terça-feira, 12 de junho de 2012

Instabilidade de Casagrande trava processo eleitoral e deixa candidatos do PSB amarrados


O PSB do governador Renato Casagrande, como não podia ser diferente, é a noiva mais desejada da maioria dos candidatos que disputam as eleições deste ano. Entretanto, as movimentações do governador, quase todas atabalhoadas, mostram que o “dono do partido” ainda não tem uma estratégia definida para entrar no jogo eleitoral.

A indefinição de Casagrande está deixando as lideranças do partido e principalmente os candidatos a prefeito à beira de um ataque de nervos. Ansiosos e com os prazos cada vez mais apertados, eles continuam à espera de um sinal verde do governador para deslanchar o processo eleitoral.
Embora Casagrande tenha dito que assumiria uma posição de neutralidade no processo eleitoral, justamente para não desagregar os 16 partidos que compõem a base de apoio do seu governo, na prática, o que se vê é um articulador afoito, que mais parece agir por improviso.

Essa indefinição de Casagrande pode comprometer o futuro do PSB e o próprio plano de reeleição do governador em 2014, pois algumas candidaturas do PSB que são consideradas estratégicas começam a correr risco. É o caso da candidatura do deputado federal Paulo Foletto, que ainda não sabe se vai ou não disputar a prefeitura de Colatina.
Embora Foletto seja apontado como favorito, a indefinição do PSB, ou melhor, de Casagrande, mantém o processo amarrado. Enquanto o governador não decide se irá ceder à pressão do PT e sacrificar o candidato do partido para apoiar a reeleição do atual prefeito Leonardo Deptulski, o clima de insegurança só vai aumentando para o lado de Foletto.

Na Serra, embora a candidatura de Audifax Barcelos tenha recebido sinal verde e o deputado já tenha alinhavado o apoio do PR de Vandinho Leite, o desdobramento dessa aliança reflete na disputa em Vila Velha. Embora o presidente municipal do partido declare apoio a Max Filho (PSDB), uma nova orientação, que vem de "cima", quer entregar o PSB para o PR de Neucimar, em paga à aliança na Serra.
Se a indefinição de Casagrande amarra o processo dos seus candidatos e dos partidos que o apóiam, de outro lado o PSDB, que não faz parte da base do governo, já tem apoio assegurado em pelo menos 10 municípios. Número bastante significativo, considerando que quase metade dos municípios capixabas tem menos de 20 mil habitantes e assumidamente são dependentes do governo do Estado, ou seja, geralmente, o candidato apoiado pelo governador se torna franco favorito na disputa.

Quando questionado sobre a indefinição do PSB, Casagrande desconversa e aproveita para recorrer ao discurso de que, para um governo que se apoia numa base tão extensa, é mais prudente permanecer na neutralidade, deixando as decisões eleitorais para o partido. Mas as ações do governador e seu histórico no PSB desmontam essa tese. Todo mundo dentro do PSB sabe que Casagrande sempre dirigiu o partido com mão de ferro e que é dele a palavra final.
O episódio envolvendo o apoio prematuro à candidatura do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) foi um exemplo recente das estratégias equivocadas de Casagrande. Enquanto o próprio Hartung guardava a decisão de sua candidatura a sete chaves, Casagrande se antecipou e vestiu a camisa de campanha do ex-governador e causou uma rebordosa na base que acompanhava passo a passo a decisão de Hartung. Um pouco antes, na novela que definiria a entrada de Max Filho no PSB, foi a mesma coisa. No final, após muito suspense, Casagrande vetou o ingresso de Max no partido e deixou o hoje candidato tucano a prefeito de Vila Velha falando sozinho. José Rabelo | Foto capa: Arquivo SD 

MUG vai navegar pelos mares franceses em busca do título do carnaval 2013


"Oui, voilá la France! Mocidade singra os mares de Dunkerque. Merci beaucoup!" é o título do enredo da agremiação de Vila Velha
MUG 2013
Depois de meses de especulações, a Mocidade Unida da Glória confirmou o enredo que vai disputar  o carnaval 2013. "Oui, voilá la France! Mocidade singra os mares de Dunkerque. Merci beaucoup!" é o título do enredo - divulgado em primeira mão para o gazeta online - que será desenvolvido pelo carnavalesco Petterson Alves.

A imagem ao lado mostra a logomarca do enredo, e está estampada no convite para a festa de lançamento do enredo, no próximo dia 23, na quadra da escola.

