terça-feira, 20 de março de 2012

Serra trabalha para evitar que CPI da Privataria seja instalada antes das eleições

A CPI da Privataria Tucana se transformou, no Congresso, em moeda de troca entre parlamentares da base de apoio ao governo e oposicionistas. A constatação é do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), autor do pedido para a instalação das investigações sobre desvios bilionários ocorridos durante o processo de privatização das principais empresas públicas brasileiras, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Setores mais conservadores da Casa têm feito “uma ação pesada para postergar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)”, disse o parlamentar, em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, na manhã desta segunda-feira.
– Agora é inexorável. A CPI já foi instalada. Não tem mais como voltar atrás. O que se discute são os nomes dos integrantes, mas há uma pressão muito grande, por parte de setores conservadores na Casa, na oposição e em parte do PMDB, para que os trabalhos comecem mesmo somente depois das eleições – afirmou Protógenes Queiroz
Ex-governador paulista e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, José Serra é o principal suspeito de coordenar um esquema de evasão de divisas jamais visto na história republicana do Brasil, segundo o best seller de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana. Serra, porém, é o virtual candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo e trabalha contra a instalação da CPI que investigará o envolvimento dele, então ministro do governo FHC, como um dos cabeças da quadrilha que se apropriou de parte do resultado obtido na venda de empresas como a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional; além de todas as subsidiárias do Sistema Telebrás, segundo o livro-reportagem.
Ainda de acordo com o jornalista Ribeiro Jr., as Verônicas Serra (filha do principal suspeito) e Dantas (irmã do banqueiro Daniel Dantas, sócio do Banco Opportunity, condenado por crimes como evasão de divisa e formação de quadrilha) usaram três empresas para trazer US$ 5 milhões do Citibank ao Brasil pelo trajeto Miami-Caribe-São Paulo. Isso seria apenas uma pequena fração da propina paga por favorecimento nas privatizações, uma vez que o Ciribank comprou parte da Telebrás em parceria com Dantas.
A revelação destes e outros dados no plenário de uma CPI, antes das eleições municipais, segundo um renomado líder tucano, que prefere falar em condição de anonimato “para evitar situações ainda mais desagradáveis do que outras que têm ocorrido no PSDB paulista”, seria suficiente para naufragar a campanha de Serra à prefeitura paulistana.
– Sem dúvida, um setor do partido tem trabalhado incansavelmente para adiar a instalação da CPI da Privataria. Se os trabalhos começarem antes das eleições, a campanha de Serra corre o sério risco de ir direto ‘para o vinagre’, por mais que se tente controlar o caso junto à imprensa amiga. Mas o partido, infelizmente, está fragmentado. Embora Serra ainda tenha peso específico na legenda, o desgaste é cada vez maior – disse o político tucano.
A instalação da CPI da Privataria, porém, é ponto de honra para o delegado da Polícia Federal, eleito à Câmara dos Deputados pela principal legenda comunista no país. Protógenes Queiróz reúne a militância do Partido para, nos próximos dias, iniciar uma série de manifestações públicas no sentido de pressionar a Mesa Diretora da Câmara a definir, o quanto antes, os nomes dos integrantes da CPI.
– Vamos começar a recolher o apoio, por todo o país, dos eleitores que querem ver o Brasil passado a limpo. Em São Paulo, já na semana que vem, teremos pontos de recolhimento dessas assinaturas. O mesmo movimento se repetirá no Rio de Janeiro e nas principais capitais do país. O momento agora é de mobilização popular – afirmou Protógenes.
Principal elo de ligação entre José Serra e o esquema de desvio dos recursos públicos, durante o processo de privatização, Ricardo Sérgio de Oliveira – indicado para uma diretoria do Banco do Brasil por seu padrinho político – com influência na gestão dos fundos de pensão estatais, ampliou o faturamento de suas empresas, principalmente em negócios com os próprios fundos de pensão. Para a Previ, as empresas dele venderam um prédio por R$ 62 milhões. Da Petros, compraram dois prédios por R$ 11 milhões. Denúncias sobre a ação de Ricardo Sérgio chegaram à capa da revista semanal de ultradireita Veja, em 2002.
O dinheiro da compra do prédio da Petros foi internalizado no Brasil a partir de uma offshore caribenha, no paraíso fiscal onde a filha de Serra operava com suas empresas. Ricardo Sérgio, segundo Protógenes, será um dos primeiros convocados a depor na CPI da Privataria Tucana.

