quarta-feira, 14 de março de 2012

Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC


O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) caracteriza-se por dois tipos de manifestações: 

01 - as obsessões ou ideias obsessivas.
02 - as compulsões ou rituais compulsivos. 

As obsessões são ideias ou imagens que vem à mente da pessoa independente de sua vontade repetidamente.

Embora a pessoa saiba que são ideias suas, sem sentido, não consegue evitar de pensá-las. São frequentes ideias relacionadas a religião, sexo, duvidas, contaminação, agressão (por exemplo, a pessoa tem ideias repetidas de que suas mãos estão contaminadas por ter tocado em objetos "sujos"). 

As compulsões são atos ou rituais que o indivíduo se vê obrigado a executar para aliviar ou evitar as obsessões. 

Se a pessoa não executa o ato compulsivo ela fica muito ansiosa. Os rituais são repetidos numerosas vezes, apesar da sensação que a pessoa tem de que não fazem sentido. 

Compulsões frequentes são lavar as mãos, verificar se a porta está trancada ou a válvula do gás está fechada, questionar uma informação repetidamente para ver se está correta, executar minuciosamente uma série pré-programada de atos para evitar que aconteça algum mal a alguém, contar ou falar silenciosamente. 

Tanto as obsessões como as compulsões ocupam uma boa parte do tempo da pessoa, prejudicando ou dificultando seu dia a dia. 

Como a própria pessoa reconhece que seus pensamentos ou atos são sem sentido, ela procura disfarçar tais manifestações, evitando conversar sobre esse assunto e relutando em procurar auxilio médico psiquiátrico.

O transtorno obsessivo compulsivo inicia em geral no fim da adolescência, por volta dos 20 anos de idade e atinge cerca de 2 em cada 100 pessoas. A doença pode se manifestar em crianças também. Em geral a doença evolui com períodos de melhora e piora; com o tratamento adequado há um controle satisfatório dos sintomas, embora seja pouco frequente a cura completa da doença.

Muitos portadores de TOC apresentam também outros transtornos como fobia social, depressão, transtorno de pânico e alcoolismo. Alguns transtornos mentais como a tricotilomania (arrancar pelos ou cabelos), o distúrbio dimórfico do corpo (ideia fixa de que há um pequeno defeito no corpo, em geral na face) e a síndrome de Tourette (síndrome dos tics) parecem estar relacionados ao TOC.

Pesquisas recentes mostram que o TOC é uma doença do cérebro na qual algumas áreas cerebrais apresentam um funcionamento excessivo. Sabe-se também que o neurotransmissor serotonina está envolvido na formação dos sintomas obsessivo-compulsivos. Acredita-se também que as pessoas que tem uma predisposição para a doença, reagem excessivamente ao estresse. Tal reação consiste nos pensamentos obsessivos, que por sua vez geram mais estresse, criando assim um circulo vicioso.

O tratamento do transtorno obsessivo compulsivo envolve a combinação de medicamentos e psicoterapia. Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, em geral em doses elevadas e por tempo bastante prolongado. A psicoterapia mais estudada é a terapia comportamental, através da qual o paciente é estimulado a controlar seus pensamentos obsessivos e rituais compulsivos. Outras formas de psicoterapia auxiliam o paciente a lidar com as situações de ansiedade que agravam a doença.

Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã Neto - Psiquiatria - Psicanálise

terça-feira, 13 de março de 2012

Política nula e drasticamente redimensionada

Assim o indivíduo sem sociedade anulou a política. Há cada vez menos lugares de formação das demandas coletivas e cada vez mais interesses privados. Por que as democracias estão perdendo força? E como eles podem reencontrá-la? Há a necessidade de superar a ideia de que só a afirmação do indivíduo é o que importa. A irresponsabilidade do capital financeiro tornou-se indecente, e a timidez com que ela é enfrentada  pelos governos é cada vez menos aceitável.


