quinta-feira, 7 de junho de 2012

Proposta do voto aberto acaba com esperanças de Demóstenes


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o voto aberto como princípio geral das decisões legislativas e acaba com o voto secreto em processos de cassação de mandato parlamentar e no exame de vetos presidenciais, a ser incluída na pauta de votações no Plenário do Senado na quarta-feira da semana que vem, segundo levantamento informal realizado pelo Correio do Brasil, será aprovada com ampla margem de votos. A proposta já passou por cinco sessões de discussão o presidente da Casa, senador José Sarney, atendeu aos pedidos de parlamentares como Pedro Simon (PMDB-RS), Pedro Taques (PDT-MT) e seu primeiro signatário, senador Paulo Paim (PT-RS), para a inclusão matéria para votação.

Uma vez aprovada, praticamente esgotam-se quaisquer possibilidades de permanência no cargo para o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). A pressão popular e o andamento das ações criminais que envolvem o parlamentar e o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, têm sido um importante vetor para a tramitação urgente no processo que estabelece o voto aberto para o julgamento dos parlamentares acusados de quebra do decoro parlamentar.

A PEC acrescenta artigo à Constituição para estabelecer o voto ostensivo como princípio geral das votações do Congresso, da Câmara e do Senado. De acordo com a proposta, passarão a ser abertas as votações para decidir sobre perda de mandato de deputado ou senador por descumprimento de conduta prevista na Constituição, quebra de decoro ou condenação criminal. Também serão escolhidos por voto ostensivo, após argüição, governador de território e dirigentes do Banco Central. A proposta também altera a Constituição para determinar que sejam abertas as decisões, em sessão conjunta do Congresso, sobre veto presidencial.

Como exceção, a proposta mantém o voto secreto na escolha de magistrados, ministros do Tribunal de Contas da União e procurador-geral da República, além de presidentes de agências estatais ligadas a serviços de inteligência e assuntos estratégicos.

Mais transparência
Para os autores da PEC, o fim do voto secreto do parlamentar atende a clamor popular por maior transparência da atividade parlamentar, respondendo a apelo moral e ético. Eles argumentam que a democracia brasileira exige a abolição da prática, uma vez que o país não está mais sob regime autoritário, “quando se fazia necessário ocultar o voto do parlamentar em face a represálias e para proteger o exercício das funções parlamentares”.
A defesa do voto aberto em processos de cassação, feita por vários senadores, voltou ao centro das discussões no Congresso desde que foi iniciado processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Propostas
Também com propósito de acabar com o voto secreto tramita no Senado a PEC de autoria do ex-senador e atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabal (PMDB), que recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), mas ainda precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ser votada em primeiro turno no Plenário.

Uma outra proposta prevê o voto aberto nos casos de perda de mandato do parlamentar e rejeição de veto presidencial. Nos termos de substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), também devem ser abertas, de acordo com o texto, as votações do Senado nas indicações de governador de território; presidente e diretores do Banco Central; e chefes missão diplomática de caráter permanente.

A proposta tramita em conjunto com a PEC do senador Álvaro dias (PSDB-PR), que recebeu parecer pela prejudicialidade. Em comum, as três PECs abrem o voto dos parlamentares quando da cassação de deputado e senador, mas apresentam variações quanto às exceções e à decisão sobre vetos.

Na Câmara
Na Câmara dos Deputados, a PEC do ex-deputado Luiz Antonio Fleury, veda o voto secreto nas deliberações do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e estende a vedação às Assembléias Legislativas dos Estados, à Câmara Legislativa do Distrito Federal e às Câmaras Municipais. O texto aguarda votação em segundo turno desde 2006 pela Câmara. Após a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) em processo de cassação, em agosto deste ano, 13 deputados apresentaram requerimentos pedindo a inclusão da PEC na ordem do dia para a votação em segundo turno. Para grande parte dos parlamentares que se pronunciaram após a votação, a deputada foi absolvida por causa do voto secreto.



quarta-feira, 6 de junho de 2012

BALANCE CAPIXABA 06/06/2012

BALANCCAPIXAB06/06/2012

Alto tucanato vai ao ES prestigiar convenção que lançará Luiz Paulo prefeito
Vários deputados e senadores do PSDB deverão ir ao ES prestigiar o lançamento do ex-presidente do ITV -Instituto Teotônio Vilela - Luiz Paulo Velozo Lucas a prefeito de Vitória. É possível que Aécio Neves apareça. 

