domingo, 3 de junho de 2012

Supremo monta blindagem para evitar atrasos em julgamento do mensalão


O surgimento de um movimento subterrâneo detectado pelo Supremo Tribunal Federal (STF): manobras projetadas para embaraçar o processo e jogar a sentença final para depois das eleições.


Diante disso, o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, prepara em conjunto com os colegas alguns antídotos para anular estratégias que podem ser usadas pelos advogados dos réus do mensalão para retardar o julgamento do processo. Com 38 réus a serem julgados e número ainda maior de advogados envolvidos com o caso, os ministros sabem que todos os subterfúgios legais e chicanas poderão ser usados nas sessões de julgamento.
Britto pediu à Defensoria Pública que preparasse de cinco a sete defensores para que fiquem de sobreaviso. Eles serão sacados para atuar no julgamento caso algum dos advogados peça adiamento da sessão por estar doente ou se algum dos réus convenientemente destituir seu advogado e pedir prazo para contratar um novo defensor.


Problemas como esses poderiam provocar o adiamento da sessão por semanas. Esses defensores públicos estudam o caso desde abril e estarão, de acordo com integrantes do tribunal, prontos para defender os réus de imediato, sem permitir atrasos no julgamento do processo, que deve se alongar por dois meses.
Os ministros antecipam também estratégias para garantir a execução das penas daqueles que forem condenados. Terminado o julgamento, o tribunal precisa publicar o acórdão - com a íntegra do relatório do caso, os votos de cada ministro e os debates travados na sessão, e a ementa do julgamento.


Nessa etapa do processo, o Supremo costuma perder meses. Cada um dos ministros revê seus votos, lê os apartes que fez aos colegas durante a sessão, retira partes que considerar impróprias - caso haja, por exemplo, alguma discussão mais áspera em plenário - e só então o documento é publicado.
Enquanto o acórdão não é publicado, não é aberto o prazo para que os advogados recorram da decisão ou peçam esclarecimentos sobre determinados pontos. Os ministros imaginam que terão de enfrentar uma sequência de recursos - especialmente embargos de declarações, usados para contestar eventuais omissões ou contradições.


Todos precisam ser julgados para que enfim o processo transite em julgado e os que foram condenados comecem a cumprir as penas. De acordo com assessores, Britto deve discutir com o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, uma forma de tornar mais ágil a publicação do acórdão. Uma possibilidade seria sugerir a Barbosa que deixe pronto um modelo de ementa com base no seu voto. Caso haja mudanças, o relator do processo iria, ao mesmo tempo, adaptando a ementa. Tudo para evitar que essa etapa posterior possa jogar o cumprimento das penas para o fim de 2013.
Rapidez. Paralelamente às estratégias contra chicanas, parte dos ministros pensa em procedimentos que acelerem a conclusão do julgamento. Antes mesmo de o processo estar liberado para ir a plenário, o presidente do STF e o relator do caso começaram a discutir com os colegas a formatação da sessão.


Joaquim Barbosa, por exemplo, propôs fazer leitura resumida do relatório de 122 páginas, o que foi aprovado pelos colegas.
Os ministros acertaram também que uma sessão extraordinária será feita semanalmente para acelerar os trabalhos. Mas os integrantes do Supremo precisam ainda discutir o calendário exato de sessões.

sábado, 2 de junho de 2012

Cientistas israelenses desenvolvem maconha medicinal sem 'barato'


Pesquisadores conseguiram neutralizar a substância THC.
Planta foi desenvolvida pela Universidade Hebraica de Jerusalém.

Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um tipo de maconha medicinal, neutralizando a substância THC, que gera os efeitos cognitivos e psicológicos conhecidos como 'barato'.


Maconha foi desenvolvida por cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém. (Foto: Z. Klein)
De acordo com a professora Ruth Gallily, especialista em imunologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a segunda substância mais importante da cannabis - o canabidiol (CBD) - tem propriedades 'altamente benéficas e significativas' para doentes que sofrem de diabetes, artrite reumatóide e doença de Crohn.
Gallily, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos, disse à BBC Brasil que o CBD que se encontra na planta 'não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquiátrico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes'.
'Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica', afirmou a cientista, que é professora da Faculdade de Medicina.