O artigo é de Franco Cassano (*)

Supersalários e mais cargos: a farra no Senado

Passou despercebida no meio do noticiário sobre as lambanças no novo concurso promovido pelo Senado, no último final de semana, a informação sobre os supersalários oferecidos aos felizardos que forem aprovados.
São de dar água na boca: os salários iniciais variam de R$ 13,8 mil a R$ 23,8 mil para funções como analista de informática, analista de suporte e enfermeiro. Só isso pode explicar que 157 mil pessoas tenham se inscrito no concurso para disputar as 246 vagas. Passar neste concurso é como ganhar na loteria todo mês para o resto da vida.
Conheço pessoas que trabalham nestas funções e nenhuma tem salário que chega sequer perto destes valores. No mercado dos simples mortais, de acordo com pesquisa que fiz na internet, os salários mais altos oferecidos variam  de R$ 5 mil a R$ 9 mil para quem tem formação superior.
O concurso foi organizado pela Fundação Getúlio Vargas, a respeitável FGV, mesma instituição responsável pelo projeto de reforma administrativa do Senado que deverá ser votada nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça, depois de se arrastar por mais de dois anos e receber várias modificações.
É uma farra: pela proposta original, o número de cargos comissionados para o gabinete de cada um dos 81 senadores passaria dos atuais 12 para 25. Os senadores acharam pouco: agora, o projeto que será votado prevê que cada um poderá empregar 55 servidores.
Como quem paga somos nós, eles não estão preocupados com as despesas. No ano passado, o Congresso Nacional custou aos brasileiros R$ 6,2 bilhões (um terço desta bolada foi para o Senado).
Com as novas contratações previstas, os gastos devem aumentar bastante este ano. Até o dia 2 de março, segundo a última informação oficial divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, trabalhavam lá 8.905 funcionários. Como o novo trem da alegria prevê a criação de mais 246 vagas este número passará de 9 mil.
Trabalhar, claro, é modo de dizer, porque boa parte deles não precisa bater ponto, fica à disposição dos senadores em seus Estados de origem, faz cursos no exterior ou trabalha full-time em empresas privadas.
Para quem se assustou com os salários oferecidos, é bom saber: tem gente lá ganhando bem mais. Auditoria do Tribunal de Contas da União mostrou que 464 servidores ganham desde 2009 acima do teto do funcionalismo (R$ 24,5 mil). Tem funcionário que chega a ganhar R$ 46 mil, segundo o TCU.
O site Congresso em Foco chegou a publicar a relação completa destes marajás e agora seus jornalistas estão sendo processados pelos ditos cujos.Por falar em marajás, o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL) abriga em seu gabinete 54 funcionários comissionados.
É como se o Senado Federal fosse um mundo à parte do resto do Brasil e a nós só cabe pagar as contas. No momento em que milhões de brasileiros preparam suas declarações de imposto de renda e descobrem quanto do que ganham vai para os cofres públicos, é duro ficar sabendo como o dinheiro sai de lá sem controle para bolsos privados.
Parece que as excelências e seus exércitos de funcionários bem remunerados não aprenderam nada com a crise institucional de 2009, quando foram denunciados os atos secretos que camuflavam a nomeação de parentes dos senadores e escondiam os fantasmas nos armários do Senado.
É nestas horas que a gente se pergunta: para que serve mesmo o Senado Federal? Para que quase 9 mil funcionários "trabalhando" para 81 senadores (dá mais de 100 por cabeça)? Até quando vamos ficar bancando esta farra com o dinheiro público, quer dizer, com o nosso dinheiro?
Calma, pessoal, que ninguém está propondo o fechamento de uma das casas do Congresso Nacional. Queremos apenas que eles trabalhem mais e gastem menos. Chega de farra. A democracia não pode virar uma festa do caqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Autor de Privataria Tucana vai em cana em MT


Autor de um dos livros mais vendidos no Brasil recentemente, “A Privataria Tucana”, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. alcançou fama instantânea ao denunciar um esquema ocorrido durante o processo de privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso. Em seu trabalho seguinte, no entanto, Ribeiro Jr. passou por uma situação um tanto diferente, que pode ser definida como humilhante ou simplesmente constrangedora.
Na noite do último sábado, 10, o jornalista foi detido pela Polícia Militar na região de Rondonópolis, no Mato Grosso, e confundido por um “ladrão de gado” enquanto fazia levantamentos sobre propriedades rurais da Igreja Mundial do Poder de Deus para uma reportagem para a TV Record. Tanto ele quanto seu colega, identificado apenas como “Leandro”, mostraram credenciais da emissora do bispo Edir Macedo.
Os jornalistas foram escoltados até um posto da Polícia Rodoviária Federal na rodovia BR-163 e de lá levados para a capital, Cuiabá. Os dois informaram no dia que seguiriam para São Paulo ainda na manhã de domingo. A denúncia foi feita formalmente por dois gerentes de fazendas da região de Mineirinho (a 70km de Rondonópolis), que informaram haver dois homens “suspeitos” em uma caminhonete, que rondava o local desde à tarde. Segundo a polícia, não foi registrado Boletim de Ocorrência por não haver delito.
Amaury Ribeiro Jr. não apenas causou um grande furor com o lançamento do livro “A Privataria Tucana”, no início de dezembro, chegando a esgotar estoques em pouquíssimo tempo, como continua recebendo homenagens até hoje. À época do lançamento, houve a suspeita de que até o ex-governador José Serra, envolvido nas denúncias de Amaury, teria tentando comprar todo o estoque da obra na Livraria Cultura, em São Paulo.

