quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Petrobras manterá política de preços, diz Graças Foster



Com o novo comando, a Petrobras manterá a sua política de não repassar a volatilidade do mercado internacional de petróleo para os preços dos combustíveis no Brasil, algo que tem pesado no desempenho da companhia e é criticado pelo mercado.

"Política de preços é de longo prazo, é um mantra", declarou nesta segunda-feira a nova presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em sua primeira entrevista como comandante da estatal.

Um petróleo Brent mais alto e a manutenção de preços no Brasil foram, entre outros fatores, o que afetou o desempenho da estatal no quarto trimestre de 2011.

"Não podemos passar a volatilidade de preço de Brent e de câmbio para dentro do mercado porque nós precisamos desse mercado saudável, estável, para que a gente possa ter esse mercado ainda maior quando as nossas refinarias chegarem", justificou Graça Foster, como a nova presidente gosta de ser chamada.

Mais cedo, no discurso da cerimônia de posse que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff, a executiva já havia indicado que sua gestão seria de "continuidade".

Segundo Graça Foster, o repasse da volatilidade de preços pode afetar o desenvolvimento do crescente mercado de combustíveis no Brasil, que tem avançado acima do ritmo do Produto Interno Bruto (PIB).

"Esse mercado grande precisa ser sustentável, ele não pode ser o voo da galinha, é preciso que a economia continue sustentável, o crescimento econômico sustentável, que o consumidor continue comprando gasolina,  continue tendo grande consumo de diesel, porque nós estamos com quatro novas refinarias para acontecer...", disse ela.

A política de preços também segue determinação do governo, que busca evitar impactos inflacionários com eventuais altas.

A presidente da Petrobras disse ainda que, com um mercado crescente, a estatal poderá contabilizar na sua "margem volume que antes pensávamos em colocar no exterior", com a produção de combustíveis das futuras refinarias.

De acordo com Graça Foster, o momento que vai ocorrer o aumento do preço "não está programado". "Quem vende precisa de escala, e esse volume grande está vindo com o crescimento da economia", comentou.

DIRETORIA SEM MUDANÇAS
Graça Foster afirmou que não pretende mais fazer modificações em sua equipe de diretores e presidentes de subsidiárias da estatal, como BR Distribuidora e Transpetro.
"Não sou muito de mudar pessoas (em cargos). Vai haver pouquíssimo movimento."

Ela disse que apenas os cargos de gerência que ficaram vagos com a saída de José Formigli, que assume a Diretoria de Exploração e Produção, e de José Alcides Santoro, que vai para a Diretoria de Gás e Energia,  deverão ser preenchidos, mas que não haverá mudanças no primeiro escalão.
"Essa é a minha equipe."

INVESTIMENTOS
Questionada se vai trabalhar para aumentar investimentos, ela afirmou que isso "não é o plano".

"Rever o plano é uma rotina na companhia. O plano está sempre em revisão. Se perguntar se vai fazer mais quatro plantas de fertilizantes, mais oito térmicas, não. O nosso plano, as metas estão muito claras... quem tem um investimento de 224 bilhões de dólares definiu seu caminho para cinco, para seis, para oito, para dez anos", declarou.
Segundo ela, não há um prazo para divulgar o Plano de Negócios 2012-2016.

EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO
Ela afirmou que a sua prioridade será aumentar a exploração e produção de petróleo, mas não quis anunciar metas previamente. "Eu preciso de um tempo para definir uma meta de produção para este ano", disse.

Em 2011, a estatal não conseguiu cumprir, pelo segundo ano consecutivo, sua meta de produção, de 2,1 milhões de barris diários. A média ficou em 2,022 milhões de barris/dia, volume 3,7 por cento inferior ao estabelecido como alvo.

Uma produção de petróleo abaixo das expectativas, juntamente à elevação dos custos com importação de derivados de petróleo (gasolina, em especial), pressionou o lucro da Petrobras no ano passado, decepcionando os investidores.

Em 2011, o lucro líquido da estatal foi de 33,3 bilhões de reais, 5 por cento inferior ao lucro de 2010, de 35,2 bilhões de reais.

Ela declarou ainda que a questão de segurança operacional é prioritária. E se porventura a estatal tiver de rever prazos para cumprir as normas, ela não vê problemas de fazer isso.

