sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Montando uma rede doméstica - Hub, switch ou roteador?

Quer montar uma rede doméstica e não sabe qual dispositivo escolher? Descubra diferença entre hub, roteador e switch. Foto: Linksys/Reprodução Quer montar uma rede doméstica e não sabe qual dispositivo escolher? Descubra qual a diferença entre hub, roteador e switch

Hub, switch ou roteador? Descubra e monte a sua rede doméstica

Montar uma rede doméstica há muito deixou de ser tarefa exclusiva para técnicos em informática. Com equipamentos cada vez mais baratos e fáceis de configurar, dividir o sinal da internet e conectar diferentes computadores tornou-se um processo simples e que envolve somente a conexão de alguns poucos cabos.
A confusão se dá na hora de comprar o aparelho responsável por intermediar os sinais enviados e recebidos das máquinas. Para quem entra em uma loja, hubs, switches e roteadores parecem palavras sinônimas - algo reforçado por vendedores que muitas vezes não fazem ideia das funções do que vendem.
Confira abaixo uma lista das principais diferenças entre esses dispositivos e esclarecimentos sobre quando usar cada um deles.
 
Hub
O termo "hub" pode ser traduzido como "ponto central", o que dá uma ideia bastante clara do objetivo desses aparelhos. Com a função de interligar computadores em uma rede local, o hub recebe dados vindos de um computador e os retransmite para outra máquina. Durante o processo, outros usuários ficam impossibilitados de enviar informações.
Assim, redes interligadas através de hubs costumam apresentar bastante lentidão, especialmente quando há muitas máquinas interligadas. Em uma rede com 10 máquinas, por exemplo, enquanto duas delas se comunicam, oito têm que esperar pela sua vez.
Um dispositivo do tipo pode contar com várias entradas para a conexão do cabo de rede de cada computador, e em geral é possível encontrar opções com 8, 16, 24 ou 32 portas. Porém, devido às limitações na transmissão de dados, os hubs foram completamente substituídos pelos switches.
 
Switch
Os switches são aparelhos bastante semelhantes aos hubs, tendo como principal diferença a forma como transmitem dados entre os computadores. Enquanto hubs reúnem o tráfego em somente uma via, um switch cria uma série de canais exclusivos em que os dados do computador de origem são recebidos somente pela máquina destino.
Com isso, a rede não fica mais congestionada com o fluxo de informações e é possível estabelecer uma série de conexões paralelas sem nenhum problema. O resultado é um maior desempenho e comunicação constante entre as máquinas, exceto quando dois ou mais computadores tentam enviar informações para o mesmo destinatário.
É possível encontrar no mercado switches com número variável de entrada, que podem ser conectados entre si para aumentar a rede. Como os problemas na comunicação são muito menores do que nas redes conectadas por hubs, praticamente todos foram substituídos por switches e é difícil encontrar alguma rede que ainda os utilize.
Atualmente, os aparelhos mais usados possuem o nome de "hub switch", e possuem um preço econômico semelhante ao de um hub. Esse tipo de dispositivo é voltado principalmente para redes pequenas, com até 24 computadores.
 
Roteador
Usados em redes de maior porte, os roteadores têm como principal vantagem atuar de forma mais inteligente que os switches. Além de estabelecer a comunicação entre duas máquinas, esses dispositivos também possuem a capacidade de escolher a melhor rota que a informação deve seguir até seu destino. Com isso, a velocidade de transferência é maior e a perda de dados durante a transmissão diminui consideravelmente.
São dois tipos de roteadores disponíveis no mercado, os estáticos e os dinâmicos. O primeiro sempre escolhe o menor caminho para enviar os dados, sem considerar se há alguma espécie de congestionamento. Já o segundo tipo detecta obstáculos e encontra sempre a rota mais rápida para enviar dados, mesmo que o caminho percorrido seja maior.
Outra vantagem dos roteadores é a capacidade de interligar redes, tornando-os uma opção atrativa para grandes empresas. Alguns aparelhos também vêm equipados com recursos extras, como firewalls capazes de bloquear o envio de conteúdos indesejados entre as máquinas interligadas.
Aliado a outros dispositivos, os roteadores são essenciais para o funcionamento da internet. Ao permitir que diversas pequenas redes conversem entre si, os aparelhos fazem com que informações deixem de estar confinadas a um ambiente local e sejam compartilhadas por usuários espalhados por todo o mundo.