sábado, 17 de março de 2012

Crônica: EXPLICANDO POLÍTICA ÀS CRIANÇAS


Rubem Alves*

Meninos, meninas, vou lhes contar como tudo começou, do jeito como me ensinaram. Há muitos milênios atrás (um milênio são mil anos!), antes mesmo que a roda tivesse sido inventada, a vida era uma pancadaria generalizada, pauladas, pedradas, furadas ( eram feitas com paus pontudos; ainda não haviam descoberto um jeito de fazer flechas com pedras lascadas), cada um por si, cada um contra todos. Um famoso pensador chamado Hobbes disse que era um estado de “guerra de todos contra todos”. Não havia leis. As leis servem para proibir aquilo que não pode ser feito. Assim, cada um fazia o que queria. Roubar não era crime porque não havia uma lei que dissesse “é proibido roubar”. Matar não era crime porque não havia uma lei que dissesse “ é proibido matar”. E não havia pessoas encarregadas de fazer cumprir a lei: juizes, polícia. É para isso que a polícia existe: para impedir que a lei seja quebrada e para proteger os cidadãos comuns. Quem tivesse o porrete maior era o que mandava. Houve até um famoso presidente dos Estados Unidos que explicou o seu jeito de governar: “Falar manso e ter um porrete grande nas mãos...” Os jeitos primitivos continuam ainda em vigor.

É fácil entender. Imaginem uma coisa doida: um jogo de futebol em que não haja regras e

sexta-feira, 16 de março de 2012

Texto de Urariano Mota - A ditadura brasileira aparece na Itália

Por Urariano Mota
A recente denúncia do Ministério Público contra o coronel Curió terminou por mencionar um romance escrito por mim. Da Europa aos Estados Unidos, a ditadura brasileira é manchete. E creiam: na Itália, no desenvolvimento dessa notícia, hoje se mencionou Os Corações Futuristas, um romance escrito por este colunista.

Estranho e contraditório é o mundo. Ou a vida é um magnífico escritor de ironia. Lembro que “Os corações futuristas” foi escrito em um quartinho no quintal da casa onde eu morava, e se completou sem nenhuma esperança de publicação. E de tal modo, que contraí um empréstimo bancário para com ele inaugurar o ano de 2.000, com direito a coquetel e juros que até hoje não saldei. Há exatos seis anos, em 16 de março de 2006, sobre o livro falei em uma entrevista publicada no La Insignia, de onde recupero alguns trechos.

“- Como você teve a inspiração para escrever Os Corações Futuristas?

- A inspiração, nesse caso, se houve, não foi um estalo. Não veio assim de repente, caída no cérebro sem que se esperasse. Os Corações Futuristas é um romance de formação, é a narrativa de uma geração que se fodeu e quis amar sob a pior ditadura brasileira. É o romance de uma época do lema ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’. E nós amávamos muito, muito e muito o Brasil. Disse ‘nós’ como num ato falho. Isso é esclarecedor porque Os Corações Futuristas é um livro que veio sendo escrito, sem que disso eu tivesse consciência. A vida vinha escrevendo-o comigo e para mim. Às vezes, eu dizia, numa brincadeira e meio sério, ‘no dia em que eu escrever um livro sobre a militância, ela não vai gostar’. Mas não foi bem assim, porque depois, durante a escrita, vi que meu olhar alcançava tanto a crueldade quanto a compreensão. É o livro sobre a melhor juventude que eu conheci. Uma gente generosa a ponto de jogar a vida pela força das idéias. Mas, ao mesmo tempo, assim impunha a verdade, que eu não podia alisar a cabeça, vendo-a só no heroísmo. Gente capaz de covardias também, de traições sórdidas, porque é dessa massa que a vida é feita.