Plantação de maconha da empresa Tikkun Olam. (Foto: Z. Klein)
De acordo com ela, após o tratamento com o CBD, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2.
'Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatoide, o uso da cannabis pode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida', disse Gallily.
'Constatamos em nossas experiências que o CBD leva à diminuição significativa e muito rápida do inchaço em consequência da artrite.'
A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças.
A empresa Tikkun Olam obteve a licença do Ministério da Saúde israelense para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel.
Pacientes
De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da Tikkun Olam, mais de 8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, a qual recebem com receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde.
De acordo com Klein, a empresa pretende desenvolver um tipo de maconha com proporções diferentes de THC e canabidiol, para poder ajudar a diversos tipos de pacientes.


'Há pacientes para os quais o THC é muito benéfico, pois ajuda a melhorar o estado de espírito e abrir o apetite', afirmou.
Ele diz ainda que, em casos de doentes de câncer, a cannabis em seu estado natural, com o THC, pode melhorar a qualidade de vida, já que a substância provoca a fome conhecida como 'larica', incentivando os pacientes a se alimentarem.
O psiquiatra Yehuda Baruch acredita que 'o CBD tem significados medicinais fortes que devem ser examinados'. Baruch, que é o responsável pela utilização da maconha medicinal no Ministério da Saúde, disse à BBC Brasil que 'sem o THC, a cannabis será bem menos atraente para os traficantes de drogas'.
O psiquiatra afirmou que nos próximos meses o Ministério da Saúde dará inicio a um estudo sobre os efeitos do THC e do CBD em pacientes que sofrem dores crônicas.
O experimento será feito com 50 pacientes, que serão divididos em dois grupos. Um grupo receberá cannabis com alto nível de THC e baixo nível de CBD e o segundo receberá mais canabidiol do que THC.
Depois de um mês os grupos serão trocados e, durante a experiência, os pacientes preencherão questionários avaliando as alterações na intensidade da dor.

Coser e Iriny ficam lado a lado após desistência de Hartung da disputa pela prefeitura

A deputada federal Iriny Lopes (PT) e o colega de partido e prefeito de Vitória, João Coser, ficaram lado a lado em um evento público pela primeira vez neste sábado (02) após o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) ter descartado a disputa pela prefeitura da Capital. Coser e Iriny participaram das comemorações dos 100 anos do Parque Moscoso, em Vitória.



Coser, que defendia que o PT apoiasse Hartung em detrimento da candidatura de Iriny, agora diz que pedirá votos para a deputada "sem constrangimento".
"Eu vou defender a candidatura dela com muito orgulho e tenho certeza que ela fará a defesa da administração do PT com tranquilidade. Ela sabia que eu faria isso se o ex-governador não fosse candidato. Portanto, não tem constrangimento", explicou.
foto: Letícia Gonçalves
Imagens do Parque Moscoso na comemoração do centenário
"Não há constragimento", garante João Coser que agora apoia Iriny Lopes na corrida eleitoral para a prefeitura da Capital
Há um mês o prefeito chegou a ir a São Paulo para levar à direção nacional do Partido dos Trabalhadores a preocupação com a candidatura própria em Vitória, integrando um grupo que pretendia rifar Iriny da disputa. A deputada afirmou neste sábado que não guarda mágoas. "Eu não guardo mágoa de ninguém. Eu estou fazendo política".
Durante o evento, Coser e Iriny permaneceram juntos. Nos discursos, nenhuma referência à corrida eleitoral. Apenas elogios ao parque.

O pré-candidato à prefeitura de Vitória pelo PMDB, Lelo Coimbra, também participou da festa. Ele ficou apenas alguns minutos e justificou a saída pela participação em uma reunião partidária. Antes, cumprimentou o prefeito e abraçou a deputada. 
O vereador Serjão Magalhães (PSB), que também é cotado para a disputa pela prefeitura da Capital, esteve na concha acústica do parque ao lado das demais autoridades.