"A minha perseguição de metas é frágil quando comparada a questões de segurança, vida humana e prejuízo ambiental", declarou a executiva.

A empresa tem sido pressionada por investidores a cumprir metas de produção, o que não foi possível em 2011 em parte porque enfrentou fiscalização mais rigorosa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em suas plataformas.

ETANOL
Segundo Graças Foster, os investimentos no setor de etanol continuarão sendo realizados. "O que nós vamos fazer por razões econômicas é aumentar a participação em etanol, mas isso não é em estalo de dedo, são dois, três, quatro, cinco anos para que alcancemos a posição número um no mercado de etanol", disse, evitando dizer se o crescimento seria por aquisições.

PDVSA
A executiva disse ainda que a Petrobras vem trabalhando "pesadíssimo" na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e que se a estatal venezuelana PDVSA conseguir resolver suas pendências de empréstimos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá entrar na sociedade, com 40 por cento do capital.

Segundo Graça Foster, além de Abreu e Lima, outras três refinarias estão em construção pela estatal no país, com previsão de produção de gasolina, diesel, nafta e querosene de aviação a partir de 2013.

Para ministra, autonomia é direito essencial para mulher se desenvolver plenamente

Por: Luciana Lima


Brasília - Médica, divorciada, mãe de dois filhos e feminista, a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, aposta na autonomia como forma de garantir melhores condições de vida para a mulher. Em entrevista à Agência Brasil, ela deixou claro seu pensamento de luta contra a "cultura patriarcal, machista e sexista que ainda impera" no país. Autonomia, segundo a ministra, é " garantir que as mulheres tenham condições para se desenvolver com plenitude".
Filiada ao PT, mas não alinhada a tendências internas do partido, a mineira de Lavras combateu a ditadura militar, em alguns momentos ao lado da presidenta Dilma Rousseff. Por essa luta, passou quase três anos na cadeia em São Paulo, de 1971 a 1973.
A ministra disse que não acredita que se houver contingenciamento de recursos, a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha, que pune com prisão quem comete violência doméstica, será prejudicada. "O contingenciamento de recursos não deve restringir a ação dessa política", garantiu.
Mesmo antes de assumir o posto, ela vem sendo alvo de críticas de grupos religiosos contrários à legalização do aborto. Eleonora Menicucci ressaltou que as políticas públicas não devem discriminar as pessoas por suas profissões de fé e lembrou que "cabe ao governo cumprir a Constituição e respeitar a laicidade do Estado".
A seguir, a íntegra da entrevista:
Agência Brasil - A Lei Maria da Penha é uma das mais conhecidas pela população, mas sua aplicação efetiva requer ainda convencimento, equipamentos públicos como casas-abrigo e delegacias especializadas. O investimento na formação das pessoas que trabalham com a mulher também é necessário. Como avançar nesse campo em tempo de crise econômica e contingenciamento de recursos?
Eleonora Menicucci
- A Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres tem avançado desde a criação da Lei Maria da Penha. O principal instrumento é o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que tem a adesão de todos os estados, com câmaras técnicas instaladas para a gestão das ações de enfrentamento à violência e com 23 organismos de políticas específicas. O contingenciamento de recursos não deve restringir a ação, uma vez que é também de responsabilidade de estados e municípios ampliar e fortalecer essa política, garantindo sua transversalidade e capilaridade em todas as esferas de governo, com a ampliação dos serviços de atendimento às mulheres em situação de violência e de instalação de mais equipamentos. Nosso empenho será sempre em busca de fortalecer essa política, em articulação com todos os entes federados, para que ela chegue a todas as mulheres.
ABr - A Secretaria de Políticas para as Mulheres trabalha essencialmente com conceitos, com mudança de hábitos culturais. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu colocar no âmbito do interesse público a punição para a violência cometida contra a mulher. Foi um golpe na velha máxima de que "em briga de marido e mulher não se mete a colher". Como convencer as pessoas, incluindo seus pares, sobre a necessidade de mudança?
Eleonora Menicucci
- Só o fato de a Lei Maria da Penha ser uma das mais conhecidas já muda, ao menos no imaginário da população, e essa máxima começa a cair. Há uma compreensão de que, para coibir a violência contra as mulheres, existe lei e autoridade, que defendem e punem com severidade os agressores. No entanto, a população, embora sabendo da lei, ainda não sabe como ela funciona e como acessá-la. Nesse sentido, é necessário reforçar e ampliar as ações articuladas com todas as esferas de governo, com os movimentos sociais, a academia, os meios de comunicação e as instituições públicas e privadas, em uma campanha de informação e orientação sobre a lei. Isso já vem sendo feito, mas agora, com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou a Lei Maria da Penha constitucional e declarou que a denúncia de violência contra a mulher pode ser feita por qualquer pessoa e não apenas pela vítima, é necessário intensificá-la, não só com a população, mas também e principalmente com os operadores de direito, nas delegacias, nos juizados e nas promotorias. A campanha Compromisso e Atitude, que será lançada em breve pela secretaria, reflete essa necessidade e tem como aliados o Ministério da Justiça, o Conselho Nacional de Justiça, o Colegiado dos Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos e Colegiados dos Presidentes de Tribunais de Justiça. Mas sabemos que uma lei, por si só, não muda a cultura machista, sexista que permeia a sociedade e está na raiz da violência e opressão de gênero. Não vamos mudar essa cultura de um dia para o outro, mas vamos caminhando. Costumo dizer que, ao esperar [as mudanças], vamos atuando. E, nesse sentido, construir uma educação e uma cultura de igualdade e solidariedade é fundamental, daí a importância da transversalidade das políticas para as mulheres.