- Você disse que Os Corações Futuristas fala da melhor juventude que você conheceu. Então podemos dizer que é autobiográfico?

- Todo livro, por mais estranho à pessoa do autor, é autobiográfico, na medida em que fala de uma forma ou de outra sobre acontecimentos ou interesses dele. Mas responder assim é uma fuga, reconheço. A sua pergunta, bem sei, é mais precisa e específica: trata-se de saber onde o autor, a vida do autor, acontecimentos íntimos da sua vida, estão nas páginas ali apresentadas. Sim, mais uma vez, sim, a vida e as pessoas que eu conheci estão em Os Corações Futuristas. Ele é verdadeiro, nada nele é falso, postiço, quero crer. É o mundo da ditadura que eu senti. É o mundo terrível que faz até hoje ex-presos políticos levantarem-se de madrugada, e dizerem para a mulher, ‘arruma a mala, arruma a mala, que a polícia vem aí’.

- Que influência, então, representa viver no Brasil, para sua escrita e a de outros escritores?

- Fundamental. Este é o nosso berço e identidade. E dizer isso não é reivindicar um exclusivismo de nação, uma estreiteza nacionalista. É apenas dizer que estar e viver no Brasil é ir além de um acidente geográfico. É a língua e a vida da nossa infância, são as pessoas e a gente que nos fizeram e que levaremos conosco aonde formos, ainda que não estejam ao lado como pessoas físicas. O ser múltiplo, a gente múltipla da nossa memória. Como pode ver, isso é universal, cada escritor, cada pessoa é história da sua gente, em todo e qualquer lugar do planeta.

O particular da nossa literatura, a diferença, se se busca isso, está em que ninguém poderá falar com mais autoridade sobre a nossa dor quanto nós mesmos. Na literatura não há brazilianistas. Pode haver críticos literários, mas em dor brasileira nenhuma autoridade virá de laboratório exterior...

Pois o Brasil é não só o país do grande futebol e da maravilhosa música popular. O Brasil é uma imensa contradição, é a miséria material e humana que vê o paraíso ao lado, a menos de 50 metros. Combater isso é um pequeno assalto aos céus”.

Urariano Mota* É pernambucano, jornalista e autor de "Soledad no Recife", recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do cabo Anselmo, executada pela equipe do Delegado Fleury com o auxílio de Anselmo.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Ayres Britto, o homem que julgará o mensalão

Ayres Britto, o homem que julgará o mensalão Foto: Divulgação 
Ministro foi eleito esta tarde (14/03/12) presidente do Supremo Tribunal Federal, no lugar de Cezar Peluso; caberá a ele fazer o julgamento dos 38 réus do esquema ocorrido em 2005, provavelmente ainda neste semestre


O sergipano Ayres Britto vai comandar o julgamento do processo mais emblemático e complexo que já chegou à corte suprema do país: o caso do mensalão. A ação envolve 38 réus, incluindo políticos influentes no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o ex-ministro José Dirceu. Eles são acusados de envolvimento num esquema de compra de votos de parlamentares em troca de apoio político ao governo. De acordo com a denúncia, o esquema teria sido arquitetado durante a eleição de 2002 e passou a ser executado em 2003.
O ministro presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2010, quando defendeu a validade da Lei da Ficha Limpa. Coube a Ayres Britto a condução de outros julgamentos polêmicos como o que acabou por liberar o uso de células tronco embrionárias para fins terapêuticos, a legalização da união homossexual e a demarcação da área indígena Raposa Serra do sol, em Roraima.
Ayres Britto é conhecido pelo temperamento sereno em momentos de grandes tensões no Supremo Tribunal Federal. Durante debates acalorados funciona como bombeiro apaziguando os conflitos. Poeta e amante das letras, o ministro é um homem de perfil humanista, mas não deixa barato quando o assunto envolve desvios de administradores públicos. “Há quem chegue às maiores alturas para fazer as maiores baixezas”, afirmou ao declarar voto para manter a prisão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto arruda.
Ayres Britto chegou ao Supremo em junho de 2003. Eleito hoje para o comando do STF, não vai cumprir o mandato porque chega aos 70 anos em novembro, data limite para os servidores permanecerem no serviço público. Se os problemas de saúde deixar, o ministro Joaquim Barbosa vai sucedê-lo no cargo.
By 247.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