VINHOS E ACOMPANHAMENTOS


Vinhos & Acompanhamentos:

Vinho tinto seco leve :
Carnes vermelhas fritas ou grelhadas; Frango assado e cozido; Pizzas; Carpaccio de carne, Salgadinhos assados ou fritos; Bacalhau temperado acompanhado com legumes, batatas e molho; Paella.
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Vinho tinto seco encorpado:
Carnes assadas; Carnes de caça assadas, Queijos de mofo branco, como o brie, camembert ou caprice des dieux.
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Vinho tinto leve:
Massas com molho alho e óleo.
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Vinho tinto encorpado:
Queijos de massa dura, como provolone.
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Vinho tinto seco:
Massas com molho de tomates temperado; Massas com molho de ervas aromáticas; Massas com molho condimentado; Frios em geral; Queijos amarelos como edam, estepe, parmesão, gouda, gruyère.
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Vinho branco seco:
Massas com molho branco; Saladas em geral (também podem acompanhar vinho branco semi-seco ou vinho rosé refrescado); Entradas; Antepastos; Sardinhas; Queijos cremosos como Rambol; Sushi e sashimi (o vinho tem que ser frutado).
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Vinho branco seco leve:
Peixes em geral, sejam em postas ou filé; Fondues.
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Vinho branco seco encorpado:
Ostras e mariscos.
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Vinho branco doce: Fígado de ganso; Morangos; Bolos de natal ou panetones (acompanham também vinho tinto); Truta.
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Vinho Verde Branco:
Bacalhau grelhado ou assado.
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Vinho do Porto:
Frutas secas (podem acompanhar também o vinho Madeira); Bolos (acompanham também Jerez e Madeira); Queijos azuis como o roquefort; Sorvetes.
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Jerez:
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Jerez:
Sopas. 


Veja também:

Em referendo, suíços rejeitam férias de 6 semanas.

Só os suíços, mesmos!!! Abs.
Em referendo realizado neste domingo (11/03), os eleitores da Suíça rejeitaram o aumento das férias anuais pagas de quatro para seis semanas, padrão usado em países como Alemanha e Itália. "Ao rejeitar essa iniciativa, os cidadãos mantiveram o senso de realidade", disse Hans-Ulrich Bigler, diretor da União de Manufatura da Suíça, que reúne 300 mil empresas. A entidade estima que o custo da mão de obra teria uma elevação de 6 bilhões de francos suíços (US$ 6,52 bilhões) caso a medida fosse aprovada.
Outra medida submetida a referendo foi aprovada: a exigência de que não mais de 20% dos imóveis residenciais de qualquer cidade ou vila possam ser vendidos para ser casas de temporada. A medida visa a preservar recursos naturais e evitar uma alta dos preços dos imóveis residenciais e deverá afetar principalmente estrangeiros ricos, que costumam comprar chalés na Suíça para usar durante férias e feriados. Em toda a Suíça, cerca de 500 mil imóveis residenciais, ou 12% do total, têm ocupação apenas temporária.
A ministra do Meio Ambiente, Doris Leuthard, disse que o governo compartilha a preocupação quanto à dificuldade que muitos suíços enfrentam para encontrar moradias a preços acessíveis, enquanto "a taxa de ocupação das casas usadas como segundo imóvel" são baixas demais em várias regiões do país.
Por ampla maioria (87% a favor), os eleitores suíços também aprovaram uma emenda à Constituição para determinar que todos os lucros de loterias e atividades que envolvam apostas sejam destinados a esportes, cultura, meio ambiente e projetos sociais que beneficiem o público.
Vários dos referendos realizados neste domingo dizem respeito a questões locais. Em Genebra, sede de vários órgãos da ONU, os eleitores aprovaram restrições mais duras à realização de manifestações, que incluem uma multa de até 100 mil francos suíços para os participantes de protestos que não tiverem obtido permissão prévia da polícia.
Em Zurique, os eleitores aprovaram uma resolução que determina a remoção das casas de prostituição dos bairros residenciais e a construção de uma área própria para essa atividade, que na Suíça é legalizada e regulamentada. As informações são da Associated Press

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