quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Propriedade Particular afaste-se!!
A tentativa de decretar o fim da história, com o triunfo do liberalismo e a extinção da luta de classes e do que seja esquerda e direita no campo político, vai sendo enterrada pela prática como bom e velho critério da verdade. Não é preciso se debruçar sobre conceitos e análises elaboradas. Basta olhar o que aconteceu no despejo de 1.600 famílias no Pinheirinho, em São José dos Campos, para constatar os evidentes interesses de classe e as diferentes visões políticas.
A Cracolândia, a calçada limpa dos fascistas e a Solução Final
Por
Francisco Barreira*
Fernando
Hadadd, candidato petista à prefeitura de São Paulo, critica a forma (o viés
mais policial do que de saúde pública) com que o Governo do Estado vem tratando
a questão da Cracolândia. De seu lado, os quatro pré-candidatos do PSDB
defendem a ação policial.
Na
edição de (15-01), a Folha de S. Paulo aborda a assunto com uma
interrogação : Quem ganha eleitoralmente com esse debate? Em anexo, o
articulista Gilberto Dimenstein faz a mesma pergunta.
A
matéria e a pergunta do jornalão paulista apenas revelam sua indigência
jornalística e seu caráter falto, bem como sua hipócrita tentativa de
parecer isento. Eleitoralmente falando, quanto valem alguns cadáveres ou o
inaudito sofrimento humano?
O
jornalismo brasileiro transformou-se nessa coisa animalescamente burguesa e
insensível. Objetiva e podre. As vítimas da violência policial e da
desgraça social são abstraídas ou tratadas como meros detalhes.
Para
não deixar a pergunta sem resposta, direi que, do ponto de vista eleitoral,
ganham os tucanos. E ganham porque eles interpretam um sentimento generalizado
de uma parte assustadoramente crescente da burguesia brasileira desde
seus estratos superiores até os mais baixos, recém integrados à sociedade
de consumo. Sentimento que se expressa de forma bem visível na Capital
paulista, mais, talvez, do que na média das demais capitais.
É um
sentimento francamente fascista que o Serra soube aproveitar bem na campanha
presidencial de 2010. Pode-se dizer também que há ai uma abordagem
fascista que historicamente conduz à ”Solução Final” nazista.
A
opinião de alguns comerciantes e de moradores mais bem instalados, de
ruas e bairros adjacentes à Cracolândia, ilustra bem essa forma de
sentir as coisas da vida. Um comerciante queixa-se: “Depois que eles
apareceram (os viciados em crack) minhas vendas caíram em 40%” E diz um
morador: “ Para entrar na minha casa tenho que passar sobre um
monte de viciados”. Há ainda quem reclame da desvalorização de seus imóveis.
É
evidente que o comerciante tem direito ao lucro o morador ao acesso desimpedido
à sua casa. Entretanto o que os torna burgueses brutalmente insensíveis e
alienados é o fato de eles só verem um lado da questão e tratarem os
dependentes do crack como um lixo a ser removido.
A remoção do lixo
Poderia
dizer que praticamos, desde sempre, uma política de higienização das cidades,
para conforto dos moradores mais bem sucedidos e valorização de seus imóveis. O
paradigma desse tipo de política foi o governo de Carlos Lacerda no
início nos anos 60 do século passado, no Rio. Ele promoveu a remoção pura e
simples de favelas populosas (e seu entulho humano) incrustadas em
valorizados bairros da Zona Sul. A chacina de mendigos também marcou essa
época.
Só
nas últimas duas décadas os governos foram assumindo, timidamente, a
noção de que as favelas devem ser urbanizadas e integradas, mas sua
população ainda é tratada como um inconveniente agrupamento de pobres
sobrantes.
Entretanto
a questão de fundo permanece: desde os primórdios da produção
capitalista que conviveu de forma harmoniosa e interativa com a ética
puritana, os pobre sobrantes (que eram muitos) foram tratados
de forma hipócrita e utilitarista.
Nesta
época, como Marx descreve com detalhes no Livro I de O Capital, crianças de
oito anos eram internadas em fábricas-reformatórios e obrigadas a
trabalhar até 14 horas por dia. A argumentação dos piedosos puritanos era
a de que se ficassem nas ruas ou em seus ”lares pobres e promíscuos” elas
cairiam no vício e na prostituição. Só cinqüenta anos mais tarde, o
Parlamento Inglês aprovou lei proibindo o trabalho para menores de 14
anos.
Tudo
isso para dizer que a mentalidade fascista e nazista, bem como essa
calhorda insensibilidade humana da sociedade de consumo, não são
invenção dos Hitlers e Mussolinis da vida. São aspectos inerentes ao modo de
produção capitalista que só realiza sua acumulação (sua reprodução
ampliada), contrariando os elementares interesses da humanidade e destruindo
(já agora de forma ciclópica) a Natureza.
