sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Viés de confirmação: Na verdade buscamos apenas confirmar as nossas certezas





Por Dag Vulpi – Postada originalmente em 15/12/2014

Eu gostaria de contar com a atenção na leitura dessa postagem, por principalmente aqueles que de alguma forma já tenham divergido das minhas opiniões e da forma como interpreto os fatos. Aos que possuem opiniões que normalmente convergem com as minhas estou certo de que nem será preciso fazer esse pedido, e o motivo para o qual faço essa observação, se auto- justificará com a leitura integral dessa postagem.

No artigo de hoje vamos falar de um assunto que é abordado no livro Manual de Melhoria, o viés de confirmação. Você sabe o que é isto? Muita gente não sabe, mas ele esta presente em quase todas as decisões que tomamos em nosso dia a dia. Sugiro também que após o fim da leitura você assista ao vídeo que está inserido no final desta postagem.

É normal do ser humano priorizar as informações que confirmem suas crenças ou hipóteses, independentemente de serem ou não verdadeiras. Como resultado, as pessoas colhem evidências e trazem informações da memória de forma seletiva, interpretando-as de maneira às vezes enviesada (tendenciosa). O efeito é mais forte no caso de assuntos que envolvem o emocional e nos casos em que se está lidando com opiniões fortemente arraigadas.

Nosso cérebro procura confirmar os desejos e crenças que temos o tempo todo. Assim, descartamos tudo que não tem a ver com nossas opiniões anteriores e nos atemos a sinais que confirmam o que acreditamos. É o que a ciência chama de viés da confirmação, um estudo feito na Universidade de Ohio demonstrou como ele funciona. A pesquisa mostrou que as pessoas passam 36% mais tempo lendo um ensaio que esteja alinhado com suas opiniões do que um que vá contra o que elas pensam.

É inerente ao ser humano tender a considerar apenas as informações que estão de acordo com nossas crenças. Seja quando lemos um livro, assistimos a uma notícia no telejornal, ou mesmo numa conversa entre amigos.  Nas redes sociais, onde cada um de nós pode encontrar milhares, ou milhões, de outras pessoas que concordam conosco, seu poder se amplifica enormemente. Inconscientemente absorvemos aquelas informações que fortalecem nossas crenças e rejeitamos aquelas que vão ao desencontro a elas, independentemente das evidências, das provas, do senso comum, e muitas vezes, até mesmo do bom senso. É a interpretação seletiva e tendenciosa da realidade de acordo com nossos desejos mais íntimos e crenças mais arraigadas. Todos agimos assim, em menor ou maior grau.

O vício em confirmação tem raízes no modo como as emoções funcionam: quando algo reforça nossas crenças, nos sentimos triunfantes; quando são desmentidas, nos sentimos frustrados ou até ofendidos.

Saber que o viés existe, que nossa “busca pela verdade” muitas vezes não passa de uma busca enviesada pela confirmação de velhos preconceitos e ideias pré-fabricadas, é só um começo — mas um começo importante, numa sociedade que convive com fortes emoções e opiniões polarizadas em questões como futebol, moral, religião e também, principalmente, na política.

Além de todos esses conceitos, tem também a impressão, a simpatia e muitos outros julgamentos que fazemos sobre coisas e pessoas, sem nenhum embasamento. Você vê alguém e implica. Não gosta. Talvez por razões subjetivas que nem você conheça.

Em geral, tudo o que lemos, as notícias que buscamos, as pessoas em quem acreditamos, são aquelas que reafirmam o que já pensamos. Primeiro você gosta ou não gosta da pessoa e, em função disso, você vai concordar ou discordar dela.

É muito mais fácil convencer alguém ao usar argumentos que têm a ver com a crença que a pessoa já possui do que propor uma revolução.