O ex-presidente do PSDB, deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (BA) foi o único que já confirmou presença na convenção tucana, no dia 23 de junho. Ele tem casa em Nova Guarapari. 

Jutahy Magalhães Jr. diz que vê com muita expectativa a candidatura de Luiz Paulo, que "foi uma pessoa que modernizou a administração da cidade, tem qualificação, reconhecimento nacional em relação à sua competência. Faço questão de estar lá no dia 23 participando dessa festa democrática, na esperança de Vitória ter novamente um grande prefeito", disse o deputado baiano. 

Dia 23 de junho também está marcada a convenção do PT para o lançamento da candidatura da deputada Iriny Lopes. E no dia 30 de junho, o PPS e PMDB lançam seus candidatos, deputados Luciano Rezende, e Lelo Coimbra. 
Foto: M.Rosetti | Fonte www.agenciacongresso.com.br 
No dia mundial do Meio Ambiente, quatro nascentes são destruídas em Cariacica/ES
CARIACICA - O Ministério Público do Espírito Santo – MPES é responsável pelo texto do Termo de Ajuste de Conduta – TAC, que liberou o reinicio da obra embargada do Centro de Tratamento de Toxicômanos – CTT de Cariacica. 

Justo no dia mundial do Meio Ambiente, os orgãos públicas decretam a morte de quatro nascentes, num município marcado pelo descaso com o meio ambiente. 
A obra havia sido paralisada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA), em dezembro do ano passado, por estar sendo feita sobre uma Área de Preservação Permanente - APP. 

A obra pode causar a destruição de quatro nascentes no Residencial de Vila Oásis, no bairro de Tucum, em Cariacica. O TAC, sem revisão, foi assinado pelo MPES, pelo IEMA – ES e pelo Município de Cariacica, no dia 9 de abril de 2012. 
Há indícios de que quando o escrevente fez o texto do MPES, naquele ato, era representado por uma Promotora de Justiça. Porém, por descuido, mantiveram no texto que o MPES era representado por uma promotora, mas o nome colocado no TAC foi do promotor Luiz Renato A. da Silveira. 

O erro que mais chama a atenção no TAC, é a indicação no documento do Município de Cariacica, representado pelo Secretário Municipal de Saúde, Paulo César Reblin (sic), doravante denominado COMPROMISSÁRIO, com fulcro no inciso 6º, do artigo 5º, da Lei nº 7.347/85 e no inciso VII, do artigo 585 do CPC. 
O secretário municipal de Saúde de Cariacica, de acordo com o site da Prefeitura, é o professor de História, Weydson Ferreira do Nascimento, que assina o documento como representante do Município de Cariacica. Ou seja, é o ordenador de despesas da obra do CTT, mas não é citado como COMPROMISSÁRIO. Weydson não poderia ter assinado o documento, mas assinou sem ler o termo. 

Para contrariar ainda mais a lei, o Secretário Municipal do Meio Ambiente, Verdiomar Fraga não é citado nenhuma vez em todo o texto do TAC, mas tem o nome colocado na última página e assinado por ele! Bom, e como a lei exige, as duas testemunhas, que foram indicadas, deveriam que assinar o documento. 
De acordo com a lei, o diretor-presidente do IEMA-ES, Aladim Fernando Cerqueira, não poderia assinar a liberação da obra. O que levanta o questionamento de se tem validade a Decisão Nº 040/12 no Processo Nº 56721293, assinada pelo IEMA, baseada na assinatura de TAC, para a suspensão do termo Embargo/Interdição nº 06683 datado de 22/12/2011. O TAC, neste momento, do jeito que está, é um documento “viciado” e que não tem validade jurídica e nem constitucional.

Fim do Fundap vai desempregar mais de 7 mil servidores de prefeituras do ES
Mais de sete mil servidores de 60 prefeituras capixabas deverão perder o emprego em janeiro de 2013, quando os municípios deixarão de receber receitas provenientes do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias).

Isso vai ocorrer em função da redução de cerca de 10% na receita de cada município, devido a extinção do fundo. O ES é um estado com grande vocação para exportação. 
O alerta foi feito ontem em Brasília pelo presidente da Amunes (Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo) Elieser Rabello, que tenta conseguir compensações junto ao governo federal. 