Haddad
vai perder alguns, talvez muitos, votos nesse debate com os tucanos. Mas
haverá, talvez, o resgate de algumas idéias e sentimentos generosos, em
meio ao sufocante pragmatismo da sociedade de consumo e sua mídia servil
e corrupta.
Por Francisco Barreira*
O Palhaço Jabor e a tentativa de intrigar Dilma contra Lula
Por Francisco Barreira*
"Não pretendo dizer que fui o
primeiro, mas os meus leitores assíduos, que felizmente são muitos,
hão de lembrar que há meses venho falando da adesão de boa parte da classe
média conservadora à presidenta Dilma. Hoje as pesquisas comprovam sua
alta popularidade e revelam que boa parte daqueles que votaram no Serra,
admitem que ela faz um bom governo.
Cá entre nós, nem há essa
excelência toda nesse governo, nem os ex-eleitores de Serra significam um
bom padrão de julgamento. Na verdade, essa classe média brasileira – com
renda satisfatória ou alta e um certo verniz - não passa de uma
legião inacreditável de analfabetos políticos, quando não forem hipócritas
afetando possuir um comportamento politicamente correto.
Esse é o público natural do Palhaço
Jabor que se faz de inconseqüente para dizer tudo o que seu patrão, o Dr.
Marinho quer dizer, mas não tem coragem. Um
público animalescamente egoísta e insensível à nossa brutal
desigualdade social, suas causas e suas conseqüências.
Gente que de pai para filho
sempre levou vantagem em tudo, mas fica na ponta dos cascos quando pilha
um político roubando, sem notar que ele é apenas empregadinho dos empreiteiros,
banqueiros e financistas bandoleiros como Daniel Dantas e Nagi Nahas.
Nahas, esse bandido
internacionalmente reconhecido (ele está proibido de atuar nas bolsas de 37
países) e que, por acaso, é dono do Pinheirinho, cuja população de pobres
sobrantes acaba de ser massacrada moral e fisicamente. Nahas,
o senhor da grana, a quem a Justiça e a Polícia paulistas servem com
denodo.
Mas falávamos dessa gente que lê o
Jabor e defende a expulsão da população do Pinheirinho porque
considera que o respeito à propriedade privada (a grande) vem em primeiro
lugar. Gente que antigamente afetava cultura arranhando o francês e
que hoje, pela mesmo razão, arranha o inglês. Nessa tribo há profissionais
competentes em suas especialidades. Porém na visão do conjunto são antas
paradigmáticas do analfabetismo político.
Falou dizer que é gente
moralista e boçal a ponto de ter votado no Collor, acreditando que ele seria um
caçador de marajás, mas hoje, covardemente não confessa isso, embora,
reincidente, continue procurando outros caçadores de fichas sujas.
São, pois, os leitores preferências
do Jabor. É para eles que o Palhaço escreve, com talento às vezes, mas com
cinismo asqueroso de quem não leva nada a sério porque não se respeita nem se
leva a sério. Muitas vezes copia Nelson Rodrigues, um gênio que detectou o país
dos coitadinhos, dos enrustidos e do complexo de vira latas. Porém, cético e
conservador, considerava-se pessoalmente agredido diante de qualquer idéia progressista
ou generosa.
Sabemos que a Família Marinho é uma
quadrilha organizada. E reparem como o Jabor e todos os profissionais de certa
projeção que trabalham para ela, não dizem uma palavra sobre o Drama do
Pinheirinho. São mercenários com alto grau de sofisticação.
Seja como for, agora o Jabor e toda
essa tropa mercenária, trabalham com esmero e de forma articulada para
aplaudir Dilma e intrigá-la contra Lula. Isto porque seus
patrões imaginam que separando a presidenta de seu antecessor, ela cairá
em suas redes e os servirá com docilidade.
Creio que não conseguirão isso.
Mas o que quero dizer é que no fundo toda essa gente – o Jabor,
seus patrões e seus leitores - têm ódio do Lula porque ele
representa o brasileiro, mulato autêntico, que deu certo. Diferente do mulato
com alma de branco o FHC, o “príncipe dos sociólogos” e fajuto como o
neoliberalismo que ele abraçou.
As viúvas do FHC querem adotar a
Dilma."
Por Francisco Barreira
A Conspiração por Trás do MegaUpload
A uma semana vivenciamos um caso onde foi o estopim para uma guerra cibernética, falo sobre a retirada do MegaUpload pelo FBI. O FBI havia declarado que o motivo foi a pirataria e uma possível lavagem de dinheiro, o que de fato seria sensato de observar, mas poucos engoliram essa historia.
Especula-se que o real motivo da queda do MegaUpload fora na verdade um de seus novos projetos, batizado de MegaBox. Esse seria como uma loja de musica onde artistas pudessem vender suas musicas diretamente ao cliente, e obtendo um alto lucro de até 90%, direto para o artista. Competindo diretamente contra grandes industrias musicais e empresas gigantes como a Apple e a própria "Skynet" Google.