Reforma política adiada de novo

O deputado federal Wellington Fagundes (PR) afirma que o Congresso Nacional deixou de cumprir sua missão ao não votar em 2011 a proposta de reforma política. A votação do relatório final apresentado pela Comissão Especial da Reforma Política foi adiada devido à falta de consenso em torno do financiamento público exclusivo de campanha e de mudanças no sistema eleitoral.

Apresentada como tema prioritário no primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), a proposta deve ser apreciada em fevereiro, após o retorno do recesso parlamentar. Entretanto, já foi definido que as mudanças não valerão para as eleições de 2012. “Com isso, teremos mais este ano uma legislação complexa, ambígua e contraditória”, criticou Fagundes.

Em 2011 foram apresentados três relatórios diferentes para a proposta. A última versão prevê que o número de vagas obtido pelos partidos será determinado por meio do sistema das maiores médias, a chamada Fórmula D'Hondt, adotada em países como Bélgica, Áustria, Dinamarca e Noruega. A fórmula estabelece ao partido que receber a maior quantidade de votos o direito à primeira cadeira na Câmara. Além disso, a quantidade de votos recebidos é dividida por dois. A próxima cadeira fica com a legenda que estiver com mais votos no momento.

Wellington Fagundes considera a legislação contraditória principalmente porque obriga os detentores de cargo eletivo a respeitarem a fidelidade partidária ao mesmo tempo em que permite o pluripartidarismo. “Não há como conviver juntos fidelidade partidária com pluripartidarismo, pois a primeira pressupõe a existência de poucos partidos”, avalia.

O parlamentar afirma ainda que o conceito de fidelidade partidária existente no Brasil é ambíguo. Como exemplo, cita o fato dos suplentes nem sempre serem do mesmo partido que o titular. “O direito a reivindicar a vaga é do partido, mas quando o suplente assume e é de outra sigla, como fica essa questão? O mesmo exemplo se aplica nos casos em que o vice-governador assume o comando do Executivo estadual”, questiona.

Fagundes também critica as regras impostas para financiamento eleitoral. Para ele, a lei atual permite a compra indireta de votos, por meio da contratação de cabos eleitorais.

“Defendo que seja definido um percentual para contratação de cabos eleitorais, baseado no número de eleitores e não como hoje, que se pode contratar quantos cabos quiser uma semana antes das eleições. Assim, o candidato a vereador, por exemplo, vai gastar dinheiro para fazer campanha ou vai guardá-lo para contratar cabos eleitorais? Isso é uma forma de comprar votos”, avalia. 

O deputado defende ainda mandato de cinco anos sem direito a reeleição para cargos do Executivo e o fim das coligações.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

BBB Quanto pior melhor "O estupro"

