrário, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: transportes (de -0,81% para -0,73%), alimentação (de 0,67% para 0,74%) e comunicação (de -0,02% para 0,00%). Em cada uma dessas classes de despesa se destacaram os itens tarifa de ônibus urbano (de 1,32% para 1,94%), panificados e biscoitos (de 0,88% para 1%) e tarifa de telefone residencial (de -0,08% para 0,00%).
Por Flávia Albuquerque Repórter da Agência Brasil

Congresso discute no Rio oceanos, pré-sal e tecnologia offshore


Representantes da indústria petrolífera de 41 países estarão no Rio de Janeiro de hoje (2) a sexta-feira (6), em uma conferência internacional para discutir os oceanos, a exploração e produção de petróleo e gás nas áreas do pré-sal e o desenvolvimento das tecnologias offshore.
A 31ª edição da International Conference on Ocean, Offshore and Arctic Engeneering (Omae 2012), um dos mais importantes eventos do gênero na atualidade, ocorre no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, e é considerada estratégica para as empresas com interesse no Brasil.
Nos seis dias do evento, pesquisadores, engenheiros, estudantes, gestores e técnicos de vários países estarão participando dos debates, organizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e da American Society of Mechanical Engineers (Asme).
Realizado anualmente, o evento em 2012 terá como tema central os oceanos. “O problema dos oceanos será debatido do ponto de vista da engenharia, o que significa entendermos a mecânica de funcionamento, ganhar conhecimento sobre o início e desenvolvimento tecnológicos no mar” disse à Agência Brasil o professor Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe e que preside o encontro.
Segundo Estefen, do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico o congresso, por ser realizado no Brasil, vai ter um foco muito especial nos reservatórios do pré-sal e nos aspectos da engenharia que contribuirão para a exploração de petróleo nesses reservatórios.
“Nós teremos 12 simpósios cobrindo diferentes áreas da engenharia e, além disso, teremos um workshop sobre tecnologias para o pré-sal. Então, ele tratará dos oceanos tanto do ponto de vista das ondas, marés e correntes, dos aspectos das estruturas que são colocadas no mar, quanto da produção de petróleo, da produção de minerais e das estruturas utilizadas para a pesca”.
O professor da Coppe ressaltou que os avanços agora utilizados na área do pré-sal são decorrentes de um trabalho contínuo iniciado pela universidade em parceria com a Petrobras em 1977, ainda em águas rasas.
“No primeiro estágio, eram águas rasas. Uma década depois as águas começaram a ficar mais profundas, atingindo mil metros; agora, estamos falando em 2.400 metros de profundidade , com reservatórios além dessa profundidade, uma vez que - no caso do pré-sal - nós temos outros 5 mil metros de perfuração na camada de sal (que já é outro desafio que estamos ultrapassando). Mas o desenvolvimento tecnológico, as pesquisas, elas continuarão”, garantiu.
Por Nielmar de Oliveira Repórter da Agência Brasil

Pesquisadores do Butantan desenvolvem anti-inflamatório capaz de aliviar dores crônicas


Um potente anti-inflamatório capaz de aliviar dores de difícil controle está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Butantan. Os primeiros testes em animais comprovaram a eficácia do medicamento, que usa uma proteína presente no sangue. De acordo Renata Giorgi, pesquisadora do Laboratório de Fisiopatologia do instituto, essa descoberta é um avanço em relação às drogas disponíveis no mercado, pois, além de ser mais potente, pode ser administrada por via oral.
“Descobrimos que algumas células dos glóbulos brancos contêm uma proteína capaz de inibir dor proveniente de processo inflamatório. Com a síntese de um pedacinho dessa proteína, a gente conseguiu que houvesse viabilidade de administração”, disse a pesquisadora. 
Segundo Giorgi, o tratamento de dores crônicas, de lesão de nervos, é difícil, pois algumas drogas, como morfina, perdem a efetividade com o tempo.
Ela destacou que o estudo é inovador ao sintetizar uma proteína, chamada ligante de cálcio S100A9, produzida pelo próprio organismo. “Isso demonstra que, em determinadas condições, o próprio organismo tem capacidade de controlar a dor”, disse. Para fabricação do medicamento, os cientistas identificaram que apenas um pequeno pedaço da proteína é suficiente, o que viabiliza os custos de produção. “Em termos de proporção de dose, essa droga é mais potente”, declarou Giorgi.
“Esses, no entanto, são apenas os experimentos básicos”, reforçou. A pesquisa parte agora para os testes de toxicidade. “Antes de qualquer coisa, tem que se realizado o estudo toxicológico. Estamos numa fase de programar o início desses estudos. Hoje em dia, leva algo em torno de 20 anos pra se comprovar a eficácia de uma droga e conseguir colocá-la no mercado como medicamento”, destacou Giorgi. Os estudos, que iniciaram há dez anos, continuam ainda com testes em animais.
Serão feitos ainda levantamentos sobre o nível de tolerância do medicamento. “O paciente que é submetido à droga que tem efeito analgésico pode, à medida que vai sendo administrada, ficar tolerante ao medicamento. Então, tem que ser aumentada a dose para que se tenha o efeito desejado. Nós ainda vamos fazer esses estudos”, informou a pesquisadora.
Por Camila MacielRepórter da Agência Brasil