Petterson está na cidade francesa de Dunkerque pesquisando o enredo e deve voltar ao Brasil somente às vésperas da festa de lançamento do tema, no final do mês. Ele garante que o carnaval capixaba em 2013 terá muitas surpresas no que depender dos preparativos da MUG.

"As pesquisas estão sendo desenvolvidas aqui na França mesmo. Já estou desenhando os figurinos. A MUG terá uma França diferente, o público pode ficar tranquilo que não haverá repetição. Não será um enredo sobre Paris, ou algo que já tenha sido visto antes", aposta.

O diretor Social e de Harmonia da agremiação, Slin Ribeiro, adianta que a parceria da escola de samba capixaba com o país europeu não se restringe ao desfile. O projeto envolve também um intercâmbio entre brasileiros e franceses.

"Esse enredo vem de quase dois anos de conversas. Na verdade está sendo inaugurado um intercâmbio, e o enredo vai sacramentar esse trabalho. Isso envolve até mesmo a troca de culturas, como a dança, por exemplo. Em julho teremos dançarinos franceses na nossa escola. No mesmo mês, levaremos nossos passistas à França".
MUG 2013
Jornal francês registra a passagem dos sambistas capixabas pelo país e anuncia "Um toque de Dunkerque no Carnaval de Vitória"
Esta é a segunda vez que o Leão da Glória leva para a avenida um enredo que faz alusão a um país europeu. Na primeira vez, em 2005, o enredo "Grécia: uma viagem ao templo dos deuses da Mitologia" rendeu à MUG o seu segundo título no carnaval capixaba. O samba daquele ano, que cantava "Vou sacudir essa cidade com a Minha Mocidade", é um dos mais famosos da discografia da escola.

Festa de Lançamento do enredo da MUG
Enredo: Oui Voilá le France! Mocidade singra os mares de Dunkerque. Merci beacoup
Dia: 23/06/2012
Horário: 22 horas
Local: quadra da MUG, na Glória
Entrada franca

BALANCE CAPIXABA 12/06/2012

BALANCCAPIXAB12/06/2012
Vila Velha: Hércules Silveira está no caminho de Neucimar Fraga e Max Filho Rogerio Medeiros | Foto: Gustavo Louzada
Em Vila Velha, lideranças do PT e o deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) examinam uma chapa para a prefeitura que tanto pode ter o próprio Hércules ou o vereador João Batista Babá (PT). Mas para Hércules consolidar a sua candidatura necessita da maioria no diretório do seu partido no município. Ele precisa também que o partido também quite as dívidas de campanha da eleição anterior a prefeito, vencida por Neucimar Fraga (PR).

Hércules vem figurando como favorito nas pesquisas até agora feitas para mediar a cotação dos pré-candidatos. Caso não possa disputar, pelas razões anteriormente expostas, sua preferência é o candidato Babá, do PT, partido com o qual o peemedebista convive bem, desde da época em que foi vereador e presidente da Câmara de Vereadores.

No seu propósito em encontrar um nome para derrotar o atual prefeito Neucimar Fraga, que tem como meta prioritária nesta eleição, ele vem conversando também com o candidato do DEM, o ex-secretário de Segurança e atual 
deputado estadual Rodney Miranda. 
Um candidato bem-visto dentro do partido de 

Hércules por causa de suas estreitas relações com o ex-governador Paulo Hartung.

Enquanto Hércules, que tem cacife próprio para disputar com Neucimar e Max Filho, tenta se livrar de seus problemas partidários e dívida de campanha, os dois candidatos consolidados – Max Filho(PSDB)  e Neucimar Fraga( PR) -
disputam acirradamente o apoio do partido do governador Renato Casagrande, o PSB. A ponto do diretório de Vila Velha insurgir contra a direção regional do partido, empenhada num acordo com Neucimar em que daria, retribuindo o apoio do seu PR à candidatura  do deputado federal Audifax Barcelos, do PSB, à prefeitura da Serra.

Um impasse que não deixa de alcançar o governador Renato Casagrande, cuja o acordo Vila Velha-Serra passou pelo o seu crivo. Lembrando que o governador já ocasionou, quando mexeu com a política de Vila velha, uma crise de enorme proporção. Quando tentou levar para o seu partido o ex-prefeito Max Filho. Naquela oportunidade, Casagrande foi obrigado a recuar e agora se depara com o diretório de Vila Velha manifestando o seu desejo de apoiar o candidato Max Filho. 

