
Esta
semana será decisiva para o presidente, acusado pela Procuradoria-Geral da
República de organização criminosa e obstrução de justiça.
Confira
também:
A
análise do texto, elaborado pelo relator do caso, deputado Bonifácio de Andrada
(PSDB-MG), ocorre em meio a mais uma polêmica envolvendo delações premiadas.
Desta vez, vídeos do depoimento do operador financeiro Lúcio Funaro à
Procuradoria-Geral da República (PGR) foram disponibilizados, no site da Câmara
dos Deputados.
Sobre
o vazamento, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, disse
que as imagens não deveriam ter sido divulgadas. Já o presidente da Câmara,
Rodrigo Maia, alega que seguiu orientação de Fachin.
No
meio da confusão, alguns parlamentares avaliam que os vídeos, ao mostrarem o
delator fazendo acusações sobre a existência de um suposto esquema de propina
envolvendo o presidente, agravam a situação de Michel Temer.
A
base governista está com receio do desgaste que o apoio a Temer pode causar,
ainda mais em ano pré-eleitoral. “Essas duas próximas semanas serão utilizadas
para votar esse processo na CCJ e depois no plenário, para concluir essa
segunda denúncia contra Temer”, afirmou Edmar Arruda (PSD-PR).
“Estamos
em um clima de focar as ações na denúncia, que é gravíssima, contra o
presidente Temer e dois de seus ministros”, disse Henrique Fontana (PT-RS),
lembrando ainda outros envolvidos no caso estão presos, como os ex-deputados
Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha
Loures.
Denúncia
Temer
e políticos do PMDB foram acusados pela Procuradoria-Geral da República de
organização criminosa e obstrução de justiça. O Palácio do Planalto rechaça as
acusações.
Caberá
à CCJ votar o parecer sobre a Solicitação para Instauração de Processo,
elaborado pelo relator do caso, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).
Independentemente do resultado na comissão, o plenário deverá decidir se
autoriza ou não a abertura de processo no STF contra Temer, como determina a
Constituição.
No
debate, serão usados os mesmos procedimentos da primeira denúncia, com 15
minutos para cada integrante da CCJ – são 66 titulares e 66 suplentes – e 10
minutos para não membros contra e a favor do prosseguimento da denúncia, com
até 20 em cada grupo. Cada advogado terá 20 minutos para o pronunciamento final.
Se a Câmara não tomar uma atitude decisiva contra o presidente, o caos institucional vai só aumentando. Infelizmente, a nossa classe política não tem noção do tamanho da crise que o Estado brasileiro passa.
ResponderExcluir