Além disso, Elieser destaca que o governo
do ES já está conseguindo junto ao governo federal as compensações ao estado,
enquanto a situação dos municípios não entrou na pauta das negociações. Foto: M.Rosetti www.agenciacongresso.com.br
Líderes
acatam parecer da Procuradoria e abrem prazo para defesa de Elias - Renata Oliveira
Como esperado, a reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa
deliberou por acatar o parecer da Procuradoria da Casa, com base no artigo 55
da Constituição e abrirá prazo de 10 dias para que o deputado José Carlos Elias
(PTB) apresente sua defesa à Mesa Diretora da Casa. O prazo passa a valer a
partir da publicação no Diário do Legislativo, nesta segunda-feira (11).
Enquanto não apresenta argumentações aos deputados, Elias, que não ficou até o
final da reunião dos líderes, permanecerá no mandato. No mês passado, a Justiça
de Linhares determinou a perda do mandato do deputado porque seu advogado não
teria pago as custas de um recurso em ação na qual foi condenado em primeira
instância.
Na Casa, o clima não é pela cassação do deputado. Os colegas de plenário têm se
esmerado em fazer discursos em defesa do parlamentar no mérito da ação, já que
Elias foi condenado por ter utilizado cores de campanha em pintura de obras
públicas feitas no município de Linhares, quando era prefeito.
Mas esse não foi o motivo da cassação, que para especialistas seria facilmente
revertido em segunda instância, o problema foi a perda do recurso.
Paralelamente à defesa na Assembleia, Elias denunciou o advogado que o
defendia, Leonardo Pimenta, acusando-o de ter deixado de pagar as custas no
valor de R$ 133,00 propositalmente. Para o deputado, tudo faz parte de uma
trama para tirá-lo da disputa eleitoral em Linhares.
De olho nas movimentações está o suplente de José Carlos Elias, o ex-governador
Max Mauro (PTB), que apesar de não se sentir confortável com a entrada na
Assembleia por conta da cassação do titular da cadeira, vai brigar pelo mandato
se sentir que há alguma movimentação na Casa para impedir sua posse.
A reação de Mauro aconteceu depois de ser ventilado pela imprensa de que
haveria insatisfação no plenário com sua chegada à Casa, por conta das
incompatibilidades dele com o ex-governador Paulo Hartung. Nos bastidores do
legislativo, porém, o que se comenta é que os discursos de Mauro são aguardados
por boa parte dos deputados. SD
Direção do PT
agora prega unidade em torno da candidatura de Iriny Lopes - Renata Oliveira
O clima dentro do PT é de buscar unidade e de
defesa da candidatura da deputada federal Iriny Lopes, mas internamente ficou
um clima de desconforto no grupo que apoiava o recuo da parlamentar em favor do
apoio ao palanque do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Como Hartung retirou o
nome da disputa, o grupo saiu enfraquecido e agora tenta superar o mal-estar
que ficou com o episódio.
Iriny sofreu grande pressão dentro do partido por parte da direção estadual,
ligada ao prefeito João Coser, um dos maiores defensores do recuo da
candidatura própria. Como Iriny insistiu em manter a candidatura, que fora
abonada pela militância em um encontro do partido ainda em 2011, o grupo
encontrava muita resistência, sobretudo, porque Hartung, em nenhum momento,
confirmou sua entrada na disputa.
Ainda assim, o partido pretendia realizar uma reunião na primeira quinzena
deste mês para que os 185 delegados do diretório municipal decidissem sobre a
candidatura do partido. Como o grupo de Coser tem maioria no diretório de
Vitória, a expectativa era de que o palanque de Iriny sofresse um revés.
Para tentar convencer os delegados, a pré-candidata se apoiava na resolução do
Encontro Nacional do PT, que determina candidatura própria nas Capitais,
cidades com mais de 200 mil eleitores, que tenham transmissoras de TV e que o
PT governe. Vitória se encaixa em todas as categorias e por isso, o grupo de
Iriny alimentava as esperanças. Com a reviravolta da semana passada envolvendo
a retirada do nome de Hartung do páreo, o encontro deve ser marcado por
demonstrações de apoio à candidatura da deputada, embalados pelo cenário de
polarização com o PSDB da Capital.
Já os aliados da deputada federal tentam superar o mal-estar interno e vão para
o encontro com o discurso de unidade, destacando a importância do trabalho das
Executivas Municipal e Estadual do PT na construção de um arco de alianças
entre a base do prefeito Coser para sustentar o palanque da deputada.
Além disso, deve ser dada celeridade ao trabalho do grupo que vem construindo o
programa de governo do PT para a disputa deste ano. O grupo vem captando
demandas e tabulando informações desde meados do ano passado, no sentido de
formular a proposta de continuidade e avanços para ser debatido na eleição. via SD
Vereadores
elegem nova Mesa Diretora e podem mudar comando em Kennedy - Nerter Samora
Ainda sob reflexos da “Operação Lee Oswald”, que
mudou o comando político em Presidente Kennedy, os vereadores do município
elegeram, na manhã desta quarta-feira (6), a nova Mesa Diretora da Câmara após
o afastamento judicial de todos os membros da anterior. O presidente interino
da Casa, vereador José Carlos Barreto de Araújo (PMN), foi efetivo no cargo. Os
vereadores Marco Antônio Vieira Novaes, o Marcos Vivacqua (PSB), e Tércio
Jordão Gomes (PSC), também foram eleitos, respectivamente, como vice-presidente
e secretário da Câmara.