ABr - Há décadas, no Brasil, a questão dos direitos reprodutivos esbarra na força de grupos religiosos que agem no governo e no Congresso Nacional. Os poucos avanços são conseguidos sob muita pressão. Embora seja previsto na Constituição Federal, há ainda que se firmar o conceito do Estado laico? Cabe também ao governo esse papel?
Eleonora Menicucci
- Cabe ao governo cumprir a Constituição e, nesse sentido, respeitar a laicidade do Estado. Essa é uma decisão soberana da nação, como também o direito à diversidade religiosa. E isso não tem nada a ver com políticas públicas que, por princípio, não devem discriminar as pessoas por sua profissão de fé. Um Estado laico, mais que um debate, é um direito e isso tem a ver com não ser julgado por suas convicções religiosas e muito menos ser impedido de ter acesso às políticas públicas por uma interpretação errônea sobre a laicidade do Estado.
ABr - O empoderamento das mulheres tem sido uma tônica nos discursos da presidenta Dilma Rousseff desde a campanha. Ainda há muito a fazer para se alcançar a equidade entre homens e mulheres? O que cabe ao governo fazer?
Eleonora Menicucci
- Como já disse antes, avançamos muito. No próximo dia 24 de fevereiro vamos comemorar os 80 anos da conquista do voto feminino, quando o Código Eleitoral (Decreto 21.076) assegurou, em 24 de fevereiro de 1932, o voto feminino no Brasil, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres. Foi uma luta pioneira e histórica das feministas, como Julia Barbosa, Bertha Lutz, Leolinda Daltro, Celina Vianna, Nathércia da Cunha Silveira, Antonietta de Barros, Almerinda Gama, Jerônima Mesquita, Maria Luisa Bittencourt, Alzira Teixeira Soriano, entre outras valorosas mulheres que nos legaram uma histórica conquista e um caminho a ser seguido na construção da igualdade. Na perspectiva histórica, é um tempo muito curto desde aquela data. Mas, na perspectiva de luta pela autonomia e liberação das mulheres, é um marco.  No entanto, é pouco, considerando a condição subalterna ainda imposta às mulheres. A presidenta Dilma Rousseff, quando determinou como prioridade a construção da autonomia das mulheres, considera que não há empoderamento sem autonomia econômica, política, social, pessoal e cultural. É condição para a construção de equidade entre homens e mulheres, especialmente no mundo do trabalho, em que as mulheres, embora tenham mais tempo de estudo, recebem cerca de 30% menos que os homens, estando nas mesmas funções. É necessário que as mulheres tenham equidade de acesso e ascensão no mundo do trabalho, que tenham autonomia política e possam atuar nos espaços de poder e decisão. São políticas que fazem parte da estratégia de construção da autonomia das mulheres e, especialmente, das mulheres mais pobres. A presidenta Dilma afirmou que não vai descansar até atingir a meta de tirar 16 milhões de pessoas da miséria, dessas a maioria é formada por mulheres, entre elas negras e índias.
ABr - Na sua opinião, o que falta à mulher na garantia de seus direitos?
Eleonora Menicucci
- Autonomia em todos os sentidos e respeito aos seus direitos já assegurados. E isso envolve o compromisso entre todos os entes federados, a sociedade, os movimentos feministas e de mulheres, a academia, os movimentos culturais e políticos para não só fazer com que as leis  sejam cumpridas, mas garantir que as mulheres tenham condições de se desenvolver com plenitude. Sobretudo, mudar a cultura patriarcal, machista e sexista que ainda impera. Portanto, temos ainda um caminho longo, mas sem retrocessos, uma vez que as mulheres e a sociedade como um todo já não aceitam mais ter os direitos diminuídos.
ABr - Quais serão suas prioridades na gestão dos programas da Secretaria de Políticas para as Mulheres?
Eleonora Menicucci
- As prioridades da secretaria estarão em sintonia com as prioridades de governo da presidenta Dilma Rousseff, entre elas a construção da autonomia das mulheres, a ampliação e o fortalecimento da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e a intensificação das transversalidades das políticas públicas para as mulheres, para que elas se enraízem em todos os municípios onde a concretude da vida das mulheres ocorre. São pautas do governo da presidenta Dilma e que foram debatidas e aprovadas também na 3ª Conferência das Mulheres, realizada em dezembro passado.
ABr - O Dia da Mulher é comemorado em 8 de março. O que comemorar e o que reivindicar nessa data? Qual será o foco do governo nas comemorações?
Eleonora Menicucci
- As mulheres têm a comemorar no dia 8 de março as conquistas obtidas ao longo dos anos, como resultado de suas lutas históricas: desde o direito de voto, avanço na conquista de espaços de poder e de decisão política (embora ainda tímidos), até a comprovação de sua capacidade e desempenho no mercado de trabalho, o acesso a programas públicos de atendimento à saúde integral da mulher e, uma das mais importantes vitórias, conquistada recentemente, a constitucionalidade da Lei Maria da Penha, pelo Supremo Tribunal Federal. O STF também declarou que a denúncia de agressão pode ser feita por qualquer pessoa, e não apenas pela vítima. Tudo isso, sem falar na inserção das mulheres nos campos de conhecimento historicamente destinados aos homens. Ainda existe um longo caminho a percorrer para a conquista da igualdade entre homens e mulheres na sociedade. E as reivindicações são muitas, como a igualdade de gênero no mercado de trabalho, que se traduz também em salários iguais, a superação de todas as formas de discriminação e exclusão social que afetam as mulheres, a educação não sexista, não lesbofóbica, não racista, o fim de todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres, o respeito à diversidade religiosa e de orientação sexual. O foco do governo nas comemorações de 8 de março será o desenvolvimento sustentável e a autonomia das mulheres rumo à Rio+20.