Por Washington Araujo

Não demorou muito e o BBB é caso de polícia. Mais, é caso de estupro. Mais, é caso do habitual descaso com que a programação da tevê aberta brasileira é tratada tanto pela sociedade quanto pelas instâncias governamentais.
A 12ª edição de um dos programas mais fúteis dentre a enormidade de produção de lixo televisivo nem chegou a completar uma semana de existência e já mostrou a que veio: vender cabeças vazias em corpos sarados e uma série quase interminável de comportamentos humanos aceitáveis na esfera privada e patéticos quando transbordam para a esfera pública.
Na noite de sábado [14/1], festa no BBB. Prenúncio de comas alcoólicos e certeza de danças variando entre o sensual e o erótico, ritmo alucinante, luzes piscando e tudo contribuindo para a exposição, sem reservas, dos instintos humanos. Na madrugada de domingo, o Twitter passa a movimentar um sem número de mensagens denunciando Daniel de ter estuprado Monique, tudo captado pelas lentes do BBB, tanto imagem de cobertor em movimento quanto som. O problema, segundo o Twitter, é que apenas um dos dois parece estar vivo – apresenta, vamos dizer, sinais vitais. Este seria o Daniel. Não tardou para que hashtag #DanielExpulso viesse a ser um dos tópicos mais comentados do domingo.
E a onda se espraia na internet com força de tsunami: todos se unem para pedir a cabeça do Daniel e, de quebra, criticar ferozmente a existência de um programa como o Big Brother Brasil. Muitos questionam a correção em classificá-lo como programa. Muitos anunciam que irão boicotar a marca de automóveis Fiat, aquela que premia os carros entre os participantes e entre a audiência, e muitos clamam por intervenção do governo na grade de programação da tevê aberta.
Caso de polícia
Na tarde da segunda-feira [16/1], investigadores da polícia vão ao Projac (centro de produção da emissora, localizado na Zona Oeste do Rio) para apurar a suspeita de que Daniel teria abusado sexualmente de Monique durante a madrugada do último domingo [15/1]. A essa altura, Monique, a presumida vítima, é chamada no “confessionário” para dar explicações sobre o que aconteceu entre ela e Daniel na madrugada de segunda-feira. A moça parece não dizer coisa com coisa, algo como “não sei muito bem”, “acho que não passamos disso”, “ele seria muito mau-caráter se tivesse se aproveitado de mim”, e por aí vai. Logo, as notícias na internet, em particular no sítio G1, da TV Globo, produtora e responsável pela “atração”, passam a divulgar que a moça negou a ocorrência de estupro e replicam a fala do diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho. “Ela não confirmou que teve sexo e disse que tudo o que aconteceu foi consensual. Não dá para garantir que houve sexo, muito menos estupro. Eles estavam debaixo do edredom e de lado. Mas o mais importante é que ela [Monique] estava consciente de tudo. Ela me disse que na hora que o clima esquentou pediu para ele [Daniel] sair da cama”. Não ficaria por aí: “O que está acontecendo nada mais é que racismo”.
Ainda na segunda-feira, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, enviou ofício ao Ministério Público do Rio de Janeiro solicitando que o órgão “tome providências em relação ao suposto estupro que teria acontecido dentro do programa Big Brother Brasil 2012, exibido pela TV Globo.”
Nesta mesma noite, Pedro Bial lê em teleprompter a nota oficial da TV Globo dando conta da expulsão de Daniel por “haver infringido gravemente o regulamento do BBB”. É evidente o clima de constrangimento, sentimento que nem deveria existir em se tratando do BBB, que bem poderia ser visto como uma gincana ininterrupta de constrangimentos... à condição humana. Patética a figura de Bial. Porque ele é aquele jornalista que cobriu a histórica derrubada do muro de Berlim, em novembro de 1989, e mostra à larga que o seu talento é melhor aproveitado fazendo o que faz há 12 anos seguidos no BBB: uma mistura de mestre-de-cerimônias com animador de picadeiro e bedel de escola primária com direito a filosofices tão rasas quanto o programa em que foi aceito como sumo pontífice. Fez o caminho de volta sem ao menos ter ido.
Silêncio da imprensa
Em um país que busca combater a violência contra a mulher em seus muitos aspectos e, em especial, combater o crime de estupro, chama a atenção o silêncio da grande imprensa em torno do caso. Sim, porque pedidos pela expulsão de Daniel e punições à TV Globo não partiram dos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e muito menos da emissora-líder na desconfortável posição de facilitar a ocorrência de estupro, com tudo gravado, segundo a segundo, e retransmitido para todo o Brasil. As denúncias começaram na forma de “piados” (twitter, em inglês), passaram pelo Facebook e tomaram forma nos tais blogues sujos (para a grande imprensa) e alternativos (para a cidadania).
No espaço de 24 horas, muitas águas rolaram nos desfiladeiros oceânicos da internet. Muitos levantaram o assunto na forma de algo adredemente planejado pela emissora do Jardim Botânico carioca para alavancar a audiência do BBB nesta sua 12ª edição. Outros tantos foram mais enfáticos e exigiram nada menos que a suspensão do programa por tempo ilimitado ou, ao menos, pelo tempo em que durarem as investigações policiais. Mas isto é pedir muito quando estão em jogo interesses unicamente comerciais. Porque o dinheiro não tem nem pátria, ética, nem moral, nem costumes. Tem apenas a densidade que seu proprietário a ele conceda. E nesses tempos em que a liberdade é vista como garantia de expressão dos instintos humanos básicos a qualquer momento, o sucesso nada mais é que conseguir esticar ao máximo seus quinze minutos de fama (lembram do Andy Warhol?), amealhar bens materiais e financeiros sem qualquer escrúpulo, usando os meios mais torpes para sua consecução. Neste contexto, não há muito o que esperar.
Nos últimos três anos escrevi no Observatório da Imprensa críticas ao conteúdo, formato, estilo, produção e transmissão do Big Brother Brasil. Tratei de estética, de conteúdo, de ética e de direitos humanos. Abordei a questão da privacidade e o circo de horrores que a qualquer momento poderia vir a ser a marca registrada do BBB. Depois, resolvi não mais escrever. Porque é difícil falar para o deserto, ou pior, para o vácuo. Mas com a chegada da polícia ao Projac julguei oportuno voltar a tratar do “assunto”. Não porque o programa mereça, mas sim porque é um momento propício para debater sobre a sociedade que temos e a sociedade que queremos.
E qual o papel da mídia, enquanto espelho da realidade, na formulação dessa nova sociedade, uma sociedade que seja justa, igualitária, fraterna, inclusiva e promotora dos direitos humanos?
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Título original: Cabeças vazias, corpos sarados e comportamentos patéticos
[Washington Araújo é mestre em Comunicação pela UnB e escritor; criou o blog Cidadão do Mundo; seu twitter]