HÁ 129 ANOS MORRIA KARL MARX

Da Prensa Latina

Em 14 de março de 1883 faleceu Carlos Marx, filósofo e economista alemão, cuja obra e influência transcendem até hoje, como previu ante sua tumba Federico Engels, fiel amigo e cofundador do socialismo e do comunismo científicos.

Vítima há meses de uma doença pulmonar, sua morte ocorreu em Londres, serenamente como se estivesse dormindo, e foi enterrado em 17 de março junto a sua esposa Jenny, falecida de câncer em 2 de dezembro de 1881.

Marx nasceu em 5 de maio de 1818 em Tréveris (cidade da Prússia renana); estudou nas universidades de Bonn e Berlin, Direito, História e Filosofia; escreveu em vários meios de imprensa, e submeteu sua análise e crítica às ideias filosóficas, econômicas e políticas precedentes.

Sua concepção materialista e dialética, quanto à filosofia e a sociedade, levam-no a fundar junto a Federico Engels (1820-1895) uma nova doutrina ideológica.

Marx era, antes de mais nada e, sobretudo, afirmou Engels, um revolucionário; o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo...e morre venerado, amado, chorado por milhões de operários semeados por toda a órbita, desde as minas da Sibéria até a ponta da Califórnia.

E bem posso dizer com orgulho -asseverou- que, se teve muitos adversários, não conheceu seguramente um só inimigo pessoal.

Assim continua até nossos dias tudo o referente a Carlos Marx, venerado por milhões e repudiado por outros que tratam de minimizar seu prestígio para além dos tempos e da lógica.

Sua vida esteve intimamente unida ao movimento operário e à criação da doutrina denominada marxista, a que mais prevaleceu desde então, incluídas suas variantes, não só no proletariado, senão entre as forças de esquerda e socialistas em geral.

Uma boa parte de seus esforços dedicou-os à ciência econômica e a demonstração de sua descoberta a respeito da mais-valia.

É autor de numerosas obras, algumas em colaboração com Engels, como A sagrada família, A ideologia alemã e o Manifesto Comunista.

Entre as mais notáveis suas estão, Contribuição à crítica da economia política (1859) e O Capital (tomo I, 1867); outros textos neste campo foram publicados postumamente.

Marx e Engels fundaram sua amizade em 1844, em Paris, onde residia o primeiro, e depois de afiliar-se à sociedade secreta Liga dos Comunistas e assistir a seu II Congresso (1847), redigiram a petição do agrupamento o Manifesto (1848), sem dúvida um importante documento.

"Um fantasma percorre a Europa: o fantasma do comunismo. Todas as forças da velha Europa se uniram em santa cruzada para acossar a esse fantasma...", começa o texto e termina com a exortação "Proletários de todos os países, uni-vos!"

Foi também o mentor da Associação Internacional dos Trabalhadores (1864-1872), a I Internacional, criada em Londres em 28 de setembro de 1864; escreveu seu primeiro Manifesto e diversos acordos, declarações e apelos.

Suas maiores contribuições radicaram no campo teórico, segundo expressou Engels ante sua tumba.