Nota da Redação: O deputado Hércules Silveira pediu para incluir na matéria uma certidão da juíza eleitoral de Vila Velha, Rosana Ferreira Fernandes, de aprovação de suas contas de campanha no pleito de 2008. Informando também que se dívida há de sua campanha, essa pertence aos partidos que fizeram parte da coligação. 
Sem clima em Vitória, Hartung deve se movimentar pelo interior do Estado
Após desistir de concorrer à prefeitura da Capital, a tendência é que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) se mantenha afastado da disputa em Vitória. Mesmo porque, dois dos principais candidatos que estão no páreo – Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSBD) – são próximos de Hartung. A neutralidade seria a posição mais cômoda para Hartung, que além de tudo está com baixa densidade para transferir apoio a quem quer que seja.

Sem espaço na Capital, o ex-governador deve começar a mexer as peças no tabuleiro eleitoral no interior do Estado. Entretanto, em alguns municípios, Hartung também não terá vida fácil. São Mateus, no norte do Estado, é um exemplo da dificuldade que o ex-governador terá para se movimentar entre os seus próprios seus aliados.
Em São Mateus, a tendência seria Hartung subir no palanque do atual prefeito Amadeu Boroto (PSB), mas uma reunião entre oito partidos – PMDB, PT, PSDC, PPS, PSDB, PTB, PP, PDT -, no último sábado (9), deu uma guinada no cenário político mateense, que se desenhava em torno de uma polarização entre duas tradicionais forças políticas: o próprio Boroto e Lauriano Zancanela (PMDB).

Após o encontro, no entanto, Zancanela – que possui um respeitável capital político – aceitou abrir mão da disputa em nome de uma candidatura de consenso, que deve reunir o ex-deputado estadual Paulo Roberto, também do PMDB, puxando a chapa que teria a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de São Mateus e presidente do diretório municipal do PT, Jaciara Teixeira, como vice.
Além de Zancanela e dos partidos que compõem a aliança em torno de Paulo Roberto, o deputado federal Jorge Silva (PDT), que também é um importante puxador de votos no município, já confirmou apoio à frente. A entrada de Jaciara como vice também atende às pretensões do vereador Eneias Zanelato (PT), que estaria disposto a abrir mão de sua candidatura para apoiar a mulher na disputa.

A composição também agradou ao PT. Duas importantes lideranças do partido, Perly Cipriano e Guilherme Lacerda, marcaram presença na reunião e endossaram a chapa. De saída, Paulo Roberto já marcou um ponto importante com Lacerda, pois o peemedebista é irmão do superintendente da Caixa Econômica Federal no Estado, Antônio Carlos Ferreira, que é bastante próximo de Lacerda - diretor do BNDES.
Mesmo com o apoio das principais lideranças políticas locais, Paulo Roberto ainda espera contar com o reforço do ex-governador Paulo Hartung para enfrentar Boroto, que está cada vez mais isolado.

O convite, no entanto, deve provocar uma saia justa danada para Hartung, que é aliado histórico de Boroto, mas que também não pode virar as costas para Paulo Roberto. Para quem não se lembra, Paulo Roberto foi líder do governo na Assembleia e sempre defendeu Hartung com unhas e dentes.
O amplo apoio conquistado neste fim de semana e o histórico hartunguete de Paulo Roberto quase que obrigariam Hartung a escolher o palanque do candidato do PMDB. Entretanto, como é impossível fazer qualquer previsão em se tratando de Hartung, não se sabe se o ex-governador também decidirá se esquivar da disputa em São Mateus, como deve fazer em Vitória.
José Rabelo |
Foto: Arquivo SD 
CNJ volta a cobrar informações do TJES sobre obras do novo Fórum de Vila Velha
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a acionar o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) em função das investigações na obra do Novo Fórum de Vila Velha, construído pela empresa carioca Delta Construções. Na última semana, o conselheiro Jefferson Kravchychyn deu prazo de 30 dias para que a cúpula do TJES envie para o órgão de controle todos os dados da contratação da Delta e da execução do serviço. Apesar de ter considerado que não houve superfaturamento, o CNJ apontou deficiências na gestão da obra.

De acordo com o despacho, o conselheiro aponta que o Tribunal de Justiça respondeu a dois dos três questionamentos feitos após o julgamento, realizado em fevereiro deste ano. No caso mais grave, que se refere à utilização de materiais inferiores previstos no projeto, o TJES enviou o parecer da Pretti Arquitetura e Engenharia Ltda – apontada como responsável técnica pela estrutura – que revisou o projeto estrutural da obra e constatou que não houve alterações que provocassem a necessidade de reforços na estrutura do prédio.