Força Nacional de Segurança é autorizada a atuar no Amazonas, Rio Grande do Norte e Tocantins


O Ministério da Justiça  autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública no Amazonas,  Rio Grande do Norte e Tocantins, para prestar apoio técnico e operacional em aviação policial. A autorização foi feita pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, segundo portaria publicada hoje (2) no Diário Oficial da União.
A Força Nacional irá aos estados para fazer a capacitação de profissionais de segurança pública em operação de aeronaves e radiopatrulhamento aéreo, para combate a incêndios, auxílio em catástrofes, resgate de vítimas, transporte médico e de autoridades.
As atividades estão previstas para durar 120 dias, mas podem ser prorrogadas segundo determinação do ministério.
por Carolina Sarres Repórter da Agência Brasil

Endividamento levou consumidor a cortar gastos nos supermercados em 2011, diz Serasa


O consumo nos supermercados brasileiros ficou praticamente estável em 2011, na comparação com 2010, segundo levantamento feito pela empresa de consultoria Serasa Experian. A principal razão desse resultado foi o endividamento dos consumidores. “A explosão de consumo que houve nesses últimos anos, lastreada em crédito, fez com que as famílias ficassem mais endividadas”, explica o gerente de Análise de Crédito da Serasa, Márcio Torres.
O levantamento de 2011 considerou os balanços registrados na base de dados da Serasa, entre janeiro e abril de 2012. Os grandes supermercados apresentaram queda na evolução das vendas de 0,6% em relação a 2010. Já os médios e pequenos tiveram crescimento de 0,1%. Márcio Torres atribuiu o melhor índice dos estabelecimentos de menor porte ao fato de estarem mais espalhados e conseguirem atender a um maior número de clientes. “Eles estão muito mais perto do consumidor final do que os grandes.”
De 2009 a 2010, o Brasil registrou alto crescimento econômico, refletindo “o desempenho da renda e do emprego da população”, lembrou Torres. Em 2011, porém, houve um esgotamento de crédito entre os brasileiros, intensificada pela crise internacional. Por essa razão, o consumidor dos supermercados mostrou-se mais cauteloso. “As pessoas são muito mais racionais na hora de ir ao supermercado do que antes, até para evitar gastar mais do que devem”, disse o gerente.
Para o segundo semestre deste ano, a expectativa de Torres é que haja retorno do crescimento econômico, nos moldes do que ocorreu em 2008. Após a crise que afetou o país naquela época, o consumo interno aquecido ajudou a economia a se fortalecer. “A única diferença é que, agora, as famílias estão mais endividadas. Mas esse cenário de endividamento tende, aos poucos, a se normalizar ”, destacou.
No acumulado dos últimos cinco anos, os supermercados apresentaram evolução de 49,4% (médios e pequenos portes) e 41,1% (grande porte), enquanto o comércio em geral cresceu 40,8% no mesmo período.
Por Fernanda Cruz Repórter da Agência Brasil

Analistas voltam a reduzir projeções para inflação e crescimento da economia este ano


A expectativa do mercado financeiro para a inflação este ano continua em queda. Segundo pesquisa feita pelo Banco Central (BC) com analistas de instituições financeiras, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela sétima vez seguida, ao passar de 4,95% para 4,93%. Para 2013, foi mantida a estimativa de 5,5%.
As projeções para os dois anos estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%.
A crise econômica internacional tem levado os analistas a reduzir também as estimativas para o crescimento da economia brasileira. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu pela oitava semana seguida, ao passar de 2,18% para 2,05%.
Esse estimativa é menor do que a do BC, revisada na semana passada de 3,5% para 2,5%. Já o Ministério da Fazenda mantém a expectativa de que a economia crescerá, este ano, acima da expansão de 2,7% registrada no ano passado. Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro é que o PIB cresça 4,2%.
Com atividade econômica em ritmo mais fraco, a expectativa é que a taxa básica de juros, a Selic, usada para estimular a economia, chegue ao final de 2012 em 7,5% ao ano. Atualmente a Selic está em 8,5%, o menor nível desde que a atual política monetária foi adotada, no início de 1999. Para 2013, no entanto, a previsão dos analistas é que a Selic volte a subir e chegue ao final do período em 9% ao ano.
Por Kelly Oliveira Repórter da Agência Brasil

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