Sem espaço político partidário, oposição ganha às ruas para se fazer ouvida.

Por Renata Oliveira

Um debate realizado por estudantes da Ufes, com transmissão online na noite desta quarta-feira (18) discutiu de forma bem abrangente as manifestações realizadas nos últimos dias. Queima de ônibus à parte, o encontro tocou em temas bem relevantes do ponto de vista político. O principal deles, na visão da coluna, é o papel da oposição no Estado, que acabou ganhando as ruas devido à harmonia existente na política partidária.

De fato o enfraquecimento dos partidos políticos – que não é uma realidade local e sim nacional – favoreceu o apagamento do debate ideológico, criando um sistema político hegemônico no Espírito Santo. Durante os oito anos do governo Paulo Hartung, esse papel de oposição, que poderia ter sido desempenhado pelo PT, por exemplo, se apagou em nome de uma reconstrução ética e política, capitaneada pelo então governador.

As insatisfações populares começaram ainda no governo Paulo Hartung, com os próprios estudantes enfrentando a polícia. Naquela época, porém, o caso foi contornado pela estratégia do governo de trabalhar os reajustes no período das férias escolares, o que desmobilizou o movimento.

Com a chegada de Casagrande ao governo e a frustração da expectativa de quebra no sistema hegemônico vigente, a oposição intensificou sua busca por espaço político, sem encontrá-lo na política partidária, ganhou as ruas para se fazer ouvida.

O movimento é político, sim. E segue a linha política que vem ganhando o mundo e que vem sendo combatido pelas corporações. Através da internet, a sociedade tem se organizado de forma muito eficiente, exemplo foi o debate dessa quarta. A política institucional, sem saber como lidar com o novo fenômeno, acaba metendo os pés pelas mãos, como o congresso americano e seu SOPA ou o governo Casagrande e sua tentativa de limitar a discussão à questão do passe livre e do direito de ir e vir.

Esta é uma oposição que não pode ser controlada como aconteceu nos últimos anos no Espírito Santo. Não é um partido que possa ser colocado dentro de um projeto hegemônico ou comprada com cargos comissionados. O novo jeito de se fazer política deve ser pautado pelo diálogo. Se de um lado houve exagero, e houve claro, com o incidente do ônibus, o governo também é responsável porque não soube lidar com a situação.

Ampliar o debate, ouvir os manifestantes e criar uma agenda de diálogo é muito mais eficiente do que colocar o choque na rua e contar com a colaboração da mídia corporativa para criminalizar o movimento, em busca de bodes expiatórios.

Fragmentos:

1 – Enquanto ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas se prepara visando à eleição deste ano, com estratégias de administração, o deputado César Colnago, afina o discurso de oposição ao PT. Qual proposta vai agregar mais no ninho tucano?

2 – Pelo tom adotado pelo PDT em reunião do partido, a dificuldade de diálogo com o governo do Estado não é sentida apenas pelos movimentos organizados, não. A política institucional também não consegue ser ouvida.

3 – Ainda resta esperança, ainda que pequena para o prefeito de Guarapari, Edison Magalhães (PPS). Ele pode reverter a decisão de primeira instância no Tribunal de Justiça. Mas que a batalha é difícil, isso é.


Via Século Diário
Título original: Onde está a oposição?