Veja fotos de Aline Riscado, bailarina do Faustão, na 'Playboy'


Nas imagens, além da ótima forma física, Aline mostrou toda a sua elasticidade

Aline Riscado mostrou o corpão em fotos para a "Playboy". A bailarina do "Domingão do Faustão", que estampa a capa da revista de junho, fez um ensaio em clima de "Flashdance" (filme americano que virou clássico do gênero romance musical). Nas imagens, além da ótima forma física, Aline mostrou toda a sua elasticidade. 
      foto: Divulgação/Playboy

oto: Divulgação/Playboy
Aline Riscado
Aline Riscado
foto: Divulgação/Playboy
Aline Riscado
Aline Riscado
foto: Divulgação/Playboy
Aline Riscado
Aline Riscado










VEJA (AQUI) AS FOTOS COM CONTEÚDO ADULTO QUE NÃO PUDERAM SER MOSTRADAS NESTE BLOG

Aline Riscado

As Faces da Morte (CRACK)


Ilustrativa

O Crack já se tornou um verdadeiro flagelo em nossas capitais e que destrói muito rapidamente seus usuários além de exercer uma dependência química arrasadora. 

Princípio ativo 
O crack é uma mistura de cocaína em forma de pasta não refinada com bicarbonato de sódio. Esta droga se apresenta na forma de pequenas pedras e pode ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína. O efeito do crack dura, em média, dez minutos.

Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela queima da pedra. É necessário o auxílio de algum objeto como um cachimbo para consumir a droga, muitos desses feitos artesanalmente com o auxílio de latas, pequenas garrafas plásticas e canudos ou canetas. Os pulmões conseguem absorver quase 100% do crack inalado.

Efeitos 
Os primeiros efeitos do crack são uma euforia plena que desaparece repentinamente depois de um curto espaço de tempo, sendo seguida por uma grande e profunda depressão. Por causa da rapidez do efeito, o usuário consome novas doses para voltar a sentir uma nova euforia e sair do estado depressivo.

O crack também provoca hiperatividade, insônia, perda da sensação de cansaço, perda de apetite e conseqüente perda de peso e desnutrição. Com o tempo e uso constante da droga, aparecem um cansaço intenso, uma forte depressão e desinteresse sexual.

Os usuários de crack apresentam um comportamento violento, são facilmente irritáveis. Tremores, paranoia e desconfiança também são causados pela droga. Normalmente, os usuários têm os lábios, a língua e a garganta queimados por causa da forma de consumo da substância. Apresentam também problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse, expectoração de muco preto e sérios danos nos pulmões. 

O uso mais contínuo da droga pode causar ataque cardíaco e derrame cerebral graças a um considerável aumento da pressão arterial. Contrações no peito seguidas de convulsões e coma também são causadas pelo consumo excessivo da droga.

Histórico 
Ao contrário da maioria das drogas, o crack não tem sua origem ligada a fins medicinais: ele já nasceu como uma droga para alterar o estado mental do usuário.

O crack surgiu da cocaína, feito por traficantes no submundo das favelas e guetos das grandes cidades sendo, portanto, difícil precisar quando e onde realmente ele apareceu pela primeira vez. O nome "crack" vem do barulho que ele faz quando está sendo queimado para ser consumido.

Curiosidade 
Existe uma variação do crack que tem um poder alucinógeno ainda maior, trata-se de uma droga chamada Merla. A Merla apareceu pela primeira vez nas favelas do Grande ABC em São Paulo e é feita com sobras do refino da cocaína misturada com querosene e gasolina.

BALANCE CAPIXABA 02/06/2012

BALANCE CAPIXABA 02/06/2012

Justiça revê ação de improbidade contra vereador Max da Mata
Na decisão, o desembargador, relator do processo, determinou que a Vara da Fazenda Pública de Vitória dê andamento à denúncia.

O desembargador Samuel Meira Brasil Júnior julgou procedente o pedido de apelação feito pelo Ministério Público Estadual para desarquivar o processo contra o vereador de Vitória Max da Mata (PSD), acusado de improbidade administrativa por manter um funcionário "fantasma" na Câmara. Na decisão, o desembargador, relator do processo, determinou que a Vara da Fazenda Pública de Vitória dê andamento à denúncia.