Sobre os dados econômicos da empreitada, Kravchychyn considerou como satisfatória a resposta enviada pelo tribunal capixaba. Na resposta, o TJES informou a previsão de pouco mais de R$ 172 mil, valor referente a índices embutidos na proposta da Delta que acabaram sendo estornados em R$ 1,47 milhão.
Para as futuras obras do Judiciário capixaba, o CNJ determinou que se observem a necessidade de detalhamento de encargos sociais, adequação das exigências mínimas para permitir a maior participação de empresas – já que a licitação para as obras do fórum foi disputa apenas pela Delta – e a proibição da utilização de “projetos básicos elaborados às pressas ou sabidamente inadequados”.

As obras do novo Fórum de Vila Velha tiveram início durante no ano de 2007, durante a gestão do ex-presidente Jorge Góes Coutinho. Em uma licitação sem concorrentes, a empresa carioca Delta Construções S/A foi escolhida para tocar o projeto, inicialmente avaliado em R$ 24,5 milhões. A previsão inicial era de que o Fórum fosse inaugurado até o início de 2010. No entanto, a sede foi entregue apenas em dezembro do ano passado.
Para justificar a demora na conclusão das obras, o ex-presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alves Rabelo, alegou que o ritmo de construção foi diminuído para a renegociação de valores. O custo aproximado por metro quadrado foi de R$ 1.458,00. “Abaixo do valor de mercado e até do programa Minha casa, Minha Vida”, justificou, à época, Manoel Alves Rabelo.
Nerter Samora | Foto: Thiago Guimaraes/Secom 

Desembargadores votam pela pena de advertência contra juiz Robson Albanez
Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) começaram a julgar, nesta segunda-feira (11), um procedimento administrativo disciplinar (PAD) contra o juiz Robson Luiz Albanez, titular da 8ª Vara Cível de Vitória. O relator do caso, desembargador William Silva, votou pela pena de advertência contra o juiz acusado de prejudicar uma parte em disputa entre empresas de comércio exterior que tramitava na Vara.

O julgamento foi interrompido após o pedido de vista de Ney Batista Coutinho, quando o placar era de 11 votos a favor da punição contra nenhum voto favorável a Albanez.

De acordo com Silva, as provas trazidas remetem ao “desaparecimento” dos autos de um recurso movido pela empresa Guimarães Café contra a Cotia Trading entre agosto de 2001 e março de 2008. “Não há qualquer registro de remessa dos autos para a 4ª Câmara Cível do TJES, pela 8ª Vara Cível de Vitória, razão pela qual é impossível identificar-se qual a serventia manteve os autos durante estes quase sete anos”, indicou.

O relator considerou que houve desrespeito flagrante aos prazos processuais. No entanto, Silva julgou a inexistência de provas capazes de incriminar o juiz. “Em especial considerando-se que o Cartório da 8ª Vara Cível de Vitória continha quase cinco mil processos em tramitação à época dos fatos”.

“Uma vez constatado que, sob o prisma das provas coligidas, as condutas apuradas não evidenciam reiterada negligência por parte do requerido na condução de suas atividades funcionais, há que ser aplicada a pena de advertência, sendo esta razoável e proporcional”, avaliou.

Seguiram o entendimento do relator os desembargadores Adalto Dias Tristão, Maurílio Almeida de Abreu, Manoel Alves Rabelo, Sérgio Bizzoto Pessoa Mendonça, Álvaro Bourguignon, Arnaldo Santos Souza, Carlos Roberto Mignone, Ronaldo Gonçalves de Sousa, Fábio Clem de Oliveira e Samuel Meira Brasil Júnior. A desembargadora Catharina Novaes Barcellos declarou impedimento para votação.

O desembargador Ney Batista Coutinho pediu vista dos autos. O Regimento Interno do TJES prevê que ele deve apresentar o voto em até duas sessões do Tribunal Pleno. Restam apenas oito votos, incluindo, o do presidente do TJ, Pedro Valls Feu Rosa. No entanto, até o final do julgamento, os magistrados podem mudar os votos.

Caso seja mantido o posicionamento favorável à punição de Albanez, o juiz poderá ficar impedido de participar de editais de promoção por merecimento por até um ano. Primeiro nome da lista de antiguidade, Albanez poderá disputar uma cadeira por este critério. Na última tentativa, o titular da 8ª Vara Cível abriu mão de participar da disputa após a indicação ter sido rejeitada pelo Pleno.