O viés da confirmação é realmente algo interessante. Mas há muitas outras demonstrações que provam  como é fácil vender mentiras por causa das associações sem sentido que fazemos. As pessoas tendem a acreditar que todo rico é inteligente (o que não é verdade), que todo famoso é correto (o que nem sempre é verdade), que todo político é corrupto (o que em alguns casos não se confirma), que toda pessoa bonita é boazinha (o que não tem nenhuma ligação).

Existem inúmeras ocasiões em que o viés da confirmação aparece, entre elas podemos citar dois exemplos:

Torcedores fanáticos por determinado time de futebol, que só leem ou acatam argumentos e informações favoráveis ao seu time, refutando todo o resto;
Partidários ou ativistas políticos que buscam somente informações que enalteçam os aspectos positivos do lado que estão, refutando inúmeros escândalos ou provas que demonstrem ao contrário.

Há diferenças insuperáveis entre o “conhecimento” e a “crença”: o primeiro tem a ver com a razão, a realidade e a avaliação criteriosa das evidências; a segunda tem a ver com nossas emoções e com aquilo que desejamos que seja verdade, independentemente das contradições e das evidências. O conhecimento é o filho da razão e a crença é filha de nossos desejos e temores. O conhecimento é amigo das provas e das evidências: admite falhas, muda e assim se fortalece; a crença só admite o que convém e lhe reforça. Algumas vezes a verdade é contra intuitiva e as relações de causa e efeito nem sempre são evidentes, mas a natureza nunca mente. Ela é o juiz supremo de todos os litígios do conhecimento.

Uma maneira bem segura de saber se algo em que acreditamos está sendo influenciado pelo viés de confirmação é saber o que a ciência e os especialistas dizem sobre o assunto. A ciência não é perfeita, mas teorias científicas são permanentemente revisadas e se autocorrigem, impedindo os efeitos nocivos do viés de confirmação. Se a ciência vai de encontro com o que pensamos, devemos entrar em alerta. Ela é e sempre será nossa melhor guia na busca do conhecimento.

Meu objetivo com este artigo, apesar de ter pedido no inicio do texto uma atenção especial daqueles que normalmente divergem das minhas opiniões, não foi o de tentar insinuar que algum dia estive certo por defender algum ponto de vista, mas sim, apresentar uma proposta que possa levar ao entendimento de que em quase tudo, por mais convictos que estivermos, ainda assim, sempre poderá existir mais de uma possibilidade. 

56 comentários:

  1. Ei-nos aqui, no território das crenças... infelizmente o conhecimento tem pouco ou nenhum valor por aqui! Mas artigos como esse nos ajudam a nos libertar de nossa própria irracionalidade... se quisermos!

    ResponderExcluir
  2. Estou lendo um livro que tem tudo a ver com este assunto: "Sublimar - Como o inconsciente influencia nossas vidas", de Leonard Mlodinow. Sugiro a leitura.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu caro Celio De Jesus Ribeiro, para quem leu "Subliminar... sabe bem que, nem sempre é possível saber exatamente quem foi que roubou nosso relógio de ouro. rsss

      Excluir
    2. Se bem que no caso relatado parece que soube..

      Excluir
    3. Dagmar Vulpi, eu estou lendo e ainda estou na parte inicial.

      Excluir
    4. Naquele caso especifico sim, talvez o malandro tenha dado dicas subliminares o suficiente, porém, a malandragem de hoje em dia evoluiu muito. rss

      Excluir
    5. De qualquer forma, mostra que inconsciente nos guia muito mais do que estamos acostumados a supor.

      Excluir
    6. Não tenho duvidas disso meu caro Celio De Jesus Ribeiro. Aliás, essa foi uma questão que levei para meu médico, pois eu não entendia alguns "fenômenos" que aconteciam comigo. Quando mais jovem cheguei a considerar a hipótese de ser dotado de algum tipo de "paranormalidade", mas felizmente tudo foi muito bem esclarecido por um ótimo neurocirurgião. Foi a partir daí que comecei a identificar o quanto de consciência existe na nossa inconsciência. Se é que você me entende. rss

      Excluir
  3. Também tem tudo a ver com essa postura de torcedor de futebol em questões políticas: as pessoas apresentam uma postura irracional e fogem de discussões racionais. E voltando a bater na mesma tecla: somente um bom sistema de ensino proporciona condições para que o comportamento das pessoas caminhe um pouco em direção à racionalidade.