O recurso do Ministério Público foi protocolado no dia 14 de abril deste ano. O desembargador Samuel Meira Brasil Junior considerou o pedido para que o processo volte a ser apreciado. Segundo ele, nos autos há provas suficientes de que o vereador cometeu atos de improbidade administrativa.
De acordo com a acusação do MPES, durante o expediente da Câmara Municipal o servidor trabalhava "em seu comércio e não em prol do interesse público". Ele recebia pagamento normalmente da Câmara de Vitória.

Max da Mata alega que o servidor seria um assessor parlamentar externo que trabalha entre o gabinete e a comunidade recolhendo os anseios que são repassados ao Legislativo. Porém, segundo a ação, o servidor foi encontrado trabalhando em sua loja no mesmo dia e horário em que há registrada sua presença na folha de ponto da Câmara Minicipal.

De acordo com o desembargador, não há dúvidas de que o assessor não presta serviços na Câmara  Municipal de Vitória. Baseado nos autos, o magistrado acredita que também está comprovado que tanto a permanência do assessor fora do local de trabalho, durante o horário de funcionamento da Câmara, quanto a declaração de cumprimento de horário que não condiz com a realidade em suas folhas de ponto, são de conhecimento do vereador, tendo sido realizados com a autorização dele.

Por meio de nota, o advogado Bruno Dall'Orto Marques, responsável pela defesa do parlamentar, informou que "a prova produzida nos autos  (fotos, vídeos, declarações e outros documentos) é farta no sentido de que o servidor efetivamente laborava para a Câmara, interna e externamente".

O advogado afirma que o vereador "está sereno e confiante no desfecho do processo e no Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo".
A acusação é de abril de 2010. Os autos foram arquivados em março de 2011.

"Eu ponho a mão no fogo pelo meu irmão", afirma o ex-vereador Gildo Gomes

O delegado Gilson Gomes e a escrivã Maria Léa podem ser soltos neste domingo (3), caso não sejam prorrogadas as prisões temporárias de ambos. O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) informou na noite desta sexta-feira (1), por meio de nota, que “requereu a prorrogação de alguns envolvidos na operação” da Polícia Federal. Além do delegado e da escrivã, outras 11 pessoas (sendo cinco em caráter temporário) foram presas na Operação Peculatus. 

Gilson Gomes espera estar fora da cadeia na segunda-feira (4), data em que ele e a família comemoram o aniversário da vereadora Sandra Gomes (PSDC), mulher do ex-titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa). Familiares do delegado afirmam que Gilson Gomes e Maria Léa são inocentes. O servidor público e ex-vereador Gildo Gomes, 49 anos, garante que o irmão é acusado injustamente. 

“Conheço muitas coisas da vida dele e ponho a mão no fogo pelo meu irmão. Eu duvido que ele tenha recebido um centavo sequer de propina. Agora quero que essa apuração chegue até o fim. E vou cobrar isso das autoridades”, desafiou.
A Operação Peculatus contou com apoio do MP-ES. Uma suspeita de fraude financeira na Caixa Econômica Federal foi o que motivou uma investigação e, posteriormente, as prisões de 13 pessoas. O delegado e a escrivã são suspeitos de atrasarem a apuração de um crime de estelionato contra um posto de combustíveis. 

Os suspeitos desta ação criminosa, que gerou prejuízo de R$ 250 mil ao estabelecimento, fazem parte do mesmo bando que teria feito um rombo de R$ 1 milhões na Caixa Econômica, de acordo com o inquérito da PF.

Foragido aparece
Um dos três foragidos na Operação Peculatus compareceu e se entregou na superintendência da PF, em São Torquato, Vila Velha, na tarde desta sexta-feira. A identidade do preso não foi revelada, a polícia informou apenas que trata-se de um  falsário. O suspeito, preso em caráter temporário (prazo de cinco dias), prestou depoimento e foi encaminhado para uma unidade carcerária do Estado. Dois acusados ainda estão foragidos. A Justiça Federal decretou prisão preventiva (sem prazo) para ambos.