Ele pediu a antecipação da receita de royalties do petróleo. Acompanhado da deputada federal Rose de Freritas (PMDB), o prefeito esteve reunido com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e dois assessores da Casa Civil. 
Rabello, que também é prefeito de Vargem Alta, diz que se o governo federal e o estadual não oferecerem compensações aos municípios, cada prefeitura será obrigada a demitir no mínimo 150 servidores, cada. 

E cita que além das perdas financeiras acarretadas pelo fim do Fundap, as prefeituras não terão como arcar com as despesas do aumento do salário mínimo e de piso nacional do magistério. 
"No meu caso, se a situação estiver nesse panorama, teremos que demitir aproximadamente 150 funcionários. Essa é uma média também das outras prefeituras, cerca de 60 cidades. Nós ainda temos no início do mês de janeiro, aumento do salário mínimo e aumento de 22,8% do piso nacional do magistério. Então esse quadro tende a se agravar muito. Em mais de 50% dos municípios capixabas os futuros prefeitos já assume endividados. Se não houver compensação, já entram descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal", disse. 

O presidente da Amunes disse ainda que já começou a conversar com o governo estadual a respeito das compensações que serão dadas aos municípios. 
Além disso, já se reuniu com a ministra Ideli Salavatti. De acordo com Elieser Rabello, o governador Renato Casagrande designou uma comissão composta por prefeitos e secretários do governo do estado para fazerem um estudo a respeito do que poderá ser oferecido aos municípios. 

"Nós tivemos uma reunião, foi montada a comissão, esta comissão será coordenada pelo secretário de Planejamento, Guilherme Pereira, pelo secretário de Fazenda, Maurício Duque e pelo chefe de governo, Robson Leite. A comissão vai estudar as compensações do fim do Fundap. Foram apresentados dados onde a situação não está clara ainda, porque não se sabe ainda como que vai funcionar, o que que vai realmente conduzir a situação", disse Elieser. 
De acordo com o presidente da Amunes, a situação dos municípios capixabas é muito mais crítica do que a situação do estado porque as prefeituras perdem ao todo cerca de R$ 1 bi ao ano, enquanto o estado perde R$ 500 milhões. 

Além disso, Elieser destaca que o governo do ES já está conseguindo junto ao governo federal as compensações ao estado, enquanto a situação dos municípios não entrou na pauta das negociações. Foto: M.Rosetti  www.agenciacongresso.com.br 

Líderes acatam parecer da Procuradoria e abrem prazo para defesa de Elias  Renata Oliveira 
Como esperado, a reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa deliberou por acatar o parecer da Procuradoria da Casa, com base no artigo 55 da Constituição e abrirá prazo de 10 dias para que o deputado José Carlos Elias (PTB) apresente sua defesa à Mesa Diretora da Casa. O prazo passa a valer a partir da publicação no Diário do Legislativo, nesta segunda-feira (11). 

Enquanto não apresenta argumentações aos deputados, Elias, que não ficou até o final da reunião dos líderes, permanecerá no mandato. No mês passado, a Justiça de Linhares determinou a perda do mandato do deputado porque seu advogado não teria pago as custas de um recurso em ação na qual foi condenado em primeira instância.

Na Casa, o clima não é pela cassação do deputado. Os colegas de plenário têm se esmerado em fazer discursos em defesa do parlamentar no mérito da ação, já que Elias foi condenado por ter utilizado cores de campanha em pintura de obras públicas feitas no município de Linhares, quando era prefeito. 

Mas esse não foi o motivo da cassação, que para especialistas seria facilmente revertido em segunda instância, o problema foi a perda do recurso. Paralelamente à defesa na Assembleia, Elias denunciou o advogado que o defendia, Leonardo Pimenta, acusando-o de ter deixado de pagar as custas no valor de R$ 133,00 propositalmente. Para o deputado, tudo faz parte de uma trama para tirá-lo da disputa eleitoral em Linhares.

De olho nas movimentações está o suplente de José Carlos Elias, o ex-governador Max Mauro (PTB), que apesar de não se sentir confortável com a entrada na Assembleia por conta da cassação do titular da cadeira, vai brigar pelo mandato se sentir que há alguma movimentação na Casa para impedir sua posse. 

A reação de Mauro aconteceu depois de ser ventilado pela imprensa de que haveria insatisfação no plenário com sua chegada à Casa, por conta das incompatibilidades dele com o ex-governador Paulo Hartung. Nos bastidores do legislativo, porém, o que se comenta é que os discursos de Mauro são aguardados por boa parte dos deputados. SD
Direção do PT agora prega unidade em torno da candidatura de Iriny Lopes Renata Oliveira 
O clima dentro do PT é de buscar unidade e de defesa da candidatura da deputada federal Iriny Lopes, mas internamente ficou um clima de desconforto no grupo que apoiava o recuo da parlamentar em favor do apoio ao palanque do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Como Hartung retirou o nome da disputa, o grupo saiu enfraquecido e agora tenta superar o mal-estar que ficou com o episódio.