    ResponderExcluir
  4. Por exemplo, em experimentos com degustação de vinho, onde a única identificação é o preço do vinho, as pessoas tendem a classificar o mais caro como o melhor, sem saber que trata- se do mesmo vinho.

    ResponderExcluir
  5. Ou então, se estiver identificado, a maioria das pessoas prefere a coca-cola. Se não estiver identificado, a maioria prefere a pepsi-cola. É o chamado paradoxo pepsi.

    ResponderExcluir
  6. Quantas de nossas opiniões e posturas também não estão sendo adotadas desta maneira, totalmente influenciadas pelo inconsciente e sem embasamento racional???

    ResponderExcluir
  7. Adorei!!! Realmente tem tudo a ver conosco. Dagmar Vulpi, excelente postagem. Gostei e vou roubar!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem muita coisa a ver, não é mesmo Luiza Helena Chialvo? Seria bom que todos que participam de redes sociais e defendem suas ideologias dessem uma "conferida" nesta postagem. Abração e um ótimo dia.

      Excluir
  8. "Os aspectos subliminares de tudo o que acontece conosco
    podem parecer pouco importantes na vida cotidiana, …
    [mas] são as raízes quase invisíveis de nossos pensamentos
    conscientes."
    CARL JUNG

    ResponderExcluir
  9. Algumas de nossas ações, de tão usuais, são tocadas no "automático", dirigir automóveis, por exemplo. Acabara de sair da sala onde fizera uma endoscopia (sedado). Minha companheira à época ainda a me amparar (meio grogue, ou inteiramente). Segundo ela, conversei demoradamente com um colega de profissão, que até hoje apenas suspeito de quem seja. Fui (levado) à lanchonete e comi algo sem forma e sem sabor. Depois peguei o carro (sob protesto da companheira) dirigi até minha casa, coloquei-o na garagem de difícil acesso, deitei e dormi a tarde inteira. Apenas deduzo qual o percurso...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah! Compartilhei o post sem sua permissão...nada inconscientemente, claro.

      Excluir
  10. Essa é uma característica humana, pois somos dotados de emoções. Na ciência, no caminho da procura de novas descobertas e verdades ou até mesmo das pesquisas, mitos se enganam. Por isso em que muitas vezes há a necessidade de mais pessoas para diminuir essa tendência. Talvez por isso a democracia seja um sistema melhor que os outros, pois necessita do convívio de opositores para podermos evoluir dentro de verdades que possam ser somente temporárias. Esse processo de evolução do ser humano é formado por essas verdades, mesmo que sejam falsas e mesmo dos fatos em que não podemos confirmar nenhuma verdade, apenas formar teorias ou crenças.

    ResponderExcluir
  11. bem eu tenho humildade pra reconhecer quando errei..............

    ResponderExcluir
  12. Inteligência emocional é fundamental para diversos contextos de nossas vidas, principalmente o profissional, é sabido que grande parte das demissões tem causas em fatores emocionais que dificultam a interação necessária entre os colaboradores de uma instituição. Cabe a nós observação e esforço para o controle das emoções.

    ResponderExcluir
  13. honestidade e' fundamental.... sem ela inteligencia nao garante nada

    ResponderExcluir
  14. Já nasci pronta, ninguém faz minha cabeça. Conheço a honestidade, humidade e o respeito, quando ainda estava no berço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exato Fabiola Pinheiro Almeida. Esse é o seu viés de confirmação a respeito da sua personalidade, e nada fará você mudar. portanto, sempre que outra pessoa fizer essa mesma avaliação sobre você, ela será imediatamente aceita, porém, se alguém ousar dizer que você não nasceu pronta, mas que foi moldada de acordo com as experiências vividas ao longo da sua vida, imediatamente você discordará, afinal, a afirmação está indo ao desencontro do seu viés de confirmação.