Projetos culturais da Serra selecionados na Lei Chico Prego recebem críticas
Uma vereadora, uma assessora da Câmara de Vereadores e um membro do Conselho Municipal de Cultura da Serra estão entre os contemplados com verbas públicas para financiar projetos culturais. A participação de membros do Legislativo e de conselheiros no edital é permitida, mas considerada no mínimo inadequada por representantes de artistas e do Grupo de Acompanhamento ao Legislativo (GAL) da cidade.
A vereadora Lourência Riani (PT) receberá R$ 16.614 para publicação do livro "Carapina 450 anos: sua história, seu povo". A obra, dividida em quatro capítulos e 140 páginas, conta a história do bairro e foi escrita em parceria com outras três pessoas.
A assessora da Câmara de Vereadores, Márcia Montarroyos, apresentou ao Conselho Municipal de Cultura proposta de produzir um vídeo-documentário sobre agroturismo no município da Serra. A quantia disponibilizada para execução do projeto é a maior entre os 35 contemplados, conforme resultado divulgado pela Prefeitura da Serra, nesta terça-feira (08): R$ 18 mil.
Também foi beneficiado com o incentivo João Carlos Cristo Coutinho, titular da Câmara de Audiovisual do Conselho Municipal de Cultura, responsável por avaliar os projetos concorrentes ao incentivo financeiro. Ele receberá R$ 17.240 para financiar a produção de um filme, intitulado a Lenda do Pássaro de Fogo.
O presidente do Conselho, Aurélio Marques, admitiu que é comum conselheiros apresentarem projetos. Eles, porém, não participam da avaliação das próprias propostas, o que, segundo Aurélio, garante a transparência do processo.

"Todo conselheiro é um ativista cultural, agente cultural, produtor de cultura. Porque não poderia apresentar (projetos)?", sustenta. O regulamento do Conselho determina que, quando um conselheiro terá seu projeto analisado pelos colegas, ele se retire do local onde está havendo a avaliação. Para Aurélio, é o suficiente para evitar corporativismo.
A vereadora Lourência afirma que escreveu o livro como moradora de Carapina há mais de 30 anos. "Como o bairro que eu moro está completando 450 anos, e eu tinha muitos documentos guardados há anos, achei que fosse importante contar essa história para nossas crianças, jovens e adolescentes que não conhecem a história de Carapina. Eu não acho que é problema porque não assinei o livro como vereadora, assinei como cidadã que mora em uma cidade que tem uma lei de incentivo que não proíbe que eu faça uso dela para divulgação de um produto cultural e histórico da cidade", disse.

Lourência destacou que pretende o usar o dinheiro do financiamento somente após o período eleitoral, quando já terá encerrado sua campanha para a reeleição. Além disso, se colocou à disposição para discutir com os artistas uma alteração na lei para vetar a participação de servidores no edital.
A jornalista assessora da Câmara não gravou entrevista, mas afirmou ser uma "defensora da cultura da cidade" e que o setor de agroturismo carece de visibilidade. Servidora concursada da Serra há mais de 20 anos, acrescentou que pretende "mostrar belezas da cidade" com o documentário.
Para o professor Marcelo Ramos, membro do Grupo de Acompanhamento ao Legislativo da Serra, apesar de legal, o benefício concedido a servidores, parlamentar e aos membros do próprio Conselho Municipal de Cultura incubido de aprovar ou não os projetos, causa estranheza.

"Eu não vou julgar se, de repente, a vereadora desenvolveu uma veia literária. Sem entrar na seara jurídica ou literária, que não domino, acho que isso é no mínimo incompatível ou inadequado. Um servidor, um vereador, que têm outras maneiras de fazer valer seu projeto, colocar nome em fomento público que disponibiliza dinheiro público, e ser contemplado no lugar de um escritor que está batalhando... resumindo, é no minimo inadequado", frisou o fiscalizador do Legislativo.

Critérios
O diretor cultural do Instituto Goiamum, Ádson Lima, participou pela primeira vez da concorrência e não foi contemplado. Ele apresentou projeto de preservação do Sítio Casarão, uma residência localizada em Balneário de Carapebus, construída na década de 50, por um homem que teria ligações com o nazismo.
Ádson considera injusto e pouco transparente o critério de avaliação adotado pelos conselheiros. Segundo ele, a estrutura do conselho deixa os conselheiros "à vontade demais" para definir os contemplados. Eles estariam utilizando critérios "subjetivos demais", sem considerar a relevância cultural de alguns projetos.