Iriny sofreu grande pressão dentro do partido por parte da direção estadual, ligada ao prefeito João Coser, um dos maiores defensores do recuo da candidatura própria. Como Iriny insistiu em manter a candidatura, que fora abonada pela militância em um encontro do partido ainda em 2011, o grupo encontrava muita resistência, sobretudo, porque Hartung, em nenhum momento, confirmou sua entrada na disputa.

Ainda assim, o partido pretendia realizar uma reunião na primeira quinzena deste mês para que os 185 delegados do diretório municipal decidissem sobre a candidatura do partido. Como o grupo de Coser tem maioria no diretório de Vitória, a expectativa era de que o palanque de Iriny sofresse um revés. 

Para tentar convencer os delegados, a pré-candidata se apoiava na resolução do Encontro Nacional do PT, que determina candidatura própria nas Capitais, cidades com mais de 200 mil eleitores, que tenham transmissoras de TV e que o PT governe. Vitória se encaixa em todas as categorias e por isso, o grupo de Iriny alimentava as esperanças. Com a reviravolta da semana passada envolvendo a retirada do nome de Hartung do páreo, o encontro deve ser marcado por demonstrações de apoio à candidatura da deputada, embalados pelo cenário de polarização com o PSDB da Capital. 

Já os aliados da deputada federal tentam superar o mal-estar interno e vão para o encontro com o discurso de unidade, destacando a importância do trabalho das Executivas Municipal e Estadual do PT na construção de um arco de alianças entre a base do prefeito Coser para sustentar o palanque da deputada. 

Além disso, deve ser dada celeridade ao trabalho do grupo que vem construindo o programa de governo do PT para a disputa deste ano. O grupo vem captando demandas e tabulando informações desde meados do ano passado, no sentido de formular a proposta de continuidade e avanços para ser debatido na eleição. via SD
Vereadores elegem nova Mesa Diretora e podem mudar comando em Kennedy Nerter Samora
Ainda sob reflexos da “Operação Lee Oswald”, que mudou o comando político em Presidente Kennedy, os vereadores do município elegeram, na manhã desta quarta-feira (6), a nova Mesa Diretora da Câmara após o afastamento judicial de todos os membros da anterior. O presidente interino da Casa, vereador José Carlos Barreto de Araújo (PMN), foi efetivo no cargo. Os vereadores Marco Antônio Vieira Novaes, o Marcos Vivacqua (PSB), e Tércio Jordão Gomes (PSC), também foram eleitos, respectivamente, como vice-presidente e secretário da Câmara.

De acordo com informações da Câmara, a disputa teve apenas uma chapa inscrita. Participaram da votação os quatro suplentes que tomaram posse na última segunda-feira (6). Dos nove vereadores do município, apenas o vereador Jocimar Marvila (PTB) votou contra a chapa única. Marvila é um dos poucos aliados do prefeito afastado Reginaldo Quinta (PTB), preso desde a deflagração da operação policial no dia 19 de abril, que permanecem na Casa.

A eleição da nova Mesa Diretora deve afetar diretamente a gestão do município, já que o novo presidente da Casa – eleito pelos colegas – assumiria a condição de sucessor natural do prefeito. Com o afastamento de Quinta pelo prazo de 180 dias e a cassação do mandato do vice-prefeito Edson Nogueira (PSD), José Carlos Araújo deve comandar o município, caso não haja uma intervenção do Estado.

Atualmente, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) analisam o pedido de intervenção feito pelo Ministério Público Estadual (MPES). O relator do caso, desembargador Ney Batista Coutinho, não definiu um prazo para o julgamento. Apesar das explicações do prefeito interino, Jardecir de Oliveira Terra (PMDB), o chefe do MPES, Eder Pontes da Silva, ratificou o pleito por considerar que “os fatos que justificaram [o pedido] ainda persistem”.