Edição: Graça Adjuto e Talita Cavalcante

Economizando no transporte utilizando a carretinha reboque

Por que investir em uma carretinha reboque? Em algumas regiões brasileiras, o termo reboque é costumeiramente utilizado, enquanto em alguns estados é normal ouvir os termos carreta reboque ou, simplesmente, carretinha.

Regionalismos à parte, a carretinha é um excelente equipamento acessório para veículos motorizados. A carretinha cumpre perfeitamente seu papel no apoio ao transporte e reboque de outros veículos, barcos, iates e até animais. Na área rural, por exemplo, você encontrará vários destes veículos reboque trafegando pelas vias públicas, onde dentre eles há um modelo dedicado à transportar animais. Na área urbana, é possível ver várias carretinhas circulando com

Os carros da telona que deveriam ganhar um Oscar

Veja os carros que fizeram sucesso no cinema. Desde o fusquinha Herbie até o Camaro Bumblebee de Transformers.

Alguns veículos serão sempre lembrados por terem deixado sua marca em alguns filmes hollywoodianos. É difícil ver um Aston Martin DB5 e não lembrar de James Bond fugindo dos bandidos ou então ver um Fusca da Volkswagen e não lembrar de Herbie, o fusca sensível.

Confira a seguir, alguns automóveis dignos de um Oscar, que marcaram forte presença em filmes de Hollywood.