      Excluir
  15. Excelente texto, Dagmar Vulpi, tenho lutado diariamente para ter esse controle. Não estou isenta a emoções que afloram bruscamente e me dominam por instantes até que eu retome o controle sobre elas. Avancei, hoje reconheço que estou sujeita a isso, antes nem isso conseguia, me considerava acima desses males que atingem os mortais, pois eu teria me preparado demais antes de concluir e, portanto, ninguém deveria ousar duvidar disso. Somos manipulados a todo instante, quando crianças, começam a nos dizer o que é bonito, qual o padrão estético, o que a mulher deve fazer e até os sabores, nem sobre eles temos somos livres para escolher, lembrando que a Coca-cola ficava em farmácias, até nos convencerem que era uma delícia.... Obrigada por partilhar, vou tentar melhorar.

    ResponderExcluir
  16. Damaris Irae Jacometti27 de janeiro de 2016 15:42

    nao sei nada disso... nasci livre e muito provavelmente assim morrerei

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Damaris Irae Jacometti apesar de você dizer que não sabe nada disso, esse é o seu viés de confirmação. Você está defendendo aquilo que você acredita ser a sua verdade e, caso alguém fizer um comentário endossando o que você escreveu, você automaticamente irá aceita-lo, assim como, caso alguém faça um comentário indo ao desencontro daquilo que você aceita como o correto, instintivamente você não aceitará o contraditório. Essa é a essência do Viés de Confirmação.

      Excluir
  17. O texto contribuiu muito para algumas reflexões e com base em tais, não irei mais comentar e nem discutir nada aqui, preciso expandir horizontes e só com desafios complexos é que conseguirei isso, portanto terei que me dedicar muito, sendo ativa em grupos que me imponham esses desafios. Abraços e sigo com a grande Rosa Luxemburgo:" Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem".

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Solange Guedes concordo e termino minha participação dizendo que a cada dia aprendo mais, a cada situação, um aprendizado novo, sei que ainda tenho muito, mais muito mesmo que melhorar, tô na luta. Deixo um pensamento de Clarice Lispector que gosto muito:
      " Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender."

      Excluir
  18. Maravilha Dagmar Vulpi , gostei demais do texto. Acredito que é bem isto mesmo que ocorre, " viés da confirmação "

    ResponderExcluir
  19. Eu mudo de opinião sim, costumo ouvir os argumentos e debater, levantar questões e se abrir para novas questões. Fisicamente a pessoa nasce pronta a receber entendimentos e ensinamentos. Meu pai tinha um viés político que não era seguido pela minha mãe, eu segui o pensamento dela e hoje meu pai já não defende um partido com tanto vigor de antigamente. Se ele se decepcionou e trocou sua opinião sobre o assunto, deixando de lado ideologias que são usadas para benefício próprio, por que os outros também não podem mudar???

    ResponderExcluir
  20. Eu continuo acreditando que pronta nunca estarei, nem no dia da minha morte pois estou em constante aprendizado.Nem tudo que aprendo interiorizo, especialmente os modelos e experiências ruins.