A Mesa Diretora anterior era formada pelos vereadores Dorlei Fontão da Cruz (PR), ex-presidente da Casa; Manoel José de Abreu Alves, o Brejeiro (PTB), ex-vice-presidente; Clarindo de Oliveira Fernandes (PDT), antigo 1º secretário. Além dos três membros da cúpula da Casa, a vereadora Vera Lúcia de Almeida Terra (PTB), que presidia a Comissão de Justiça, também foi afastada na decisão do presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, nos autos da operação policial. via SD
Ranna ignora denúncias contra PH e defende instituições contra vinda de força-tarefa Nerter Samora
Depois de Eder Pontes da Silva, chefe do Ministério Público Estadual (MPES), foi a vez do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sebastião Carlos Ranna, colocar uma pedra sobre a abertura de investigações de indícios de corrupção no governo Paulo Hartung. Nesta quarta-feira (6), Ranna se manifestou contra a vinda de uma força-tarefa da Polícia Federal ao Espírito Santo, como solicitou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, nos autos da “Operação Lee Oswald”.

Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o conselheiro engrossou o coro de que as instituições capixabas estão funcionando plenamente. “O Tribunal de Contas e o Ministério Público estão fazendo o seu papel. Toda ajuda será bem vinda. Mas se há 10, 15 anos as instituições eram reféns no passado, hoje não mais.”, repetiu.

Apesar das denúncias de Pedro Valls terem aberto o período que foi batizado de “novo crime organizado”, o presidente do TCE sugeriu providências apenas em relação às denúncias contra prefeituras capixabas. Na decisão, o chefe do Judiciário capixaba aponta indícios de corrupção em pelo menos 15 municípios e durante o governo Paulo Hartung (PMDB) – período em que Ranna chegou a ser nomeado pelo ex-governador com auditor-geral do Estado.

Em relação às suspeitas nos municípios, Ranna confirmou o andamento das investigações das equipes do TCE enviadas a Presidente Kennedy e Fundão. Sobre outros municípios, o conselheiro se ateve a informar que o órgão está acompanhando às denúncias de parte e que realiza apurações sigilosas junto com o Ministério Público. “As investigações sigilosas podem se transformar em tomadas de contas especiais”, garantiu.

Ranna negou qualquer tipo de omissão do tribunal em relação às denúncias e voltou a destacar a aprovação de medidas cautelares pelo plenário do TCE que impediu a realização de 31 contratações, avaliadas em R$ 250 milhões: “Impedimos que um valor extremamente expressivo fosse desviado da prefeitura de Presidente Kennedy”.

Mas a disposição de avançar sobre as suspeitas de corrupção nos municípios não é a mesma no aprofundamento das investigações sobre os indícios de corrupção durante a Era Hartung. Prova disso é a discussão iniciada após o pedido de abertura de uma investigação específica nas dispensas de licitações em obras do sistema prisional, a partir de 2004 – uma das denúncias transcritas na decisão do desembargador Pedro Valls.

Na sessão dessa terça-feira (5), o conselheiro em substituição, João Luiz Cotta Lovatti, defendeu a abertura de uma tomada de contas das construções de presídios nos últimos oito anos. Ele chegou a se dizer perplexo com a atitude do secretário estadual de Justiça, Ângelo Roncalli, que solicitou o acompanhamento das obras sem licitações por membros da área técnica do TCE.

Cotta Lovatti criticou a realização de contratações sem licitação, expediente utilizado por Roncalli nas obras que ultrapassaram meio bilhão de reais durante o governo passado. No plenário, a presteza na instauração das forças-tarefa nos municípios contrastou com a receptividade ao pedido. O conselheiro Sérgio Aboudib – ex-chefe da Casa Civil, também indicado por Hartung – pediu vista para analisar o caso.
Já o presidente do TCE preferiu colocar pano quente sobre o assunto. Ranna disse à reportagem de A Gazeta que ”não há necessariamente irregularidades nas obras feitas sem licitação”. Para ele, as dispensas devem ocorrer apenas em casos de exceção e ainda deu margem para a tese de Roncalli. “Como a situação dos presídios é complexa, vou analisar com calma", declarou. via SD

Beronia Reserva 2007

Pelo que tenho lido e acompanhado, me parece que os vinhos espanhóis estão na moda nos dias de hoje. E tem toda razão de ser, pois de um tempo pra cá pudemos observar um salta na qualidade dos vinhos e na divulgação destes vinhos no mercado internacional. E é justamente de lá que vem o vinho que será alvo deste post. 

Rioja pode ser considerada a região vinícola mais famosa da Espanha e é de lá que vem a maioria dos mais afamados vinhos. Atualmente também temos a região do Priorato com grande barulho no mercado internacional, mas isto é assunto para outro post.