Aston Martin DB5 (007 Contra Goldfinger - 1964): Certamente este é o carro de James Bond que mais marcou em seus filmes. Ele marcou presença em três filmes do agente secreto britânico, sendo equipado com metralhadoras, escudos blindados, serras para cortar pneus, lança-pregos e até mesmo bombas de gás.

Ford Mustang GT 390 (Bullitt – 1968): Steve McQueen, corta as ruas de San Francisco em uma perseguição de 8 minutos comandando um Mustang 68 de 325 cv de potência. 

Volkswagen Fusca 1967 (Se o Meu Fusca Falasse – 1969): O queridinho da Volkswagen já estrelou em cinco filmes e ficou famoso ao derrotar carros bem mais potentes que ele. O que mais caracteriza a atuação de Herbie (nome do Fusca no filme) é a sua capacidade de expressar sentimentos.

Mini Cooper (Um Golpe à Italiana – 1969): Os mini-carrinhos roubam a cena em uma perseguição que ocorre nas ruas de Turim, na Itália.

DeLorean DMC-12 (De Volta para o Futuro – 1985/1990): O carro esporte fabricado no começo dos anos 80 (apenas 8.543 unidades fabricadas) é a máquina do tempo de Michael J. Fox no filme "De Volta para o Futuro".

Ford Mustang Shelby GT500 1967 (60 Segundos – 2000): O papel principal, vivido por Nicolas Cage, precisa roubar 50 carros em somente uma noite para salvar a vida do seu irmão. Em meio a Lamborghinis, Ferraris e outros automóveis potentes, quem rouba a cena é o Ford Mustang Shelby GT500 de 1967 que protagoniza a útlima perseguição do filme. Este Mustang se tornou um super-astro do cinema depois desse filme.

Nissan 350Z (Velozes e Furiosos - Desafio em Tóquio - 2006): O cupê esportivo japonês, com certeza é o destaque do terceiro filme da série "Velozes e Furiosos". O possante conta com um motor V6 de 3.5 litros que gera 287 cv, sem contar o óxido nitroso que eleva ainda mais a força de sua arrancada e sua velocidade.

Chevrolet Camaro (Transformers – 2007): Chamado de Bumblebee no filme, o carro-robô é equipado com um motor V8 de 400 cv, e ainda disparadores de raios laser e um sistema de áudio inteligente. Com certeza, o novo Camaro adquiriu muitos fãs depois de participar deste sucesso das telonas.

Cuba abre setor de açúcar a investimento do grupo Odebrecht


O grupo brasileiro Odebrecht prevê produzir açúcar em Cuba, informou ontem a empresa, naquele que será o primeiro investimento de capital estrangeiro no setor, até o momento fechado na ilha de governo comunista. 

A Companhia de Obras em Infraestrutura (COI), subsidiária da Odebrecht em Cuba, deverá assinar com o estatal Grupo de Administração Empresarial do Açúcar (Azcuba) um contrato de administração produtiva da usina "5 de Septiembre", na província de Cienfuegos. 

"O acordo, com período de dez anos, tem como meta incrementar a produção de açúcar a capacidade de moagem e de ajudar a revitalização" do setor, disse a Odebrecht em e-mail. 

O projeto abriria ao capital estrangeiro um setor sem recursos do país comunista, cuja produção caiu fortemente, de 8 milhões de toneladas (t) na década de 1970 a apenas 1,2 milhão de t na última safra. A título de comparação, a atual safra do centro-sul do Brasil, que está na etapa final, registra uma moagem de 492 milhões de t de cana. 

Segundo um executivo da indústria brasileira de açúcar que tem conhecimento do projeto, a Odebrecht também produzirá etanol e energia a partir de biomassa em Cuba. "Cuba está se abrindo à possibilidade de produzir etanol acompanhado de geração de energia, e a Odebrecht vai montar ali uma destilaria", disse o empresário. 

"É um projeto similar ao que a Odebrecht está desenvolvendo em Angola", acrescentou a fonte, em alusão à uma joint venture de US$ 258 milhões com a petroleira angolana Sonagol para produzir 260.000 t de açúcar, 30 milhões de litros de etanol e 45 megawatts de energia elétrica. 