    ResponderExcluir
  21. Esse é um assunto que me fascina. Assisti o vídeo, realmente é verdade, temos um vazio, um buraco que tentamos desesperadamente preencher, e buscamos isso no outro, de várias formas, em relacionamentos, em líderes, em pensamentos. Ele(vídeo) fala que devemos ser humildes e reconhecer que não sabemos tal coisa, e aprender com o outro, perfeito, mas para fazer isso, eu terei que fazer um mergulho interior, e sozinho não consigo, tem que ter uma ajuda profissional, é difícil, sofrido, e ninguém está disposto a sofrer, prefere viver na doce ou amarga ilusão que está certo. As discussões geralmente são entre egos, e não da alma, ter uma cabeça de aprendiz é preciso admitir que não sabe, isso mata o ego. O ego vive negando a morte, e vivemos mortes todos os dias, mas não enxergamos, passamos por elas como se não estivesse acontecendo, porque doe muito. Por isso quando chega a morte física sofremos tanto, porque dessa não podemos escapar. Mas arrumamos desculpas para a morte, nosso ego explica porque aconteceu, apesar da nossa revolta e dor. Mas isso só se faz quando a pessoa quer, ninguém muda ninguém, só ela tem a chave, e vai abrir no momento que lhe incomodar o que ela é, e não quando incomodar alguém. Outras vão continuar assim, sem entender, buscando pares, até não ser mais, daí partem pra outros. Mas se soubessem que esse sofrimento do mergulho interior é menor que o sofrimento de não se conhecer, mergulhariam. O ideal é perceber que todos buscamos a mesma coisa, aceitação, admiração, ser gostado, ser apoiado, mas isso só será possível no momento em que eu me conhecer, aí conhecerei o outro. Estou sempre disposta a aprender, dividir, gosto de gente, mesmo daquelas que precisam ser antipáticas, briguentas, que xingam, que tentam inferiorizar o outro, porque eu já fui assim. Todos nós estivemos no lugar do outro um dia, ninguém é melhor que o outro, nem maior, todos somos iguais. Só se a sombra do outro for muito negra, daí temos que ter cuidado, pois podemos embarcar na escuridão.

    ResponderExcluir
  22. O raciocínio divergente faz parte da natureza humana. Os indivíduos criativos utilizam-se de ‘gatilhos’ ou idéias simples para desenvolver idéias mais complexas. Durante o processo criativo, eles fazem uso de componentes da criatividade que auxiliam o momento criativo. Dessa forma, as pessoas criativas:

    Têm um comportamento investigativo e colocam questões, buscando detalhamento nas respostas.

    Geram de muitas idéias, avaliando soluções alternativas.

    Buscam soluções inovadoras e até então não imaginadas.

    São ousados na busca de soluções.

    Têm facilidade abstrair e conceituar novas idéias.
    Dagmar Vulpi, Parabéns pelo artigo..

    ResponderExcluir
  23. Excelente artigo ... existe o nosso ponto de vista para as coisas que é só um ponto no infinito ...

    ResponderExcluir
  24. Verdade ,as vezes nossa vaidade nos deixa cegos ,surdos e indiferentes....muito bom video , deixa a gente até com vergonha ...rsrsrsr...

    ResponderExcluir
  25. Com certeza Dagmar! Nos livrarmos de preconceitos e olhar o mundo de varias formas , ou melhor, considerando várias hipóteses seria o ideal.Talvez por isso eu goste tanto da matemática, embora lá na frente, na matemática superior, até ela passa a depender de crenças, ou hipóteses q em geral são baseadas na crença do matemático ou físico ou filósofo etc..Por isso a educação formal é tão importante, a educação livre o mais possível de qualquer ideologia, na educação, na escola no convívio social, na interpretação de um texto (tirando poesias e etc,,, pois sem a ambiguidade a poesia morreria), na solução de um problema aprendemos a chegar mais perto da verdade e mesmo assim ainda ficam as duvidas. Mas, tem certas coisas q independe de interpretação ou de preconceitos, a essas coisas denominamos FATOS. Os Fatos acontecem independente do q pensamos, fatos são fatos , por isso admiro muito o Bertrand Russell q fez de sua vida uma busca pela verdade para q a humanidade possa se livrar o mais possível de ideias preconcebidas e ele deixou muito claro q os fatos independem da verdade, mas são fundamentais para se chegar nela!

    ResponderExcluir
  26. Dagmar Vulpi. É verdade, mas você não está com razão...rsrsrs É por aí. Abraço.