PT de Cariacica se reúne para discutir candidatura à sucessão de Helder

Por Renata Oliveira

Na próxima quarta-feira (25), o Diretório do PT de Cariacica se reúne, a partir das 19 horas, na Casa de Apoio, em Campo Grande para debater o futuro do partido na eleição 2012.O encontro pode colocar um ponto final na polêmica escolha do candidato à sucessão do prefeito Helder Salomão.
Tudo indica que o debate deve ser quente, porque hoje o partido estaria dividido quanto aos nomea a ser indicado. Desde 2010, quando conseguiu eleger sua secretária de Finanças, Lucia Dornellas, deputada estadual, o prefeito vem tentando viabilizar o nome dela dentro do partido, e entre os partidos aliados, mas vem encontrando muitas resistências.

Para algumas lideranças locais, a dificuldade se dá porque a votação de Lúcia não atingiu a meta esperada pelo PT e, por isso, há muita desconfiança na capacidade de transferência de votos do prefeito para a candidatura dela a prefeita neste ano. Os partidos aliados de Helder pressionam para que o prefeito apoie um nome de fora do partido.

Neste sentido, Helder já teve alguns encontros com o deputado Marcelo Santos (PMDB), que vem aparecendo como favorito nas primeiras sondagens com o eleitorado. Já Lúcia não tem apresentado nos levantamentos o desempenho necessário para superar Marcelo Santos. Além dele, o vice-prefeito do município, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), também vem costurando um palanque de oposição, que dividirá os votos no município.

Além desses obstáculos externos, Lúcia tem outra questão interna para resolver. O surgimento do nome da secretária de Educação Célia Tavares pode dificultar ainda mais o caminho para sua candidatura. Apesar de Lúcia Dornellas dizer que seu nome é consenso no partido, o presidente estadual do PT, José Roberto Dudé, que também é de Cariacica, defende a ideia de que Célia Tavares unifica as lideranças petistas.

Nos meios políticos, o comentário é de que, como Célia Tavares não passou por esse processo eleitoral, não teria um certo desgaste relativo ao desempenho da eleição de 2010. Por isso, ela apareceria como um nome novo, que poderia caminhar ao lado de Helder na campanha, uma dinâmica que lembra a eleição de Dilma Rousseff à presidência da República.

O prefeito Helder Salomão tem um capital político importante no município e suas movimentações buscam a candidatura própria, até para atender à demanda da direção nacional do partido, que orienta os petistas em cidades com mais de 150 mil habitantes, como é o caso de Cariacica.



Via SD

Casagrande fortalece a geopolítica de Hartung

Por Renata Oliveira

Em suas entrevistas de balanço do primeiro ano de mandato, o governador Renato Casagrande confirmou que, ao contrário de 2011, no ano eleitoral ele teria uma postura ativa neste processo. Ele vem se reunindo com candidatos a prefeito de vários municípios para tomar pé das articulações de composição de chapas que estão sendo costuradas Estado afora.

As primeiras reações do mercado político a essa afirmação de Casagrande foram de preocupação com a possibilidade de o governador ingerir nos processos, prejudicando alguns aliados, além de beneficiar seu partido, o PSB, nas disputas municipais.

O socialista tratou logo de tentar acalmar o mercado, dizendo que sua ingerência seria no sentido de manter unida a base de 16 partidos que o apoiaram na eleição de 2010. Nas os seus primeiros movimentos estão deixando a impressão de que seu objetivo vai muito além disso.

Recentemente, o governador declarou que seu candidato em Vitória é o ex-governador Paulo Hartung, que sequer definiu sua participação no pleito deste ano na Capital. Mesmo diante da incerteza, ele já fechou as portas para a candidata do PT, a ministra Iriny Lopes. Além de o PT ser um velho aliado do PSB, a ministra também sempre foi uma fiel apoiadora de Casagrande, muito mais do que a Paulo Hartung em seus oito anos de governo.

Mesmo sendo o PT um dos principais partidos da base de Casagrande, sendo , inclusive, o partido do vice-governador Givaldo Vieira, o socialista privilegiou a geopolítica de seu antecessor, que sempre minimizou o papel dos partidos na composição de seu arranjo político, colocando as lideranças em torno de um projeto político que tinha nele próprio a maior autoridade.

Neste sentido, fica a expectativa do mercado político de que o exemplo de Vitória venha a ser aplicado nos demais municípios em que os aliados tenham interesse. Nestes casos, deve também se sobressair o interesse do arranjo político construído por Hartung e que vem sendo mantido por Casagrande em seu governo.

Via Século Diário
Titulo original: Ingerência de Casagrande na eleição fortalece a geopolítica de Hartung

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