"O critério usado pelo conselho não é justo. Uma lei de incentivo, se é de dinheiro do contribuinte da Serra, deve ser aplicada na cultura da Serra e em artistas da Serra", opina.

De fato, entre as cidades que possuem lei municipal para incentivar a cultura local, como Vitória, Vila Velha, Cariacica e Cachoeiro de Itapemirim, a Serra é a única em que os julgadores dos projetos podem apresentar propostas para receberem verbas públicas para financiamento.
Em todas elas é permitida a participação no edital de servidores municipais e membros do Legislativo. Em Vila Velha e Cachoeiro, porém, servidores que atuam nas secretarias municipais de cultura não podem inscrever projetos. Outra diferença é que moradores de qualquer município ou Estado podem participar da concorrência da Lei Chico Prego.



Embora tenham sido contempladas pessoas diretamente ligadas ao julgamento dos projetos e do serviço público municipal, a diretora de Cultura da Prefeitura da Serra, Maria Mara Tomé, não vê ilegalidade no processo, uma vez que os projetos aprovados têm relevância cultural e estão de acordo com a legislação municipal de incentivo à cultura.

"Quando esse projeto é de interesse da municipalidade, e é um projeto que agrega valores culturais e artísticos à cidade, a lei não vê nenhuma restrição para que esse projeto seja aprovado", afirmou.

Representante do GAL da Serra, Marcelo Ramos não se conforma com o fato de a lei permitir a presença de servidores e, principalmente, de parlamentares no processo. "Absolutamente uma total falta de ligação com o que está acontecendo no país. A gente vem tratando há um tempo de aumentos abusivos na Câmara da Serra e você vai e lança mão, ainda que legalmente, é bom deixar isso claro, de dinheiro público para divulgar um livro. Por mais relevante que ele possa ser e deve ser, enfim... com dinheiro público? Mais uma vez com dinheiro público? Eu diria que é indecente", afirma.

A presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Espírito Santo (Satedes), Verônica Gomes, preferiu não opinar sobre a permissão que vereadores, servidores e conselheiros têm para apresentarem projetos em busca de financiamento público, mas disse que o Conselho Municipal de Cultura da Serra negou a representação do sindicato, como existe nos demais municípios com lei semelhante. Na avaliação dela, isso prejudica a fiscalização da escolha dos projetos que receberão dinheiro público.

O resultado do edital divulgado nesta semana é referente aos trabalhos inscritos em 2011. Ao todo, R$ 496.942,19 dos cofres do município da Serra serão destinados a financiamento dos 35 projetos, entre literatura, música, artes cênicas, audiovisual e preservação de patrimônios. Os projetos foram aprovados pelos dez membros do Conselho Municipal de Cultura e confirmados por uma Comissão Especial da Lei Chico Prego, formada por representantes do Executivo.



O Conselho de Cultura foi criado pelo prefeito Sérgio Vidigal (PDT) em 1996 e tem, entre outras atribuições, a função de analisar os trabalhos inscritos na Lei Chico Prego, existente desde 2000 e que, em março deste ano, abriu o nono edital para financiamento de projetos.

Acusado de assassinato da colunista Maria Nilce é preso em Vila Velha
Romualdo Eustáquio Luz Faria, conhecido como "Japonês", foi preso na tarde desta sexta-feira (01), na Pracinha de Vila Velha

Acusado de ser um dos executores da colunista social Maria Nilce Magalhães, morta com quatro tiros na Praia do Canto, em Vitória, em 5 de julho de 1989, Romualdo Eustáquio Luz Faria, conhecido como “Japonês”, foi preso na tarde desta sexta-feira (01), na Pracinha de Vila Velha.


Romualdo encontrava-se foragido da Justiça. Ele tem sentença condenatória transitada em julgado pela prática de homicídio no município de Pedro Canário, além de responder pelo crime da colunista em processamento na 1ª Vara Criminal. 

A alegada insanidade de Romualdo não ficou provada e ele deve ir agora a júri popular. O promotor de Justiça Paulo Panaro acredita que este júri deve ocorrer no prazo de um mês. “Esta prisão é de extrema importância para a resolução de um caso que se arrasta por muitos anos. Acreditamos que, com ela possamos por fim a este processo”, disse. 

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