    ResponderExcluir
  27. Saiu na Veja uma entrevista sobre os dois tipos de pessoas que fazem previsões: os porco-espinhos e as raposas. As raposas sabem de muitas coisas e os porco-espinhos sabem apenas de uma, mas bem importante. Essa é uma citação de um filósofo grego (não lembro de qual) que o autor interpreta livremente.
    O porco- espinho tem uma ideologia ou um modelo e interpreta tudo à luz dessa visão. São péssimos em fazer previsões a longo prazo. E se recusam a reajustar suas previsões quando confrontados com novos fatos. Fazem como Procusto, um salteador que costumava enterrar suas vítimas. Se a vítima não coubesse no caixão, ele cortava membros até conseguir encaixá-la. Para esse tipo de pessoa que mutila os fatos para que caibam em suas teorias se adotaca expressão leito de Procusto. Engels disse algo parecido quando afirmou que, em política, o maior erro que se comete é confundir nossos desejos com a realidade. Já as raposas são mais flexíveis. Procuram várias fontes, criam uma hipótese de trabalho que vao ajustando, assim que surgem novos fatos. Não têm certezas e suas previsões são probabilisticas. Apesar de ser Galo, eu procuro ser mais raposa que porco-espinho. Faz tempo que aprendi que vontade é coisa que dá e passa.

    ResponderExcluir
  28. O conflito de opiniões e normal. Oq não é normal e o confronto, pq ai não existe respeito a opinião.

    ResponderExcluir
  29. que fique claro: opiniao é diferente de fato. Uma coisa é divergencias ideológicas. Outra coisa é fabricar noticias e enfiarem como ideologia ou opiniao na nossa fuça.aí não dá, né?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sonia Limoeiro Monteiro28 de janeiro de 2016 15:39

      não se esta a falar de opinião mas de crenças X verdade!!!!

      Excluir
    2. Sonia Limoeiro Monteiro28 de janeiro de 2016 15:40

      leia com atenção o texto!

      Excluir
  30. Quando em uma discussão, nós cedemos aos argumentos do outro, damos razão a esta pessoa, nesse momento uma sensação estranha toma conta de nós, uma depressão, um sentimento de inferioridade toma conta de nós, nosso ego morre, e é isso que ele tanto teme, sua morte, pois é ele que guia nossa crenças, valores, norteados por influências da nossa família, comunidade e sociedade. Essa sensação é passageira, logo vem a melhor sensação, a sua alma se eleva, porque é a alma que sabe tudo, a qual delegamos a último plano da vida. Se desafie uma única vez, diga que não sabe, e experimentará a plenitude. Somos todos iguais.

    ResponderExcluir
  31. Eu sou meio estranho, porque quando erro, agradeço a quem apontou o erro e retifico a informação que publiquei. Acho isso normal. Fico chateado por errar, como fico chateado por fazer uma má jogada de xadrez. Para falar a verdade, esse último erro me chateia mais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Adyneusa Moura Oliveira28 de janeiro de 2016 15:42

      Como disse Nietzsche, toda palavra é uma máscara, todo discurso é uma fraude, toda filosofia é uma pantomina. Portanto, Toda filosofia esconde uma outra filosofia; toda opinião é um esconderijo, toda palavra uma nova máscara.

      Excluir
    2. Adyneusa Moura Oliveira28 de janeiro de 2016 15:42

      Porque toda palavra e discurso é uma máscara, uma fraude? porque encobre o que importa conhecer, e o que importa conhecer está escondido pelo discurso, e o que está escondido pelo discurso é a verdadeira razão de ser do discurso, e a verdadeira razão de ser do discurso, é o desejo de quem enuncia. E qual seria esse desejo? o poder, conquistas de cargos públicos, de elogios, seguidores, aplausos, admiração, depende do seu desejo, só você sabe.