Na época, a defesa do juiz alegou que o recuo se devia a uma estratégia para que se concentrasse na defesa das sindicâncias movidas contra Albanez. O magistrado responde a outro PAD pela suposta participação em episódios de corrupção revelados durante a “Operação Naufrágio”. O nome de Albanez consta entre os 26 denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) na ação (hoje sob responsabilidade do Ministério Público Estadual após a mudança de foro do caso).
Nerter Samora | Foto: Nerter Samora 
PT, PSDB, PMDB, PPS e DEM se unem por prefeitura no Espírito Santo
Uma aliança política inusitada na eleição municipal deste ano foi firmada no extremo norte do ES, na cidade de São Mateus.

Lá o PT se uniu ao PSDB, ao PPS e ao DEM, para tentar derrotar o PSB que está no poder. Todos unidos em torno do candidato a prefeito do PMDB, o ex-deputado Paulo Roberto.
A vice é do PT, Jaciara que tem apoio de tucanos e comunistas, pedetistas e demistas. A união visa derrotar o atual prefeito Amadeu Boroto (PSB), aliado do governador Renato Casagrande (PSB).
As últimas pesquisas na região mostraram o deputado Jorge Silva (PDT), liderando a corrida contra o atual prefeito. Mas Silva desistiu de concorrer porque é deputado federal e deseja cumprir seu mandato.
Se fosse eleito, teria que abdicar de dois anos do mandato na Câmara federal. Silva foi o primeiro deputado federal eleito por São Mateus.

Resolução petista:

Resolução aprovada no 4º Congresso do partido sobre estratégia eleitoral para as disputas municipais, foi aprovada resolução que veta coligações com os três partidos de oposição à presidenta Dilma Rousseff. Assim, candidatos petistas não poderão fazer alianças com PSDB, DEM ou PPS em 2012.
De acordo com a resolução: "Nosso objetivo é ampliar fortemente a presença do PT e seus aliados no comando dos municípios brasileiros e nas Câmaras de Vereadores(as), especialmente as capitais e as cidades com mais de 150 mil eleitores. Nossos adversários serão as agremiações que representam o bloco conservador, formado pelo PSDB, pelo DEM e o PPS, com os quais não faremos chapas". www.agenciacongresso.com.br
Relator dos royalties diz que seu parecer não vai gerar perdas para Rio e ES
O relator do projeto de lei (PL 2565/11) que trata da divisão dos royalties do petróleo, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), disse que já finalizou seu parecer sobre a proposta e espera apenas a definição do presidente da Câmara, Marco Maia, sobre a votação em Plenário para divulgar o texto.

Zarattini adiantou que o seu parecer não vai gerar perda de recursos para os estados do Rio e do ES. Apesar disso, segundo ele, a bancada do Rio é a única que não concorda com mudanças na distribuição dos contratos licitados e ameaça recorrer ao STF caso o texto seja aprovado.

“Todas as outras bancadas – inclusive a do Espírito Santo, que é um estado produtor – estão de acordo”, disse Zarattini. “Avançamos muito e temos condições de votar um projeto em que nenhum estado vai perder recursos.” Na primeira versão de seu parecer, entre outras medidas, Zarattini estabeleceu que os recursos dos royalties destinados à União seriam aplicados em ciência, tecnologia e defesa nacional. (Com informações da Agência Câmara).

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Globo demitiu Ricardo Boechat pelas mesmas razões que defende a revista Veja

Por que as organizações Globo não viram nada de grave nas relações de Policarpo Jr. com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, mas demitiram Ricardo Boechat por relação com empresário Nelson Tanure, sendo que as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure?

Ricardo Boechat foi demitido de O Globo em 2011
Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril (ver aqui). Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas (confira aqui). Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-branca vs. imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.

Em resumo: O Globo não viu nada de grave nas relações de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília de Veja, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. E afirmou existir uma “campanha” contra a revista dos Civita.
Outros tempos?

Em 2001, a família Marinho demitiu sem pestanejar o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte.

Boechat era um profissional celebrado e em ascensão nas Organizações Globo. Editava no jornal uma coluna de notas políticas e econômicas de muito prestígio e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados pela Veja (coincidência!!!). Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil.

A reportagem de Veja à época descreve: “Em um dos diálogos, ocorrido em 15 de abril, Boechat conta a (Paulo) Marinho os termos da reportagem que está escrevendo para revelar manobras do Opportunity e que seria publicada no dia seguinte em O Globo. Pela conversa, fica evidente que a direção do jornal não foi informada sobre o grau de ligação do jornalista com Nelson Tanure…” E por aí vai. Neste caso, Veja, ao acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial, agiu para favorecer o outro, o de Dantas.