Segundo o produtor, as uvas utilizadas neste vinho (Tempranillo 90% - Mazuelo 5% - Graciano 5%) são colhidas de suas vinhas mais velhas e passam por um estágio de envelhecimento em madeira por mais de 20 meses, sendo que esta madeira é um mix entre madeira francesa e americana. Além disso, passa por um período de 18 meses em garrafa nas caves da bodega, antes de ser liberado para o consumo. Vamos as notas da prova.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média pra grande intensidade, pouca transparência e lágrimas ligeiramente espaçadas, mais grossas e com certa cor.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas e escuras em compota, num mix bem balanceado e fragrante. Ao fundo, notas de chocolate e madeira bem integradas e não mais presentes que a fruta. 

Na boca o vinho mostrou um corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios e bem integrados com o restante do vinho. Retrogosto com muita fruta e chocolate num final de longa duração.

Um ótimo vinho, me parece em seu auge mas provavelmente deva ainda permitir um tempo em garrafa. Eu recomendo!

Até o próximo!

*Victor Beltrami -Ppaulistano, engenheiro, apaixonado por vinhos 


terça-feira, 5 de junho de 2012

Levantamento revela que relação entre Veja e Gilmar é antiga e de carinhos recíprocos


A relação entre a revista Veja e o ministro do STF Gilmar Mendes, que culminou, na última semana, em acusações contra o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é antiga, e sempre costumou ser muito amistosa.

A busca no acervo digital da Veja revela 140 menções a Mendes, parte delas trazendo o ministro como fonte, parte apresentando-o como um gênio do meio jurídico brasileiro ou fazendo supor que Gilmar Mendes é um dos grandes frasistas da História do país.
gilmar mendes veja
Imagem: Reprodução
Além disso, a pesquisa traz algumas curiosidades um tanto quanto incômodas para Mendes. Chegaremos a elas.Entre as 140 menções, dezenas delas estão na seção “Veja Essa”, dedicada às mais interessantes – na concepção da Veja – frases da semana.
Todas as citações de Gilmar Mendes são de frases fortes, espirituosas, e carregadas de ataque aos movimentos sociais e a lideranças políticas, como o atual governador do Rio Grande do Sul e ex ministro da Justiça Tarso Genro (PT).
A primeira aparição de Mendes na Veja acontece em 1992. Ele era, então, assessor jurídico do Planalto, subordinado ao ex presidente Fernando Collor, a quem defende na matéria publicada em setembro daquele ano.
Gilmar Mendes só volta a aparecer na revista dez anos depois, como advogado-geral da União e candidato ao Supremo Tribunal Federal. Ali, como em 1992, Gilmar e a Veja parecem não se entender muito bem. Diz a matéria: “Dono de um estilo agressivo, Mendes é alvo de maledicências no tribunal”.
gilmar mendes veja
Ainda em 2002 há o primeiro capítulo da curiosidade citada no primeiro parágrafo desse texto. Lembremos que, agora, em 2012, o ministro do STF acusa Lula de ter tentado interferir nas decisões do Supremo.
Pois, há dez anos, observemos o que nota publicada na Veja relatava: “Quando não se discutia a possibilidade de o advogado-geral da União, Gilmar Mendes, assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal, a relação dele com o Poder Judiciário conheceu momentos de atrito. Certa vez, Mendes enviou uma carta ao STF em que pedia aos juízes que moderassem seu contato com a imprensa”.
Sim, Gilmar Mendes, quando advogado-geral da União, tentou interferir na conduta do STF. E mais: já ministro do STF, tentou interferir na conduta da Polícia Federal. Em nota da seção Radar, da revista Veja, em junho de 2007, o jornalista Lauro Jardim afirma: “O ministro do STF Gilmar Mendes telefonou na semana passada para Tarso Genro. (…) Furioso, Mendes reclamou da atuação da PF, que vazou extra-oficialmente o seu nome como um dos beneficiários dos presentinhos da Gautama (…)”.
Durante toda a crise institucional entre Gilmar Mendes e Tarso Genro, a Veja sempre posicionou-se ao lado do ministro do STF. A divergência chegou ao caso do ativista italiano Cesare Battisti, momento em que a revista aumentou o espaço dado a Gilmar para ecoar a gritaria contra o “terrorista” e seus “comparsas”.
Em julho de 2008, a Veja publicou uma reportagem de quatro páginas atacando o trabalho da Polícia Federal, que estava então sob comando de Tarso.
gilmar mendes veja
Imagem: Reprodução Revista Veja
Em 2009 começou a paixão entre Gilmar e o colunista da revista, Reinaldo Azevedo, que agora o defende aos gritos contra Lula.
gilmar mendes veja
Imagem: Reprodução revista Veja
Em abril daquele ano, a edição impressa destacava nota publicada no blog do colunista, sobre a discussão entre Gilmar e outro ministro do STF, Joaquim Barbosa, em que Azevedo, como de costume, se investe de ares de juiz supremo: “Joaquim Barbosa está obrigado a provar, como ministro do Supremo, que seu colega tem ‘capangas’. Se Gilmar Mendes tem capangas e Barbosa tem as provas, então está prevaricando”.
Dois anos depois, em dezembro de 2011, o mesmo Reinaldo Azevedo publicava na Veja um artigo de duas páginas, intitulado “Ainda há juízes em Brasília”, em que pouco mais faz do que tecer loas a Gilmar Mendes e ao livro publicado pelo ministro. Escreve: “Mendes é juiz num país livre que quer continuar livre. Que faça escola”.
gilmar mendes veja
É claro que, com toda essa trajetória de carinhos recíprocos, a Veja podia contar com Gilmar Mendes quando precisasse desviar a atenção de si mesma, envolvida como está nas ligações gravadas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, alvo de uma CPI neste momento.