De acordo com informações da Câmara, a disputa teve
apenas uma chapa inscrita. Participaram da votação os quatro suplentes que
tomaram posse na última segunda-feira (6). Dos nove vereadores do município,
apenas o vereador Jocimar Marvila (PTB) votou contra a chapa única. Marvila é
um dos poucos aliados do prefeito afastado Reginaldo Quinta (PTB), preso desde
a deflagração da operação policial no dia 19 de abril, que permanecem na Casa.
A eleição da nova Mesa Diretora deve afetar
diretamente a gestão do município, já que o novo presidente da Casa – eleito
pelos colegas – assumiria a condição de sucessor natural do prefeito. Com o
afastamento de Quinta pelo prazo de 180 dias e a cassação do mandato do
vice-prefeito Edson Nogueira (PSD), José Carlos Araújo deve comandar o
município, caso não haja uma intervenção do Estado.
Atualmente, os desembargadores do Tribunal de
Justiça do Estado (TJES) analisam o pedido de intervenção feito pelo Ministério
Público Estadual (MPES). O relator do caso, desembargador Ney Batista Coutinho,
não definiu um prazo para o julgamento. Apesar das explicações do prefeito
interino, Jardecir de Oliveira Terra (PMDB), o chefe do MPES, Eder Pontes da
Silva, ratificou o pleito por considerar que “os fatos que justificaram [o
pedido] ainda persistem”.
A Mesa Diretora anterior era formada pelos
vereadores Dorlei Fontão da Cruz (PR), ex-presidente da Casa; Manoel José de
Abreu Alves, o Brejeiro (PTB), ex-vice-presidente; Clarindo de Oliveira
Fernandes (PDT), antigo 1º secretário. Além dos três membros da cúpula da Casa,
a vereadora Vera Lúcia de Almeida Terra (PTB), que presidia a Comissão de
Justiça, também foi afastada na decisão do presidente do TJES, desembargador
Pedro Valls Feu Rosa, nos autos da operação policial. via SD
Ranna ignora
denúncias contra PH e defende instituições contra vinda de força-tarefa - Nerter Samora
Depois de Eder Pontes da Silva, chefe do Ministério
Público Estadual (MPES), foi a vez do presidente do Tribunal de Contas do
Estado (TCE), conselheiro Sebastião Carlos Ranna, colocar uma pedra sobre a
abertura de investigações de indícios de corrupção no governo Paulo Hartung.
Nesta quarta-feira (6), Ranna se manifestou contra a vinda de uma força-tarefa
da Polícia Federal ao Espírito Santo, como solicitou o presidente do Tribunal
de Justiça, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, nos autos da “Operação Lee
Oswald”.
Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o
conselheiro engrossou o coro de que as instituições capixabas estão funcionando
plenamente. “O Tribunal de Contas e o Ministério Público estão fazendo o seu
papel. Toda ajuda será bem vinda. Mas se há 10, 15 anos as instituições eram
reféns no passado, hoje não mais.”, repetiu.
Apesar das denúncias de Pedro Valls terem aberto o
período que foi batizado de “novo crime organizado”, o presidente do TCE
sugeriu providências apenas em relação às denúncias contra prefeituras
capixabas. Na decisão, o chefe do Judiciário capixaba aponta indícios de
corrupção em pelo menos 15 municípios e durante o governo Paulo Hartung (PMDB)
– período em que Ranna chegou a ser nomeado pelo ex-governador com
auditor-geral do Estado.
Em relação às suspeitas nos municípios, Ranna
confirmou o andamento das investigações das equipes do TCE enviadas a
Presidente Kennedy e Fundão. Sobre outros municípios, o conselheiro se ateve a
informar que o órgão está acompanhando às denúncias de parte e que realiza
apurações sigilosas junto com o Ministério Público. “As investigações sigilosas
podem se transformar em tomadas de contas especiais”, garantiu.
Ranna negou qualquer tipo de omissão do tribunal em
relação às denúncias e voltou a destacar a aprovação de medidas cautelares pelo
plenário do TCE que impediu a realização de 31 contratações, avaliadas em R$
250 milhões: “Impedimos que um valor extremamente expressivo fosse desviado da
prefeitura de Presidente Kennedy”.
Mas a disposição de avançar sobre as suspeitas de
corrupção nos municípios não é a mesma no aprofundamento das investigações
sobre os indícios de corrupção durante a Era Hartung. Prova disso é a discussão
iniciada após o pedido de abertura de uma investigação específica nas dispensas
de licitações em obras do sistema prisional, a partir de 2004 – uma das
denúncias transcritas na decisão do desembargador Pedro Valls.
Na sessão dessa terça-feira (5), o conselheiro em
substituição, João Luiz Cotta Lovatti, defendeu a abertura de uma tomada de
contas das construções de presídios nos últimos oito anos. Ele chegou a se
dizer perplexo com a atitude do secretário estadual de Justiça, Ângelo
Roncalli, que solicitou o acompanhamento das obras sem licitações por membros
da área técnica do TCE.
Cotta Lovatti criticou a realização de contratações
sem licitação, expediente utilizado por Roncalli nas obras que ultrapassaram
meio bilhão de reais durante o governo passado. No plenário, a presteza na
instauração das forças-tarefa nos municípios contrastou com a receptividade ao
pedido. O conselheiro Sérgio Aboudib – ex-chefe da Casa Civil, também indicado
por Hartung – pediu vista para analisar o caso.
Já o presidente do TCE preferiu colocar pano quente
sobre o assunto. Ranna disse à reportagem de A Gazeta que ”não
há necessariamente irregularidades nas obras feitas sem licitação”. Para ele,
as dispensas devem ocorrer apenas em casos de exceção e ainda deu margem para a
tese de Roncalli. “Como a situação dos presídios é complexa, vou analisar com
calma", declarou. via SD