A teoria vem de uma declaração do Kim “Dotcom” Schmitz, o dono do MegaUpload, para o TorrentFreak em Dezembro do ano passado:
Especula-se que o real motivo da queda do MegaUpload fora na verdade um de seus novos projetos, batizado de MegaBox. Esse seria como uma loja de musica onde artistas pudessem vender suas musicas diretamente ao cliente, e obtendo um alto lucro de até 90%, direto para o artista. Competindo diretamente contra grandes industrias musicais e empresas gigantes como a Apple e a própria "Skynet" Google.
A teoria vem de uma declaração do Kim “Dotcom” Schmitz, o dono do MegaUpload, para o TorrentFreak em Dezembro do ano passado:
- “O Universal Music Group sabe que nós vamos competir com eles através de nossa nova empreitada chamada Megabox.com, que em breve vai permitir aos artistas a venda direta aos consumidores, enquanto mantém 90% do lucro.”
“Nós temos uma solução chamada a Megakey (Megachave), que irá permitir aos artistas a receber lucro de usuários que baixarão músicas de graça. É isso mesmo, vamos pagar os artistas até mesmo por downloads gratuitos. O modelo de negócio da Megakey foi testada com mais de um milhão de usuários, e funciona!”
O projeto também contava com apoio de algumas empresas de internet como o Amazon, e o Gracenote, e a empreitada de usuários poderem baixar musicas gratuitas e o próprio site pagar o artista por elas. E agora? Será que a retirada do MegaUpload pelo FBI (que agora está retirando e ameaçando outros sites de compartilhamento) foi mandada por um gigantesco lobby das gravadoras? Será estamos perdendo a chance de ver algo que revolucione ainda mais o sistema de distribuição de músicas no mundo?
Como se não fosse o suficiente, este usuário do Youtube fez um vídeo de 15 minutos, onde supostamente confirma que “os grandes segredos” do MegaUpload podem afetar todo e qualquer cidadão americano, além de poder gerar uma caça às bruxas por todo o mundo. Parece um grande exagero, mas a possibilidade está aí:
Como se não fosse o suficiente, este usuário do Youtube fez um vídeo de 15 minutos, onde supostamente confirma que “os grandes segredos” do MegaUpload podem afetar todo e qualquer cidadão americano, além de poder gerar uma caça às bruxas por todo o mundo. Parece um grande exagero, mas a possibilidade está aí:
Rede social Google+ é liberada para maiores de 13 anos
Idade anterior era 18 anos; Google anunciou novos recursos de segurança.Bloqueio de contatos desconhecidos em conversas está entre as funções.
A rede social Google+ agora está disponível para usuários que afirmem ter pelo menos 13 anos - a idade mínima anterior era 18 anos. O anúncio foi feito hoje pelo Google nesta quinta-feira (26).
O Google+ é baseado em círculos de amizade: cada usuário tem grupos de contatos dividos nos chamados Circles, e pode postar conteúdo para um, vários, ou publicamente.
A idade é informada quando um usuário faz uma conta no Google, que vale para vários serviços que a empresa fornece além do Google+, como o YouTube e Gmail.
Novas Ferramentas
Com a mudança, a empresa anunciou três ferramentas de segurança específicas para usuários com idade informada entre 13 e 17 anos.
Antes de o menor postar conteúdo para todo público, como fotos ou vídeos, terá que confirmar se realmente quer que todos vejam o post.
Somente contatos dos círculos poderão entrar em contato por chat e será fácil para o menor bloqueá-los, diz a empresa.
Por fim, quando menores estiverem em um bate-papo com voz, chamado de Hangout no Google+, e maiores de idade que não estiverem no círculo dos usuários tentarem entrar na conversa, estes serão bloqueados até receberem permissão.
O Google+ tem cerca de 90 milhões de usuários, segundo disse Larry Page, CEO do Google, durante a apresentação de resultados financeiros da empresa na última sexta-feira (20).
Via G1
Google Earth ganha versão integrada com rede social
Novo software também tem nova tecnologia de exibição de imagens.
Earth reúne imagens de satélite da Terra
O Google anunciou nesta quinta-feira (26) a nova versão do Google Earth, o programa da companhia que permite acessar imagens de satélite da Terra. No novo software, o usuário poderá compartilhar as fotos de determinadas partes do mundo por meio do Google+, a rede social da gigante das buscas.![]() |
| Imagem processada com a nova tecnologia do Google Earth (Foto: Reprodução) |
A ideia é que essa nova tecnologia para unir o mosaico preserve as texturas de determinadas partes do planeta. Essa mudança chegará às versões do Earth para computador de mesa e smartphones e tablets.
O Google também anunciou atualizações na função que faz pesquisas no software. Agora o software terá uma função de autocompletar, que também está presente no Google Maps.
Via G1
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