Pelo que se viu até agora e pelo que se comenta a respeito do que virá, as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure. A começar por um fato: Tanure é um empresário controverso, geralmente odiado por seus funcionários, mas não é um contraventor como Cachoeira. Desconhece-se, por exemplo, o uso de expedientes sujos (arapongas, rede de prostituição etc.) por Tanure.

Uma década atrás, O Globo enxergou um problema ético suficientemente grave para demitir seu funcionário. Hoje, defende sem um átimo de dúvida, sem aquele saudável distanciamento de quem não estava presente no exato momento dos fatos, uma empresa na qual não figura entre os acionistas. Como a família Marinho pode ter tanta certeza a respeito da lisura do comportamento de Veja sem ter conhecimento do teor completo dos telefonemas entre Policarpo Jr. e o bicheiro? Nem sobre os métodos cotidianos da editora?


Da Carta Capital

Advogado de Gilson Gomes tentará Habeas Corpus nesta terça


Após quatro dias da prorrogação da prisão preventiva do delegado Gilson Gomes, o seu advogado, Leonardo Barbieri, deve entrar com pedido de revogação e Habeas Corpus nesta terça-feira (12). De acordo com ele, o pedido está sendo preparado e vai ser entregue ao Tribunal de Justiça na tarde de terça-feira. “Esperamos que o pedido seja atendido e o delegado seja solto”, disse Barbieri.

A Justiça decretou na última quinta-feira (07) a prorrogação da preventiva para mais 30 dias. Gilson Gomes foi preso no dia 30 de maio durante a Operação Peculatus da Polícia Federal, que cumpriu 16 mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão. Foram presos um servidor efetivo da Caixa, um contador, vários estelionatários, o delegado titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), Gilson Gomes, e um escrivão da mesma unidade.

A ação da quadrilha redundou em prejuízo estimado à Caixa da ordem de R$ 1 milhão, podendo ser bem superior, fato que será avaliado após análise do material apreendido. Parte da quadrilha também foi responsável pelo desvio de cerca de R$ 250 mil através de fraudes no pagamento por meio de cartões de crédito em um posto de gasolina na região metropolitana de Vitória. 

Relator quer CPMI investigando mais Cachoeira e menos Delta


Relator deseja que CPMI investigue mais
envolvimento de Carlinhos Cachoeira com
governos, do que a relação da Delta com
os governantes
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), quer a comissão centrada mais na investigação da relação dos governos com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, do que nas atividades da empresa Delta com os governos.

- O fato determinado da nossa CPMI é identificar a relação do Cachoeira com os governos, com órgãos de Estado. Não é investigar a relação da empresa Delta com governos – disse o relator à Agência Brasil.

Odair Cunha quer a comissão perseguindo o “foco”, que, segundo ele, está nas relações de Cachoeira com entes públicos. “A relação da Delta com governos não deve ser investigada por nós, porque senão vamos perder o nosso foco. É preciso nos preocuparmos com o fato determinado que originou essa investigação”.

- Abrir a investigação de maneira ampla, geral e irrestrita não é bom método de investigação. Não é um método eficiente. Fazendo isso, pode ser que a gente deixe de fora ao fim de nossa investigação, as pessoas que o Cachoeira corrompeu – disse o relator.

Na sexta-feira o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) criticou a posição do relator de não pautar os requerimentos de convocação do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot. Além disso, o senador acusou o relator de fazer uma “blindagem” à Delta. “Tudo que tem interface com a Delta tem sido sobrestado”, reclamou Rodrigues.

Rodrigues é um dos parlamentares que pressionam para que na próxima quinta-feira haja uma sessão administrativa para votar os requerimentos de convocação de Pagot. Ele também quer que a comissão julgue 28 requerimentos de quebra de sigilos de empresas “laranjas” que teriam recebido dinheiro da Delta.

Já o relator é contrário à sessão administrativa. “Temos 70 convocações de pessoas já feitas e 38 quebras [de sigilo] de pessoas jurídicas, além de 12 de pessoas físicas, que precisam ser analisadas. Nós não podemos sair quebrando sigilos de pessoas e empresas ao sabor das pressões políticas e partidárias”.


Leia (aqui) um pouco mais sobre a vida publica do Sr. Odair Cunha, relator da CPMI do Cachoeira. Explicará o motivo do desinteresse dele em investigar a empresa Delta.  

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