Bem como Darwin descobriu a lei da evolução da natureza orgânica, Marx, a lei pela qual se rege o processo da natureza humana e a especial que preside a dinâmica do regime capitalista de produção e da sociedade burguesa engendrada por ele (a lei da mais-valia).

A primeira explica-a Engels com palavras singelas: até ele aparecia soterrado baixo uma fumaça ideológica que o homem precisa acima de tudo, comer, beber, ter onde habitar e com que se vestir, antes de dedicar à política, à ciência, à arte, à religião.

Ou, seja, a produção dos meios materiais e imediatos de vida, o grau de progresso econômico da cada povo ou da cada época -destaca-, é a base sobre a que depois se desenvolvem as instituições do Estado, as concepções jurídicas, a arte e inclusive as ideias religiosas das pessoas desse povo ou dessa época.

À luz de seu método, denominado materialismo histórico, escreveu três obras com respeito à história francesa: As lutas de classes na França de 1848 a 1850, O 18 Brumário de Luis Bonaparte e A guerra civil na França (1870-1871).

Não obstante o desaparecimento da União Soviética e do chamado Campo Socialista no final do passado século, milhões de pessoas estão convencidas que "um fantasma percorre o Mundo: o fantasma de Carlos Marx", parafraseando o Manifesto Comunista.

Desde 2003, Havana foi sede de várias conferências internacionais com o título Carlos Marx e os Desafios do Século XXI, com a participação de numerosos cientistas sociais de diversa procedência.

"Hoje Marx e Engels estão mais próximos que nunca, porque nunca como agora tem sido o capitalismo tão voraz e destruidor", sustenta a professora cubana Isabel Monal, uma das organizadoras do foro e da revitalização de suas ideias.

Prêmio Nacional de Ciências Sociais (1998), Monal é Doutora em Ciências Filosóficas, diretora da Cátedra de Estudos Marxistas, do Instituto de Filosofia, e diretora da revista Marx Agora.

Conta em seu aval os estudos realizados na Universidade de Havana, cursos em Educação e em Filosofia, no San Francisco State College e em Harvard, Estados Unidos; bem como trabalhos de investigação na Universidade de Humboldt, da Alemanha.

Projeto que usou moradores de rua como 'roteadores Wi-Fi ambulantes' no Texas é abandonado

O experimento, testado no evento geek SXSW, foi criticado

 

A agência de publicidade americana BBH Labs desistiu do projeto de usar moradores de rua como "roteadores Wi-Fi ambulantes". O projeto, batizado Homeless Hotspots (Hotspots sem-teto), recebeu diversas críticas. "Não temos planos futuros para o projeto, nem na cidade de Nova York em qualquer outro lugar", disse ao jornal New York Post Emma Cookson, presidente da empresa.
O experimento, lançado durante o evento geek South by Southwest (SXSW), fechou uma parceria com um abrigo para recrutar diversos moradores de rua. Cada um deles foi equipado com um roteador de sinal 4G. Portadores de smartphones, laptops ou tablets que precisavam de acesso à web só precisavam, então, se apresentar a um Homeless Hotspot e pegar um código para acessar a internet. Usuários podiam pagar o que queriam pelo serviço. Todo dinheiro arrecadado era destinado aos sem-teto.
Projeto – A ação foi inspirada pelas instituições que treinam moradores de rua a vender jornais. "Como qualquer publicação impressa, esses jornais estão passando por dificuldades devido à proliferação dos meios digitais", escreveu Saneel Radia, diretor de inovação da BBH de Nova York. "Resolvemos modernizar esse modelo."
Cada voluntário recebia a garantia de que iria ganhar mais de 50 dólares (91 reais) por dia, em uma jornada de até seis horas – valor acima do piso salarial do estado do Texas, onde acontece o SXSW. A BBH Labs também forneceu uma bolsa diária no valor de 20 dólares (36 reais) aos voluntários. Os Homeless Hotspots atraíram a atenção de participantes do SXSW, que acusaram a agência BBH Labs de explorar a imagem dos sem-teto indevidamente.

 

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