A entrada da Odebrecht na modernização da decadente indústria açucareira cubana ampliaria o papel da empresa na modernização da infraestrutura da ilha. O conglomerado, por meio do seu braço em bioenergia, é um dos principais produtores de etanol do Brasil, com uma capacidade prevista de processamento de 40 milhões de toneladas de cana em 2012. A Odebrecht não forneceu mais detalhes sobre o projeto. 

Mas um executivo brasileiro do setor disse à Reuters que o contrato poderia ser assinado esta semana durante visita da presidente Dilma Rousseff à ilha. Cuba permitiu há mais de uma década a entrada do capital estrangeiro para o desenvolvimento de indústrias estratégicas como o turismo e, recentemente, a do petróleo, na qual um consórcio da Repsol-YPF começará a explorar este ano em águas cubanas. 

Empresas privadas de outros países levaram anos negociando a entrada no setor de açúcar de Cuba, nacionalizado pouco depois da revolução liderada por Fidel Castro, em 1959. A abertura ocorre depois de uma profunda reestruturação da indústria ao final de 2011.

Ortiz, mensaleiro da mídia, é condenado

Por Altamiro Borges

Em votação unânime, a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o tucano José Bernardo Ortiz ao pagamento de R$ 1,54 milhão a título de indenização aos cofres públicos do município de Taubaté. Prefeito desta cidade do interior por três vezes, ele adquiriu, sem licitação, tubos para a canalização dos córregos. O TJ considerou que houve desvio de recursos públicos.
A decisão do TJ, cujo acórdão foi publicado na semana passada, acolheu argumentos do Ministério Público Estadual que, em ação civil pública proposta em maio de 2008, atribuiu ao ex-prefeito “conduta dolosa” e violação da Lei de Improbidade Administrativa, “impondo-se a indenização do dano”. A condenação de Ortiz, totalmente ofuscada pela mídia, causa calafrios na cúpula do PSDB.

"Amigo" de Alckmin e da mídia

Afinal, ele não é um tucano qualquer. Amigo do governador Geraldo Alckmin, Ortiz é um dos seus principais “operadores políticos”. Além disso, como presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), nomeado em janeiro de 2011, ele exerce enorme “influência” sobre a mídia. Ortiz é responsável pela liberação de publicidade do FDE, que tem um orçamento de R$ 3 bilhões.

Há vários indícios de que o grão-tucano agora condenado seria o responsável pelo “mensalão da mídia”, distribuindo anúncios de publicidade para comprar o apoio dos veículos aos governos do PSDB. No ano passado, o blog NaMariaNews, que vasculha todos os editais publicados no Diário Oficial do Estado, demonstrou que o “barão de Taubaté” é um grande amigo dos barões da mídia.

R$ 9 milhões em publicidade

Os dados abaixo, sobre compras de assinaturas, talvez expliquem porque a imprensa chapa-branca e corrompida não deu maior destaque à condenação de José Bernardo Ortiz:

27/julho/2011 – Revista Época

- Contrato: 15/00628/11/04
- Empresa: Editora Globo S/A
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da "Revista Época" - 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Sala de Leitura.
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.203.280,00
- Data de Assinatura: 26/07/2011

(*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)

29/julho/2011 – Isto É

- Contrato: 15/00627/11/04
- Empresa: Editora Brasil 21 LTDA
- Objeto: Aquisição pela FDE, de 5.200 (cinco mil duzentas) assinaturas da "Revista Isto É", 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Sala de Leitura.
- Prazo: 365 dias
- Valor: 1.338.480,00
- Data de Assinatura: 25/07/2011.

(*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)

3/agosto/2011 – Veja

- Contrato: 15/00626/11/04
- Empresa: Editora Abril S/A
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da “Revista Veja”, 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo
- Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 1.203.280,00
- Data de Assinatura: 01/08/2011.

(*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)

6/agosto/2011 – Folha

- Contrato: 15/00625/11/04
- Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Sala de Leitura
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.581.280,00
- Data de Assinatura: 01/08/2011.

(*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011)

17/agosto/2011 – Estadão

- Contrato: 15/00624/11/04
- Empresa: S/A. O Estado de São Paulo
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “O Estado de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo - Projeto Salas de Leitura.
- Prazo: 365 dias
- Valor: R$ 2.748.616,00
- Data de Assinatura: 01-08-2011.

(*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011)

Total: R$ 9.074.936,00.

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