      Excluir
  32. Se for feita uma pergunta para uma pessoa, quem é você? provavelmente essa pessoa irá responder, seu nome, o que estudou, graduação, pós, e todos os créditos que buscou na vida, isso ela pensa que é, mas não é o que ela é. O que ela é, está muito escondido, ela não sabe quem é. Sua resposta é do seu ego, aquele que busca ser o melhor, maior, ter seguidores, elogios, aquele que lhe fez pensar ser tudo aquilo que conquistou. Faça-se essa pergunta: quem sou eu? vai parar nesse buraco que tanto busca preencher. Quando digo você, não é ninguém específico, somos todos nós.

    ResponderExcluir
  33. Para refletir: “Todo homem tem algumas lembranças que ele não conta a todo mundo, mas apenas a seus amigos. Ele tem outras lembranças que ele não revelaria nem mesmo para seus amigos, mas apenas para ele mesmo, e faz isso em segredo. Mas ainda há outras lembrancas em que o homem tem medo de contar até a ele mesmo, e todo homem decente tem um consideravel numero dessas coisas guardadas bem no fundo. Alguém até poderia dizer que, quanto mais decente é o homem, maior o número dessas coisas em sua mente.” – Memórias do Subsolo, Dostoiévski

    ResponderExcluir
  34. Respostas
    1. Essa citação me faz lembrar de uma época da minha vida em que fui procurar um psicólogo, depois de ter passado por muitos. Contei pra ela o que me acontecia no momento e perguntei: pode me ajudar(era uma mulher)? ela me disse, posso tentar, adorei a resposta, e eu falei, você me ajudará se eu puder me despir para você, não quero esconder nada mais sobre mim, e quero enfrentar esses monstros que me acompanham, se for para mentir ou dissimular, eu não começo, está pronta? eu tinha segredos que para mim, nem no pensar admitiria, mas joguei tudo pra fora, crescemos juntas, eu e a psicóloga. Ela era nova na área, eu já distorcia as cordas da psicologia, mas ela tinha um particular que me chamou atenção, e que ainda não tinha experimentado, a interpretação dos sonhos, como inconsciente e consciente, foi muito boa a experiencia, embora sofrida. Dei meu mergulho interior.Temos um preço a pagar pela originalidade, embora não seja possível ser sempre, mas vale a pena

      Excluir
    2. Miriam Cristina Costa28 de janeiro de 2016 15:46

      Adyneusa Moura Oliveira maravilhoso este seu depoimento ... acredito muito no crescimento pessoal qd se tem bons ouvidos para as nossas experiências de vida ... a troca com bons profissionais é valiosíssima ... eu relutei bastante em procurar ajuda psicológica em minha vida, mas qd o fiz felizmente encontrei de cara uma profissional que muito me ajudou ... tanto que fiquei em terapia por vários anos ... depois deixei a terapia ... retornei alguns anos depois ... tive sorte novamente e consegui mais avanços ... mas estamos sempre nos deparando com novos desafios e formas de nos comunicarmos nas relações sociais de maneira mais verdadeira ... sem modismos ... ou banalidades ... ou mesmo desdém pelas fraquezas dos outros pois somos todos aprendizes a vida toda ... eu diria perfeitos imperfeitos pois podemos sempre melhorar ... obrigada por sua atenção ... bjs ... boa noite!!!

      Excluir
    3. Adyneusa Moura Oliveira28 de janeiro de 2016 15:47

      Sim estamos sempre crescendo, somos seres inacabados, nunca saberemos tudo. Além da ilha tem águas infinitas para explorarmos. Eu também fiz terapia por muitos anos, parando e voltando. Fiz também terapia em grupos, comunitária, constelação familiar, este trabalho foi desenvolvido pelo pedagogo, psicoterapeuta e filósofo alemão Bert Hellinger, e segundo ele mais de 50% de nossos problemas é de origem sistêmica, ou seja, originados dos relacionamentos familiares. Não sei se conhece, é espetacular, fiz também terapia EMDR, conhece? formidável. Sai da tradicional porque percebi que no final você sai com um dossiê da sua vida, sem entrar no verdadeiro Eu, e foi bem melhor, hoje me conheço melhor. Boa noite