Via http://varietadipost.blogspot.com.br/

Facebook censura fotos da Marcha das Vadias e reacende polêmica sobre proibições

Caso de brasileiras das Marchas das Vadias censuradas no final de semana se junta a dezenas de outros registrados ao redor do mundo
censura facebookA censura imposta pela rede social Facebook ao conteúdo postado por seus usuários é frequentemente alvo de debates pelo mundo, em espacial por causa da relativa arbitrariedade observada em alguns dos casos. No Brasil, o episódio mais recente foi quando o site bloqueou a conta de manifestantes da Marcha das Vadias após elas terem publicado fotos em que apareciam com os seios à mostra.
Mas não é de hoje que diversos usuários reclamam de imagens retiradas de seus álbuns sem aviso prévio e sem espaço para interlocução com os administradores. Ano passado, a fotografa brasileira Kalu Brum, de 32 anos, já havia denunciado a retirada de uma foto sua amamentando o filho. O mesmo aconteceu com a norte-americana Emma Kwasnicka (FOTO ACIMA), de 33 anos, que no começo do ano teve a conta suspensa ao postar uma foto sua amamentando um de seus 
Segundo Emma pelo menos outras 30 mulheres tiveram suas contas suspensas por postarem imagens de amamentação em seus perfis.
E não para por aí. Na última semana, a britânica Joanne Jackson, de 40 anos, foi censurada após compartilhar uma imagem de sua mastectomia. Joanne havia acabado de suspender o tratamento para um câncer de mama. Tanto no caso de Emma quanto no de Joanne, a empresa declarou que não tinha nada contra o ato de amamentar ou imagens de mastectomia.
Em abril de 2011, a foto de dois homens se beijando postada por Richard Metzger foi banida. O Facebook se justificou dizendo que pensou existir “sugestão sexual” na imagem e se desculpou, mas Richard se recusou a aceitar o pedido. Para ele, o Facebook não era uma empresa homofóbica, porém, pratica a censura.
Já em dezembro de 2011 uma imagem postada por Rebecca Gomperts, do Womens on Waves, que falava sobre aborto medicamentoso, também foi retirada de seu perfil no Facebook. O medicamento, misoprostol, é liberado nos Estados Unidos.
No entanto, o caso mais polêmico foi no começo do ano, quando um casal postou um álbum com fotos do filho, anencéfalo. Heather e Patrick Walter pediram a um fotógrafo para que acompanhasse o nascimento do recém-nascido até a hora da morte – o processo durou oito horas. O casal compartilhou as imagens com familiares e amigos, mas todas foram banidas da rede. O Facebook repetiu que havia se equivocado e removido sem querer conteúdo que não feria seus padrões.

Procedimento

Segundo os padrões da comunidade do site fundado por Marck Zuckerberg, “o Facebook tem uma política rígida contra o compartilhamento de conteúdo pornográfico e impõe limitações à exibição de nudez”. Não há termos específicos para fotos de violência explícita e compartilhamento e venda de informações pessoais postadas nos perfis.
marcha das vadias
Marcha das Vadias / Foto: Reprodução
De acordo com o site, para a foto ser excluída é preciso que pelo menos um usuário denuncie a publicação das fotos nosite. Para definir o que pode ou não ser considerado pornográfico ou nudez, cada caso é avaliado separadamente.
Na mesma página, a rede social diz que “se você encontrar algo no Facebook que considerar uma violação aos nossos termos, informe-nos”. Apesar do pedido, há a ressalva que “denunciar um conteúdo não garante que ele será removido do site”.

Marcha das Vadias

Desde o ano passado, diversas Marchas das Vadias se articulam por meio das redes sociais, principalmente Facebook e Twitter. Elas tiveram início em Toronto, no Canadá, após o policial canadense Michael Sanguinetti declarar em uma palestra sobre segurança na Osgoode Hall Law School que as mulheres não deveriam se vestir como “vagabundas” (sluts, e inglês) e assim evitariam ser vítimas de violência sexual.
Em resposta, estudantes articularam a primeira Slut Walk. Em pouco tempo, diversos países realizaram marchas em apoio às estudantes de Toronto, mas também repudiando a violência machista em seus próprios países. Na Indonésia, por exemplo, aconteceu a Perempuan Mahardhika, marcha que defendeu o uso de mini-saias no país com o maior número de muçulmanos no mundo.
Neste final de semana aconteceu a Marcha das Vadias de Toronto e do Brasil. Milhares de mulheres em diversas partes do mundo saíram as ruas vestidas com lingerie, shorts e saias curtas para protestar contra a culpabilização das vítimas de violência sexual. Algumas manifestantes protestaram com os seios à mostra e com o colo pintado e muitas levaram os filhos.

Globo, Folha e Abril ameaçam governo Dilma em caso de CPI da Mídia


Principais grupos de comunicação fecham pacto de não agressão e transmitem ao planalto a mensagem de que pretendem retaliar o governo se houver qualquer convocação de jornalistas ou de empresários do setor. Porta-voz do grupo na comissão é o deputado Miro Teixeira. Na Inglaterra, um país livre, o magnata Rupert Murdoch depôs ontem.
Há exatamente uma semana, o executivo Fábio Barbosa, presidente do grupo Abril e ex-presidente da Febraban, foi a Brasília com uma missão: impedir a convocação do chefe Roberto Civita pela CPI sobre as atividades de Carlos Cachoeira. Jeitoso e muito querido em Brasília, Barbosa foi bem-sucedido, até agora. Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, não constam o nome de Civita nem do jornalista Policarpo Júnior, ponto de ligação entre a revista Veja e o contraventor Carlos Cachoeira. O silêncio do PT em relação ao tema também impressiona.
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O Brasil se vê hoje diante de uma encruzilhada: ou opta pela liberdade ou se submete ao coronelismo midiático.
Surgem, aos poucos, novas informações sobre o engavetamento da chamada “CPI da Veja” ou “CPI da mídia”. João Roberto Marinho, da Globo, fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação. Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, também aderiu ao pacto de não agressão. E este grupo já tem até um representante na CPI. Trata-se do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se “Vacina” e diz o que segue abaixo:
“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas. O PT tenta levar parte da mídia para o foco da investigação”.O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais.
Inglaterra, um país livre
Pessoas que acompanham o caso de perto estão convencidas de que Civita e Policarpo só serão convocados se algum veículo da mídia tradicional decidir publicar detalhes do relacionamento entre Veja e Cachoeira. Avalia-se, nos grandes veículos, que a chamada blogosfera ainda não tem força suficiente para mover a opinião pública e pressionar os parlamentares. Talvez seja verdade, mas, dias atrás, a hashtag #vejabandida se tornou o assunto mais comentado do Twitter no mundo.
Um indício do pacto de não agressão diz respeito à forma como veículos tradicionais de comunicação noticiaram nesta manhã o depoimento de Rupert Murdoch, no parlamento inglês. Sim, Murdoch foi forçado a depor numa CPI na Inglaterra para se explicar sobre a prática de grampos ilegais publicados pelo jornal News of the World. Nenhum jornalista, nem mesmo funcionário de Murdoch, levantou argumentos de um possível cerceamento à liberdade de expressão. Afinal, como todos sabem, a Inglaterra é um país livre.
O Brasil se vê hoje diante de uma encruzilhada: ou opta pela liberdade ou se submete ao coronelismo midiático.

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