      Excluir
    4. Miriam Cristina Costa28 de janeiro de 2016 15:47

      Não conheço EMDR ... do que se trata ... !?!
      Adoro psicologia ... pretendo voltar à terapia ... minha supervisora me falou um pouco sobre a Constelação Familiar e penso em voltar a buscar esse assunto ... minha primeira terapeuta sabiamente me falou sobre a necessidade de resolver questões delicadas que tinha com minha mãe antes que ela desencarnasse ... infelizmente mesmo tendo tempo pra elaborar tais questões nunca tive coragem pra conversar com minha mãe sobre nossas diferenças e agora me vejo tendo que retornar à terapia por conta disso ... gostei muito do nosso papo ... adoraria continua-lo ... boa noite ...

      Excluir
    5. Adyneusa Moura Oliveira28 de janeiro de 2016 15:48

      Na realidade não importa se a pessoa morreu, pois mesmo mortas, não resolve nossos conflitos. O importante é resolver com vc, e não com a pessoa, porque o que te incomoda é teu e não da outra pessoa, entende? Quanto a constelação familiar é fantástico, não vou te contar, nos comprometemos verbalmente a não comentar com quem não fez, mas vai se surpreender. Se quiser te passo um nome de uma terapeuta que faz? onde moras? O EMDR é feito com aparelhos, nos joelhos, visão e audição. I cérebro tem dois lados, e guardamos nossos traumas no lado esquerdo(acho), quando falamos sobre nós ou qualquer assunto, falamos sem sentir, como se contássemos uma história além de nós, e durante a sessão, entramos em contato com os traumas direto, depois com o espaço que ficou vago, elaboramos como queríamos que fosse, e projetamos no cérebro. Podemos continuar nossa conversa via in box, será melhor, ok? bjus

      Excluir
  35. A única certeza que se deve ter é em relação as nossas próprias duvidas toda "certeza" é pedante

    ResponderExcluir
  36. Isso me faz lembrar as pessoas que buscam por conselhos.
    Elas nos pedem conselhos, mas expõem as alternativas A e B, e quando você dá o conselho B, elas tendem a explicar o A.
    Olha só o A, isso e aquilo, tentando te convencer a dar o conselho A, porque precisa de um cúmplice, para reafirmar seu conceito.
    Temos sim, tendência a confirmação dos nossos desejos, crenças e valores, e a rejeitar tudo que seja contrário. Isso se confirma na luta em tentar convencer o outro dos seus pontos de vista.
    Torna-se mais fácil convencer o outro, quando usamos sua própria crença, claro, difícil é revolucionar, como diz a matéria.
    Isso é possível para certas pessoas que tem interesses acima de suas crenças e valores.
    Acima de tudo, o conhecimento nos deixa mais fortes, pois nos trás a razão, justamente por ser mutável, como nós e tudo na natureza o é.
    Tudo muda o tempo todo, por isso, as crenças e valores tem que serem reavaliados, questionados, e para isso, temos que nos despir de tudo que aprendemos até aquele momento, para entrar o novo.

    ResponderExcluir

Agradeço sua visita e participação no blog!

Dag Vulpi

Explicando as Pedaladas Fiscais - Atualize a página para voltar para o inicio do texto

Sobre o Blog

Este é um blog de ideias e notícias. Mas também de literatura, música, humor, boas histórias, bons personagens, boa comida e alguma memória. Este e um canal democrático e apartidário. Não se fundamenta em viés políticos, sejam direcionados para a Esquerda, Centro ou Direita.

Os conteúdos dos textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores, e nem sempre traduzem com fidelidade a forma como o autor do blog interpreta aquele tema.

Dag Vulpi

Paulo Freire

Paulo Freire
Para analisar

BLOG MIN

BLOG MIN
Porque todos temos uma opinião, seja construtiva, destrutiva, cientifica, acéfala, perversa, parva, demolidora ou simplesmente uma opinião...

Mensagem do Autor

Ocorreu um erro neste gadget

Seguir No Facebook